terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O BÔNUS-HORA


Muitas vezes falamos de Bônus e não temos uma noção precisa do quê se trata. Tia Neiva esclareceu que é uma “moeda espiritual”, que permite ao recebedor gozar de benefícios espirituais. No plano físico também se pode atenuar uma cobrança com os bônus acumulados, em função de trabalhos espirituais, e “negociados” pelo nosso Mentor.

Dessa forma podemos considerar os Bônus como o nosso tesouro, a única riqueza que conseguimos acumular em depósitos celestiais.

Obviamente não se pode considerar como um pagamento, pois não depende apenas de um trabalho realizado, um bônus só é conquistado quando a energia doada é entregue com amor e consciência.

Quem recebe os bônus na verdade é o seu Mentor, pelo trabalho que realiza sob o nosso intermédio. Sendo um Espírito de Luz, deposita fielmente a parte que nos cabe de acordo com nossa verdadeira vibração no trabalho. Quando necessitamos passar por uma cobrança mais “pesada”, nosso Mentor pode, através de nossos bônus conquistados, aliviar sua intensidade, resgatando aquele débito pelo amor que já demonstramos.

Os bônus são pequenas células de energia vital que vão se desagregando de um para o outro, fortalecendo nosso Sol Interior, rejuvenescendo nossas células.

 “Quero deixar bem esclarecida a Vida além do mundo físico. Fui levada por Humarram, há muitos anos, para ver o quadro de uma enorme família que chegava da Terra. Interessante aquele grupo que viera por força de um desencarne em massa. Todos se organizaram: chegaram ricos e logo compraram suas mansões.

Perguntei a Humarram:

- Onde conseguiram dinheiro?

- Conseguiram na luz dos seus bônus! – respondeu meu mestre.

- E o que fizeram para ganhar bônus?

- Fizeram amigos na Lei do Auxílio, respeitosamente tiveram suas consagrações ou sacramentos; com respeito e amor ajudaram os outros; tiveram tolerância com seus vizinhos e demais comportamentos que não fizeram sofrer os outros’’

Tia Neiva, em 11 de setembro de 1.984
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 “…Notando que a senhora Laura entristecera subitamente ao recordar o marido, modifiquei o rumo da palestra, interrogando:

- Que me diz do bônus-hora? Trata-se de algum metal amoedado?

Minha interlocutora perdeu o aspecto cismativo, a que se recolhera, e replicou, atenciosa:

- Não é propriamente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo.

- Aquisitivo? – perguntei abruptamente.

- Explico-me – respondeu a bondosa senhora -; em “Nosso Lar” a produção de vestuário e alimentação elementares pertence a todos em comum. Há serviços centrais de distribuição na Governadoria e departamentos do mesmo trabalho nos Ministérios. O celeiro fundamental é propriedade coletiva.

Ante meu gesto silencioso de espanto, acentuou:

- Todos cooperam no engrandecimento do patrimônio comum e dele vivem. Os que trabalham, porém, adquirem direitos justos. Cada habitante de “Nosso Lar” recebe provisões de pão e roupa, no que se refere ao estritamente necessário; mas os que se esforçam na obtenção do bônus-hora conseguem certas prerrogativas na comunidade social.

O espírito que ainda não trabalha, poderá ser abrigado aqui; no entanto, os que cooperem podem ter casa própria.

O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça; compreendeu?

Os inativos podem permanecer nos campos de repouso, ou nos parques de tratamento, favorecidos pela intercessão de amigos; entretanto, as almas operosas conquistam o bônus-hora e podem gozar a companhia de irmãos queridos, nos lugares consagrados ao entretenimento, ou o contacto de orientadores sábios, nas diversas escolas dos Ministérios em geral.

Precisamos conhecer o preço de cada nota de melhoria e elevação. Cada um de nós, os que trabalhamos, deve dar, no mínimo, oito horas de serviço útil, nas vinte e quatro de que o dia se constitui. “….

Chico Xavier em “Nosso Lar”
Kazagrande

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