terça-feira, 28 de novembro de 2017

Fechamento de mais um ciclo.



        Salve Deus!
        Meus irmãos, minhas irmãs.
        Fechamento de mais um ciclo.
        Partida para os planos Espirituais do nosso 1º Doutrinador deste Amanhecer, Trino Ajarã, mestre Gilberto Zelaya.
        Vamos todos rogar a Deus, por esta sua nova caminhada nos Planos Espirituais e que seu reencontro com a nossa Mãe Clarividente Koatay 108, seja de muita alegria, muita a festa.
        Foi o desbravador, o grande comandante. Deixou sua marca, seu legado, fez com que a Doutrina do Amanhecer seja conhecida em todo o Planeta.
        O filho mais velho de Tia Neiva, com a sua partida, deixa no coração do Jaguar, um misto de saudade, pesar, melancolia e uma lacuna profunda que jamais será preenchida.
        Que a sua partida, seja um momento de muita reflexão entre nós Jaguares, seja um momento de muita harmonia, porque com a sua partida herdamos mais responsabilidades. Responsabilidades de seguir seus ensinamentos, deixados pela nossa Mãe Tia Neiva.
        Que o amor seja a expansão interior dos filhos de Pai Seta Branca. Que a paz vença a guerra e o caos do interior de cada pessoa. Que possamos viver em gratidão por cada momento, pois nossa missão está em toda a parte, em toda a hora e em todo o lugar.
        Vamos lembrar as lembranças boas e não a tristeza, pois os planos Espirituais está recebendo mais um filho de Luz.
Salve Deus!
Adjunto Nelon Filho de Devas mestre Jorge Luis 

Automatismo e corpo espiritual

Automatismo fisiológico: Compreensível salientar que o princípio inteligente, no decurso dos evos, plasmou em seu próprio veículo de exteriorização as conquistas que lhe alicerçariam o crescimento para maiores afirmações nos horizontes evolutivos.


Dominando as células vivas, de natureza física e espiritual, como que empalmando-as a seu próprio serviço, de modo a senhorear possibilidades mais amplas de expansão e progresso, sofre no plano terrestre e no plano extraterrestre as profundas experiências que lhe facultarão, no bojo do tempo, o automatismo fisiológico, pelo qual, sem qualquer obstáculo, executa todos os atos primários de manutenção, preservação e renovação da própria vida.


Atividades reflexas do inconsciente: Sabemos que, em nos propondo aprender a ler e escrever, antes de tudo nos consagramos à empresa difícil de assimilação do alfabeto e da escrita, consumindo energia cerebral e coordenando o movimento dos olhos, dos lábios e das mãos, em múltiplas fases de atenção e trabalho, de maneira a superar nossas próprias inibições, para, depois, conseguirmos ler e escrever, mecanicamente, sem qualquer esforço, a não ser aquele que se refere à absorção, comunicação ou materialização do pensamento lido ou escrito, porquanto a leitura e a grafia ter-se-ão tornado automáticas na esfera de nossa atividade mental.


Nessa base de incessante repetição dos atos indispensáveis ao seu próprio desenvolvimento, vestindo-se de matéria densa no plano físico e desnudando-se dela no fenômeno da morte, para revestir-se de matéria sutil no plano extra físico e renascer de novo na Crosta da Terra, em inumeráveis estações de aprendizado, é que o princípio espiritual incorporou todos os cabedais da inteligência que lhe brilhariam no cérebro do futuro, pelas chamadas atividades reflexas do inconsciente.

Teoria de Descartes: Atento a isso e espantado diante do gigantesco patrimônio da mente humana é que Descartes, no século 17, indagando de si mesmo sobre a complexidade dos nervos, formulou a teoria dos espíritos animais que estariam encerrados no cérebro, perpassando nas redes nervosas para atender aos movimentos da respiração, dos humores e da defesa orgânica, sem participação consciente da vontade, chegando o filósofo a asseverar que esses espíritos se conjugavam necessariamente refletidos, aplicando semelhante regra notadamente aos animais que ele classificava por máquinas desprovidas de pensamento.

Descartes não logrou apreender toda a amplitude dos caminhos que se descerram à evolução na esteira dos séculos, mas abordou a verdade do ato reflexo que obedece ao influxo nervoso, no automatismo em que a alma evolui para mais altos planos de consciência, através do nascimento, morte, experiência e renascimento na vida física e extrafísica, em avanço inevitável para a vida superior.

Automatismo e Herança: Assim como na coletividade humana o indivíduo trabalha para a comunidade a que pertence, entregando-lhe o produto das próprias aquisições, e a sociedade opera em favor do indivíduo que a compõe, protegendo-lhe a existência, no impositivo do aperfeiçoamento constante, nos reinos menores o ser inferior serve à espécie a que se ajusta, confiando-lhe, maquinalmente, o fruto das próprias conquistas, e a espécie labora em benefício dele, amparando-o com todos os valores por ela assimilados, a fim de que a ascensão da vida não sofra qualquer solução de continuidade.

Se, no círculo humano, a inteligência é seguida pela razão e a razão pela responsabilidade, nas linhas da Civilização, sob os signos da cultura, observamos que, na retaguarda do transformismo, o reflexo precede o instinto, tanto quanto o instinto precede a atividade refletida, que é base da inteligência nos depósitos do conhecimento adquirido por recapitulação e transmissão incessantes, nos milhares de milênios em que o princípio espiritual atravessa lentamente os círculos elementares da Natureza, qual vaso vivo, de forma em forma, até configurar-se no indivíduo humano, em trânsito para a maturação sublimada no campo angélico.

Desse modo, em qualquer estudo acerca do corpo espiritual, não podemos esquecer a função preponderante do automatismo e da herança na formação da individualidade responsável, para compreendermos a inexequibilidade de qualquer separação entre a Fisiologia e a Psicologia, porquanto ao longo da atração no mineral, da sensação no vegetal e do instinto no animal, vemos a crisálida de consciência construindo as suas faculdades de organização, sensibilidade e inteligência, transformando, gradativamente, toda a atividade nervosa em vida psíquica.

Evolução e princípios cosmocinéticos: Os dias da Criação, assinaladas nos livros de Moisés, equivalem a épocas imensas no tempo e no espaço, porque o corpo espiritual que modela o corpo físico e o corpo físico que representa o corpo espiritual constituem a obra de séculos numerosos, pacientemente elaborada em duas esferas diferentes da vida, a se retomarem no berço e no túmulo com a orientação dos Instrutores Divinos que supervisionam a evolução terrestre.

Com semelhante enunciado não diligenciamos, de modo algum, explicar a gênese do espírito, porque isso, por enquanto, implicaria arrogante e pretensiosa definição do próprio Deus.

Propomo-nos simplesmente salientar que a lei da evolução prevalece para todos os seres do Universo, tanto quanto os princípios cosmocinéticos, que determinam o equilíbrio dos astros, são, na origem, os mesmos que regulam a vida orgânica, na estrutura e movimento dos átomos.

O veículo do espírito, além do sepulcro, no plano extrafísico ou quando reconstituído no berço, é a soma de experiências infinitamente repetidas, avançando vagarosamente da obscuridade para a luz. Nele, situamos a individualidade espiritual, que se vale das vidas menores para afirmar-se, das vidas menores que lhe prestam serviço, dela recolhendo preciosa cooperação para crescerem a seu turno, conforme os inelutáveis objetivos do progresso.

Gênese dos órgãos psicossomáticos: Todos os órgãos do corpo espiritual e, consequentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre.

É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos ameboídes; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados monocelulares expostos ao clarão solar, que o olfato começou nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas, muitas delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos digestivos, e que as primeiras sensações do sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam, atraídas uma para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas.

Trabalho da inteligência: Examinando o fenômeno da reflexão sistemática, gerando o automatismo que assinala a inteligência de todas as ações espontâneas do corpo espiritual, reconhecemos sem dificuldade que a marcha do princípio inteligente para o reino humano e que a viagem da consciência humana para o reino angélico simboliza a expansão multimilenar da criatura de Deus que, por força da Lei Divina, deve merecer, com o trabalho de si mesma, a auréola da imortalidade em pleno Céu.

Compilado por Harmonia Espiritual
Livro.: Evolução em dois Mundos
Autor: André Luiz (espírito) e Francisco C. Xavier

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Cristão e o Mundo


"Primeiro a erva, depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga." - Jesus (Marcos, 4:28)

Ninguém julgue fácil a aquisição de um título referente à elevação espiritual.
O Mestre recorreu sabiamente aos símbolos vivos da Natureza, favorecendo-nos a compreensão.
A erva está longe da espiga, como a espiga permanece distanciada dos grãos maduros.
Nesse capítulo o mais forte adversário da alma que deseja seguir o Salvador, é o próprio mundo.

Quando o homem comum descansa nas vulgaridades e inutilidades da existência terrestre, ninguém lhe examina os passos.
Suas atitudes não interessam a quem quer que seja.
Todavia, em lhe surgindo no coração a erva tenra da fé retificadora, sua vida passa a constituir objeto de curiosidade para a multidão.
Milhares de olhos, que o não viram quando desviado na ignorância e na indiferença, seguem-lhe, agora, os gestos mínimos com acentuada vigilância.
O pobre aspirante ao título de discípulo do Senhor ainda não passa de folhagem promissora e já lhe reclamam espigas das obras celestes; conserva-se ainda longe da primeira penugem das asas espirituais e já se lhe exigem vôos supremos sobre as misérias humanas.

Muitos aprendizes desanimam e voltam para o lodo, onde os companheiros não os vejam.
Esquece-se o mundo de que essas almas ansiosas ainda se acham nas primeiras esperanças e, por isso mesmo, em disputas mais ásperas por rebentar o casulo das paixões inferiores na aspiração de subir.
Dentro da velha ignorância, que lhe é característica, a multidão só entende o homem na animalidade em que se compraz ou, então, se o companheiro pretende elevar-se, lhe exige, de pronto, credenciais positivas do céu, olvidando que ninguém pode trair o tempo ou enganar o espírito de sequência da Natureza.

Resta ao cristão cultivar seus propósitos sublimes e ouvir o Mestre: Primeiro a erva, depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga.

domingo, 26 de novembro de 2017

O dia mundial dos pobres

O dia mundial dos pobres, uma hipocrisia?!

25/11/2017, 2:03169
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Com o valor, certamente astronómico, da hipotética venda da Pietà, milhões de pobres, que vivem agora na miséria, poderiam ser significativamente ajudados.
Não é preciso ser muito perspicaz para adivinhar o comentário que, certamente, muitos não católicos terão feito a propósito da instituição, pelo Papa Francisco, do Dia Mundial dos Pobres: mais do que criar uma efeméride deste género, que pouco ou nada vai beneficiar os mais indigentes, melhor seria que o Vaticano abrisse mão dos seus fabulosos tesouros e, com o valor da venda desses bens, ajudasse efectivamente os pobres. Caso contrário, o Dia Mundial dos Pobres, que teve a sua primeira edição no passado 19 de Novembro, arrisca-se a ser uma rematada hipocrisia.
A alegada duplicidade da Igreja em relação à questão social, recorda a falsa lenda da cínica dama que, ricamente vestida e ostentando luxuosas jóias, assim teria respondido a um mendigo, à saída de um baile de caridade: – Como é que o senhor se atreve a pedir-me esmola, quando estive a noite toda a dançar por sua causa?!
A imensa riqueza da Igreja católica, nomeadamente a do Vaticano, é um tópico recorrentemente referido pelos anticlericais. Em abono da verdade, não se pode deixar de reconhecer que a Basílica de São Pedro, o palácio apostólico, a Capela Sixtina, a biblioteca e os Museus Vaticanos encerram obras de arte de incalculável valor. É certo que esses tesouros não são directamente rentáveis – é provável que as receitas decorrentes da sua exposição ao público não sirvam sequer para cobrir os gastos inerentes à sua conservação – mas não se pode negar que, a venda de algumas dessas obras de arte, seria suficiente para matar a fome a muita gente.
Pense-se, por exemplo, na ‘Pietà’ de Miguel ngelo: não sendo essa famosa imagem de Nossa Senhora da Piedade essencial à missão da Igreja, porque não se promove a sua venda, em leilão mundial? Os 450 milhões de dólares por que foi recentemente arrematado o quadro ‘Salvator Mundi’, de Leonardo da Vinci, poderiam ser facilmente ultrapassados pela ‘Pietà’. Com o valor certamente astronómico dessa extraordinária receita, milhões de pobres, que vivem agora na maior miséria, poderiam ver significativamente melhorada a sua vida.
É verdade. Como verdade é também que esta mesma crítica se poderia fazer a outras entidades, a começar pelo Estado português. É significativo que, mesmo nos tempos da mais severa austeridade nacional, ninguém tenha sugerido que o Museu Nacional de Arte Antiga vendesse algumas das suas obras mais valiosas – como, por exemplo, o tríptico de Nuno Gonçalves – mesmo sabendo que uma tal alienação iria permitir ao Estado auferir uma receita não despicienda. Mais ainda, foi precisamente em 2015 e 2016 que, paradoxalmente, se lançou uma campanha nacional para a adquisição, por 750 mil euros, de ‘A adoração dos Magos’, de Domingos António Sequeira. Felizmente conseguiu-se, por subscrição pública, resgatar essa obra e devolvê-la ao património nacional. Curiosamente, não consta que alguém tenha considerado hipócrita aquela campanha…
Também até agora não se ouviu, que se saiba, nenhuma voz reclamando a venda desse quadro, ou de outro qualquer tesouro nacional, em proveito das vítimas dos incêndios. Ninguém considerou hipócritas a presidência da república, o parlamento ou o governo, pelo facto de não terem disponibilizado os bens dos museus nacionais para esse efeito. Os partidos políticos e as centrais sindicais, sempre tão preocupados com os pobres, também não avançaram com nenhuma proposta nesse sentido, sem que ninguém os tivesse acusado de farisaísmo. Pelos vistos, a hipocrisia é uma virtude exclusiva dos católicos e da respectiva Igreja…
Por incrível que pareça, o que muitos queriam que a Igreja fizesse com os seus bens, já aconteceu no nosso país. Com efeito, com o liberalismo, todos os conventos masculinos foram extintos, bem como os femininos, embora estes só depois da morte da última religiosa. Alguns dos conventos expropriados e os seus recheios foram integrados no património nacional, mas a maior parte desses bens imóveis e móveis foram vendidos em hasta pública e depois vorazmente delapidados. Edifícios, imagens de arte sacra e bibliotecas de enorme valor artístico e cultural, que as ordens religiosas tinham, durante séculos, criado e conservado, a bem da nação, perderam-se para sempre. Henrique Leitão e Luana Giurgevich publicaram, recentemente, numa obra de referência (‘Clavis bibliothecarum’, 2016), os catálogos e inventários das instituições religiosas em Portugal, até 1834. Mais de quatrocentas bibliotecas desapareceram com essa catástrofe cultural, só comparável ao terramoto de 1755 e à tragédia que foi, para o ensino nacional e a cultura científica portuguesa, a expulsão dos jesuítas, em 1759.
Que aconteceu ao quadro ‘Salvator Mundi’, recentemente comprado em leilão, por um desconhecido multimilionário? Pura e simplesmente desapareceu, para o público em geral, que já o não pode contemplar: infelizmente, pôde mais o poder económico de um só do que o legítimo interesse cultural de todos. O mesmo aconteceria à ‘Pietà’, ou aos outros tesouros artísticos do Vaticano, se tivessem o mesmo destino. Esses bens são, de facto, da humanidade; a Igreja católica apenas os conserva e garante que estejam à disposição de todos, sobretudo dos mais pobres. Qualquer sem-abrigo pode agora entrar na Basílica de São Pedro e contemplar, gratuitamente e durante o tempo que quiser, esta magnífica escultura de Miguel Ângelo, que lhe estaria interdita se fosse propriedade privada, como é agora o ‘Salvator Mundi’. Se essa imagem mariana fosse também eventualmente leiloada, seriam todos os pobres os principais prejudicados, mesmo que o dinheiro da sua venda revertesse a favor de alguns deles. É porque a ‘Pietà’ é da Igreja que é de todos nós, também dos não-crentes e, sobretudo, dos pobres.

Jesus Cristo, sendo rico, fez-se pobre, para que todos fossemos ricos na sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9). A sua Igreja, sendo pobre e para os pobres, como recordou o Papa Francisco, fez-se rica, para que todos os pobres possam ser ricos com a sua riqueza.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

MENSAGENS PaRA MÉDIUNS



Salve Deus!
Meu irmão, minha irmã.
        Continuamos passando para si o acervo doutrinário, deixado pelo Adjunto Yumatã Mestre Caldeira.  Hoje a aula fala como se deve proceder nos Tronos, mais uma vez, muito bem explicado pelo Mestre Caldeira
“Se você vai passar num Trono você encerra o teu trabalho na Pira, tira o seu escudo, a sua fita e vai passar como paciente”

“Você vai para um, realizar um trabalho, você deve ir para o Castelo do Silêncio, se anodizar”

Então, de repente esse médium recebe todo esse ensinamento, ele recebe uma aula de Iniciação, compreendendo que ele tem certeza de um Passe Magnético, Ele sabe fazer a puxada de um espírito, porque já passaram por esses Instrutores e todos eles já o ensinaram, ele sabe como trabalhar num Trono, o dever dele num Trono, compreendendo que o Trono é uma triangulação de forças, porque a entidade trabalha com a força nativa do paciente, se ele for um médium, se ele for um médium e tiver com o trabalho aberto e for passar no Trono, a entidade utiliza a força dele para a Corrente Mestra. É muito interessante isso.
        Você é um médium, um Doutrinador ou um Apará, você está com o seu trabalho aberto e vai passar num Trono, o que que acontece? A entidade pega aquela força que você tá com ela, manipula e joga na Corrente Mestra, ela é manipulada nos planos espirituais e desce em eflúvios revestindo a todo mundo. É isso que acontece. Se você vai passar num Trono você encerra o teu trabalho na Pira, tira o seu escudo, a sua fita e vai passar como paciente. A partir dali, então, você é um paciente, não é assim? Porque se você for passar com o teu trabalho aberto, a tua força é jogada na Corrente Mestra, tudo que você tiver é manipulado na Corrente Mestra e reveste todo mundo depois.
        Salve Deus!
        No Trono vai o Doutrinador, o Apará, cruzam as forças ali no Trono, o Apará senta do lado esquerdo, do lado direito do Doutrinador, né isso? O Doutrinador, em sintonia com aquela entidade, vai fazer a ionização, né? Inclusive, é interessante isso, tem gente que faz a ionização de tudo quanto é jeito, cê fica olhando ali nos Tronos que cê vai vendo, né? Tem uns que faz assim, outros faz assim, não, a ionização cê coloca a mão no meio do plexo, Mais um pouco em cima, faz: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e abre aqui, na altura do plexo, na altura do plexo do Apará, traz aqui no seu plexo, abre as mãos: “Jesus, Divino e Amado Mestre, permita a presença dos mentores responsáveis por este trabalho.” Ali, naquela, vamos dizer, naquela ionização formou-se então, uma triangulação e forças, como? O Apará com os mentores dele, né? Você, com os seus mentores, a sua Princesa e tal, ali e a força nativa do paciente, o paciente chega, ele vai pegar aquela força nativa e por essas duas forças ele manipula essa força nativa daquele paciente e vai dando equilíbrio a ele, vai tirando, você pode ver que todo Preto Velho faz isso, né? Ele vai tirando aqui e jogando, porquê? Porque ele tá usando aquela força nativa daquele paciente, manipulando entre as, o círculo de força que existe ali entre o Doutrinador e o Apará. Certo?
        Antigamente, até pouco tempo tinha um negócio do espírito num queria subir juntava um bando de Mestres pra fazer entrega, é o grande perigo, porque dá força para o espírito, é o contrário, ali tem uma triangulação de força que aquele Doutrinador é responsável por aquele aparelho, se o Apará, se o paciente incorporar, pra isso tem os Comandantes dos Tronos. Ele preocupa com o aparelho, porque aonde ele ionizou a força foi naquele aparelho, então, a responsabilidade dele é ali, a que incorporou, o Comandante responsável pelos Tronos vem dar assistência a ele, cuidar daquela situação e tal e a entidade volta a trabalhar. Tudo isso o médium novo tem que saber pra ele ir, pra ser conduzido a um Castelo Iniciático que é o santuário deste Amanhecer, é algo mais sagrado que existe neste Amanhecer, até hoje, num é o Mestrado, num é nada, é a Iniciação, porquê? Porque, se ele, vamos dizer que aquele espírito que tá iniciando ali, vamos dizer que ele pode chegar a um Trino Triada, responsável pela Corrente deste Amanhecer, mas, se ele num passar pela Iniciação ele num é nunca, porque que ele num é nunca? Porque ele vai ser toda vida um médium emplacado, de fitinha. Concordam? Ele só é se ele fizer a Iniciação dele. Por isso é o maior santuário deste Amanhecer, aonde tem um ritual importantíssimo, que é um segredo absoluto. E é de uma importância muito grande e a maior preocupação da Clarividente, realmente, era com a Iniciação, toda vida ela preocupou com isso.
        Esse médium novo, é preciso que ele tenha consciência disso, pra que ele busque o equilíbrio, pra que ele harmonize os Três Reinos da Natureza. O que que é os Três Reinos da Natureza? Corpo, Alma e Espírito. Muitas vezes um desses reinos tá ruim, muitas vezes o espírito e alma tá perfeito, mas, o corpo físico num tá bom, né? Está em desequilíbrio. Muitas vezes o corpo físico tá bom, tá perfeito e tal, mas o espírito e alma num tá, muitas vezes ele num consegue nem firmar a mente aqui, ele tá aqui, dentro do trabalho, mas, tá, a mente tá lá na casa dele com um problema que ele tem ou lá no serviço dele, enfim, ou alguém que o aborreceu, a mente dele tá pra lá, tá aqui o físico e o pensamento, ele tá vendo aqui. Então, ele não aprendeu, ainda, a unir os Três Reinos da Natureza, que é Corpo, Alma e Espírito. Você vai para um, realizar um trabalho, você deve ir para o Castelo do Silêncio, se anodizar, formar uma sintonia com os seus mentores, esqueça a sua vida lá, enquanto você tá trabalhando num Trono ali com uma Entidade, a espiritualidade tá vendo a sua vida, tá mexendo na sua vida, num precisa se preocupar, por quê? Pra que a sua mente não saia dali, ajuste os Três Reinos da Natureza, é isso.

        E o médium pra ser conduzido a um Salão Iniciático é preciso que ele esteja ajustado os Três Reinos da Natureza, é por isso que ele passa por sete aulas no Desenvolvimento, ele passa pelas aulas da Iniciação, Eu, quando eu tava no Desenvolvimento, eu ainda fazia mais, eu exigia sete de Elevação de Espadas, não sei se vocês se lembram disso... Sete e quatro, 11... É o tempo que ele vai se equilibrando e que ele vai afinando, ele vai se acertando.

MENSAGENS PARA MÉDIUNS



Salve Deus!
Meu irmão, minha irmã.
        Continuamos passando para si o acervo doutrinário, deixado pelo Adjunto Yumatã Mestre Caldeira.  Hoje a aula fala como e onde entra a energia no médium ao abrir o trabalho e da Estrela Candente, muito bem explicado pelo Mestre Caldeira.
“Também a preparação na Pira. Muita gente pensa, muita gente pensa que a energia pega no plexo”

“Aqui, safado, eu num falei pra você que é nas costas?”

“Pai Seta Branca sempre alertando: “São forças poderosas.” Aonde ele sempre falava que a Estrela Candente, aquela, aquelas Amacês, aquelas energias, é 10 vezes mais perigosa do que a arma pior que vocês tiverem na face da Terra”

        Toda vida os Instrutores ensinaram isso aos médiuns novos, nesse Amanhecer, toda vida foi assim, então, não tem como hoje cê dizer que num precisa, uai! Num é assim?
Mestre Caldeira:
        Também a preparação na Pira. Muita gente pensa, muita gente pensa que a energia pega no plexo, num é, é nas costas, por isso que nós, ao terminarmos a preparação colocamos as mãos nas costas. Lá, de frente o Farol Mestre nós abrimos o plexo, continuamos com a mão pra trás e lá embaixo nós abrimos.
        Uma época eu teimava com a Tia porque, eu teimei muito nesse Amanhecer, hoje se eu for, eu tenho vergonha de falar pra vocês o que eu já falei pra Pai Seta Branca, pra Tia naquele tempo, mas, era todo mundo, era assim mesmo, num tinha jeito não, nós éramos animais, na realidade. Então, a gente tava ali, a Tia falava assim: “Olha, meu filho, tá vendo? Eu tô vendo as energias projetando nas costas daquele médium que tá fazendo a preparação.” Eu dizia assim: “Tia, a energia num projeta num é no plexo?” Ela dizia: “Né, não, meu filho, é nas costas.” Eu dizia: “É no plexo, porque o médium coloca a mão lá, faz a preparação.” Ela falou: “Não, senhor! E eu vou te provar que não é, que é nas costas.” Tá bom.
        Quando é um dia tinha, nós tínhamos um médium que chamava Oliveirinha, que tinha uma maquininha safada, ruinzinha, naquele tempo também num tinha nada esses material mais sofisticado como tem hoje, uma maquininha sem vergonha que ele tinha assim, tava ali, a Tia tava ali perto do Cristo e os médiuns fazendo a preparação, ela falou assim: “Ô, meu filho, tira uma foto ali e dá pro Caldeira.” Eu tenho essa foto lá, bateu e tá a energia projetada no escudo do Mestre, nas costas.
        Aí ela pegou a foto e falou: “Aqui, safado, eu num falei pra você que é nas costas?” era assim. Né?
        Teve uma vez, naquele tempo era desse jeito, teve uma vez que o Beto, o Beto, filho dela, tava doutrinando um espírito e o espírito falou: “Eu num vou não.” Ele largou pra lá e sentou lá longe, falou: “Por mim, cê num tá incorporado em mim, que se lasque, cê fica aí três dias, que me importa.” Beto falou isso, a Tia incorporada lá, ele largou ela lá, doutrinando, largou lá e foi e sentou lá longe, sabe? E falou pra ele: “Se você num quiser ir, cê num vai, que me importa, cê num tá incorporado em mim, por mim...”
        Era assim, a doutrina assim, doida, gente, naquele tempo. Porquê? Porque nós não tínhamos ensinamento nenhum. Aí, foi que foi trazendo do Céu como era, as palavras, o que precisava ser orientado, foi, nós fomos recebendo devagarinho e fomos, eu acho que nós fomos desenvolvendo, era o nosso Desenvolvimento então. Desenvolvemos, graças a Deus!
        Veja bem que só veio a Iniciação em 73, porque nós não tínhamos condição de iniciar antes, se nós iniciássemos antes nós formávamos uma guerra, porque ninguém, ninguém tinha noção de nada, éramos animais, era um perigo, né? 73, então, veio a Iniciação, que foi iniciado 108 Doutrinador. Graças a Deus! E, a partir daí nós fomos, então, já dosando a nossa maneira de agir, fomos compreendendo, fomos recebendo os nossos ensinamentos, no dia a dia, Tia com aquela luta medonha, quando a gente tinha uma dúvida assim que, ela incorporava algumas entidades e a gente ia se esclarecendo, ia, até chegarmos, quando Pai João incorporou uma época lá e falou e chamou o Nestor e disse: “Vamos fazer um livro do pode e num pode.” Né? Que aí foi que veio o Livro de Lei e foi que veio o, aquele Manual de Desenvolvimento, Manual de Instrução, vamos dizer assim.
        E aí nós baseamos nesse Manual de Instrução, coisas que estava certa com aqueles ensinamentos que nós tínhamos. Dentro daquele segmento, nos foi tudo explicado e, graças a Deus, nós chegamos a essa condição de, em 1976, então, foi nos dada a condição de formarmos o Mestrado. É tão interessante que Pai Seta Branca, ele queria fazer o Mestrado em 1976, os Adjuntos e tal, mas, os nossos, como nós assimilamos a doutrina, nós assimilávamos a doutrina numa condição muito precária ainda, como Mestres. Aí eles deixaram passar mais dois
anos e em 78, então, veio a Consagração dos Adjuntos e componentes, né? Formando, então, os Adjuntos neste Amanhecer.
        Dois anos depois, mas, Primeiro de Maio de 76 chegaram as Amacês na Estrela Candente, as Cassandras de forças e todo aquele poder, as energias ligando a cabeça do médium o outro no esquife. Eu tenho esse áudio lá em casa, que veio em 1976 e o Pai Seta Branca sempre alertando: “São forças poderosas.” Aonde ele sempre falava que a Estrela Candente, aquela, aquelas Amacês, aquelas energias, é 10 vezes mais perigosa do que a arma pior que vocês tiverem na face da Terra. E nós perguntávamos, ficávamos assim pensando, porque a arma mais perigosa que nós temos é a bomba atômica, né?
        Então, porquê? Porque aquela Estrela, ela integra, reintegra e desintegra, é um poder absoluto, tudo pra passagem de um espírito que, nossa Rainha de Sabá ficou 400 anos num albergue tentando evoluir um Vale da Sombra e num conseguiu. Porquê que ela não conseguiu? Porque faltava o magnético animal, num tinha o magnético animal. Quando, quando o Ministro Janatã assumiu o poder da Estrela Candente, ela veio trabalhar com ele, é por isso que nós temos a prece de Sabá quando nós deitamos no esquife, porque são almas gêmeas. E só agora eles se encontraram então, neste Amanhecer, neste compromisso, nesta missão, em Cristo Jesus.
        Então, Mestres, todas as nossas coisas têm uma razão de ser, como nós podemos manipular todo este poder, toda esta força na lei do amor, na lei do auxílio e servindo as Legiões. Se você parar pra pensar você vai ver que uma Estrela Candente, aquela força, ela vai para o Reservatório Universal. Quando o médium vem entregar a energia na, no Templo, fica um Mestre ali, de frente a Pira, que representa o Canal Vermelho, porque aqueles espíritos que passam ali, depois da, quando você faz a entrega ele vai para um lugar chamado Umbral, é como se fosse uma prisão, porque são espíritos perigosos, são monstros. Aquele Mestre que fica ali em frente à Pira, ele vai mentalizando e eles vão recebendo uma parcela daquela força para a cura deles, a outra parte vai pro Reservatório Universal pra que seja levada aonde fizer a vontade de Deus Pai Todo Poderoso. Só Deus sabe pra onde vai, a outra parte fica no Templo, uma pequena parte fica no Templo e você ganha pelo seu trabalho, você ganha em bônus pelo que você fez durante a sua consagração na Estrela. Esse é que é o trabalho da Estrela Candente, que depois nós vamos botar no quadro nas próximas, outras palestras pra frente, nós vamos colocar aqui no quadro e explicar como funciona cada Amacê, o porquê e o nome de cada uma e como elas funcionam no decorrer do trabalho e o que que acontece. Salve Deus!
        Tá certo, meus irmãos?
(Continua)

Adjunto Nelon Filho de Devas mestre Jorge Luis

ABRINDO CAMINHOS...













Enoque - A História Que Você Não Sabia

terça-feira, 21 de novembro de 2017

MENSAGENS PRA MÉDIUNS



Salve Deus!
Meu irmão, minha irmã.
        Continuamos passando para si o acervo doutrinário, deixado pelo Adjunto Yumatã Mestre Caldeira.  Hoje a aula fala da importância de encerrar o trabalho. Abriu, tem que encerrar. muito bem explicado pelo Mestre Caldeira.

        As nossas coisas é muito perfeita, gente! Tudo nosso tem um segmento, tem uma razão de ser, né? Hoje tá havendo até uma, um Mestre me falou que, muitas vezes, até pelo não, não conhecimento, nos é trazido os transtornos. Hoje, conversando com um Mestre que tá na aula de Centúria e foi dito na aula de Centúria que não há encerramento do trabalho, prestem bem atenção: Tia determinou, desde quando começou o Desenvolvimento, naquele tempo que nós juntávamos todos os médiuns, dava uns 15: “Meu filho, vai ali, abre o teu trabalho, quando você num quiser mais, cê vai parar, encerre o teu trabalho. Num vá com essa força pra sua casa, impregnado, porque cê tá com o trabalho aberto.“ né?
        Nós chegamos no Templo, nos harmonizamos, nos preparamos, pra isso nós temos grandes Instrutores aí que ensinam isso, não é assim, que cês falam? Vai na Pira: “Senhor, Senhor, faze a minha preparação para que neste instante possa eu estar contigo.” Vamos dizer, é como se ele chegou numa firma e bateu o cartão de ponto ou assinou o ponto. A partir dali, que ele trabalhe uma hora, que ele trabalhe duas, que ele trabalhe três ou cinco, que ele vá para uma escala de trabalho, vai cumprir a sua escala, graças a Deus!
        Quando ele tem que sair antes do encerramento, num é assim? Ele vai na Pira: “Senhor, Senhor, encerro neste instante o meu retiro, pedindo por outra oportunidade de poder estar contigo.” Num é assim que cês ensinam? Pois bem.
        Se ele não, naquele instante toda aquela energia está recolhida, está encerrado ali o trabalho dele, como a Tia chamava: oficialmente parada, ela dizia isso. Então, veja bem: vamos ver aqui, na aula de Centúria tá dizendo que não precisa o encerramento, tão falando isso, certo? O que é que acontece? Dois problemas graves, primeiro problema grave: em quem que esse Médium novo vai acreditar? Naqueles Instrutores que deram as aulas pra ele no Templo ou no Instrutor de Centúria? Vai confundir, não é isso? Pois bem.
        Outro problema grave: o médium sai daqui com o trabalho aberto, entra dentro do seu carro, tira o seu uniforme, entra dentro do seu carro e vai pra casa, só Deus pode avaliar o que que pode acontecer com ele, porque ele tá com o trabalho aberto, pode um obsessor pegá-lo porque ele está com o trabalho aberto, a corrente tá sobre ele, a força tá sobre ele, gente! Lógico, uai! Você é um foco de luz na escuridão, meu amigo. É, uai! Sabe Deus um obsessor pode pegar um médium desse aí, de capotar um carro, pintar as canecas, sabe Deus o que que pode acontecer, aí ele vai ver porque, porque ele saiu do Templo com o trabalho aberto.
        Quantas vezes nós estávamos na Casa Grande ali, a Tia sentada na mesa, falava assim: “Vi, meu filho, eu num encerrei o meu trabalho.” Dali da Casa Grande. Ora! Ela clarividente, tava aprendendo lá, ela tava na lei do auxílio constantemente até em casa, num é isso? Mas ela dizia: “Vi, meu filho, eu não encerrei o meu trabalho.” E ela ficava aguardando o Comandante encerrar, porque se um Comandante está na Corrente Mestra, você como Comandante de setor de trabalho, encerrou, o Comandante chamou pra Pira: “Mestres, vamos encerrar o nosso trabalho.” Cantou Noite de Paz ali, ela sobe em eflúvios, reveste os Comandantes dos setores, né? A quem ele pedir, naquele instante, aquele Comandante, cantou Noite de Paz e encerrou. Pronto. Tá suspensa a Corrente Mestra. Aí num tem mais encerramento individual, não, encerrou junto com o Comandante, graças a Deus! Aí num precisa você ir lá na individualidade, né? Não há necessidade. Tá certo?
        Aí sim, aí não há encerramento então, na individualidade, mas se você estiver no Templo, com o seu trabalho aberto e vai embora, vá na Pira e encerra o teu trabalho, porque você num sabe o que pode acontecer.
Salve Deus! Tá certo?
(Continua)

Adjunto Nelon Filho de Devas mestre Jorge Luis



Salve Deus!
Meu irmão, minha irmã.
        Nossa Mãe Tia Neiva partiu já fez 32 anos, deixou para todos nós, um acervo riquíssimo que nenhum humano tem condição de avaliar.
Texto de Cármen Lúcia Zelaya:
        Apesar de lembrada hoje como médium clarividente, não há que se esquecer dos inúmeros papéis que assumiu ao longo de sua trajetória, em que enfrentou os preconceitos de sua juventude, quando se viu desamparada, viúva com quatro crianças pequenas, restando-lhe apenas sua vontade de lutar, o que era mais forte do que imaginava.
        Mulher à frente do seu tempo, atravessou o Brasil fazendo fretes, sendo uma das primeiras caminhoneiras profissionais do país. No despertar de sua mediunidade, pela incompreensão dos que a rodeavam, foi tida de louca à curandeira.
        Figurou entre os pioneiros na construção da Nova Capital, mas sua busca maior, então, não era a realização profissional; era, sim, a de encontrar-se consigo mesma.
        Já conscienciosa dos fenómenos que a cercavam, guiada pela Espiritualidade, não foram poucas as provações por que passou. Porém, seu espírito cigano tornava a lhe dizer que ainda não era o momento de fixar suas raízes.
        Mesmo com todo o seu amor pelos que a procuravam, entendia que o homem encarnado tende aos seus próprios interesses. E se estes fossem contrários às convicções de Neiva, ela partia, sempre em busca daquilo que vibrava em seu peito, mas que ainda não compreendia realmente o que era. Este livro nos conta da mulher por trás da reconhecida líder espiritual, aquela que sofreu, sorriu, lutou, aprendeu e, acima de tudo, amou.
Adjunto Nelon Filho de Devas Mestre Jorge Luis

A



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Bala perdida?

É grande a quantidade de pessoas que são atingidas por balas perdidas. O Planeta vive em meio a guerras religiosa, terrorista e conquista de território para prática do tráfico de drogas e armas, como é o caso principalmente do Rio de Janeiro que, embora as pacificações implantadas pelo Poder Público, o resultado esperado não aconteceu, até porque na prática é diferente do que no interesse político.
A separação de nosso ente querido é para nós sempre dolorosa e, quando o passamento acontece por meio de violência, a dor é maior ainda. Mas em certas circunstâncias da vida não temos como evitar o desfecho, e uma bala perdida é o tipo de acontecimento que não prevemos e nem lhe geramos a causa, já que nem o estampido normalmente temos tempo de ouvir.
Dizemos que temos de ter sempre um motivo para o desencarne e não sabemos, sem um aprofundamento de estudo, por que tal fato aconteceu naquele momento, mas temos certeza de que uma bala pode ser perdida usando um linguajar popular, mas sabemos que o projétil que atinge alguém tinha endereço certo.
Quando chega o momento em que devemos retornar ao plano espiritual, a espiritualidade se aproveita de qualquer meio para concretizar esse objetivo, estando o evento ligado ao comprometimento das pessoas que são afins do atingido. Se pudéssemos vislumbrar nossas vidas passadas, certamente constataríamos que algum momento do pretérito justificou o presente.
Se não fosse para que o desencarne se desse através de determinada bala perdida, a espiritualidade tiraria, do percurso do tiro, o atingido. Nada acontece sem a permissão do Pai Criador, apesar de muitas pessoas pensarem diferente, e assim também é em um tiroteio entre forças do bem e do mal, sendo atingido quem tenha de ser e com as consequências que merecer.
Se ainda estamos na Terra é em razão de não ter chegado o momento de nosso desencarne, e devemos agradecer a Deus por ainda termos tempo de aqui realizar atividades, principalmente, de auxílio ao próximo, já que, ao redor de nós, a cada minuto desencarna um irmão, alguns num leito sereno e outros em meio à violência.
Quantas vezes durante o dia sofremos alguns atrasos em nossa rotina, principalmente no trânsito! Às vezes é uma fechadura que emperra e, normalmente quando isso acontece, ficamos irritados e até esbravejamos! É nesses momentos que a Espiritualidade está atuando. Nosso Espírito Guardião age nos preservando - quem sabe? - de que aquela bala disparada venha a nos atingir se estivermos adiantados no tempo, já que normalmente a mão do atirador não sofre influência e, sim, a vítima é que é tirada da trajetória do projétil.
Toda essa violência em que estamos envoltos é, infelizmente, ainda necessária para nos chamar atenção de que somos muito frágeis e que devemos parar um pouco e pensar nos objetivos que nos levaram a nascer. Não podemos ignorar que somos vencedores, pois recebemos a permissão da Espiritualidade Maior para reencarnar, quanto existem  tantos Espíritos que estão na erraticidade.
Pensemos e agradeçamos a Deus pela oportunidade, e não temamos a “bala perdida”.



              Nilton Moreira

Somos viajantes do Universo

No capítulo XI do livro terceiro, "Das Leis Morais", de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, o mestre de Lyon, através da Espiritualidade de Luz, deixa-nos material para grande reflexão e transformação na nossa maneira íntima de ver a justiça, a começar pelo título. Vejam que é "Justiça, amor e caridade", um único título com estas três palavras, como um triângulo equilátero, em que todos os lados têm o mesmo tamanho.
Impossível é o que nos deixa claro o capítulo todo: falar de justiça sem falar de amor e caridade. Melhor ainda, aplicar leis justas sem que o legislador tenha em seu íntimo amor e caridade bem desenvolvidos.
À medida que evoluímos espiritualmente deixamos refletir em nossas atitudes nosso grau de evolução. Impossível, portanto, uma sociedade justa composta por Espíritos que ainda acham que o amor, aquele do qual fala Paulo de Tarso em sua famosa carta aos Coríntios, seja apenas uma ilusão, uma visão romântica da vida.
A maneira mais eficaz, portanto, para transformar o mundo em que vivemos, ou melhor, para darmos a nossa contribuição para a sua melhora, é, incansavelmente, trabalhar cada ponto em nós que nos afasta do amor. Não é possível melhorar nada em ninguém e, portanto, nas coletividades, pela força.
Outro ponto importante a ser considerado por todo aquele que se diz cristão é o fato de cada um carregar em si uma bagagem espiritual que representa os milhares de reencarnações que moldaram sua personalidade. Por isso não é possível, de imediato, a ninguém, ver o mundo além deste prisma. Evolução se dá mais eficientemente com educação. Com mudanças paulatinas no Espírito imortal.
Todos queremos um mundo melhor para viver, mas não nos esqueçamos de que somos viajantes do Universo, habitantes do Cosmos, cujos mundos são solidários.
Que não fujamos da responsabilidade de contribuir para a harmonia, onde quer que estejamos. Mas sigamos confiantes de que a lei divina não falha, que cada globo tem seu governador e inúmeros Espíritos iluminados que o assistem. Para que, em nossa ânsia de querer a melhora do nosso jeito, não venhamos a nos tornar instrumentos das trevas, da ignorância.


              Rodinei Moura

domingo, 19 de novembro de 2017

Parasitose Mental e Vampirismo

               Parasitas ou parasitos são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente, prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. (1)
De conhecimento comum, a existência e mecanismo de atuação dos parasitas ocorrem em amplo espectro nos reinos animal e vegetal. Em alguns casos a convivência é pacífica, chegando a produzir efeitos positivos no hospedeiro, enquanto que em outros podem levar o hospedeiro à morte e esta, em consequência, também aniquila o parasita.
Desejamos, no entanto, traçar apontamentos sobre uma espécie de parasitose pouco conhecida, mas, largamente, presente na espécie humana.
Trata-se da parasitose provocada pela presença junto aos seres encarnados, de um ou mais indivíduos viciosos desencarnados, que continuam, no plano espiritual, a incessante busca pela satisfação de suas viciações à custa da viciação de suas vítimas.
Sabemos que o que atrai os espíritos para junto de nós são as vontades e pensamentos que geramos e sustentamos e, por isso, toda e qualquer viciação do encarnado permite a sintonia com desencarnados viciosos compatíveis.
Toda viciação começa na mente do Ser.
A esse respeito, encontramos esclarecedora mensagem espiritual transmitida pelo Espírito Dias da Cruz, que foi médico na Terra em sua última existência, ao médium Francisco Cândido Xavier (2), de onde tiramos os seguintes apontamentos:
“Avançando em nossos ligeiros apontamentos acerca da obsessão, cremos seja de nosso interesse apreciar o vampirismo, ainda mesmo superficialmente, para figurá-lo como sendo inquietante fenômeno de parasitose mental”.
Após identificar o fenômeno obsessivo vinculado à viciação como Parasitose Mental ou Vampirismo, continua o Benfeitor:
“No vampirismo, devemos considerar igualmente os fatores externos e internos, compreendendo, porém, que, na esfera da alma, os externos dependem dos internos, porquanto não há influenciação exterior deprimente para a criatura, quando a própria criatura não se deprime”.
No apontamento acima o Benfeitor identifica o encarnado como sendo o responsável direto pela atração e hospedagem do “Parasita Espiritual” e, abaixo, esclarece o modus operandi:
“É que pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinquência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte”.
Aqui o Benfeitor deixa claro que todo processo espiritual-parasitário pode provocar doenças físicas e mentais de profundidade, levando o hospedeiro ao encurtamento da vida física, em processos de suicídio direto e indireto, que trará, como consequência, sofrimentos variados nas esferas espirituais, bem como reclamará a corrigenda futura, também com muito sofrimento, em outras reencarnações, decorrente do necessário reparo da tessitura perispiritual através das mais diversas más formações e mau funcionamento dos órgãos físicos.
Finalizando o assunto o Benfeitor nos orienta:
“Imprescindível, assim, viver em guarda contra as ideias fixas, opressivas ou aviltantes, que estabelecem, ao redor de nós, maiores ou menores perturbações, sentenciando-nos à vala comum da frustração.
Toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte, que se rende, desajustada, às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva.
Usemos, desse modo, na garantia de nossa higiene mento-psíquica, os antissépticos do Evangelho. Bondade para com todos, trabalho incansável no bem, otimismo operante, dever irrepreensivelmente cumprido, sinceridade, boa vontade, esquecimento integral das ofensas recebidas e fraternidade simples e pura, constituem sustentáculo de nossa saúde espiritual.
– “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” recomendou o Divino Mestre.
– “Caminhai como filhos da luz” – ensinou o Apóstolo da gentilidade.
Procurando, pois, o Senhor e Aqueles que o seguem valorosamente, pela reta conduta de cristãos leais ao Cristo, vacinemos nossas almas contra as flagelações externas ou internas da parasitose mental”.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro
Referências Bibliográficas:
(1) Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Parasita;
(2) Livro Instruções Psicofônicas. Lição nº 34. Página 159

MENSAGENS PARA MÉDIUNS


Salve Deus!
Meu irmão, minha irmã.

Partida de Nossa Mãe Koatay 108 Tia Neiva

        Nossa Mãe Tia Neiva partiu já fez 32 anos, deixou para todos nós, um vasto acervo, riquíssimo, que nenhum humano tem condição de avaliar. Deixou “a mesa posta”, é só nós Jaguares servimo-nos dela, que é como dizer “arregaçar as mangas”, e trabalhar na lei do auxílio, em socorro dos mais necessitados. É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é amando que se é amado, dizem em forma de ensino, estes abnegados Pretos Velhos e Pretas Velhas, que nos assistem e assistem o nosso irmão que nos procura.
        Não seremos mais uns “coitadinhos”, já sabemos o “caminho”, foi-nos ensinado o “caminho”, é só usarmos as três forças que nos foi “confiado” pelo nosso Pai Seta Branca, HUMILDADE, TOLERÂNCIA E AMOR. O caminho não é “Largo” e a “porta” é estreita, vamos encontrar muitas pedras pela frente, muitas desilusões, muitos desânimos, mas vai valer a pena, nunca mais iremos caminhar sozinhos. Vamos ser testados muitas vezes, ao longo da nossa caminhada, vamos ser tentados muitas vezes a culpar o céu e a terra das nossas tristezas e das nossas alegrias, sem que tenhamos o bom senso de nos responsabilizamos a nós próprios do bom e do mau que nos acontece. “NÃO CAIRÁ UMA ÚNICA FOLHA DE UMA ÁRVORE, QUE NÃO SEJA COM A PERMISSÃO DE DEUS-PAI-TODO-PODEROSO”, Tia Neiva.
Não importa quantas vezes caímos meus irmãos, mas sim quantas nos levantamos, tendo sempre em mente o Juramento que fizemos com o coração ao Pai, “O gume desta espada, apontada ao meu peito, é a demonstração viva do que te posso dar, FIRA-ME QUANDO O MEU PENSAMENTO AFASTAR-SE DE TI”, ou as palavras do Simiromba de Deus, Pai Seta Branca quando diz, “O homem que tentar fugir de sua meta cârmica ou juras transcendentais, será devorado ou se perderá como pássaro que tenta voar na escuridão da noite”.
Salve Deus!

Adjunto Nelon Filho de Devas Mestre Jorge Luis