terça-feira, 17 de julho de 2012

Toda ideia diferente, nova, encontra resistência


Toda ideia diferente, nova, encontra resistência
Publicado no Jornal OTEMPO em 16/07/2012

Atendendo a muitas solicitações, este artigo será de explicações
Para os leitores de O TEMPO, que me prestigiam, lendo esta coluna, e, principalmente, aos que deixam seus comentários no final dos artigos, na internet, esta matéria esclarece alguns assuntos.

Sou admirador de todas as religiões, e ser contra uma determinada doutrina religiosa não significa ser inimigo da religião que a adota e, menos ainda, inimigo de quem a aceita. Não oro para inimigos como recomenda o Mestre maior, pois, graças a Deus, não os tenho, já que não considero como inimigos aqueles que, religiosamente, pensam diferente de mim. Também, ao escrever os artigos desta coluna, não me preocupo com o aspecto literário, mas tão somente com o da linguagem correta e o da clareza dos textos. Assim é que me esforço para que meus leitores não só pensem como eu penso, mas também que sintam o que eu sinto a respeito de minhas ideias.

Creio que, às vezes, mais crescemos com as ideias das quais discordamos do que com aquelas com as quais concordamos. Toda ideia diferente, nova, encontra, à primeira vista, resistência, mas depois, descobrimos que nós é que estávamos errados. Isso acontece - e é bom que aconteça -, principalmente com as questões teológicas, pois é a ciência que mais acumulou erros no decorrer dos séculos.

O cristianismo está dividido como está, exatamente por erros dos teólogos e exegetas bíblicos antigos a respeito de Deus e de doutrinas, que, muitas vezes, mais atendem às conveniências egoísticas e orgulhosas dos teólogos do que às suas consciências.

Quem lê essa coluna sabe que sempre tenho demonstrado que a causa dessas divisões no cristianismo, e de cristãos se tornarem sem religião e até ateus, deve-se realmente às aberrações teológicas dos teólogos do passado com a cumplicidade dos teólogos de hoje.

O mundo moderno não pode mais pensar sobre Deus como pensava o antigo e mitológico. Tudo é transformado, nada permanece, senão Deus, pois só Ele é imutável. Mas não confundamos Deus com as ideias que os teólogos têm feito sobre Ele.

Fala-se muito na secularização das religiões, ou seja, a independência do modo de pensar do religioso do dos seus líderes religiosos, o que tem provocado o esvaziamento das igrejas e templos cristãos no chamado Primeiro Mundo, e com reflexos já para várias regiões do mundo, inclusive para o Brasil. Não adianta os teólogos quererem, como se diz, tapar o Sol com a peneira, ignorando a causa do problema que é exclusivamente teológico. Grande parte das pessoas está tendendo para ser deísta, isto é, a crença em Deus, mas sem as revelações e o domínio dos líderes religiosos, com seus rituais, determinando o que é certo e o que é errado. A outra parte das pessoas é teísta, grupo cada vez menor, que ainda aceita essas coisas.

Os espíritas são mais teístas do que deístas. Os teístas aceitam Deus, a religião, a Bíblia e as revelações. Já os deístas creem também em Deus, mas desprezam a religião, a Bíblia e as revelações. Os teístas espíritas aceitam, inclusive, a Terceira Revelação, o Consolador prometido, que é o próprio espiritismo. E não tem rituais, velas, incenso, imagens e hierarquias oficiais!

Pelos dez anos do desencarne de Chico Xavier, será lançada, em agosto de 2012, a caixa de DVDs "Instruções Psicofônicas & Vozes do Grande Além", recebidas pelo renomado médium e comentadas por Arnaldo Rocha. Direção de Oceano Vieira de Melo. www.dvdversatil.com.br

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