quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Erros do Passado



Quem nunca errou? Quem nunca pediu desculpas minutos depois de proferir algo que ofendeu a alguém? Quem de nós conseguiu passar até hoje sem nunca ofender, ou ser mal interpretado, ou possuir um senso de justiça que transformou-se em julgamento, que condena até mesmo os que lhe são caros?

Já pedimos tantas desculpas, rogamos perdão a Deus e aos nossos familiares, amigos e colegas...

Muitas vezes, em um breve momento de desequilíbrio, outras durante uma tempestade que por vezes assola nossa vida material ou emocional, nos vemos em posição de pedir o necessário perdão!

Seu par em desarmonia, a perda de um ente querido, uma decepção no trabalho, filhos envolvidos em situações de risco, tudo pode contribuir para um momento que nos leva a baixar o padrão e errar... e ofender.

Não é possível também avaliar o quanto somos influenciados, em determinados momentos, pelos nossos irmãozinhos sem esclarecimento e por aqueles que ainda se dizem nossos inimigos.

Dessa forma, por que não colocar-se no lugar de quem nos ofende? Buscar compreender que ninguém é verdadeiramente mau. Pode estar mau, mas a natureza de todos os espíritos é Divina. Todos têm a centelha Crística que os une ao corpo físico e que os chama de volta para Deus, mais cedo ou mais tarde.

Consideremos que em algum momento de nossas vidas também já fomos aquele ofendeu, magoou e assim poderemos ver o verdadeiro valor de tolerar, de perdoar.

Pela nossa consciência desperta não temos mais o direito de negar o perdão, de permanecer nas trevas da mágoa.

Antes de julgar, de condenar, de se magoar, dando desta maneira forças a ofensa sofrida, seria melhor colocar-se no lugar do agressor. Procurar compreender seus motivos e o que poderia estar o induzindo ao que consideramos erro.

Kazagrande

Tia Neiva fala dos

Tia Neiva fala dos “discos voadores” 

Meu filho Adjunto Rama 2000!

Houve uma era em que o sol e a lua apareciam e ainda não se entendiam, nem o dia nem a noite.

Era a Terra uma grande formação e seus habitantes não surgiam. A terra gerava muitos animais, mas ainda não sabia gerar o Homem. Porém, tudo era Deus!

Deus pintando lindas aguarelas, plantando e fazendo nascer árvores. Plantou e viu nascer, crescer. Abriu as cachoeiras, os regatos... Emitia em canto a sua luz silenciosa... E ficava hieroglificamente a sua harmonia luminosa.

Até que uma grande nave chegou a este maravilhoso planeta e seus tripulantes se comprometeram... Trazer... voltarem e formarem seus habitantes. Subiram... Subiram e desapareceram no resplendor de suas estrelas. Eram inluz na Terra!

E, assim falando, assim cumpriram. Voltaram... Voltaram, porém aqui não poderiam ficar, com o aroma das matas frondosas, das rosas... que Deus, tão seguro, já havia plantado. Não poderiam... não conseguiriam respirar, se não criassem o plexo físico.

Criaram, modificaram, engrossaram a sua estrutura e este Deus se fez Homem, ficando esclarecido que o Homem como espírito podia viver na Terra.       

E, assim, puderam voltar, puderam ficar.

Porém, a ausência do contacto com outros mundos, de outras matérias... Salve Deus!

E então, o Homem começou a se promover, esfera sobre esfera, em ritmo de luz e sombras, paz e guerra, amor e ódio... veio o grande perigo: A falta de contato, a solidão...

Largavam-se do seu plexo físico e caminhavam sem harmonia, sem consciência. Com isso começaram a se perder, desalinharam-se... pois o espírito encarnado depende do plexo físico, pressão sanguínea... ectolítero, ectolítrio, ectoplasma... Salve Deus!

Porque este desajuste tão grande se eram seres divinos?

O plexo físico-orgânico desajusta o plexo etérico, principalmente quando vivemos na baixa individualidade.

O espírito entra no corpo e é invisível no plano físico, porque não tem charme. Não tem charme antes do contacto com a carne.

O charme é um átomo... uma energia que se refaz na Terra, da vibração da Terra, do aroma das matas, das águas... O charme é uma energia.

Por exemplo: se um disco, uma amacê, desgoverna-se em direção à Terra, não cairia como um avião. Ficaria balançando a 1km acima da faixa da terra, porque não tem charme, átomos... não sei bem  as entidades não me dão uma resposta decisiva. 

A amacê não cairia na Terra, assim como os espíritos não podem pisar na Terra. Aparecer, sim; pisar na Terra, não. Afirmo, por isso, que nenhum disco baixa na Terra e leva passageiros. Espíritos encarnados? Impossível!

O plexo físico é que traz a vibração... forma o charme e, inclusive, liga o espírito ao feto.

O plexo físico é formado por energias do próprio planeta Terra.

Por exemplo: o aroma das matas frondosas, das cachoeiras... é o charme que se refaz das têmperas das pedras, do lodo, das campinas, dos mares...

Meu filho Jaguar: Somos a centelha divina do verbo encarnado... Verbo encarnado, verbo luminoso.

Tia Neiva, 9 de outubro de 1984

 

CARIDADE Ripple (Legendado)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Projeções mentais e mediúnicas



Projeções Mentais ou Fluídicas, por Tia Neiva


Vale do Amanhecer – DF, 07 de setembro de 1977.

Salve Deus!
Proporciona a Divina Providência este nosso encontro.
Deixemos por instantes, os nossos pensamentos libertos, a vaguear na amplidão circunstancial desta doutrina, para esta nova era.
Remontamos séculos, atingindo nossos ensinamentos e nossas heranças transcendentais, porque sabemos que tudo vibra e irradia neste universo, onde tudo é força, luz e vida.
Meus filhos, nós somos o rio que corre tranquilo e se encontra no mar. Quando recebemos uma projeção mental fluídica a seguimos com a mente ou somos por ela atraídos. Conforme as nossas propriedades ou heranças, ajudamos ou destruímos. As projeções podem ser mentais ou fluídicas.
As projeções mentais quando se apresentam, atingem o processo mental e se são de amor, destinadas a beneficiar ou socorrer, elas produzem bons pensamentos. Essas projeções benéficas são recebidas no coração.
A energia mental é o fermento vivo que improvisa, altera, constrange, alarga, desassimila, pulveriza ou recompõe a energia em todas as dimensões.
Na criação do todo, sentimos a força da Mente Divina, e dizemos: O Senhor tem o seu templo em meu íntimo, nenhum poder é demasiado ao poder dinâmico do meu espírito, o amor e a chama branca da vida residem em mim.
Nossos maus desejos criam em torno de nós uma atmosfera fluídica impura, propícia à ação das influências da mesma ordem, ao passo que as nobres aspirações atraem as vibrações benéficas, principalmente se estamos em prece. "Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mateus 5:8).
Todas as coisas são regidas pela Lei das atrações.
As vibrações atraem sempre as similares, aproximam e vinculam as almas, os corações e os pensamentos. Portanto, se falando de uma condição hierárquica entre os desencarnados, diremos que entre os mesmos, a única base é a virtude e são as qualidades morais, conquistadas pelo trabalho e pelo sofrimento. Verificamos, pois, que eles estacionam na faixa da erraticidade, de acordo com seu padrão psíquico e moral.
Assim também nós outros alimentamo-nos agora com boas obras, avivando o drama do amor puro, transformando-nos num facho que esclareçam todos aqueles que de nós se aproximam, a fim de caminharmos cada vez mais em frente, sem tropeços, cumprindo o que Jesus nos disse: "Amai-vos uns aos outros".
Se você tem fé você se sustentará, sobretudo no esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior. Aperfeiçoando a nós mesmos temos mais condições de segurança e refletimos o amor e a sabedoria das leis.
A fé cega é como o farol vermelho, cujo clarão não pode trespassar o nevoeiro. A fé esclarecida é o foco que brilha iluminando a nossa própria estrada, foco esse que transpõe todo e qualquer nevoeiro.
Ninguém adquire sem ter passado pelas tribulações da dúvida, sem ter padecido as angústias da libertação dos nossos compromissos cármicos.
É preciso também cuidado com a fé religiosa que anula a razão e nos submete ao juízo dos outros. A razão humana é um reflexo da razão eterna, é Deus em nós.
Vivemos num propósito firme em busca de aprimoramento e evolução; entretanto, estacamos ao menor empecilho. Somente a verdade nos dá a libertação dos nossos espíritos.
Meus filhos, sempre que uma estrada termina, nasce outra; portanto, não há motivo para trocar de estrada e sair para outra que não conhecemos; é mais uma precipitação da época vibrante que estamos vivendo, que 'acelera o ritmo das experiências. A época que vivemos, na condição feliz ou infeliz deve ser pensada antes de qualquer mudança.
Passar pelo Amanhecer ignorando sua disciplina ou seus esclarecimentos não cura coisa alguma. Devemos procurar a nossa "luz íntima" oferecendo-'nos ao Pai e a Jesus, agradecendo este paraíso renovador dos nossos espíritos. Devemos cultivar o santuário de nossa inteligência, uma vez que é ele (o santuário) que evoluímos. Jesus não veio destruir a lei dos homens, cuja lei vem de Deus, mas sim esclarecer e fazer cumprir o grau de desenvolvimento de cada um de nós.
No dia em que a alma se liberta das formas animais, chegando ao estágio humano, ela conquista sua autonomia, compreende suas responsabilidades morais, seus deveres, mas nem por isso atinge o seu fim ou termina a sua evolução. Longe de acabar aí, começa sua Obra real.
O corpo espiritual, isto é, o "perispírito” , como toda a matéria, nada mais é do que a concentração de energia do fluído cósmico em várias camadas vibratórias, que o espírito manipula para sua realização.
Desde quando o espírito escolhe a sua mãe, um grande laço os envolve. Sim, pai e mãe. Na minha conceção de clarividente e mãe experiente, eu digo das mães que elas assumem toda a responsabilidade.
Somos, cada um de nós, um íman de elevada potência espiritual, de um centro de vida inteligente, atraídos por forças cármicas, que se harmonizam com as nossas forças e com as deles (dos pais), com isso, constituindo o nosso domicílio na matéria ou no perispírito. A criatura, encarnada ou desencarnada, onde estiver respira entre raios de vida, superiores ou inferiores, que emitem ao redor dos próprios passos, tal qual a aranha que se confunde nos fios escuros que produz, ou então como andorinhas que corta os céus com as próprias asas. Todos nós exteriorizamos as energias com as quais nos revestimos, cujas energias nos definem muito mais que as palavras.
Para simplificar: Essa é a verdadeira coordenação do espírito. Enfim, existe somente uma lei: Individualidade - Livre arbítrio - Lei divina - Lei do auxílio.
É no Centro Coronário que se originam as manifestações e os registos, que calçam na sensibilidade e envolvem no físico sua atuação passada que, refletida no presente, plasma em ondas de retorno num circuito fechado a Lei de Causa e Efeito (Carma).
Desses centros de força são recebidas e localizadas no "duplo etérico" as energias manipuladas pelo perispírito, Esses "centros de forças" recebem e movimentam esses fluídos, transmitindo glóbulos vitalizantes aos órgãos do corpo físico, através dos chamados "plexos".
Temos assim no Centro coronário a complementação de forças, determinantes dos planos superiores, que passam por uma seleção paulatina, fazem a sua expansão, filtradas as emanações e cuidadosamente encaminhadas, através de reflexos benéficos, que são os momentos da individualidade, com base nas vibrações próprias do Espírito, que eu chamo também de "força nativa".
Neste labor o Centro Coronário imprime emanações fluídicas eletromagnéticas que levam ao centro da alma irradiações energéticas estimulando, vitalizando, agindo sempre de forma independente de si para si, de suas propriedades, sempre gerando o bem ou o mal.
O homem bom em suas condutas doutrinárias emite seus reflexos bons; o negativo deturpa de acordo com sua receção.
Deste modo o Centro Coronário regista a responsabilidade marcando o próprio homem, com as consequências felizes ou infelizes.
Essas são leis emanadas pelo Criador - causa e efeito.
Sob a orientação dos mentores espirituais as células são reunidas compondo os tecidos, moldando e funcionando sempre pelo governo espiritual. Mas, deixemos agora o funcionamento do Centro Coronário, onde concluímos, que o homem herda o corpo conforme sua disposição mental, para entrarmos na Lei do Auxílio.
Na Lei do Auxílio é que se aplica o trabalho da caridade, no emprego das faculdades mediúnicas. Cada um de nós é uma força curadora e inteligente que cura o seu próprio corpo.
Quando o espírito se liberta das forças animais, nada mais tem a fazer na terra. O homem tem que sentir constantemente a força vital.
Ao sentirmos, em nosso íntimo, falhas de nosso lado, temos que reagir com coragem suficiente para discernir, a fim de reparar o negativo de hoje, que será o mal de amanhã. Cada consciência vive e se envolve nos seus próprios pensamentos.
Através dos séculos e dos tempos, nada escapa a lei do progresso, as religiões acima de tudo, pois são as fronteiras que nos iluminam as muitas passagens.
As células que compõe o nosso corpo físico são as mesmas do corpo, astral.
Salve Deus. Relatemos, aqui uma importante passagem que nos deixou estarrecidos: Tendo completado o seu tempo na terra, uma nobre família voltou os planos espirituais. Houve muitas festas em comemoração por tão rica passagem.
Quando nos referimos a uma "família espiritual" trata-se de muita gente. Havia, porém dois jovens que pertenciam a essa família, mas que não participavam dessa alegria: Rúbio e Rúbia cuja tristeza irradiava em tomo deles com uma intensidade anormal. Enquanto todos os outros membros da família, eram designados e seguiam para suas missões específicas, os dois nada recebiam; chegou à vez deles e o chefe da família tomou as providências que o caso requeria; os dois jovens foram levados ao Grande Aledá Alufã onde foi feito o diagnóstico: Numa passagem na terra eram mudos e surdos devido a um grande erro cometido na “guerra dos 100 anos”. Eles haviam se aproveitado dos seus poderes e fizeram atos de espionagem, que causaram muito mal.
Foi muito triste o que aconteceu, pois o casal não podia, acompanhar a grande família e seguir o curso normal da vida. Foram então levados para o Sono Cultural de onde, nove meses depois iriam procurar uma mãe para reencarnar. Foi uma encarnação triste porque não tinham na terra nenhum parente espiritual, o que resultava na ausência de ideais e alegrias. Nem mesmo o Sono Cultural curou sua tristeza. Ainda assim tiveram um lar feliz e pagaram com amor a sua triste dívida.
O fato real é que mesmo na decorrência dos tempos e dos Séculos, nada escapa à Lei do Progresso, que é a lei das religiões e das doutrinas.
Temos que corresponder às necessidades da época em que vivemos, uma vez que para isso viemos preparados dos planos espirituais. Só teremos o “espírito da verdade" pela vivência única e simples do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois, somente, por esse caminho chegaremos à glória máxima do Espírito da Verdade.
Qualquer situação que se destaque preocupa com mais constância a ideia ou a mente do homem, porém tudo nesse particular é propósito mal dirigido. Devido à existência de forças mal distribuídas passa-se a considerar a vida um terrível espinho e a vivê-la nas provas com agonia existencial. Entretanto, se, se conversar com Deus e os mentores espirituais a gente sentirá a alegria que este Planeta produz. A manifestação dos espíritos por meio dos aparelhos mediúnicos alivia em muito nossas dores e não são mais do que a evangelização. Se a gente se alertar no primeiro passo então se ficará seguro e dar-se-á outros mil passos, sempre se defrontando com as antenas de outros fenómenos, porém, o que consta para nós é que os espíritos vêm ensinar a darmos os primeiros passos sem segurar nas nossas pernas. Não devemos ignorar que, nem o poder, a juventude, o ouro, a fama ou a ciência nos confere qualquer privilégio de fixação no conhecimento de um palmo se quer acima da nossa cabeça.
Pense nisso, meu filho, e se lembre que você se encontra no mundo como numa viagem; sempre as despedidas, sempre as saudades, sempre o adeus. Sua queixa é aparentemente justa; porém, antes de você perder o equilíbrio, examine primeiro as intenções mais íntimas do portador dela.
É nosso dever salientarmos a necessidade do nosso equilíbrio.
Temos a assistência espiritual e todos os dias devemos estar mais conscientes dos nossos compromissos e responsabilidades, não para com Deus como para connosco. O peixe mora gratuitamente na água, mas sabe que deve nadar por si mesmo. Assim somos nós, se compreendemos a vontade de Deus, então sabemos que só através de nossos esforços atingiremos nossa meta.
Devemos procurar, no cumprimento de nossas obrigações interiores e exteriores e nos unir ao Altíssimo.
Estamos vivendo os últimos dias e sabemos que a inteligência e o pensamento não são atribuições da matéria. Verificamos também que o elemento espiritual e a matéria são dois princípios característicos do universo. Individualizando o princípio espiritual constituímos os seres chamados espíritos, assim como individualizando o princípio chamado matéria constitui os diferentes corpos da natureza orgânica e inorgânica. Não é, somente, a alma humana; é uma coisa que preexiste e sobrevive dos corpos físicos e fluídicos. Assim, em todo homem vive um espírito e, por espírito deve-se entender a alma revestida pelo seu envoltório fluídico que tem a forma do corpo, físico, que participa da imortalidade do mesmo, do qual é inseparável.
Revela-se por seus pensamentos e também por seus atos. Para que possa agir e impressionar os sentidos físicos, transporta-se com o envoltório se mi-material que denominamos "perispírito", nome dado ao invólucro fluído, imponderável e invisível. Muitas vezes estamos com o nosso invólucro fluído junto à meia-alma e o nosso psique está atravessando outros planos, conservando os instintos do corpo físico, acumulando forças, vivendo as nossas múltiplas existências ou o futuro da nossa desejada evolução.­
Durante a encarnação, como anteriormente foi explicado, o Centro Coronário se incumbe de captar e transportar aos outros centros de forças as energias que, por sua vez, são transportadas aos órgãos vitalizando-os.
Estimulados por essas energias os órgãos executam duas importantes tarefas: A assimilação e a desassimilação (ou excreção).
Estamos no limiar do terceiro milénio e tudo esperamos. Espero até mesmo juntos, em breve, o céu e a terra; porém, grandes catástrofes nos desentendimentos humanos.
Bendito sejas Jesus querido, que por sua piedade devolvestes o meu espírito aqui para a terra, confiante nos dotes que me deste.
A Mãe em Cristo.
TIA NEIVA

Vícios

Os vícios podem ser curados? Não! Mas, a pessoa viciada pode decidir parar com o vício a hora que ela quiser! Vamos entender melhor este assunto. O Espírito é que traz consigo o vício, seja através do “karma, da lei de causa e efeito ou do livre arbítrio.” Quando citamos vícios, nos referimos a qualquer tipo de dependência.


A palavra “karma” (ação) é o vetor principal resultante de todos os atos (bons e maus) praticados pelo homem. Ações conscientes ou não no Bem ou no Mal. Assim, pode-se avaliar que existirá, para cada indivíduo, "bom karma", como também "mau karma".


A lei de causa e efeito (todo efeito é resultante de uma causa) nos explica que tudo que vivenciamos, sejam momentos felizes ou infelizes, é consequência de nossas atitudes no presente ou no passado. Embora o indivíduo esteja vinculado a responsabilidade do ato praticado, se direcionar a sua vida baseada em valores mais nobres, pode alterar, aliviar, atenuar, reparar, e, com isso reequilibrar o seu passado. E pode até programar o seu futuro.

Os maus atos arremessam os agentes à dor; os bons à Paz! Ao criar o Espírito humano Deus concedeu-lhe a faculdade de decidir e praticar o que quiser através do “livre-arbítrio”. O homem pode optar por agir no bem ou no mal, pois, pela inteligência e pela moral, tem o dom da análise. Sua existência, feliz ou infeliz, será determinado por ele mesmo. "Aquilo que o homem plantar; aquilo mesmo terá que colher" Gálatas, 6-7.

Quando uma criatura acumula débitos perante a Justiça Divina (Leis Naturais), esta concede-lhe as oportunidades necessárias para o devido resgate, muitas vezes realizado parceladamente, em várias existências físicas (reencarnação). Explica-se assim o fenômeno lógico das vidas sucessivas, onde a criatura humana, conservando a individualidade, liberta-se das más tendências, adquirindo ou aprimorando virtudes. Isso acontecerá, inexoravelmente, pelo bem ou pela dor.

O corpo humano é um maravilhoso empréstimo da Vida, para a vida. Qualquer excesso, qualquer abuso, qualquer uso indevido, repercutirá na consciência, alertando quanto aos prejuízos. Tudo o que contraria o equilíbrio somático desajusta a harmonia do trinômio: “corpo, perispírito (corpo espiritual) e espírito”. Tais desajustes começam por provocar doenças no corpo físico e terminam por carrear inenarráveis tormentos espirituais.

André Luiz (espírito), no livro "Evolução em dois mundos" nos diz que: nossos desequilíbrios mentais causam rupturas nos pontos de interação entre o perispírito (corpo espiritual) e o corpo físico, ensejando assalto microbiano consentâneo com nossos débitos de vidas passadas.

O ser humano possui um campo espiritual de defesa, qual túnica eletromagnética (aura humana) à maneira de campo ovóide. Essa tela uma vez rompida (com "buracos", causados por vícios), libera o trânsito de energias bastardas entre os “centros de força” (chakras) que alimentam o espírito e o perispírito. Aí, sobrevêm as provações obrigatórias.

Infrações violentas, tais como os tóxicos, rompem essa "carapaça fluídica” do homem e as consequências são a devastação da saúde física e até a morte, às vezes precedidas da loucura. Depois vem os tormentos espirituais. Ao desencarnar, o perispírito mantém integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena.

Encontra no mundo espiritual inúmeros espíritos, similares, em tendências, gostos, graus de evolução. Com eles conviverá, pela sintonia e pela atração vibratória. Verá que seu perispírito está depauperado, destrambelhado, cheirando mal, repleto de náuseas e mazelas (frio, fome, dor, etc.) Desgraçadamente, terá consciência desses tormentos, de maneira plena e permanente: não dorme, não desmaia, fica vagando por regiões cinzentas, sem água, sem sol.

Contudo, a Caridade de Deus, permanentemente amparando Seus filhos, também ali se manifesta, a todos os instantes. Basta, apenas, um único pensamento sincero voltado ao arrependimento, e esse sofredor receberá ajuda do Plano Maior, onde operam os Prepostos de Jesus. Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados ao mal, perpetuamente. Cedo ou tarde o Espírito tem vontade de se tornar feliz.

O que leva um Espírito desencarnado toxicómano ao arrependimento? A dor, mestra maior e último recurso natural para reconduzir o homem ao caminho do Bem. O viciado, ao desencarnar, percebendo que tudo está mais difícil, pois além de não poder satisfazer a ânsia da droga, ainda está doente, fraco, faminto etc., mais do que nunca, desejará as drogas.

Onde busca-las? Como consegui-las? Carente, e sem nenhuma proteção, ficará a mercê de legiões de malfeitores espirituais. Será sim, admitido nessas legiões, mas como elemento escravizado, desprezível, inferior. Aprenderá, rápido, que só no plano material poderá dar vazão ao vício.

Qual vampiro, poucas vezes sozinho, quase sempre em bandos, acorrerá aos locais de frequência dos toxicómanos encarnados (às vezes até mesmo em seus lares), aderindo-se a eles, mente a mente, induzindo-os ao consumo das drogas, ou assediando criaturas invigilantes, ainda não viciadas, para que o façam. Sem nenhuma reserva moral, em troca de alguma satisfação do vício, será submetido a uma série de perversidades.

Os vapores sutis das drogas, ao se volatilizarem são facilmente detectados pelos espíritos-viciados, os quais sorvem esses vapores, deles se apropriando e incentivando o encarnado a consumir mais e mais. Fácil entender porque o viciado encarnado cada vez quer mais. O fato mais grave do vampirismo é que as “larvas psíquicas”, são contagiantes: havendo campo próprio, transferem-se para novos hospedeiros, onde proliferarão. A esse infeliz processo o Espiritismo denomina “obsessão”.

Conjectura-se que o toxicômano encarnado sustenta o vício próprio e de mais ou menos dez viciados desencarnados! Com o tempo, poderá, pelo livre-arbítrio, tomar duas atitudes: Arrependimento ou revolta com desejo de vingança. Seu poder, ampliado, atingirá um ponto em que a Justiça Divina considera como saturação, dando um basta: compulsoriamente retornará à carne. Só que em tristes condições.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A verdade de cada um


Insistimos tantas vezes em “ter sempre razão”... Procuramos justificar nossas faltas e erros com argumentos que ferem inclusive a inteligência do interlocutor. Partimos para a defensiva, atacando para se defender, olhando as falhas dos outros para tirar o foco de nossos próprios erros.

Agindo dessa maneira, “tendo sempre razão”, justificando o injustificável, perdemos amizades, ferimos quem nos ama e até mesmo quebramos os cristais de uma ligação espiritual! O custo é muito alto!!!

Vale a pena arriscar toda a estrutura emocional de quem nos ama em troca de nossas convicções temporárias? Temporárias porque o homem em evolução está sempre mudando e percebendo a necessidade de olhar os outros, as situações, as emoções e a própria vida, com outros ângulos.

É preciso compreender! Deixar de ser o juiz dos comportamentos alheios e passar a ser o juiz de si mesmo! Admitindo seus erros, seus comportamentos e principalmente “calçando os sapatos dos outros”. Analisar sob nossa estreita perspectiva individual levará sempre ao desequilíbrio do julgamento, e o pior desajuste é o julgamento (Tia Neiva). Piora muito quando resolvemos passar a sentença e além de juiz nos tornamos o carrasco!

É preferível parar, compreender o outro, não que isso signifique aceitar, apenas compreender. Somos tão bons em justificar a nós mesmos, usemos nossas argumentações para justificar os comportamentos alheios também! Repito, não significa concordar, apenas compreender.

E, quanto aos nossos erros, as nossas falhas, não nos revoltemos ao ser interpelados, questionados. Pedir perdão é sempre o melhor remédio! E verdadeiramente não importa se você está certo. Precisamos admitir que ferimos os outros seja com nossas verdades, ou nossas convicções temporárias. Ferimos? Perdão! Melhor doer em nosso orgulho, do que no outro! Melhor sentir a dor, do que provocar a dor!

Entendamos a diferença entre defender um ponto de vista e argumentar na tentativa de converter o outro aos seus pensamentos. Irritar-se porque desejamos convencer alguém que está errado? Para que? Qual o valor em arriscar uma relação por conta de nosso ponto de vista?

Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito. Assim evitamos somar vibrações negativas contra nós e futuros desafetos! É preciso aprender a ouvir e calar quando podemos ferir com nossas palavras.

O custo para um Jaguar, detentor de energia Iniciática em sua emissão verbal é ainda maior... Salve Deus!


Kazagrande

O Tempo Perdido.



Um das grandes mazelas da atualidade é a distração. No dia a dia somos condicionados a procurar formas de “nos distrair” e consequentemente perder o foco de nossa jornada neste plano físico.

Desperdiçamos nosso tempo com muitas bobagens, quase impostas pelas facilidades da tecnologia, e nos tornamos preguiçosos com as coisas verdadeiramente importantes.

Relegamos a um segundo plano a própria família, em troca de momentos em que nossa mente divaga pelas redes sociais inundadas de futilidades, pornografia, violência e tantas outras informações que negativam nossa aura, desperdiçam na inutilidade nosso precioso tempo de encarnação e trazem a presença de irmãozinhos imersos na mesma faixa vibracional.

Não que esteja errado buscar, por alguns instantes, tirar nossa mente do foco de problemas cotidianos, mas é preciso aprender a buscar coisas boas e produtivas mesmo nos momentos de “distração”. Ler artigos interessantes e construtivos, deixar uma mensagem para um amigo, estudar... São igualmente facilidades proporcionadas pela tecnologia atual e que servem como distração para nossos momentos de “pit stop”.

Obviamente não é só na internet que “perdemos tempo na inutilidade”. Desperdiçamos grande parte de nossas vidas com banalidades televisivas e notícias especulativas.  Frequentamos lugares que nada somam em nossa evolução e que muitas vezes apenas servem para atrair irmãozinhos sedentos da energia mediúnica que produzimos.

Dormimos demais sempre que possível; comemos até sentir sono; vivemos momentos que deveriam ser de alegria de maneira extremada e insensata que acabam se traduzindo em absoluta perda de tempo.

Não mais hora de brincar! Não vale a pena ficar parado olhando para o céu pensando  em que vai fazer... Faça! Pare de ficar se iludindo com as realidades alheias e viva a sua realidade. Cumpra seu papel  que livremente assumiu ao encarar esta encarnação.

Siga seu caminho, o “seu caminho!”.

Muitas vezes já ouvimos irmãos Jaguares que cumpriram seu tempo no plano físico afirmar que o que mais doía não eram os erros cometidos, mas sim o quê se deixou de fazer!

Aproveite seus momentos com moderação! Divida e discipline sua vida e seu tempo! “Disciplina, meus filhos!” Não cansa de alertar Pai João de Enoque, nosso Executivo.

Tenha seu tempo de tv, mas procure algo que lhe faça bem assistir. Navegue pela internet, mas em busca de coisas que sejam boas e produtivas. Frequente lugares que lhe tragam  paz e companhias que não gerem ansiedades. Trabalhe sem preguiça! Vá ao Templo pela caridade apenas! Ame sua família com a certeza que você a escolheu para amar e reajustar!


Kazagrande

MÃE SARA



Santa Sara Kali é a padroeira do povo cigano, é pouco conhecida, como também é pouco conhecida a sua história. Acredita-se ser Egípcia, era escrava, venceu os mares com sua fé e virou Santa.
Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões. Desesperadas as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Sara então retira seu lenço da cabeça, chama por Jesus Cristo e promete que se todos se salvassem, ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito.
Milagrosamente, a barca sem rumo, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer, no sul da França. Por ser escrava e negra, ao aportar não foi acolhida como os outros de seu barco.
Um grupo de ciganos a encontrou e ficaram penalizados, então acolheram-na. Sara cumpriu a sua promessa até o final de seus dias. Conta a lenda que ela operou alguns milagres entre o povo cigano e por isso, após sua morte foi cultuada como padroeira do povo cigano.
Suas histórias e milagres a fez Padroeira Universal do povo cigano, sendo festejada todos os anos no dia 24 de maio. Segundo o livro escrito pela cigana Miriam Stanescon, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali, a tradição de toda a mulher cigana casada, usar um lenço, tornando a peça mais importante do seu vestuário, tanto que quando se quer presentear uma cigana com o mais belo presente, se diz:- “Te darei um lindo lenço”.
Além de trazer saúde, prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajuda-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos, faziam promessas, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mér, fariam uma noite de vigília e depositariam aos seus pés como oferenda, um lenço, o mais bonito que encontrassem. Lá existem centenas de lenços, como prova que muitas mulheres receberam essa graça.
Para a mulher cigana, o milagre mais importante da vida, é o da fertilidade. Quanto mais filhos tiver, é considerada pelo seu povo, uma mulher dotada de sorte. A pior praga para uma mulher cigana é desejar que ela não tenha filhos. Talvez seja esse o motivo das mulheres terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para a fertilidade.
Uma outra lenda diz, que Sara Kali, as três Marias e José de Arimatéia, teriam fugido numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado para um mosteiro da antiga Bretanha. A barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margem do Mediterrâneo, que ficou conhecido como Saintes-Maries-de-La-Mer, transformado num grande local de concentração cigana.
O seu dia é comemorado e reverenciado através de uma longa noite de vigília e oração pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de luzes azuis, flores e vestes coloridas, muita música e muita dança. Cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e do eterno “retorno dos tempos” CIGANOS LUZ DO AMANHECER

Tia Neiva



29 Anos de Passagem aos Planos Espirituais!

Seus segredos ainda não foram todos desvelados, e seu Canto Universal é a cada dia mais presente neste plano.

Ela deu um Farol ao Mundo: O Doutrinador! O Terceiro Verbo em sua linha Iniciática que ilumina os planos com sua ciência e fé.

Ela trouxe a consciência ao Médium de Incorporação e o fez o Apará! A Voz Direta a nos encaminhar.

Ela deu sua vida, sua família, sua paixão e seu Amor à Missão que lhe foi confiada.

Deixou o exemplo, suas palavras escritas e toda a estrutura pronta para caminharmos. Para cumprirmos a Nossa Missão! Para deixamos de nos debater em nossos destinos cármicos e avançar pelo Amor Incondicional que semeou.

Salve Deus!

Que mais poderia fazer? Deixou tudo em nossas mãos e tudo o quê temos que fazer é trabalhar, trabalhar e trabalhar!

Trabalhar por nós mesmos. Reajustar o que um dia desequilibramos por não saber amar. Semear o Amor, o Perdão!

Trabalhar, porque pelo trabalho podemos ir além de nossos reajustes... Podemos evoluir! Ganhar de novo o direito de voltar para casa.

Trabalhar pelos que não conhecemos, por aqueles que também não fazem parte de nossos destinos cármicos e assim semear uma amizade inesquecível!

Quantos espíritos encaminhados... Quantos que poderão estar a nossa espera para nos receber ao realizarmos a nossa passagem... Rostos que nunca conhecemos, mas que nunca nos esqueceram, que nunca esquecerão o Apará, que um dia os recebeu, e o Doutrinador que um dia os encaminhou, permitindo mudar toda a sua vida, recomeçar de novo em mundo melhor.

Realmente ela cumpriu sua missão! Muitos perdem-se em suas vaidades e orgulhos... Horizontalizam uma Doutrina que nos chegou verticalmente. Mas não importa! Para estes um dia a consciência também chegará, pois depois de Tia Neiva, sempre haverá, em algum lugar, em algum tempo, um Doutrinador e um Apará, seus filhos, prontos para recebê-los incondicionalmente.

Salve Deus, Nossa Mãe! Seu tesouro não está nas mãos dos gritam pela sua posse. Seu tesouro está no coração daqueles que seguem sua jornada ouvindo a doce melodia de seu Canto Universal que ecoará eternamente pelos filhos de amor que consagraste.

Kazagrande


... É somente pela força do Jaguar, nesta Doutrina do Amanhecer, e na dedicação constante de nossas vidas, por amor, que podemos manipular as energias e transformar o ódio, a calúnia e a inveja em amor e humildade, nos corações que, doentes de espírito, permanecem no erro.

Quantos de perdem por falta de conhecimento e por não terem a sua lei. Nós temos a nossa Lei, que é o amor e o espírito da verdade!

Vamos amar, e na simplicidade de nosso coração, distribuir tudo o que recebermos, na Lei do Auxílio, aos nossos semelhantes...
Tia Neiva em 9 de abril de 1978

Oh, meu Pai Seta Branca!

Fizeste-me eterna em dois planos, tal foi o teu prazer meu Pai!

Esta vida frágil que se esvazia a todo momento, no entanto, manténs com amor e paz.

Soprando-me fizeste espalhar melodias eternamente novas.

As tuas mãos no meu pequeno coração, sem esquecer os limites da alegria, ensinando-me esta melodia universal.

Sei que o meu canto te dá prazer, meu Pai, e que só poderei aqui permanecer, pelo teu amor, até que, um dia, termine nesta missão e teus dons infinitos manifestar através de minhas pequenas mãos.

Quando me ordenas, meu coração parece que vai arrebentar de orgulho.

Olho para o teu rosto e os meus olhos se enchem de lágrimas.

Tudo o que é bom espero em minha vida, pedindo a Deus por tudo que vem desta missão.

Abençoado seja, meu Pai, este sacerdócio que me deste!”
Tia Neiva em 19 de maio de 1978

Tia Neiva - O Meu Canto

Ó, Jesus! eu olhei para o sol,
e senti que os meus irmãos lá do alto
me olhavam com ternura e reparação...

Olhei para o céu: senti que todo o universo etérico
se preocupava comigo...

Senti também, Jesus, que tudo o que eu pedia,
não dependia de lá,
e somente daqui toda a grandeza partiria...

Vi então, Jesus, que buscamos o que já temos aqui,
e que o mundo ilumina aos que sabem conquistar
e não aos que vivem das conquistas descobertas!...

E sentindo, Jesus, todo o amor desta revelação,
peço forças para que eu não venha a fraquejar
na conquista universal desta missão!

Para sempre... Sem fim...   Salve Deus!
Tia Neiva em 23 de abril de 1984

Jesus!
Eu mergulho fundo no abismo do oceano em forma de espaço para obter pérolas perfeitas para enfeitar aqueles que passaram o tempo de brincar.

Então, sabendo que um olhar lá do Céu azul me internara em silêncio, quando eu abandonar o leme sei que é chegada a hora e alguém me substituirá em meu posto, e o que resta fazer destas pérolas será feito instantaneamente.

Como é perfeita esta luta!

Então, não sairei mais, de porto em porto, neste barco estragado pelos temporais.

E agora anseio por morrer dentro do que não morre! Eu modularei, a meu ver, as minhas notas no eterno... nas pracinhas... nos albergues... onde for meu! Soluçarei ao revelar o meu último segredo.

Mais uma vez depositarei meu som silencioso aos pés dos que me levam de porta em porta, fazendo eu me encontrar comigo. Todas as lições que aprendi!
Eles me mostraram os caminhos secretos e puseram diante de meus olhos infinitas estrelas...

Eles me guiam durante o dia inteiro pelos mistérios dos carmas nos prazeres e na dor.

E, por fim, me envolveram nos caminhos da Doutrina e me fizeram Mãe, em Cristo Jesus, do Doutrinador e me ensinaram o canto imortal e me fizeram amor!...

Como a nuvem chuvosa do inverno, que se arqueia toda sob seu aguaceiro, deixe, Jesus, que todo o meu espírito se incline de porta em porta, numa única saudação: o Doutrinador!”
Tia Neiva em “Infusão” – 18 de maio de 1978