sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Almas Gêmeas


Em algum momento de nossa jornada doutrinária, sempre perguntamos por nossa alma gêmea. Seja porque encontramos um grande amor e o temor de haver uma separação nos levar a querer que possamos continuar unidos eternamente; seja porque ainda buscamos o par ideal para nos acompanhar em nossa missão e formar uma família harmoniosa.

Lemos a história das Almas Gêmeas, relatada por Tia Neiva, ouvimos mitos e normalmente fantasiamos muito além de qualquer possibilidade real de realização. Isso é até natural, pois todo ser humano sente a necessidade de estar ligado a alguém que ame e lhe proporcione a felicidade.

Porém também é necessário desmistificar este tema. Trazer os sonhos à realidade e colocar os pés no chão, para não desequilibrarmos o emocional, prato de grande peso em nossa balança do equilíbrio da vida (emocional, material, espiritual).

São belíssimos os romances que lemos, mas invariavelmente nossa realidade é distante.

Pouquíssimos casos de Almas Gêmeas foram confirmados pela Clarividente, e mesmo estes, estavam repletos de cobranças mútuas.

“Quando te apegares à alguém, não  te iludas e não iludas a ninguém, sentindo-se imortal para anular a personalidade, pensando ter ou ser um amigo eterno. Lembre-se da escada fatal da evolução: o teu amigo ou um grande amor poderá se evoluir primeiro. Quando Deus te colocar diante de um grande amigo ou de grande amor, procura sempre acompanhá-lo para não o perder de vista. O homem só se liga a outro como amigo e irmão, quando descendem de uma só evolução. Assim são, também, os casais de amantes e nossos filhos.” Tia Neiva

Neste plano físico, especificamente aqui na Terra, é muito difícil o encontro de almas gêmeas! O reencontro somente se processa quando efetivamente já estão no mesmo patamar evolutivo e podem seguir unidos pela Luz. A Terra ainda é um ambiente de evolução pelo reajuste, pelo reequilíbrio das energias anteriormente mal direcionadas.

Uma ligação espiritual somente se preserva pela possibilidade de manterem o mesmo padrão evolutivo, de estarem na mesma faixa vibracional.

Existem muitos daqueles que hoje são grandes amigos, ficarem anos, talvez centenas de anos, sem reencontrar! Não existem máscaras nos Planos da Luz! Não se pode “carregar” o grande amor, ou a grande amizade! Vários Cavaleiros, e Guias Missionárias, têm sua alma gêmea ainda encarnada ou sofrendo em regiões inferiores, e somente no tempo correto é que poderão agir acima das preces que hoje direcionam.

Não podemos ver o padrão evolutivo de nossos companheiros e companheiras, assim, não há qualquer garantia de continuidade após o desencarne, da mesma ligação que hoje os une!

“Ninguém é de ninguém...” Tia Neiva

Não vamos nos iludir! Somente a verdadeira sintonia em prol de evoluir nesta jornada, é que pode nos unir em um futuro espiritual.

Um casal na Doutrina não tem garantias de continuidade e, muitas vezes, um casal, onde um pertence à Doutrina e outro não, evolui juntos, pela jornada física que escolheram, e se mantém unidos no Plano Espiritual.

Outro fator: Paixão, desejo, ciúme, possessão e sexo, não são sentimentos a serem considerados para determinar “sua alma gêmea”!!! Acredite, a maioria das almas gêmeas, quando se encontram neste plano físico, sequer formam casais! É mais freqüente que se tornem “melhores amigos” do que amantes! Já ultrapassaram a necessidade física da ligação sexual ou paixão obsessiva.

Mesmo na bela história de Tiãozinho e Justininha, observamos que eles viveram apenas cinco meses casados e logo a seguir desencarnaram, passando ainda por período de grande dificuldade de aceitação. Tiãozinho reencarnou para auxiliar o resgate de Justininha, que ainda estava presa a reajustes cármicos de suas últimas passagens no plano físico da Terra.

Encontrar nossa alma gêmea? É possível, mas é muito raro! São exceções que por vezes se passam em situações onde um vem ajudar o outro e não necessariamente como casais (vejam a história do doutrinador, contada nas aulas de Pré-Centúria).

Procuremos não nos perder de nossos amigos, de nossos amores, mas não pelo sentimento de “posse”, e sim pela necessidade de evoluirmos juntos!

Kazagrande 

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