sexta-feira, 30 de junho de 2017

A FÉ


Dar um passo de fé não é fácil. Sentimos o chamado de Deus para alguma coisa mas não sabemos o que vai acontecer. Os problemas parecem gigantes e ficamos com medo. Mas quando damos o passo de fé, Deus age! Ele honra nossa fé e nos ajuda a alcançar o impossível!
Veja nas histórias dessas pessoas como Deus age quando damos o passo de fé:

Abraão
Rute
Daniel
Pedro





terça-feira, 27 de junho de 2017

Comunismo



27-06-2017


Perversidade do comunismo levado às últimas consequências

Plinio Maria Solimeo 







Ossuário de vítimas dos comunistas do Khmer Rouge no Combodge

A doutrina comunista é intrinsecamente má, mesmo em suas formas mais atenuadas. Entretanto, quando levada às suas últimas consequências, ela se torna verdadeiramente satânica. Um pavoroso exemplo disso foi o ocorrido no Cambodge, quando o Khmer Rouge (ou Khmer Vermelho — partido comunista daquele país) conquistaram o poder e procuraram extirpar da nação, pelos meios mais violentos, qualquer vestígio de civilização ocidental. O objetivo deles era criar o utópico “homem novo”, para o qual era necessário dizimar completamente a população e recomeçar tudo do zero.
País pobre e sofrido
         O Cambodge fica no sudoeste da Ásia e sucedeu ao Império Khmer hinduísta e budista, que reinou praticamente em toda a península da Indochina. Tem fronteiras com a Tailândia, o Laos e o Vietnã. Com 96% de sua população formada por seguidores do budismo — religião oficial do Estado —, possui uma pequena comunidade muçulmana, outra católica, e algumas tribos das montanhas.
         O país vive principalmente da agricultura (57,6% da população ativa), do turismo e da indústria de confecções. Há pouco tempo foram descobertos petróleo e gás natural em suas águas territoriais. Embora no final dos anos 90 tenha havido um forte desenvolvimento econômico, graças ao afluxo de investimentos internacionais e ao turismo, o país é muito pobre: 31% de sua população vivem abaixo do limite da pobreza.
         Essa pobreza foi muito acentuada a partir do ano de 1975, com a tomada do poder pelo Khmer Rouge, formado por comunistas da linha maoísta mais radical. É dessa época que vamos tratar.
Radicalidade no mal
         Antigo protetorado francês, o Cambodge ganhou sua independência em novembro de1953, quando se tornou uma monarquia constitucional com o rei Norodom Sihanouk [foto acima].
         Muito bem armados pela China comunista, membros do movimento guerrilheiro Khmer Rouge iniciaram no fim da década de 60 uma bem-sucedida investida terrorista. Em 1975 tomaram Phnom Penh, capital do país, bem como algumas de suas cidades principais, nas quais instalaram um regime de terror. Sem Deus nem entranhas, eles evacuaram violentamente as cidades — inclusive os hospitais — e obrigaram todos os seus habitantes a marchar, quase sem água nem alimento, rumo à floresta ou a campos de trabalho forçado. Para que não pensassem em voltar, muitas vezes queimavam suas casas.
         Milicianos de um movimento profundamente igualitário, eles simplesmente eliminavam, ou mandavam executar os trabalhos mais servis, os “parasitas da sociedade” que tivessem aparência de intelectual ou de pertencerem à elite. Desse modo liquidaram sumariamente quase todos os médicos, engenheiros, advogados, professores e membros da administração anterior.
         Os khmers rouge aboliram a propriedade privada e não davam qualquer importância ao dinheiro, que era jogado nas ruas como coisa sem valor. Os doentes dos hospitais que não podiam acompanhar a marcha forçada para a floresta se arrastavam pelas ruas e morriam pelo caminho, sem atendimento médico nem remédios.
Phnom Penh transformou-se numa cidade fantasma, enquanto milhares de pessoas morriam de fome ou doenças nos campos de concentração, quando não eram simplesmente assassinadas.
O Khmer Rouge destruía de modo sistemático todas as fontes de alimento que não podiam ser controladas facilmente pelo Estado; cortou árvores frutíferas, proibiu a pesca, interditou o plantio e a colheita do arroz silvestre que dava nas montanhas. Sua sanha levou-o a abolir até mesmo os remédios e os hospitais. Apesar da penúria em que ficou o povo, exportava os alimentos e recusava as ofertas de ajuda humanitário(1). Também destruiu bibliotecas, templos, eliminando tudo aquilo que pudesse lembrar o Ocidente ou ser obstáculo ao regime.
         Desse modo, segundo estimativas, as vítimas fatais do Khmer Rouge chegaram aproximadamente a três milhões, ou seja, cerca de um quarto da população.
Invasão dos vietnamitas
Cambojana chora ao visitar memorial de Cheung Ek Killing Fields, que guarda milhares de crânios de vítimas do Khmer Rouge (AP Photo / Andy Eames)

         Esse regime maoísta era tão cruel, que o seu vizinho Vietnã, apesar de comunista, temendo que o caos provocado se instalasse em seu território, invadiu o Cambodge e derrubou o regime dos khmers vermelhos, que passou para a clandestinidade e a luta de guerrilhas.
         Entretanto, para o sofrido país quase não houve alteração, pois o regime de “Lúcifer” apenas fora mudado pelo de “Satanás”, sendo os comunistas vietnamitas apenas um pouco menos radicais que os do Khmer Rouge.
Durante toda a década dos 80, sob o jugo comunista do Vietnã, o Cambodge continuou a ser arruinado e dividido segundo o resultado dos combates. A falta de alimentação e de remédios provocou devastações, e as epidemias milhares de mortos. Nesses nefastos anos, centenas de milhares de refugiados cambojanos fugiram para a Tailândia.
Volta a uma seminormalidade
         Com a retirada dos vietnamitas em 1989 e o envio de forças da ONU no princípio dos anos 90, aos poucos a normalização começou a voltar, embora persistissem muitas violações da lei e arbitrariedades.
         O atual primeiro-ministro do Cambodge é Hun Sem. Ele foi colocado pelos vietnamitas e vem se mantendo no poder graças a três eleições duvidosas, realizadas em clima de violência política. Sihanouk voltou ao poder em 1993, mas abdicou em 2004 em favor de seu filho mais novo, Norodom Sihamoni(2).
A Igreja Católica no Cambodge tem atualmente 23 mil fiéis, num país de quase 16 milhões de habitantes (0,14% da população). Eles eram 65 mil em 1970, mas foram sucessivamente exterminados pelo regime do Khmer Rouge: primeiramente de 1975 a 1979, e depois durante a ocupação vietnamita (1979-1989). Em 1990 só restavam cinco mil, pois 92% haviam sido assassinados ou fugiram(3).
Com a volta de uma relativa normalidade, no Domingo de Páscoa de 1990 — pouco depois do fim do comunismo vietnamita — foi novamente possível celebrar uma missa pública nesse tão dilacerado país.
Museu do Genocídio Tuol Sleng contêm milhares de fotos tiradas pelo Khmer Vermelho de suas vítimas.


Os 35 mártires do Cambodge
Durante a diabólica ocupação dos khmers rouge, muitos católicos, como dissemos, foram martirizados. Está em curso o processo de beatificação de 35 deles — entre os quais um bispo, missionários estrangeiros, sobretudo franceses, sacerdotes locais e catequistas leigos —, mortos de fome ou de exaustão, ou simplesmente assassinados.
Dom Joseph Chmar Salas, bispo de Phnom Pen, que encabeça a lista desses mártires, morreu de fome aos 40 anos, num campo de concentração. Seus pais recolheram sua cruz peitoral, em torno da qual os prisioneiros católicos se reuniam para fazer suas orações(4).
É espantoso notar que, apesar de todas essas abominações e morticínios (calcula-se que um quarto da população foi exterminado), o Khmer Rouge obteve na época o reconhecimento de 63 países como verdadeiro governo do Cambodge e indicação para ter assento na ONU!
Epilogo
         David Roberts, especialista em Direitos Humanos no sudeste asiático, descreve muito bem o atual Cambodge: “Um Estado de livre mercado vagamente comunista, com uma coalizão relativamente autoritária governando uma democracia superficial”(5) 
        Entretanto, apesar desse trágico quadro, a Igreja Católica está progredindo. Só na Vigília Pascal deste ano, 300 cambojanos nela ingressaram pelo Santo Batismo.




2) Id. Ib.

               
5) https:en.wikipedia.org/wiki/Cambodia#cite­_note-ReferenceA-16


                      Plinio Maria Solimeo é escritor e colaborador da ABIM

  





Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

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* A MELHOR DÁDIVA * HINO Nº: 589 *

segunda-feira, 26 de junho de 2017

“Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”



26-06-2017


 



“Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”, diz Cardeal chinês 

 Luis Dufaur (*)




Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong.
Na cidade ainda há fímbrias de liberdade.
No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.


O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong, durante visita à Alemanha falou sobre a Igreja católica chinesa e sobre o medo que os comunistas têm de Nossa Senhora de Fátima.
O Cardeal focou a corrupção desenfreada instalada no âmago do comunismo chinês. A degradação moral do Partido, especialmente nas mais altas cúpulas, associada à obediência absoluta aos ditadores, é desoladora. O atual presidente Xi Jinping chegou a falar contra a corrupção na máquina estatal, mas logo que se apossou dela tudo ficou como antes ou pior.
A direção comunista está em diálogo com a Santa Sé, mas não aceitará nada que não seja a submissão da Igreja ao Partido Comunista, disse. Ele deu como exemplo o fato de os bispos da “Igreja clandestina” [fiéis a Roma] terem sido constrangidos a receber cursos de formação política durante a Semana Santa, para assim não poderem celebrar os Ofícios para os fiéis.
O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong

Embora o horizonte pareça negro, para o Cardeal o importante é sermos homens de fé, que recusam toda espécie de composição com o socialismo. Na China, muitos dos cristãos mais corajosos estão no cárcere. Mas em determinado dia o comunismo vai cair e esses católicos vão construir uma nova China, disse. Isso só será possível se eles não perderem sua credibilidade em arranjos com a direção comunista.
Nossa Senhora apareceu em Fátima há exatamente 100 anos e os católicos chineses conhecem bem a sua Mensagem. Ate os comunistas! Na vida real, eles têm medo de Nossa Senhora de Fátima. Esse medo adota até formas grotescas. Se, por exemplo, alguém quer introduzir uma imagem de Maria Imaculada ou de Maria Auxiliadora, os comunistas não objetam nada.
Porém, as imagens de Nossa Senhora de Fátima estão proibidas. Porque para os socialistas tudo o que aconteceu em Fátima é “anticomunista”. E, de fato, assim é! Na China atual, o principal perigo é o ateísmo materialista encarnado no socialismo de Estado.
Compreende-se então que os comunistas estremeçam de pavor quando ouvem falar de Nossa Senhora de Fátima. 

          ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM






Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Conversão



21-06-2017


 




Antes que seja demasiadamente tarde

* Pe. David Francisquini




No dia 13 de maio último, comemoramos o centenário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos. O leitor poderá indagar se diante de tão marcante acontecimento da História da Igreja – certamente a mais importante das aparições da Virgem Maria ao mundo – os homens atenderam ou não aos pedidos da celeste mensageira.
Para responder a essa premente pergunta, importa recordar que a Mãe de Deu veio pedir aos homens oração, penitência, mortificação e mudança de vida, isto é, renúncia à impiedade e à corrupção dos costumes. E também que cressem e professassem a doutrina e a Lei de Deus consubstanciada nos Dez Mandamentos.
A Rainha do Céu e da Terra pediu ainda que se rezasse diariamente o terço e se fizesse a comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados (a qual consiste em se confessar com a intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria, comungar e passar um quarto de hora meditando sobre os mistérios do Santo Rosário).
Por fim, de maneira imperiosa, pediu a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, a ser feita pelas autoridades competentes, pois do contrário essa nação espalharia seus erros pelo mundo. Teria esse pedido – como os outros sugeridos pela Mãe de Deus – sido atendido pelos homens?
– Infelizmente não! Poucos foram os que rezaram, e menos ainda os que se penitenciaram, se converteram e mudaram de vida. O que não deixa de ser um reflexo do não atendimento do pedido de consagração da Rússia.
*   *   *
1917-2017. Cem anos da aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. E também cem anos do bolchevismo na Rússia, o qual foi, e continua sendo, um flagelo para o mundo, que ele descristianiza através da Revolução gnóstica e igualitária. A crise sem precedentes que assola a Venezuela e ameaça o Brasil não é alheia aos erros espalhados pela Rússia.
Como Mãe de misericórdia, a Rainha dos Céus aparece aos pastorinhos, apresentando os meios para a conversão e mudança de vida. Onde está a conversão? Onde está a penitência? Cumpre lembrar que as aparições de Fátima aconteceram num momento importante do processo revolucionário, e mesmo se os homens não atendessem aos pedidos de Nossa Senhora, como mãe bondosa Ela prometeu: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.
Plinio Corrêa de Oliveira comenta que ao abandonarem os homens a velha tradição medieval, eles passaram a ter como ideal de vida não mais a Igreja e seus mandamentos, mas “o Humanismo e a Renascença, que procuraram relegar a Igreja, o sobrenatural e os valores morais da religião a um segundo plano”.
No campo social – continua o autor de Revolução e Contra-Revolução – “a introdução do ideal de desestabilizar a sociedade, levando ao caos, por meio da luta de classe e da violência e a ter hábitos tribais, estruturando-a numa ‘síntese ilusória’ entre o auge da liberdade individual e do coletivismo consentido, na qual este último acaba por devorar a liberdade".
E conclui dizendo que, "segundo tal coletivismo, os vários ‘eus’ ou as pessoas individuais, com sua inteligência, sua vontade e sua sensibilidade, e consequentemente com os seus modos de ser característicos e conflitantes, se fundem, se dissolvem na personalidade coletiva da tribo geradora de um pensar, de um querer, de um estilo de ser densamente comuns".
Propriamente, é a negação da tradição e de todos os valores morais, religiosos, éticos e culturais, com vistas à implantação da anarquia na sociedade.
Daí a importância de Fátima e de sua mensagem para esmagar esse multissecular processo demolidor chamado Revolução, nascido no fim da Idade Média de uma crise de fé e moral sem precedentes na História. Nossa Senhora veio propor os remédios para liquidá-lo.
Remédios bondosamente oferecidos, mas dos quais os homens vêm se recusando a fazer uso. O que faz entrever um fim análogo ao daqueles doentes que se negam a tomar os remédios que seus médicos lhes prescrevem...
(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria — Cardoso Moreira (RJ) e colaborador da ABIM.







Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

AS GENTES - Espelho na face


Não sei você, mas eu tenho a curiosa tendência de achar que o mundo todo é reflexo do contexto em que vivo.
Isso vale para a maneira como eu falo (as gírias que uso nos meus círculos sociais, por exemplo), vale para a fisionomia das pessoas que me cercam e, principalmente, para a cultura que faz parte da minha história.
A fim de quebrar esse paradigma automatizado, o fotógrafo e viajante Alexander Khimushin lançou um projeto chamado The World In Faces (‘O Mundo em Faces’, em tradução livre), no qual registra o rosto de cidadãos de 84 países diferentes no mundo inteiro.

Para sentir a profundidade do seu trabalho, é preciso mergulhar no olhar de cada um dos rostos abaixo e perceber o que uma ‘simples’ imagem pode dizer sobre toda uma vida, toda uma tribo, todo um povo, toda uma nação.
Veja os registros:

Uma garota Ixil (Maya)

Triângulo Ixil, Guatemala.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma mulher da tribo Karo

Korcho, Etiópia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um homem da tribo Bodi

Vale do rio Omo, Etiópia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um samoano

Ilha Savai’i, Samoa.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma mulher Ladakh

Lameyuru, Himalaia, Índia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um homem da tribo Bodi

Hana Mursi, Etiópia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma garota Oroqen

Alihe, Mongólia Interior, China.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um jovem monge

Monasterio Diskit, Ladakh, Índia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um homem Quiché (Maya)

Chichicastenango, Guatemala.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma garota Wakhan

Vale do Wakhan, Afeganistão.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um homem do Rajastão

Jaisalmer, Estado do Rajastão, Índia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um homem Tuvá

Maciço de Altai, Mongólia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma garota Kaqchikel (Maya)

Solola, Guatemala.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um homem Saharaui

Dajla, Saara Ocidental.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma garota Wakhan

Vale de Wakhan, Afeganistão.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma japonesa

Nara, Japão.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma mulher russa

Tarbagatay, Buriatia, Rússia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma mauritana

Nuadibú, Mauritânia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um garoto Tofalar

Montanhas de Sayanes, Sibéria Oriental, Rússia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma garota Tsemay

Key Afer, Etiópia.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Uma mulher Yibuti

Yibuti, Yibuti.
© Alexander Khimushin / The World In Faces

Um cubano

Havana, Cuba.
© Alexander Khimushin / The World In Faces
Gostou? Então confira o projeto completo no Facebook, Instagram ou site do fotógrafo.
Ah, e é claro, compartilhe! ;-)

SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?


Lisboa, 18 de junho de 2017
Caros Irmãos em Cristo, Salve Maria!
Segue um comunicado redigido pelos Arautos do Evangelho sobre o último artigo do renomado vaticanista Andrea Tornielli relativo a essa Associação.
Como sabeis, os Arautos do Evangelho são uma associação de missionários da Igreja Católica, de Direito Pontifício. Foram aprovados pelo Papa S. João Paulo II, e estão presentes em 78 países, dedicando-se à evangelização sobretudo junto aos jovens e aos mais carenciados.
No exercício do direito à própria defesa, pretendem esclarecer todos os interessados acerca deste tema polémico que foi lançado a público sem que houvesse um contato prévio ou um pedido de elucidação.
Se conheceis outras pessoas que possam estar interessadas neste esclarecimento, pedimos encarecidamente que o reencaminheis, de modo a que todos nos possamos alegrar com a verdade (1Cor. 13, 6).
Para qualquer esclarecimento adicional estamos sempre à disposição. Com muita estima,
Em Jesus e Maria,
José Carlos Carriço
Associação dos Custódios de Maria - Coordenador

 
Qual o intuito do Sr. Andrea Tornielli ao atacar os Arautos do Evangelho? Criar um cisma na Igreja?
São Paulo – Brasil (Sexta-feira, 16-06-2017,  Gaudium Press) 
Quem lê os artigos e livros do prestigioso vaticanista, Sr. Andrea Tornielli, pode regozijar-se com a recordação da figura pitoresca de um camaleão. Assim, as suas publicações registram uma arguta capacidade de adaptar-se ao ambiente em que se encontra, para desenvolver a sua atividade: soube sorrir para João Paulo II, afagar o pontificado de Bento XVI e, ao mesmo tempo, preteri-lo discretamente, quando já andava de braços dados com Francisco…
Recentemente, o Sr. Tornielli publicou um artigo polémico no blog Vatican Insider, do jornal La Stampa: “Arautos, a doutrina secreta: ‘Correa incentiva a morte do Papa'”. Considerando a conhecida característica camaleónica do articulista, duas questões despontam a partir desta publicação: quais são as suas pretensões? Para que ambiente ele antecipa uma adaptação?
É interessante observar que o autor ressuscita, através do mencionado artigo, antigas, muito antigas, denúncias contra o Professor Plinio Corrêa de Oliveira, relativas à veneração que muitos lhe prestavam em vida, bem como à devoção privada a sua mãe, D. Lucília. Agora, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, é alvo dos mesmos ataques. Essas são acusações obsoletas, todas respondidas e devidamente refutadas conforme os ditames da mais estrita doutrina católica.
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Timeo hominem unius libri. É bem o que os leitores da imprensa católica são inclinados a concluir nestes momentos, sobre o conhecimento do Sr. Tornielli sobre o tema de seu artigo: estudioso de um só livro causa temor. O que não fica nada bem para um articulista desse porte… Vejamos porquê.
Em primeiro lugar, poderíamos sugerir ao Sr. Tornielli voltar um pouco ao passado da instituição, por ele tão veementemente atacada, e deitar alguma atenção sobre uma obra publicada em 1985 – Servitudo ex Caritate – com o parecer do eminente teólogo Pe. Victorino Rodríguez y Rodríguez, OP. Nesse estudo, nunca replicado, o assunto da Sagrada Escravidão a Jesus, pelas mãos de Maria, bem como os vínculos espirituais entre o Prof. Plinio e seus discípulos, que ele menciona em seu artigo, foram completamente esclarecidos para o passado, para o presente e para o futuro.
E por que não ler, também, o livro Dona Lucilia, de 1995, com prefácio laudatório do Pe. Antonio Royo Marín, OP, reeditado em parceria com a Libreria Editrice Vaticana em 2013, também em língua italiana? A sua leitura teria sido suficiente para compreender que os fundamentos da devoção a esta grande dama brasileira estão baseados na sua vida de ilibada virtude e no bimilenar costume da Santa Igreja. Permita-nos dizer-lhe, Sr. Tornielli, que talvez seja conveniente rever as suas anotações do tempo de catecismo, pois antes mesmo de alguém ser canonizado, pede a Santa Madre Igreja que seja reconhecida sua fama de santidade.
E quanto à devoção a Dr. Plinio? Se lhe interessarem dados mais atuais, convidamos o Sr. Tornielli a fazer um dedicado estudo a uma obra recentíssima, de 2016, publicada em cinco volumes também pela Libreria Editrice Vaticana, com mais de 100 mil coleções impressas, sob o título “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”. Nesse trabalho encontram-se detalhadas as origens históricas e o embasamento teológico desse tema, tratado de forma tão tendenciosa no seu artigo.
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É verdade que surgiu, entretanto, diante do Sr. Tornielli, uma grande e insólita novidade: um vídeo privado, divulgado fora do contexto e superado pelo tempo, pois é velho de um ano e meio. Sendo ele de uso restrito da instituição, foi, entretanto, obtido de forma ilegal por um homem apaixonado no desafeto à TFP e aos Arautos – ele mesmo ex-membro da TFP -, casado com uma senhora, ex-membro da Opus Dei, que ocupam ponderada parte de seu tempo em atacar as entidades às quais pertenceram. Nesta fonte o influente Sr. Tornielli foi buscar a sua informação imparcial…
Trata-se do registro de uma reunião de clérigos, reservada, que não implicou em nenhuma mudança de rumos nos Arautos do Evangelho, seja no seu relacionamento para com a Sagrada Hierarquia e a sociedade civil, seja na atuação com a imensa quantidade de aderentes do movimento. O objetivo do encontro registrado era, simplesmente, intercambiar impressões a respeito de determinados fenómenos preternaturais, num ambiente de amena e distendida intimidade. Mãos criminosas, ainda desconhecidas, resolveram divulgar o seu conteúdo de forma malévola e inconsequente para um público que não tem, na sua grande maioria, conhecimentos teológicos suficientes para fazer a respeito do seu conteúdo um juízo aprofundado. Não era difícil, assim, criar confusão em suas mentes. Por outro lado, essas mesmas mãos não se interessaram, naturalmente, em divulgar as conclusões dessas análises.
Ora, porque o Sr. Tornielli não procurou os Arautos para obter um esclarecimento? Bem poderíamos dizer: timeo hominem unius factionis, tememos os homens da meia verdade, os homens parciais, aqueles que não sabem e não querem ouvir as duas partes.
Estará o Sr. Andrea Tornielli agindo sozinho? Isso não sabemos…
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Mas podemos afirmar, analisado o artigo do renomado vaticanista e as circunstâncias mencionadas, a cega contribuição que ele está oferecendo no sentido de destruir aquela tão sonhada unidade que os Padres do Concílio Vaticano II quiseram levar adiante e que concretizaram três grandes homens: São João Paulo II, Bento XVI e Mons. João Clá. Eis um modo de arruinar a doutrina de um Concílio Ecuménico, e a dedicada ação de dois papas – um ainda vivo e entre nós – e de um Fundador, de quem um Prefeito da Congregação para os Religiosos, Cardeal Franc Rodé, disse ser a Igreja devedora!
Cui prodest? A quem aproveita esta atitude? O mundo católico está certamente perplexo: desta vez o camaleão apresenta tons tão surreais que, feitas as devidas ponderações, ainda continua a suscitar perguntas acerca das suas variadas novas colorações:
– A quem representa o Sr. Andrea Tornielli?
– Pretende ele provocar um cisma na Igreja?
– Com que intenções?
Por fim, esclarecidas as inverdades e distorções, fazemos-lhe um convite para retornar às vias de um jornalismo culto, sério e ético. Os Arautos do Evangelho consagram a São José, padroeiro da Igreja, a própria defesa, na certeza de não serem desamparados pelo pai virginal de Jesus e castíssimo esposo de Maria. Sem prejuízo dos próprios direitos, estão eles dispostos a sempre acolher com benevolência a retratação dos caluniadores e a perdoá-los sinceramente, pois não guardam qualquer ressentimento.
Arautos do Evangelho