segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Teletransporte espiritual


Numerosas vezes testemunhei a materialização de cristais, outras pedras, crucifixos e medalhas nas regiões palmares dos médiuns de efeitos físicos. Tais objetos são entregues a membros do grupo como magnetóforos ou símbolos de proteção.

Essas pedras estão magnetizadas com energias desconhecidas, capazes de desviar e neutralizar os fluidos negativos projetados como projéteis por espíritos devotados ao mal. As peças como que brotam ou emergem dos tecidos profundos das mãos dos médiuns, inexplicavelmente atravessam sua pele e são depositados nas palmas de nossas mãos, que se acham encostadas na superfície palmar dos sensitivos.


Com os médiuns Gilberto Arruda e Paulo Larossa, os fenômenos foram por mim testemunhados em plena luz solar. É importante ressaltar que praticamente não existe espaço real entre as duas mãos abertas e encostadas uma sobre a outra, e mesmo assim sentimos as pedras emergirem das profundezas dos tecidos orgânicos dos sensitivos.


Os próprios espíritos nos informam que o fenômeno se divide em três fases principais: em primeiro lugar, há uma desintegração molecular e atômica do material em seu local de origem; a seguir, ocorre o transporte desse conjunto de moléculas através do éter, período este durante o qual provavelmente se dá sua energização; e; finalmente, a reagregação molecular do objeto no próprio corpo do sensitivo, de onde é expulso devidamente recomposto.

Parece-me que esses seres incorpóreos estão querendo nos demonstrar que também conhecem a ciência do teletransporte. A referência mais antiga ao teletransporte é encontrada em textos religiosos, como a Bíblia, em que espíritos fazem desaparecer pessoas. O trecho seguinte parece sugerir o teletransporte de Filipe, de Gaza para Azoto. “Quando saíram da água, o espírito arrebatou Filipe e o eunuco não o viu mais; então prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. E Filipe foi para Azoto; e; partindo dali, evangelizava todas as cidades, até chegar a Cesaréia”. (Atos dos Apóstolos 8:30-40)

O teletransporte de um objeto não é tarefa fácil, muito pelo contrário. Para transportar um corpo precisaríamos conhecer a posição precisa de cada átomo e cada elétron desse corpo, o que provavelmente iria violar o princípio da incerteza de Heisenberg, que afirma que não se pode saber simultaneamente a localização exata e a velocidade de cada partícula subatômica.

Mas, de acordo com a teoria quântica, é exatamente isso que a partícula sabe fazer. Na verdade, toda a química, que explica as moléculas de qualquer corpo, se baseia na ideia de que os elétrons podem estar em muitos lugares ao mesmo tempo, e é essa partilha de elétrons entre dois átomos que mantém a conformação das moléculas.

Sem a teoria quântica, todas as estruturas moleculares e atômicas, dissolver-se-iam instantaneamente. Se então o elétron é uma onda de probabilidades, como conjugar todas as ondas eletrônicas existentes em um corpo qualquer, transportá-lo a longas distâncias e fazê-lo atravessar outro corpo sólido como, por exemplo, uma parede? A mecânica quântica admite essa probabilidade, mas acrescenta que o fenômeno demandaria um tempo maior que o da existência do universo, ou seja, 13 bilhões e setecentos milhões de anos.

Outra possibilidade a se considerar seria a transferência do objeto a ser teletransportado para uma dimensão diversa da que habitamos e a reintrodução do mesmo no nosso próprio espaço. Isso acontece inúmeras vezes com os elétrons que compõem o nosso corpo, mas se considerarmos que precisaríamos sincronizar todos os bilhões de elétrons que possuímos em um mesmo salto quântico, a situação se torna caoticamente difícil.

No entanto cientistas da IBM dirigidos por Charles Bennett provaram que é fisicamente possível transportar objetos, pelo menos em nível atômico, usando uma experiência conhecida como EPR, que são as iniciais de três grandes físicos (Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen).

Os experimentadores conseguiram transportar fótons e átomos de césio, afiançando que dentro de poucas décadas os cientistas serão capazes de teletransportar a primeira molécula de DNA e o primeiro vírus. Tais pesquisas colocam a ciência no caminho de um dia no futuro teletransportar tudo.

Como está mais uma vez claro, formidáveis e complexos mecanismos físicos e químicos entram em jogo no fenômeno, e parece evidente que mais de uma entidade imponderável aos nossos sentidos está engajada no processo. Arrisco-me a afirmar que uma equipe inteira de inteligências altamente qualificadas deve participar e aí, sou premido novamente a cair na tecla tantas vezes reprisada em minhas palestras, meus artigos e livros.

Se esses seres, utilizando a neutralidade da energia ectoplasmática, dela se valem para teletransportar cristais, espadas, punhais, pedras e tantos outros objetos capazes de ferir e até matar, é porque, também agindo em conjunto, dominam amplamente a tecnologia e a ciência transcendental necessária à execução desses procedimentos.

Estamos lidando com ferozes adversários, dominados por ódio e rancores cultivados por séculos e talvez milênios, que colocam a serviço do mal e da destruição todos os seus conhecimentos científicos que estamos longe de compreender.

Mais uma vez sou levado a concluir que, se não estivesse a Terra e a humanidade que nela habita em seus dois planos, sob rigoroso controle de entidades de altíssima hierarquia cósmica sob o governo do Cristo Planetário Jesus, as consequências advindas da ação desses magos das trevas há muito teria transformado o Planeta em um inferno pior do que o descrito por Dante.

Alguns dias mais tarde, Rocha Lima obteve o nome da infeliz entidade: Tristão. Tratava-se de uma das inúmeras vítimas da terrível Inquisição de onde o autor deste livro e seus companheiros de grupo são oriundos.

Que Deus de nós se compadeça e nos conceda a oportunidades de redenção!

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