domingo, 30 de junho de 2013

Como eu devo rezar?



Qual a melhor oração ou prece?

Muitos de nossos irmãos e irmãs encontram dificuldade para encontrar “a maneira correta de rezar”, de fazer suas orações.

Alguns se entregam aos modelos fixos, repetem nossas orações e mantras, outros se perdem em meio ao pensamento desordenado, entre seus desejos e necessidades.

Qual seria a “melhor prece”? Ou qual a maneira “correta de rezar”?

A oração é a linha de contato entre seu espírito e a Espiritualidade! Logo, o primeiro passo é buscar o contato com seu próprio espírito. É preciso “parar” um pouco, mediunizar-se e esquecer as mazelas do dia a dia. Entendo que a maioria acaba procurando a oração justamente quando está mais aflito, lembrando-se de rezar somente na hora da dor. Porém é importante entender que o contato com seu espírito está acima das dores da personalidade, e é justamente nesta compreensão que começamos a superar o quê nos aflige. Mediunize-se, sinta que você não é apenas esta personalidade transitória, que possui a experiência de tantas outras passagens pelo plano físico.

Para esta mediunização inicial as formas fixas de oração ajudam muito! Mas não reze como um robô, repetindo as palavras decoradas como uma gravação. Para ter o efeito desejado é preciso que viva cada frase da oração. Ore devagar... Sentindo cada frase, entendendo “com a alma” a profundidade que transformou aquelas palavras em um DDD para seu espírito.

Pronto! Você estará em sua Individualidade, em contato com seu espírito, que é uma partícula Divina! Possui a Centelha Crística que uniu seu terceiro plexo.

Agora é o momento de deixar fluir as palavras. Dirija sua oração diretamente a Deus, a Jesus, ao Pai Seta Branca, ou ao Mentor que considera mais próximo de você. Mas direcione seus pensamentos, não perca a concentração nestes breves momentos de contato direto. Não precisa escolher palavras difíceis, usar formalidades e perder com isso a pureza, a essência do sentimento que o une a Espiritualidade. Deixe fluir! Fale com naturalidade, obviamente com muito respeito, mas “sem forçar”, sem querer demonstrar algo que você não é de verdade.

Outro ponto importante: Não tente “manipular” seus Mentores! Fazer promessas como “se eu conseguir isso prometo que faço isso”, ou ameaças do tipo “se não der certo isso eu largo a Doutrina”... Simplesmente não funciona! Seus Mentores não estão preocupados com os desejos de sua personalidade, estão para velar por seu espírito e pelos compromissos assumidos antes de sua oportunidade de encarnar. Caso tenha seguido o primeiro passo deste pequeno texto (entrar em contato com o próprio espírito pela mediunização), isso nem passará pela sua cabeça.

Para terminar lembre sempre de agradecer. Lembre também que, se não entende o quê está passando em sua vida, o primeiro pedido é a compreensão, o entendimento. Nossos Mentores estão sempre dispostos para nos auxiliar, mas na maioria das vezes “nós não deixamos”! Mergulhamos em orações desesperadas e com o padrão baixo. É preciso fazer com que a oração eleve seu padrão, lhe coloque em contato com a Espiritualidade, para que assim, com o padrão elevado, possamos estar em condições de receber as intuições que podem nos trazer as esperadas soluções para qualquer problema. Como sempre: “Seu padrão vibratório é a sua sentença”.

SALVE DEUS


Felicidade que a Prece proporciona


Felicidade Que A Prece Proporciona

Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios.

Homens incrédulos!  Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões.

Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os
pobres humanos desconhecem.

Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis!

A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe.

Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações. Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário.

Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam n’alma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. – Santo Agostinho. (Paris, 1861.)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Os Mistérios da Iniciação

Os Mistérios da Iniciação

Não devemos comentar o quê passamos ou observamos no Castelo de Iniciação. Não é que se quebra “uma promessa” e sim se quebra o encanto!

A Magia da Iniciação deve ser preservada! Somente poucos Mestres e Ninfas, efetivamente responsáveis por este trabalho é que devem ter acesso a este setor do Templo.


Não podemos de forma alguma gerar temor no Aspirante, mas devemos incentivar sua concentração e mediunização. Fazer que viva intensamente os momentos de sua Iniciação, que ficarão marcados em toda sua vida física e em sua memória transcendental.

Um toque de mistério, uma saudável expectativa, mas nunca despertar o temor do medo pelo desconhecido! Deve ficar claro que não passarão por nenhum tipo de constrangimento ou perguntas inapropriadas.

É um momento mágico que não deve ser quebrado! Somente se pode voltar ao Castelo de Iniciação, após ter feito a sua, quando for Padrinho ou Madrinha, e ainda assim irá a um Castelo diferente do que participou como Iniciante.

A exceção, repito, fica por conta dos poucos Mestres e Ninfas que devem preparar o ambiente e participar na organização do Trabalho.

Como é linda nossa Iniciação! Inesquecível! Intraduzível com palavras humanas. Foi isso que vivi e que temos a obrigação de providenciar para os futuros Iniciados.
Nosso Primeiro Passo Iniciático! Só vamos descobrir que os melhores momentos de nossas jornadas mediúnicas foram os tempos de “branquinho”, quando o tempo tiver passado

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Tempo de cada um…



Não podemos exigir a evolução de ninguém de acordo com nosso próprio tempo de compreensão. Cada um possui seu tempo, vinculado diretamente a transcendência de seu espírito.

Ingressar em nossa Doutrina não significa que a pessoa está evoluída ou que imediatamente passará a ser mais compreensiva, tolerante e humilde. Significa apenas que “está a caminho”!

Por vezes insistimos em nos decepcionar com nossos irmãos de fé que ainda engatinham na compreensão das mensagens deixadas por nossa Mãe Clarividente. Muitos vivem seus dramas pessoais intensamente e sofrem por não conseguir separar suas personalidades da Individualidade que deveria prevalecer dentro do Templo.

Estão a caminho... é o quê importa! E, estar a caminho não determina um tempo “x” para que despertem a Individualidade, apenas estão a caminho! Alguns despertam para a essência evangélica de nossos ensinamentos em poucos dias, outros levam meses e existem os que levam anos, décadas, se debatendo com os próprios karmas, levando suas dores para dentro do Templo, onde deveriam assumir, na verdade, o compromisso de cuidar das dores alheias.

Iludem-se que entrar para a Doutrina lhes trará a solução de todos os seus problemas, que podem ter estabilidade material e emocional. Que podem “ter dinheiro” ou “encontrar sua alma gêmea”. Não é assim!

Assumir um compromisso de trabalhar espiritualmente significa: trabalho! Trabalho e mais trabalho.

Obviamente ao tratarmos das dores alheias passamos a ter maior compreensão, mais tolerância, pois deveríamos passar a analisar cada lance da vida com novos olhos. Deveríamos sempre olhar o quê os outros não atinam imediatamente. Podemos analisar com o conhecimento dos dois planos!

Ao nos tornarmos mais afáveis, tolerantes, compreensivos, passamos também a atrair pessoas melhores para nossas vidas, oportunidades melhores, que antes não eram visualizadas por conta de nosso negativismo. Já repararam que quando você está reclamando de algo, logo aparece outra pessoa reclamando mais? Até quando fica falando que está com dor de cabeça, logo aparece outro dizendo que a dele dói mais? Reclamamos de problemas financeiros e nos juntamos com outros ainda mais “quebrados” que nós.

Porém, ao olharmos a vida sob a ótica deixada por Tia Neiva, elevamos nosso padrão vibratório, ficamos “mais positivos”, e passamos a atrair naturalmente o bom e produtivo para nossas vidas.

A mudança vem de dentro para fora. Pela consciência e compreensão é que podemos mudar nossas vidas e sermos felizes. Não é você entrando para a Doutrina que tudo vai mudar, é a Doutrina entrando em você e lhe auxiliando a promover a necessária mudança interna, que naturalmente se refletirá no seu exterior... em sua vida material, em sua vida amorosa, em sua saúde...

Pare de reclamar, de julgar os outros e olhe para dentro de si mesmo! Entenda que também cada um tem seu tempo e, se você conseguir despertar com este pequeno texto, não queira exigir que o outro também desperte.


Kazagrande

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Elítrios



ELITRIOS

Esta é a nossa mensagem 500

Elítrio é um espírito cobrador e obsessor que apresenta a forma de uma cabeça de macaco achatada, com cerca de 10 centímetros, e se localiza em alguma parte do corpo etérico de sua vítima. Irradia tanto ódio que assume a forma acrisolada, identificado como ovóide pelos Kardecistas. É, também, um demônio (*).
Com sua vibração de ódio concentrada, age com muita intensidade, iniciando seu trabalho no corpo etérico e, depois, o corpo físico, o que determina doenças graves e, por vezes, fatais.
Assim como há bandidos do espaço, como os Murussangis (*), que se localizam nas costas do ser encarnado e sugam suas energias, e os Murumbus (*), que se transformam em elítrios, há, também, espíritos de elevada evolução que, tomados pelo desejo do que acham ser Justiça, se tornam elítrios para se reajustarem com um ser reencarnado. Assumem uma condição concentrada de ódio, de carga extremamente negativa, que os fazem semelhantes a uma cabeça de macaco, com a consistência de uma espuma de nylon, e se fixam em diferentes partes do corpo físico de suas vítimas.
Podem ficar séculos nos planos invisíveis, aguardando sua oportunidade de vingança daquele espírito que lhes jogou naquela triste situação e, quando isso lhes é permitido, passam ao plano físico e começam sua influência nefasta.
Pela Lei de Deus, são colocados no feto antes que o espírito que vai reencarnar seja ligado ao plexo físico, o que acontece no terceiro mês de gestação, por ação da Centelha Divina, energia extra-etérica.
Provocam doenças de acordo com a situação que gerou a dívida, resistentes aos tratamentos tradicionais da Terra, iniciando-as de forma sutil, como o câncer, cujos sintomas geralmente são descobertos quando o mal já está instalado no organismo físico da vítima.
Embora centrando a ação em órgãos especializados, nos centros nervosos e medulares, a ação dos elítrios se faz em todo o conjunto orgânico, uma vez que absorve as energias sutis do paciente.
Nos trabalhos do Templo do Amanhecer, o elítrio tem um tratamento progressivo e diversificado, que busca atenuar a intensidade de sua vibração, diminuindo sua ação e, até mesmo, podendo libertá-lo. Como cada caso tem suas próprias características, ao passar por um Trono, o paciente vítima da ação do elítrio recebe a orientação para ser atendido nos diferentes trabalhos e, se a Entidade verificar que se trata de um caso em que só o trabalho da vítima poderá fazer a libertação, recomenda que o paciente faça o seu desenvolvimento mediúnico, nesta ou em outra doutrina. Faz toda uma limpeza das impregnações e prepara o paciente para passar na Cura.
No trabalho de Cura o elítrio é envolvido por uma fina camada ectoplasmática, que isola parte da sua intensidade vibracional, e ajuda na recuperação das áreas do plexo físico atingidas por aquelas vibrações.
A Junção é o trabalho específico para atingir os elítrios, em que são aplicadas as forças dos três Oráculos: no Sanday, o Comandante do trabalho projeta o poder de Simiromba; as duas ninfas Lua manipulam a grandeza de Olorum; e os doutrinadores aplicam os passes sob a projeção de Obatalá, fazendo o encapsulamento do elítrio e, em muitos casos, conseguindo sua libertação.
Por efeito dos trabalhos pelos quais passa o paciente, o elítrio vai-se modificando pelo alargamento de seus espaços intermoleculares, provocado pela ação do ectoplasma enviado pelos médiuns, e isso causa seu crescimento, determinando sua perda de concentração e o tornando menos sólido, de tal forma que pode chegar à estatura de um ser humano normal, quando, então, se torna tão leve e sutil que perde a capacidade de aderência e é encaminhado aos planos espirituais.
Os Comandantes da Junção devem ter muito cuidado para só atender àqueles pacientes que tiveram a expressa determinação, nos Tronos, para passar na Junção, pois há caso em que uma encarnação está continuando tão somente para a libertação dos elítrios e, se inadvertidamente, acontecer que aquele paciente passe na Junção e haja o desprendimento de seus elítrios, ele poderá ter um desencarne imediato.
No aborto (*) pode ocorrer que aqueles elítrios que foram colocados junto ao feto e perdem, dessa forma, a oportunidade de sua evolução, se revoltem e se distribuam pelo corpo daquela que seria a mãe, ou, até mesmo, naquele que seria o responsável direto pelo aborto, tornando-se seus cobradores.
Todavia, deve-se ter muita atenção com o paciente, pois pode acontecer de ser o espírito libertado de sua forma de elítrio, mas continuar sua cobrança, tendo o paciente que continuar passando nos trabalhos e buscar desenvolver sua mediunidade.
Um elítrio não se liberta pelo trabalho de Prisão e nem mesmo nos Tronos. Na realidade, o paciente é que deverá, pelo seu amor e consciência, libertar-se, motivo pelo qual é aconselhado a se desenvolver. Pela sua conduta doutrinária, pelo seu trabalho na Lei do Auxílio e, especialmente, aceitando com amor e resignação os efeitos das vibrações de seu cobrador, envolvendo-o em vibrações positivas, agradecendo aos seus Mentores pela oportunidade de poder ajudá-lo, vai a vítima resgatando seu erro do passado e fazendo o apaziguamento daquele espírito que, como sabemos, pode ter um desenvolvimento bem evoluído, e que está se perdendo na vingança.

§ Digamos: um Homem que tem um elítrio no braço só será atingido em seu Centro Coronário se não tiver seu ponto de partida espiritual, seu Deus.
Desse modo, o Centro Coronário registra, automaticamente, a atuação manifestada, fixando a responsabilidade e marcando, no próprio Homem, as conseqüências felizes ou infelizes, já disse eu, no campo do destino cármico trazido e reparado pelos elítrios.
Se eu afirmo que um elítrio é um espírito concentrado pelo ódio e que é fruto dos nossos desentendimentos, e afirmo as três condições do corpo no Centro Coronário, podemos, então, analisar o Homem-Elítrio ou o Homem nas formas de elítrios.” (Tia Neiva, 28.6.77)

§ Em muitos casos, as perturbações mentais dominam o homem de um modo clínico, pois todos os transtornos são de motivos psíquicos, profundos, dolorosos, de acordo com a sensibilidade do caso, da região afetada alucinatória.
Devemos considerar o fator psíquico mesmo que seja no pé. Temos que destacar com um trabalho desobsessivo.
Me faz lembrar de um homem que tinha uma grande dor na espinha a ponto de não poder sentar-se. Não podia mais andar. Os médicos tiraram diversas radiografias e o homem sempre pior. Chegou no Templo em uma cadeira de rodas, que mal podia sentar. Cheguei também na hora. Quando me viram foram dizendo:
Este homem teve meningite e ficou com este defeito na espinha. O coitado ficou aleijado e o médico diz que não tem nada, é um absurdo!
Percebi que se tratava de um ELÍTRIO. Mandei que passasse em três tronos. Os Pretos Velhos mandaram que ele voltasse e, por fim, encontrei o homem restabelecido.” (Tia Neiva, 16.3.78)

§ ...apareceu uma mulher que se debatia com três elítrios, gritando: “Ó, meu Deus! De onde vieram esses bichos horríveis?” (...)
E eu que pensara que ela acabava de chegar. No entanto, já estava ali há três meses!
Fiz uma prece, e formei o meu Iabá. Imediatamente, os elítrios a libertaram, voltando para Deus, numa passagem tão ligeira que nem houve tempo de recuperação.
Por que se foram tão facilmente? É tão difícil conjugar a vida em dois planos!” (Tia Neiva, 11.7.83)

§ ...porém, eu vejo um elítrio como uma cabeça de macaco preto, com mais ou menos 10 centímetros, com as mãozinhas e os pés pregados à cabeça, coma espessura de uma espuma de nylon.
Quando uma mulher se transforma em elítrio, sua cor, em vez de preta, é marrom.
Sim, são causadores do câncer!... Jesus vai ainda mandar um cientista para proteger o corpo físico do elítrio cancerígeno.
Meus Deus! O que será desses espíritos que esperam a vingança? Vingar-se para depois voltar para Deus! Vingar-se pelo câncer!
O Homem da Terra está bem evoluído e quando souber amar realmente, ele mesmo poderá expelir seus próprios elítrios...
O espírito, ao partir para o sono cultural, escolhe seus reajustes e leva seus elítrios junto para o ventre materno.
Pela bênção de Deus, amando podemos retificar o mal que provocamos. Os elítrios são nossas vitimas do passado, Homens que não tiveram condições de perdoar nem oportunidade de amar.
Por isso, vêm na carne do Homem para se vingar.
Porém, se tiverem a felicidade de encontrar o carinho de uma mãe para com o filho, se sentindo instrumento da dor daquela mãe - ou daquele pai, ficam sensibilizados e voltam para Deus.
Deus confia no amor da mãe e no amor do pai!
É por isso que um espírito reencarna levando até sete elítrios!
Por isso, cada gestação é diferente da outra.” (Tia Neiva, s/d)

domingo, 9 de junho de 2013

Equitumans



Há cerca de trinta mil anos antes de Cristo, chegou à Terra um grupo de espíritos missionários com corpos diferentes dos nossos, com estatura entre três e quatro metros, tendo uma fisiologia que os tornava quase indestrutíveis na Terra. Estavam plenos de Deus e da Eternidade, pois sua constituição era de pura luz e sua individualidade era conhecida apenas de Deus e dos Grandes Mestres.
Para poderem cumprir sua missão, passaram a habitar corpos densos e, para operá-los, tiveram necessidade de criar corpos intermediários - as almas.
Até então vivendo sem cuidados pessoais, começaram sua odisséia individual neste planeta, em que o meio físico já estava sedimentado, porém sujeito às variações de busca de equilíbrio em sua órbita ao redor do Sol.
Da nebulosa inicial já se haviam passado bilhões de anos, e a energia telúrica, concentrada na pirosfera, emitia poderosos feixes magnéticos e ondas de força que iam plasmando mares e terras, elevando montanhas, formando vales, distribuindo as águas e formando sistemas atmosféricos onde proliferavam as formas de vida vegetal e animal.
Os Equitumans vieram em chalanas (*), desembarcando em sete pontos do nosso planeta, trazendo uma alma singela, obedecendo às normas espirituais e sabendo utilizar as forças cósmicas, especialmente as do Sol e as da Lua.
Foram padronizando a exploração das energias vitais com vistas à energização da Terra, enquanto utilizavam energias das usinas solares contrabalançadas pelas geradas por usinas lunares.
Cada uma das regiões ocupadas tinha seus planos evolutivos, sendo controladas suas alterações na crosta terrestre e dispondo de aparelhos específicos para os trabalhos. Sendo de constituição diferente dos terráqueos e portando grandes poderes, são lembrados por vestígios desse início civilizatório, principalmente, pela mitologia desses povos, pois eram verdadeiros deuses, portadores de forças prodigiosas e de conhecimentos fantásticos.
Para a colonização da região andina, desde o sul da América do Sul até o centro do México, foi enviado um grupo destes que chamamos de Equitumans. Ocuparam aquela região, mesclando-se com os indígenas e de certa forma se distanciando de suas origens, alterando sua fisiologia e reduzindo seus poderes.
Como simples mortais, após dois mil anos de quedas e provações, foram liquidados por cataclismos que atingiram a Terra, desencadeados por uma nave espacial - a Estrela Candente - que sepultou o núcleo central da civilização dos Equitumans num lago entre o Peru e a Bolívia - o Titicaca.
Na nossa Corrente, o lago Titicaca é uma “lágrima da Estrela Candente”, nave que, sob o comando do espírito que chamamos de Pai Seta Branca, transformou a Terra.
Um grande tesouro da civilização Equituman está oculto na região do rio Araguaia, na serra do Roncador.
Em “2000 - A Conjunção de Dois Planos”, Amanto ensina a Tia Neiva sobre os Equitumans. Mostra-lhe o lago Titicaca e pede que ela force sua visão para ver o que estava sob as águas. Ela começou a perceber formas estranhas de casas, máquinas e corpos físicos desencarnados, de grande estatura, mal se distinguindo do lodo sedimentar. Amanto explicou: “O que você está vendo é o testemunho físico de um drama sideral, da falência de uma civilização que foi promissora na evolução da Terra. O que você está vendo é o túmulo dos Equitumans, construído com água e terra pela Estrela Candente!
Esses espíritos foram preparados em Capela durante muito tempo. Neles foi destilado, dia a dia, o anseio evolutivo, o desejo de realização e despertado o desejo de colaboração na obra de Deus. Eles aprenderam a história da Terra, seu papel no conjunto planetário, e se prepararam para o estabelecimento de uma nova civilização deste planeta.
A idade física da Terra se contava em termos de bilhões de anos e muita coisa já havia acontecido antes. Isso, porém, não era de seu domínio mental, pois assim o exigia a didática divina. Só é dado ao Homem saber aquilo que é necessário a cada etapa de sua trajetória. O impulso criativo e realizador reside exatamente no terreno entre o conhecido e o desconhecido de cada ser.
Assim estavam estes espíritos quando vieram à Terra. Isto aconteceu 30 mil anos antes da vinda do Cristo Jesus.
Os Mestres haviam preparado o terreno em várias partes do globo. Mediante ações impossíveis de lhe serem descritas, foram alijados da superfície certas espécies de animais e outras foram criadas. Os climas e os regimes atmosféricos foram contrabalançados e o cenário estava preparado. Eles foram trazidos em frotas de astronaves e distribuídos pelo planeta em sete pontos diferentes. Esta região foi um dos pontos de desembarque. Os outros foram onde hoje são o Iraque, o Alasca, a Mongólia, o Egito e a África. Esses locais servem apenas como referência, pois, na verdade, eles tinham o domínio de grandes áreas. Tinham enorme poder de locomoção e de domínio sobre os habitantes de cada região.
Seu principal poder residia na sua imortalidade, nas suas máquinas e na sua tecnologia. Eram quase imortais. Não tinham a mesma organização molecular dos seres que aqui já se encontravam. Seus corpos tinham sido preparados em Capela e traziam em si dispositivos naturais de sobrevivência. Eles só corriam o perigo de afogamentos ou destruição física. Seus maiores inimigos eram os grandes animais e os acidentes. Eles eram normais em tudo.
Sua língua, a princípio, era a mesma, mas, aos poucos, ela foi se diferenciando, conforme os grupos com que foram convivendo. Em algumas regiões da Terra ainda se fala a língua original dos Equitumans, inclusive em algumas tribos de índios brasileiros. Mas, além da linguagem articulada, eles usavam a telepatia entre si. Isso, aliás, foi o que causou a degenerescência da língua inicial. Para se entender com os outros eles adaptavam sua linguagem ao meio.
Eles se tornavam mais velhos pela passagem do tempo, mas sem degenerescência. Suas células traziam em si princípios diferentes das células dos seres comuns. Na verdade, os mais velhos eram apenas mais experientes, mais adaptados nas tarefas. Eles amadureciam na sua alma, mas não no seu corpo. Eles contavam ainda, para a conservação de seus corpos, com a assistência dos Mestres, com quem mantinham contatos permanentes. Às vezes acontecia de um Equituman não evoluir de acordo com a tarefa e ceder seu corpo a outro que sofrera um acidente. Neste caso, o espírito do cedente simplesmente era recolhido ao planeta de origem.
Em Capela, eles eram organizados em casais afins, almas gêmeas, e não havia reprodução como aqui na Terra. Mas aqui, eles foram submetidos ao processo sexual normal e tiveram filhos. Só que seus filhos nasciam com um organismo comum, igual ao dos mortais. Assim, foram nascendo outros Equitumans mais preparados para a Terra, como iam se desenvolvendo. Suas mentes ágeis permitiam a constituição de organismos adaptados às regiões onde nasciam. Daí os tipos diferenciados que deram origem às raças modernas, como contam precariamente seus historiadores e antropólogos.
O principal estímulo dos Equitumans era seu livre arbítrio. Eles eram pequenos deuses a quem estava entregue a tarefa de civilizar um planeta e dispunham de ampla liberdade para isso. Seu único compromisso era o de observar os propósitos civilizatórios apreendidos nas escolas de Capela.
A idéia fundamental era o estabelecimento de condições ecológicas que permitissem a vinda de novos imigrantes. Famílias espirituais inteiras sonhavam com a oportunidade de colonizar, colaborar com a obra de Deus na Terra. Mas, se dispunham das grandes vantagens de seres extraterrenos, eles tinham as desvantagens do terráqueo na sua animalidade física.
Cedo se manifestou a velha luta entre suas almas e os seus espíritos. Não tinham religião. Tinham um conjunto doutrinário, cujas coordenadas eram formadas pela hierarquia planetária, cujo centro era o Sol. Com isso, não tinham a preocupação com a busca de Deus, pois tinham um universo amplo e objetivo, suficientemente dimensionados para não necessitar a busca de uma finalidade.
Mais tarde, no declínio de sua sintonia com os planos iniciais, essa doutrina derivou na religião do Sol.
Durante mil anos os planos seguiram sua trajetória prevista. Os núcleos foram se expandindo e muitas maravilhas foram se concretizando na Terra. Basta que se observem alguns resíduos monumentais na sua superfície para se ter idéia. Verdade é que essas ruínas são de difícil interpretação pelo Homem atual. Uma coisa, porém, elas evidenciam: as ciências e as artes que permitiram sua elaboração estão fora do alcance do Homem de hoje. Até hoje os cientistas não conseguiram explicar, por exemplo, o porquê e como foram feitas as estátuas da Ilha da Páscoa ou as pirâmides.
A partir de agora, uma parte destes mistérios será desvendada. Dois fatos contribuirão para isso: a curiosidade científica despertada para fatos estranhos e as convulsões que a Terra irá sofrer.
Os Equitumans se comunicavam de várias maneiras. Dispunham de forças psíquicas e de aparelhos que lhes permitiam a troca de experiências.
Isso explica, em parte, as semelhanças arqueológicas que estão sendo encontradas em lugares distantes e aparentemente sem possibilidades, naquele tempo, de comunicação entre si.
Também viajaram entre planetas e chegaram não só à Lua, como a Marte e a outros lugares do nosso sistema. Essas viagens, porém, só foram feitas no segundo milênio, com o começo da hipertrofia de seus egos, à semelhança do que está acontecendo agora.
A partir do segundo milênio, eles começaram a se distanciar de seus Mestres e dos planos originais. Seguros na sua imortalidade e intoxicados pela volúpia de encarnados, eles começaram a ser dominados pela sede de poder. Depois de muitas advertências, seus Mestres tiveram que agir. Ao findar o segundo milênio de suas vidas, eles foram eliminados da face da Terra.
A Estrela Candente foi uma nave gigantesca que percorreu os céus da Terra, executando a sentença divina. Em cada um dos núcleos Equitumans, a Terra se abriu e eles foram absorvidos, triturados e desintegrados.
Aqui é um túmulo deles, e como este existem outros túmulos.
Agora, com o próximo degelo dos pólos, muita coisa virá para a luz do Sol!
O plano não falhou: só não se cumpriu em toda a plenitude. Muita coisa foi feita que permitiu a evolução da Terra. Já os grandes animais haviam sido afastados, tornando habitáveis as principais porções de terra. Os princípios da tecnologia e as sementes da vida social formavam um lastro imperecível na mente de muitos habitantes. O padrão espiritual então existente foi permitindo a materialização da natureza e tudo foi se modificando. Os imortais Equitumans foram se transformando em lendas e deuses e o Homem foi construindo suas cidades e suas religiões.
A partir daí, os grandes missionários começaram a vir à Terra e os Equitumans, recolhidos no Planeta Mãe, começaram a reencarnar nos descendentes de seus antigos corpos. Aí então teve início outro tipo de luta: alguns desses espíritos, saudosos de seu antigo poder, começaram a se organizar no etérico da Terra e a formar falanges.
Os antigos poderes psíquicos foram sendo sedimentados em manipulações mediúnicas e os dois planos - o físico e o etérico - intensificaram seu intercâmbio.
Um grande missionário, que hoje, para nós, se chama Seta Branca, responsável pela Estrela Candente, reuniu os remanescentes mais puros e os dividiu em sete tribos, que foram distribuídas nos antigos pontos focais dos Equitumans. A eles coube recomeçar a tarefa interrompida. Cada tribo compunha-se de mil espíritos.
Foi aí que foram criadas as hierarquias dos Orixás, os grandes chefes que tinham a virtude de se comunicar com os Mestres.
O processo civilizatório dos descendentes dos Equitumans se foi realizando nos milênios subsequentes, principalmente pelos Tumuchys (*). Duas dessas tribos deixaram caracteres mais marcantes: os que mais tarde se chamaram Incas e os posteriormente conhecidos como Hititas. Outra tribo que também teve muita importância nos acontecimentos foi a dos Índios, cujo núcleo foi iniciado aqui, nas margens deste lago. Cedo eles adentraram para Leste, em direção ao Atlântico, e para o Norte, na rota do Amazonas. (...)
Ao desencarnarem de suas agora curtas vidas, eles se recusavam seguir os rumos normais de Capela e preferiam perseguir suas próprias quimeras nos planos etéricos. Juntaram-se, assim, em falanges e, graças ao conhecimento adquirido, procuraram sempre reproduzir a situação inicial. Esqueceram-se eles de que, desta vez, não tinham a bênção de Deus e nem o auxílio precioso dos Mestres, suas máquinas e seus corpos imperecíveis.
Eram imperecíveis, mas no sentido inverso do que foram na Terra física. Nos seus corpos iniciais, os princípios vitais lhes permitiam viver, como aconteceu com quase todos, até a destruição externa, propositada. Suas mentes, porém, através de suas almas, se evoluíam e progrediam sem parar.
Na economia sideral dos planos da época, a indestrutibilidade dos corpos atuava como fator de segurança que permitia a esses seres enfrentar as tarefas ciclópicas sem titubear, além do respeito que impunham a seus descendentes, as vantagens da memória física milenar e outras.
Já no plano etérico, sem as vantagens do plano físico, sem a contínua assistência dos Mestres e sem os planos da Engenharia Sideral, suas mentes foram se degenerando na atrofia inexorável desse plano.
Isso é um círculo vicioso, em que o ser cada vez mais perde as perspectivas e se ilude com as próprias sensações. Grande parte de sua atividade se concentra na alimentação de seus corpos etéricos, cuja maior fonte de energia é o ectoplasma da Terra, dos seres vivos. Em vez de terem suas cabeças erguidas para o Céu, para as fontes puras de energia divina, são obrigados a tê-las voltadas para baixo, para os seres encarnados, de onde parte sua alimentação energética.
E o coração do Homem está onde estão seus interesses. Tudo o que acontece com os seres humanos lhes interessa. Tendo uma falsa noção de poder, reminiscência dos poderes que possuíam, eles sempre pretenderam influir nos acontecimentos humanos e, em parte, o conseguem. Sua confusão mental, entretanto, os faz crer ser possível a retomada da antiga posição de 300 séculos antes.
E assim podemos juntar duas épocas distantes e entender os enredos tenebrosos dos dias atuais. Equitumans encarnados, Equitumans no invisível etérico e Equitumans nos planos mais evoluídos - esses são os elementos das lutas atuais no Brasil.
Hoje, esses espíritos nem sabem mais que foram os poderosos Equitumans que foram à Lua e a Marte. Os que estão encarnados têm menos noção ainda. Acrescente-se que esses encarnados, presos aos círculos cármicos, vêm se endividando e pagando dívidas num círculo quase vicioso.
Muitos dos atuais políticos passaram pelas lutas dos dois ou três mil anos, talvez mesmo anteriores.
E agora, no fim de mais um Ciclo, quando o planeta urge passar a categorias melhores, fazem-se necessários o reajuste e o reequilíbrio. Por isso, os inocentes de hoje não o foram ontem. É preciso ter compaixão e ajudá-los, mas isso deve ser feito com a serenidade que o Cristo nos proporciona, com a justiça Evangélica de as árvores serem reconhecidas por seus frutos.”
Os espíritos que se mantinham puros naquela fase civilizatória do planeta e, portanto, tinham condições de retornar a Capela, eram recolhidos e recebiam instruções dos Grandes Mestres, reencarnando, em seguida, para cumprir novos planos na Terra.
Assim foram formados os Tumuchys, os Jaguares e os Mussuman. Esses eram antigos Equitumans que voltavam com liderança e em condições superiores aos demais habitantes, bem como em corpos preparados para maior tempo de vida terrestre e para ações determinadas, vedadas aos demais. Em lugar da evolução marcada pelo espírito, com o poder da criação e características próximas de Deus, pois está mais próximo da eternidade, a mudança fundamental da Terra foi sendo realizada com base na alma, o que significa conflitos, relacionamento pelas diferenças, ações desencadeadas por fatores positivos ou negativos, marcada do já criado, do transitório, da elaboração transformista.
Houve momentos em que, por conseqüência de movimentos telúricos, com cataclismos e movimentação das placas terrestres, predominava o plano puramente físico; outras fases, em que predominavam as lutas entre as civilizações mais avançadas e outras menos evoluídas, predominava o plano psíquico. Com isso, o espírito só conseguia predominar em pontos restritos e herméticos, atravessando os séculos em segredos profundamente guardados na tradição oral e escrita das doutrinas secretas, no segredo das iniciações, do ocultismo e do esoterismo, evoluindo e se revestindo de características próprias, adequadas à região ou à missão envolvida nos diversos grupos.

sábado, 1 de junho de 2013

Mediunidade



MEDIUNIDADE SOB A OTICA DO VALE DO AMANHECER

Com essência espiritual, a mediunidade tem o objetivo do resgate cármico, correção dos vários erros praticados em vidas passadas, sendo um conjunto de forças que se manifesta no ser encarnado, emanando do corpo físico e agindo em conjunto com o mecanismo psicofísico, mas com padrão vibratório muito mais elevado e mais rápido.
A glândula pineal (*), se constitui na sede fisiológica dos fenómenos da mediunidade, dela partindo o controle dos demais centros energéticos. Centro do hiperconsciente, é a responsável pelo nosso sexto sentido, captando e selecionando forças através de sua perceção extrassensorial, sendo seu funcionamento aprimorado pelo desenvolvimento mediúnico.
De acordo com seu desenvolvimento, a glândula pineal permite maior ou menor capacidade das perceções extrassensoriais, variando de indivíduo para indivíduo, determinando grande variedade na manifestação mais comum das diversas mediunidades:
1) a curadora - procede à cura pela força emanada dos chacras das mãos;
2) a vidência - quando se vê alguma coisa que está acontecendo em outro lugar; a telepatia - comunicação somente pelo pensamento;
3) a audiência - quando se ouve alguma informação que não está sendo transmitida neste plano;
4) a precognição ou premonição - ciência antecipada de fatos que ainda vão acontecer;
5) a retro cognição - conhecimento de fatos passados, até mesmo de outras reencarnações;
6) a psicocinésia - movimentação de corpos físicos pela emissão de ondas mentais; e
7) a psicofonia ou incorporação - manifestação de um espírito através do médium.
Dentro da ideia de energia (*), nosso corpo físico está equipado com sensores para distinguir fenómenos em cinco faixas de vibrações: olhos, captando luz e cores; ouvido, captando sons e ruídos; o nariz, captando os aromas; a língua, captando e distinguindo os sabores; e a pele, sentindo frio ou calor, rigidez ou maciez, formas, enfim, tudo o que podemos avaliar pelo tato. Todas essas sensações estão ligadas ao plano físico.
O sexto sentido - a mediunidade - é a nossa relação com outras dimensões, fora dos nossos conceitos limitadores de tempo e espaço.
Existem, na Bíblia, inúmeros testemunhos de fenómenos mediúnicos. Para citar apenas um, encontramos em Ezequiel (Cap. 2 e 3) uma audiência: "Esta voz me disse: Filho do Homem, põe-te em pé e falarei contigo. Então, entrou em mim o Espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava..." e se seguem grandes orientações para o profeta.
Quando reencarna, o espírito traz geralmente sua missão, obrigando-o a desenvolver e utilizar sua mediunidade, que pode ser cármica, quando ela atua como fator de equilíbrio dos conflitos da personalidade, ou espiritual, refletindo a obra do espírito, como missionário do Sistema Crístico, colaborador da obra divina.
Os átomos formam moléculas e estas, por ações específicas, constituem os componentes dos três reinos da Natureza, diretamente ligados à resultante das ações das forças de atração e de repulsão que agem na organização molecular. Isso gera um campo magnético que permite o contacto com seres de diversas naturezas em situações geralmente muito especiais.
Quando não há condição deste contacto ser físico, o Homem aprendeu a deixar um pouco sua consciência do plano físico e penetrar num estado mais individualizado, ao qual denominamos transe, em que a força gerada por seu campo magnético - a mediunidade - pode agir mais intensamente, porque está livre das limitações da consciência. Fluindo através dos chacras (*) e até dos poros, o fluido magnético faz a ligação entre os três grandes geradores vibracionais do Homem: seus órgãos, seus plexos e os chacras. 
Podemos chamar o  sistema nervoso (*) simpático ou autónomo de passivo e o parassimpático de ativo, para facilitar o entendimento dos dois tipos de mediunidade em nossa Corrente do Amanhecer:
1) a do Apará, o médium de incorporação, está baseada no sistema nervoso passivo, com base no plexo solar, tendo natureza passiva, orgânica e anímica, onde a vontade e a consciência pouco ou nada atuam, uma vez que o ser que se comunica entra em contacto direto com seu sistema nervoso e assume parcialmente o controle mental do médium, fazendo a sua comunicação, que tanto mais perfeita será quanto menor for a parcela de consciência do médium; e
2) a do Doutrinador, que funciona com base física, no sistema nervoso ativo, feita pelo processo cerebral, pela sensibilização do sistema endócrino, centrado na glândula pineal, com predomínio da consciência e da vontade, fazendo com que passasse a existir um transe mediúnico totalmente consciente.
A mediunidade é um fenómeno natural, de natureza igual em todos os seres, e varia em teor, quantidade e forma de uma pessoa para outra, fazendo com que não existam dois médiuns iguais. Pode, até mesmo, ficar latente, contida pelo desenvolvimento cultural e religioso daquele que a contém.
O médium é o intermediário, o que faz a ligação entre o que é objetivo e o subjetivo, o que, pela intuição e ligações mais refinadas, liga um plano a outro, o que permite o intercâmbio entre o mundo material e o mundo espiritual. Trata-se de um dom natural e comum, tendo ocorrido, na História da Humanidade, de forma ostensiva, mas sempre tratada com visão deturpada como sendo manifestação do sobrenatural, fruto de milagres ou sob aspeto supersticioso. 
Na nossa Doutrina, a mediunidade é vista como um fato natural, real e comprovável em qualquer pessoa. 
A base da mediunidade é uma energia subtil que se origina na corrente sanguínea e se volatiliza pelo sistema nervoso. Todos os seres humanos são médiuns naturais, manipulando essa energia de forma subconsciente e controlada apenas pelos seus sentimentos e pensamentos.
Todavia, há casos em que esse controle escapa à vontade do indivíduo, conduzindo-o a uma vivência negativada, marcada por doenças, desânimo, desajustes sociais e desequilíbrio emocional, ou, num outro extremo, à exacerbação religiosa. A ideia da mediunidade é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, que no seu manual DSM IV, recomenda aos clínicos que devem ser muito cuidadosos ao tratarem de casos em que o paciente alega estar ouvindo ou vendo espíritos de pessoas desencarnadas porque isso não se liga a qualquer processo patológico.
Muitos cuidados devem se ter com a mediunidade, destacando-se como muito importante a forma de ser conduzida e desenvolvida. O médium capta vibrações dos planos espirituais e manipula essas energias com  seu magnético animal, produzindo poderoso fluxo energético. Dependendo de sua consciência, deve começar a aprender a usar esse poder, integrando-se a uma corrente na qual se sinta harmonizado, participando ativamente dessa corrente, seja ela positiva ou negativa, isto é, esteja ou não integrada no Sistema Crístico.
O desenvolvimento mediúnico deve ser feito com consciência, trabalho, estudo, abnegação e amor.
Nada acontece rapidamente, na Terra. O médium inquieto, apressado, precipitado, desejoso de logo transmitir as mensagens do Céu antes de chegar ao seu ponto de preparação, é candidato ao desequilíbrio e às perturbações da mente.
Com boa vontade, o médium procura no Evangelho as luzes das aulas do Divino e Amado Mestre Jesus, aprendendo a servir com tolerância, humildade e amor, despertando todo seu potencial mediúnico, que lhe dará a oportunidade de resgatar erros transcendentais e corrigir suas próprias deficiências e desajustes, fazendo da sua mediunidade instrumento de sua reabilitação.
Na Doutrina do Amanhecer só levamos em consideração dois aspetos da mediunidade: a de incorporação, o médium APARÁ, força vibratória, que incorpora uma entidade; e a do DOUTRINADOR, força básica de sua manifestação silenciosa porém concreta, em perfeita sintonia com os planos espirituais. As demais formas de mediunidade - psicografia, vidência, audição e outras - podem existir, mas não são desenvolvidas, por estarem sujeitas a interferências e outros riscos desnecessários, já que lidamos com grande quantidade de médiuns e, por nossas Leis, não são usadas em nossos trabalhos.
No início do desenvolvimento é  revelada ao médium a definição da mediunidade de que é portador (veja TRIAGEM) e começam a lhe ser dados ensinamentos básicos - técnico, doutrinário e místico - objetivando aumentar o potencial energético do médium e diminuir a distância entre sua individualidade e sua personalidade.
Não têm as entidades permissão para revelar a mediunidade de alguém, como alegado por alguns após passarem no atendimento dos Tronos. Tia Neiva sempre nos alertou para isso, dizendo que, quando acontece, trata-se de uma interferência, pois só Deus e aquele próprio espírito encarnado sabem da sua mediunidade. Para evitar esse problema, o Doutrinador deve estar sempre atento às comunicações.
Apenas, para preparar corretamente o plexo de médiuns que hajam passado por outras correntes, pode ser necessário que ele permaneça algum tempo como Doutrinador e, depois de equilibrado, assuma sua verdadeira condição como médium de incorporação.
Os médiuns desenvolvidos apreendem mais pela sua perceção mediúnica do que pelas suas qualidades psicológicas ou culturais. A assimilação da Doutrina depende das situações individuais e cada um aprende à sua maneira.
Embora saibamos que existem inúmeras manifestações mediúnicas em crianças e adolescentes, muitas das quais se apresentam como verdadeiros fenómenos, consideramos que a mediunidade é uma força que se modifica com a idade e, na Doutrina do Amanhecer, temos o maior cuidado em conter os fenómenos que se apresentam precocemente, pois até cerca dos 18 anos o magnético animal age no desenvolvimento do plexo físico - o corpo - e o desenvolvimento ou o trabalho precoce, antes dessa idade, pode gerar deficiências físicas pelo desvio da ação do magnético animal. 
A mediunidade se renova e reativa pelo trabalho. Por isso, a constância no trabalho mediúnico é importante, pois o médium vai se fortalecendo e aprimorando, ampliando seus limites e seu poder de ligação.  O médium que é inconstante, que se deixa levar pela preguiça ou pouco caso, não consegue a confiança dos Mentores e nem a dos pacientes.
Depois de considerado apto após o Desenvolvimento (*), o médium do Amanhecer recebe sua consagração na Iniciação (*), e passa a atuar ativamente na Lei do Auxílio, caminhando para obter novas consagrações - Elevação de Espada (*) e Centúria (*) - que irão aumentar seu potencial e sua responsabilidade.
O ser humano não é estático, e está alterando constantemente seu padrão vibratório, de acordo com as influências a que está sendo submetido. Isso influi em sua mediunidade, que pode ser apresentar ora de uma forma, ora de outra. Vale lembrar que é um fenómeno natural, mas que está se expandindo na Terra, na medida em que se aproxima o novo ciclo do nosso planeta, cumprindo a profecia de Joel, que lhe revelou o Senhor: “Nos últimos dias derramarei do meus Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos!”
O médium vai aprendendo a controlar sua força, a manter seu equilíbrio e a se harmonizar com a Corrente, em perfeita sintonia com seus Mentores, e sabendo isolar sua individualidade dos problemas da personalidade. Como um raio de luz que atravessa um copo de água, que se dilui na medida em que a água se agita, a força mediúnica flui através da mente, sendo, assim, necessário que esta esteja em calma para que possa aquela força fluir e agir mais efetivamente. O médium, com sua mente equilibrada, consegue a realização de fenómenos de cura desobsessiva, bem como sustenta a perfeita execução dos trabalhos.
O conhecimento e a utilização da força mediúnica devem compreender o reconhecimento da existência do espírito para que seja autêntica e não simples exteriorização da personalidade do médium. Outra atenção é com a natureza das forças que são intermediadas, porque a mediunidade é de natureza neutra, podendo ser utilizada para o Bem e para o Mal, de acordo com a formação do médium e a polaridade em que é trabalhada. Por isso, nossa Mãe Koatay 108 sempre nos advertiu que a mediunidade é uma lâmina de dois gumes – o Bem e o Mal – e deveríamos sempre ter muito cuidado com sua utilização.
Quando o médium se desenvolve apenas sob o aspeto fenoménico, alheio ao Sistema Crístico, suas qualidades ou defeitos são ressaltados, tornando-o simplesmente o intermediário entre ele e o mundo que o cerca, manipulando tão somente forças horizontais, não construtivas, e que podem tornar-se destrutivas.
Torna-se o que denominamos médium psíquico, aquele que dá vazão apenas a conceitos, ideias e conselhos de sua própria personalidade ou influenciados por espíritos de camadas muito próximas da Terra - o mundo (*) invisível - ou até mesmo intra terrestres, gerando forças somente transformista e não criativas.
Quando o médium desenvolve sua mediunidade dentro de um planeamento e esclarecimento doutrinários, começa a se harmonizar com sua linha cármica, apreende as emanações e anseios transcendentais de seu próprio espírito, muda suas perspetivas, sua visão de vida e seu comportamento, passando a ter convicção de seus princípios e uma visão mais abrangente do Universo que o rodeia.
Dentro da Doutrina do Amanhecer, uma Doutrina Crística, sua vida se equilibra e passa a irradiar segurança e simpatia, atraindo para si as emanações dos Planos Superiores, de seus Mentores, e passa a ser seguro instrumento de ação dos Espíritos Superiores que, através dele, processam curas e libertações, levando alívio e esperança àqueles que por ele são atendidos.
Assim, deve o médium preocupar-se sempre com seu equilíbrio, evitando as crises depressivas ou se envaidecer. Não pode estar bem se estiver levando vida desregrada, sem conduta doutrinária nem controle emocional, fora dos parâmetros morais, distanciando-se de seus compromissos. Na medida em que se afasta da sintonia com a Espiritualidade, seus Mentores se afastam dele. Se mergulhado em estados depressivos, se consome álcool ou tóxicos, sua emanação se torna negativa, venenosa, atingindo a todos que o rodeiam. Se cair no abismo da vaidade, sentir-se-á abandonado e desprezado quando for atingido e dominado pelas forças negativas dos irmãos das Trevas.
Existem hormônios psíquicos que permitem a sintonia entre dois seres. Produzidos pela glândula pineal, a qualidade ou padrão vibratório desses agentes está diretamente dependente da conduta doutrinária do médium. Por isso, deve um médium não só se preocupar com seu desenvolvimento, com o aperfeiçoamento de sua mediunidade, mas, principalmente com a melhoria de seus atos e de seus pensamentos, buscando sua reforma íntima, livrando-se de vícios e corrigindo seus defeitos. 
O médium da Corrente que se tenha afastado por longo tempo, ao retornar deverá passar pelos grupos do Desenvolvimento, para adquirir confiança e equilibrar seus plexos.
É comum, principalmente com Doutrinadores, o surgimento de aspeto que indicam a mudança da mediunidade. Nestes casos, o médium deve buscar o Coordenador do Desenvolvimento, no Templo-Mãe, ou o Presidente, nos Templos do Amanhecer, para nova verificação de mediunidade.
Na reunião de 01/07/03, com os Sub-Coordenadores e Presidentes, continuando a implantação dos trabalhos unificados, ficou estabelecido, pelo Trino Ajarã, o seguinte:
NOVA VERIFICAÇÃO DE MEDIUNIDADE
§ Nos casos em que haja, no decorrer do desenvolvimento, sintomas que configurem alteração na sua mediunidade, o médium deverá ser apresentado, pelo instrutor, ao Coordenador do Desenvolvimento, que adotará as medidas adequadas para solucionar o problema.
§ Se o médium já tiver suas consagrações em um tipo de mediunidade - Apará ou Doutrina - deverá fazer todas as aulas do Desenvolvimento em sua nova condição, fazendo, também, se for o caso, as aulas para Iniciação e, a critério do Coordenador do Desenvolvimento, para sua Elevação de Espada. Não precisa das demais aulas, sendo providenciada pelos mestres Devas a respetiva alteração de sua emissão e atualização de suas classificações.

§ Quero deixar bem esclarecido que os médiuns não devem se preocupar com o número de pessoas que entram e saem da Corrente.
É natural que quando o Homem descobre suas faculdades mediúnicas corra para o Vale do Amanhecer. Chega até a incorporar, a fazer Iniciação e usar o escudo iniciático, etc.
Sua mente, porém, não está preparada e seus chacras não chegam a ser desenvolvidos. Com isso, ele se desliga e vai embora.
Não se preocupem: com a mesma euforia que entram, eles saem!
Aos poucos eu irei explicando isso a vocês.
Aqui só ficará quem tiver convicção, pois Pai Seta Branca prometeu desenvolver sua tribo para o Terceiro Milénio. Por isso, só ficará aquele que é realmente um escolhido. Os que se vão nada perdem, pois, com essa breve passagem, conseguem aliviar seus carmas parcialmente, e são ajudados.”  (Tia Neiva, 9.6.74)

§ Falamos muito de consciência ou peso de consciência.
No entanto, é preciso constância, o que mais falta ao Homem, e também ter a razão do tempo, na Terra e no Astral.
No interior psíquico, damos vazão à casualidade, pelos insultos transtornando a mente. E os infelizes estados alucinatórios, sem saber, vão integrando as margens da esquizofrenia. São frequentes os fenómenos de vozes, visões, de alucinações que a própria esquizofrenia produz.
Esquizofrenia, efeito da mediunidade, isto sim, alterações relacionadas com o sistema nervoso em relação ao mecanismo são as mais frequentes, as mais perigosas, nos fenómenos alucinatórios.” (Tia Neiva, 4.10.77)

§ Cheguei no Canal Vermelho muito preocupada com um caso que pensava não ter solução: eu estava observando uma alterações no campo psíquico de um filho que dispunha de psicanalista para se equilibrar.
Sua mediunidade forte não dava razão para tal desequilíbrio. O psicanalista já estava entrando na psique do médium, a ponto de, mediunicamente, o prejudicar, afirmando que o seu desequilíbrio estava no fator espiritual.
Como o médium Apará pode ser influenciado por um Doutrinador! E, no caso deste psicanalista,  tudo perigava para o médium. Começavam as dúvidas das coisas que são as mais belas e que encontramos nos grandes médiuns, a força espontânea na região psíquica que chamamos delírio extrassensorial efetivo dos grandes médiuns.” (Tia Neiva, 16.3.78)

§ Tudo deve ser silenciosamente, pelos movimentos psíquicos de cada faculdade mediúnica. Esta, uma vez desenvolvida, nos permite modificarmos nossa natureza, vencer todos os obstáculos, dominar a matéria e até vencer a Morte, Natacha!” 
(Tia Neiva, 10.6.79)

§ Temos por missão nos tornarmos um instrumento eficiente, tanto no sentido passivo como ativo, curando o nosso próprio centro nervoso físico, afetivo, mental e espiritual, até tomarmos a verdadeira consciência de nós mesmos.
Sim, filho, o Homem que se conhece a si mesmo é forte e inquebrantável.
Filho: a verdade, na conceção do Homem, jamais existiu.
É, portanto, que a conceção da Morte resulta do comportamento da Vida.” (Tia Neiva, 19.9.80)

§ Sabemos que existem muitas mediunidades, porém o Doutrinador e o Apará são a base para seguir a missão. Sem o desenvolvimento de um desses aspetos, nada é feito no plano iniciático.
Muitas vezes vejo-me e, situações difíceis, para depois ver um médium se acomodar. acomodando-se em sua mediunidade.
Todo Homem tem sua missão na Terra e, geralmente, vem com seu plexo aberto para cada missão. É possível, também, completar seu tempo em uma e se voltar para outra missão, com muito cuidado, porque cada desenvolvimento desenvolve, também, o seu plexo nos três reinos de sua Natureza. Naturalmente, é desenvolvido de acordo com a sua missão. (...)
O médium desenvolvido não deve ficar muito tempo fora da Lei do Auxílio, pelo perigo de adoecer. O trabalho e os seus sentimentos são o que alimentam todos os casos do sistema nervoso. O veículo do recebimento desta força armazenada no centro apropriado - que é o plexo - emite, também, nos órgãos internos, segundo sua necessidade momentânea, na concentração das forças centrífuga e centrípetas. (...)
É reparado que as Iniciações são bem diferentes: cada mediunidade é regulada à sua faixa, que são,  também, as doze chaves do Ciclo Evangélico Iniciático, após receber o mercúrio significativo, sal, perfume e mirra.
Tal é a origem desta tradição cabalística que compõe toda a Magia em uma só palavra:  Consciência!” (Tia Neiva, 27.10.81)

§ Todos nós temos na vida uma oportunidade de evolução. Esta oportunidade pode vir em um grande amor ou vem, muitas vezes, em uma grande dor.
§ Deus, em sua grandeza, fez o Homem com sua mediunidade. Sim, o Homem médium. A mediunidade é um fator biológico. Ela corre no sangue, no coração, em se tratando de um Homem médium transcendental, que é o Homem de muitas experiências.
 Sabemos que temos médiuns com os três reinos de sua natureza simetricamente bem divididos, e esta força lhes dá a faculdade de receber um Espírito de Luz e até mesmo um Anjo do Céu.
Esse médium, esse Homem, vive em todas as partes – nos bares, nas vias públicas, em um lado ou noutro sempre encontramos esse homem!
Mil vezes encontramos esse Homem que não quer se preocupar com sua origem transcendental e que, sofrido, não pode reclamar por isso.
Porque Deus, em sua figura singular, vive a Sua presença em todos os instantes de nossas vidas, por todos os cantos do mundo. Em tudo há a Presença Divina!
No entanto, estamos às portas de uma grande abertura luminosa, que somente este Homem de bagagem transcendental é capaz de assumir, porque só ele é capaz de conduzir e salvar os que vão restar...
Dentre esta grande maioria, vejo que irão sobrar muito poucos!

O Homem que tem os três reinos de sua natureza simetricamente divididos é o MISSIONÁRIO DA ÚLTIMA HORA, vindo de mil experiências no mundo, e por isso capaz de assimilar o desenvolvimento espiritual desta época.
Porém, enquanto não chega este dia, que não sabemos quando com exatidão, vamos assumindo o trato que fizemos: 
AMOR, TOLERÂNCIA e HUMILDADE, 
 principalmente nesta jornada que estamos enfrentando. 
(Tia Neiva, 14.8.84)