domingo, 18 de dezembro de 2011

Fraternidade á boa maneira de Francisco de Assis


“Senhor, se meu Irmão pecar contra mim, quantas vezes eu deverei perdoar-lhe? Até sete vezes? – Disse-lhe Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mat. l8:21-22)

Sabemos que só irmãos consangüíneos possuem características comuns que deveriam conduzir ao afeto sólido e desinteressado, cultivando o amor familiar.

Em nossa doutrina, por vezes, temos o tratamento cordial e afetuoso de “irmão”, que a maioria recebe sem nenhuma restrição, tornando-se uma saudação quase tão natural como o nosso “Salve Deus”.

A essência da fraternidade é o amor, e nós, jaguares, dedicamos muito amor uns aos outros; é essa prática que funde o sangue para que haja nesta tribo uma só criatura.

O Amor, a Humildade, a Tolerância, e a Fraternidade dentro de nossos templos devem transformar-nos em seres amáveis, espontâneos e fieis, aptos a conviver bem com todos, mesmo fora da missão.

Na verdade, o amor fraternal deveria estender-se a toda a humanidade; mas é claro que ainda não estamos preparados para isso.

Os Jaguares da Doutrina do Amanhecer são estimulados, pelo conhecimento deixado por nossa Mãe Clarividente, a viver de uma forma que produza um nível elevado em suas relações com seus Irmãos, assim como, com toda a humanidade. Em outras palavras, é preciso não perder o significado e tornar verdadeira a expressão IRMÃO, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo; que cada um de nós se torne útil segundo as capacidades e os meios que Deus Pai Todo Poderoso nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seu semelhante faz desaparecer o sentimento da personalidade.

Quando os homens tiverem se libertado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, não se fazendo nenhum mal, ajudando-se mutuamente pelo sentimento natural da solidariedade; então o forte será o apoio e não opressor do fraco, e não se verão mais homens desprovidos do indispensável para viver, porque todos praticarão a lei da justiça.

A atuação da vibração energética pela força-pensamento coletiva de jaguares reunidos em um mesmo templo, emitindo vibrações fortes e idênticas, pensamentos da mesma natureza, concentrados na realização de um mesmo trabalho espiritual, cria uma poderosa cadeia do bem! Que não pode ser desfeita por aqueles que chegam fora desta sintonia de realização, aparecendo para disputar primazia, brigar, discutir classificações, cargos, assumir a postura divina de donos da verdade, etc., etc..

Um Jaguar verdadeiro cumpre seu trabalho espiritual na sintonia da realização do bem, de atender os que desesperados nos procuram ou nos são enviados.

Existe é claro, o “chorão”. Que vê a vida como um terremoto: o chão ameaçando a abrir, o mundo caindo sobre ele. Corre desesperado para lugar algum ao encontro do nada. Não devemos receber esses estados depressivos, com a idéia de que estaremos ajudando um Irmão a carregar seu fardo.

Há, também, o “desagregador” criador da discórdia e do sofrimento. Sua atmosfera mental fica carregada de uma força destruidora. Vai ao Templo já dominado por sentimento de angústia, de obrigação, com ódio, melindres e ressentimentos para gerar culpa ou acusações ou tentar criar tensões nos demais e jamais se entender com os que divergem de suas opiniões. Planta a semente da desintegração nos que são suscetíveis às suas influências. Sua mente se torna como que uma nuvem escura que encobre a luz e o poder da verdade. Ele abafa sua alma com pensamentos maus. Regozija-se com o mal de seus irmãos, pois, no seu orgulho, imagina que o não afetará. Aqueles que se deixam fascinar pelas suas falsidades, não podem ver a verdade e são levados a crer que o falso é verdade, que só a vontade egoísta triunfa. Este está tirando o valor da vida dos outros e impondo a sua. Não os condenem, esses por si mesmos se destroem.

Outro “problema” entre nossos irmãos jaguares são os “mágicos”, com aparições inesperadas, trocam a festa, a TV, o passeio, a viagem, pela tarefa que assumiram livremente. Quando o responsável pela escala lhes cobra comportamento responsável, zangam-se. O argumento usado é que eles dão a sua colaboração livremente e têm o direito de comparecer quando lhes convier. Afinal, trabalham de graça e têm seus compromissos particulares para atender.

Estamos todos sujeitos a cometer erros. Ninguém alcançou classificação tão alta que se ache tão livre do erro, que possa julgar com retidão todas as causas que levaram outros jaguares ao erro. Uma Entidade de Luz não condena; compadece-se das condições limitadas do encarnado e procura fazer-lhe mais fácil a vida pela alegria e a bondade. Perdoemos nossos erros, pois até o direito de errar é sagrado, desde que corresponda ao intransferível dever de assumir a conseqüência do que se praticou.

Somente reconhecendo nossos defeitos é que podemos vencê-los. Quando estudarmos o quê nos desagrada em nossos Irmãos chegaremos a eliminar os nossos defeitos, que são muitas vezes semelhantes. Assim teremos tudo que se precisa para vivenciar a Tolerância. Sejamos tolerantes para com as opiniões e os atos dos nossos semelhantes. Aprendamos a perdoar as ofensas que nos são feitas. Não tenhamos senão pensamentos, palavras e ações positivas.

Deixemos de lado nossas desavenças, nossas dificuldades, passemos ao entendimento mútuo, e nos irmanemos em torno do Amor, da Humilde e da Tolerância.

Kazagrande

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