domingo, 14 de setembro de 2014

ESQUISITOS

Salve Deus!
É muito esquisito o que eu vi esta noite, nesta passagem, porque são falanges de espíritos esquisitos, espíritos doentes, que atuam em aglomerações, nos cultos, nas igrejas. São espíritos com deformações mentais, esquizofrênicos, que estão chegando à cabeça dos fieis e levando ao delírio coletivo, a uma imensa dor. Eles atuam diretamente onde não tem proteção divina, onde não há amor e nem evolução. Eu os vi como esquisitos, porque eles não têm nada a oferecer, somente a tomar, e nem isso importa para eles, o que eles querem é um segundo corpo para poderem se firmar na terra.
Eu viajei e nesta longa estrada espiritual me deparei com uma convulsão, gritos de aleluia, gritos de vingança, gritos de maldição. Parei e fiquei escutando de onde vinham estas vozes. Era uma casa na periferia de uma cidade. Cheguei perto e pude ver o contraste da atuação. Era como um redemoinho, um funil, e ali, esta falange, estava atuando pesadamente nestes encarnados. Eles rodavam suas cabeças balançando de um lado para outro, de olhos fechados ouviam o clamor de um pastor que gritava no microfone. Todos induzidos, hipnotizados, faziam o desagregar de suas energias vitais e acima deles os atuantes que saboreavam a comida fresquinha. Malmente um espírito saia e já entrava outro no padrão mental. Loucura total e o mais engraçado que eles nada viam e nada sentiam, somente diziam que era o divino espírito santo. Para mim não havia nada ali, somente delírio coletivo fazendo esta pregação e os espíritos se aproveitando desta desordem. Agora a energia fluía com esta falação desequilibrada e formava uma gosma grudenta. Os espíritos que eu disse, eles não comiam com a boca, eles se misturavam na energia e ela grudava neles, era absorvida diretamente. Eu não sei como posso descrever esta função, mas é diferente, era fluídica.
Quanto mais o responsável pelo culto gritava, mais espíritos iam chegando. O som se propagava pelo etérico plano como se fosse uma chamada geral. De longe aquilo para mim se tornou perigoso, um bailar de esquisitos que chegaram não sei de onde e nem sei para onde irão, ou ficarão ali a espera de outros encontros.
Antigamente tínhamos os hospícios por onde eram internadas pessoas que portavam estas doenças, a mediunidade não desenvolvida, e o que eu vi nesta viagem, que estes espíritos estão encontrando uma oportunidade de voltar a atuar nestas igrejas que não tem nenhuma ligação ou proteção espiritual. Todos estão sendo vitimas da loucura e tão logo estarão entrando em colapso social com a humanidade pensando estarem certos em suas ideologias irão entrar em choque com outras crenças. Aí haverá o perigo da destruição dos valores familiares e éticos humanitários. Não podemos deixar que isso chegue a este extremo, pois não haverá paz no mundo, haverá uma inquisição mais destruidora que a que passamos nos últimos acontecimentos. A inquisição evangélica esta prestes a acontecer e não dará chance para reaver os bons costumes que tanto pregamos na liberdade religiosa.
Vamos ter muita dor de cabeça e teremos que estar vigilantes noite e dia para não cair no padrão deste povo que nem sabe o que está acontecendo. Não vamos nos tornar comida para os espíritos sem luz.
Mestres e irmãos, nossa missão é o nosso sacerdócio. É aqui que vamos elevando estes espíritos sem luz, sem amor e sem condição de habitar um corpo físico. É aqui que vamos mostrar a verdade sem participar, sem que nos contaminemos com estes acontecimentos.
Então já sabem: Oh! Obatalá, Oh! Obatalá.... Que o mundo espiritual registre a sua boa intenção.
Esta falange está nos observando!
Nossa como eu voltei cansado desta viagem!
Salve Deus!
Adjunto Apurê


10.09.2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Conduta Doutrinária


Conduta Doutrinária 
Salve Deus!
A Conduta Doutrinária, a própria palavra indica, é "conduzir-se de acordo com a Doutrina".
A nossa Doutrina então tem o aspecto ritualístico, tem o aspecto filosófico, e tem o aspecto moral, certo? Muito bem, então o Médium tem todas as referências, tem todos os pontos de indicação para o seu comportamento, para a sua conduta.
Você quer se conduzir de quê maneira? Você quer ser isso, quer fazer aquilo, você tem essa intenção, tem aquela intenção, não importa, não importa. Você tem já um hábito, você tem situações, problemas anteriores, condutas anteriores, resultados de condutas anteriores, enfim, tem a soma da sua vida.
Agora, a partir do momento que você se torna Médium desta Corrente, você tem uma maneira de aferir, de comparar o seu comportamento, entendeu? Você pensa assim, bom, como é que eu faço naquele caso, naquela dívida daquele homem, como é que eu faço, aquela ofensa que o sujeito me fez, como é que eu faço em relação a isso ou aquilo, aquelas mil perguntas que você se faz para você decidir a sua vida, você tem um ponto de referência pra saber o que é o certo e o que é o errado, então você se conduz de acordo com a Doutrina.
Agora, a Doutrina não tem um policiamento da sua conduta, não tem nenhuma, ninguém vai atrás de você pra saber se você fez certo ou errado, ou, não compete a essa Doutrina te corrigir, ela apenas te dá a indicação do que é o certo e do que é o errado.
Agora, há uma certa confusão da Conduta Doutrinária, em termos da Conduta Ritualística, da Conduta Mediúnica, da Conduta, vamos dizer assim, do comportamento técnico dentro da Corrente.
Então, muitas pessoas pensam que Conduta Doutrinária é só a maneira correta de se vestir, de fazer seu Ritual, de fazer as coisas.
Isso também é Conduta Doutrinária, mas não é somente isso que é a Conduta Doutrinária.
A Conduta Doutrinária é realmente todo o conjunto da vida da pessoa, em relação a uma Doutrina que é completa e que é perfeita.
Isso que é preciso entender, e eu tive essa oportunidade de responder a essa pergunta ao pessoal de um Templo, que me fizeram essa pergunta dividida em várias perguntas, e eu vi que havia muita confusão.
Conduta Doutrinária não é só marchar direitinho, ter o Uniforme, feito um Soldado, mas é conduzir sua vida de acordo com uma Doutrina que existe, certo?
E uma Doutrina que ensina, inclusive dentro da Doutrina e da própria Conduta Doutrinária, a não corrigir ninguém, não olhar o comportamento dos outros, mas olhar o seu comportamento, não olhar o cisco que está no olho do seu irmão, e não enxergar o pau que está no seu olho, a tora que está no seu olho, isso é Conduta Doutrinária.
Conduta Doutrinária é que ensina você a diferença que há entre Amor e Desamor, você sabe perfeitamente o que é Amor, porque a Doutrina te ensina com toda clareza.
E você sabe quando você age com Desamor, você sabe quando você, por exemplo, se aproveita do relacionamento que é estabelecido pela sintonia, pela irmanação que você faz dentro da Corrente, dos encontros, das situações, você sabe quando está se conduzindo certo ou errado.
Então, ter uma Conduta Doutrinária, é pautar, é conduzir, é se comportar de acordo com aquilo que a Doutrina nos ensina. E ela nos ensina não só pelos textos, como por exemplo, o Evangelho que nos fala do Amor Incondicional, a Tolerância, a Humildade, ela não nos ensina só por isso, ela nos ensina pelos exemplos todas as horas, o dia inteiro, em qualquer contato que o Médium tenha com essa Corrente, ele vê acontecer as coisas, a maneira como as pessoas agem, não agem, como reagem, vê a maneira do comportamento, vamos dizer assim, como é que a Clarividente conduz a sua Missão, vê como é que os Mestres trabalham, vê como é que os Clientes reagem diante...
Tudo isso são lições o dia inteiro, a qualquer momento, a qualquer hora, em que você determina o que é uma Conduta Doutrinária com clareza. Agora, você determina para você, e você se comporta ou não!
Quando você sai fora daquilo que seria a Lei do Amor, da Tolerância, da Humildade, e principalmente no seu relacionamento com as Entidades, principalmente no seu relacionamento, por exemplo, qual é o seu comportamento como Médium, a sua Incorporação, a sua autenticidade, a assimilação de uma Mensagem, a maneira como você se entrega ao Trabalho, a maneira como você procura se desapegar dos seus próprios orgulhos, das suas interferências pessoais, tudo isso é Conduta Doutrinária, entenderam?
Então, é preciso entender bem isso, que não é simplesmente como está sendo interpretado, falar os textos direitinho, usar o uniforme direitinho, cumprir todos os rituais direitinho, só isso não basta! É uma Conduta! Quer dizer, é a maneira como você se conduz, e abrange todos os atos de sua vida!
O Mestre perguntou: "Mas quando você está sem uniforme, fora daqui...". Perfeitamente! Você é um Iniciado! Você é um Ungido, você é um Sacramentado, você conduz dentro de você toda aquela Energia, aquela Força, toda aquela Sintonia com os Planos Espirituais, você está irradiando, você está recebendo, mesmo que você não esteja consciente, em qualquer ato da sua vida fora daqui!
Então, se você, por exemplo, resolver dar mau exemplo, entrar num botequim, tomar uma cachaça, o outro de lá vê assim: "é Médium da Corrente, esse aí é Médium lá da Tia Neiva, tá aí bebendo...", ou o Médium que foi utilizar a sua Indumentária pra pular no Carnaval, coisas dessa natureza, assim absurdas, mas tem outras coisas menores que não são tão absurdas, e que determinam uma Conduta.
Agora, a Corrente não vai controlar sua vida, ninguém controla sua vida, você é o único e exclusivo responsável pelos seus atos!
Salve Deus!
Mário Sassi – 1º Mestre Sol
Trino Tumuchy

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Respeito



Meus irmãos e minhas irmãs,
Salve Deus!

Um Comandante não é uma pessoa que avaliamos pelo seu caráter, pela sua cordialidade, conhecimento, ignorância ou mesmo estupidez. Entendo que muitos se envaidecem na função e por vezes trazer até desarmonia.

Porém... Naquele momento, em que assume o comando, ele está representando a Guarda do Trabalho! Sua palavra tem voz ativa e suas determinações são registradas nos Planos Espirituais.

Devemos respeitar aos comandantes sempre, independente de suas condutas, pois nossa parte deve ser feita! E nossa preocupação é com o nosso trabalho, e não o dos outros.

Ao chegar a qualquer setor de trabalho, devemos nos dirigir ao Comandante, pedir permissão para participar do trabalho e ao final agradecer a oportunidade.

O Comandante está observando tudo, emanado com o trabalho e por vezes detecta situações que desconhecemos. Pode receber intuições que nos atingem, mas não necessariamente inerentes aos nossos comportamentos. Por tanto, desconhecendo as razões de qualquer atitude ou pedido, devemos atender!

O convite realizado por um Comandante para um determinado trabalho é registrado nos Planos Espirituais. Seu Cavaleiro, sua Guia Missionária, igualmente está sendo convidado, e acredito que eles nunca justificariam “estar sem sintonia” para atender ao chamado.

Nossa missão é coletiva, porém cumprida na Individualidade de cada um!

Não devemos nos incomodar pela rudeza de alguns e muito menos julgar! Pois grandes Comandantes de nossa Doutrina foram homens duros, com pouco conhecimento, mas com a herança transcendental identificada por Tia Neiva e colocada à prova na realização dos primeiros trabalhos Iniciáticos.

A posição ocupada por um Comandante é tão séria que até mesmo Tia Neiva, o ápice de nossa cadeia hierárquica como Koatay 108, respeitava e não contradizia uma ordem.

Vejam o seguinte caso, passado com o responsável pela Recepção em certo dia de trabalho (em tempo: Orixá da Recepção também ocupa uma posição de Comando em seu setor):

Tia Neiva chegava à porta do Templo para entrar e iniciar o atendimento daquele dia. O Recepcionista, em tom sério disse:

- A senhora não pode entrar!

Imediatamente Tia voltou às costas e começou a retornar para a Casa Grande, enquanto o mestre corria atrás dela:

- Tia, é brincadeira, volte aqui!

- Meu filho – ela respondeu – No momento em que você disse que eu não podia entrar, seu Cavaleiro se posicionou fechando a entrada do Templo!

Salve Deus!

Imaginam a seriedade?
Tanto do dever de um Comandante, já tratado em outro texto, quando dos médiuns em jamais afrontar quem se encontra em tal posição.


Kazagrande



OBSESSÃO POR ELÍTRIOS


O espírito, traumatizado pelo ódio, vai se deformando e concentrando, a ponto de ficar com o tamanho aproximado de uma cabeça de mico, onde predominam os olhos grandes, e com os braços e pernas atrofiados e colados ao corpo.

Em nossa Doutrina denominamos esses espíritos de elítrios.

Na fixação de seu ódio, ele permanece nos planos invisíveis, aguardando a oportunidade de vingança, e assim pode ficar até por milênios. Chegado o momento do reajuste, do acerto de contas com o espírito que o levou a essa condição, ele vem para o plano físico e começa a exercer sua ação de reajuste. Na maioria das vezes, nasce com o espírito de quem vai cobrar a dívida. Enquanto o recém nascido vai se formando como ser humano, ele permanece incubado, dormente. Assim que as condições físicas da vítima se apresentam favoráveis, ele começa a absorver as energias vitais.

Cada caso aparece com características próprias da situação em que a dívida se formou. Esse mecanismo é obscuro e de difícil penetração. Sua presença é verificada, no trabalho mediúnico, nos casos de doenças rebeldes e tratamentos médicos, principalmente as consideradas incuráveis.

A doença causada pelos elítrios pode estar situada em qualquer parte do corpo. Também, pode ser verificada a presença de mais de um elítrio no mesmo paciente.

A forma sutil de sua atuação faz com que, a princípio, os sintomas sejam imperceptíveis. O elítrio vai firmando seus tentáculos e, quando chega o momento, começa a sucção. A partir daí, os sintomas são alarmantes, e o paciente é levado ao médico, já sem recursos.

A aderência de um elítrio tanto pode ser em termos musculares como em centros nervosos e medulares. Sua ação, entretanto, se faz sentir em todo o organismo, pois absorve as energias sutis do paciente.

O câncer, em algumas das modalidades que se apresenta, tem essa característica. Muitas doenças, consideradas curáveis pela Medicina, não são resolvidas quando o paciente tem elítrios. Só o Mediunismo pode detectá-los e atingi-los.

Geralmente, o elítrio já vem na bagagem do espírito quando encarna.

Um espírito leva muito tempo para se tornar um elítrio. Só algo terrível, em termos de crueldade humana, pode provocar essa situação. O espírito desencarna sob torturas físicas ou morais, e seu ódio se concentra numa ou mais pessoas que causaram sua desdita. Uma vez no plano invisível, sem a alimentação relacional que poderia fazê-lo esquecer, ele vai deformando seu corpo etérico, num processo inverso do feto humano.

Todo espírito, ao desencarnar, leva consigo sua alma e a reveste de um novo corpo, no plano invisível. No princípio, este corpo é semelhante ao que deixou no plano físico. Ele tem as mesmas características, os mesmos hábitos, usa as mesmas roupas, os mesmos óculos, etc. Esse corpo e esses hábitos vão, a partir do desencarne, se modificando, de acordo com rumos que o espírito toma, com a síntese mental que forma da existência que acaba de deixar. Se essa síntese é o ódio caracterizado num agrupamento de fatos, ele se torna um elítrio.

Atingida essa condição, ele permanece hibernando, até que chegue o momento de retomar o caminho. Isso pode durar anos, séculos ou milênios, contados em termos da Terra.

Assim que o espírito ofensor atinge o grau de evolução suficiente, às vezes através de várias encarnações, para ter condições de suportar a cobrança, ele programa a encarnação em que vai pagar a dívida para com os elítrios que ajudou a formar.

O espírito, geralmente, encarna no ventre materno, quando o corpo gerado atinge o terceiro mês. Nessa altura, ele é colocado nesse corpo e se torna um ser humano que irá nascer, provavelmente, daí a seis meses.

Junto com esse espírito, os responsáveis por essa encarnação colocam, também, os elítrios. A posição desses espíritos, em relação ao organismo que vai se formando, obedece a razões acima do nosso conhecimento. De um modo geral, sabemos que, na qualidade de futura doença, eles se preparam para causar ao paciente dores semelhantes àquelas que lhes foram causadas no início do drama.

O processo de descongelamento do elítrio vai se fazendo de acordo com as etapas de crescimento do ser cobrado. Eles tanto podem causar um mal congênito, como permanecer dormentes e aparecer, subitamente, em idade avançada. Cada caso é um caso específico e, dificilmente, aparecem dois casos iguais.

Qualquer doença pode ter sua origem num elítrio, porém nem todas são causadas por eles. A de maior incidência, com essa origem, é o câncer, em algumas de suas modalidades. Por essa razão é que existem doenças que são curáveis em uns indivíduos e incuráveis em outros. E, por essa razão, indivíduos portadores da mesma doença, uns são curados no Mediunismo, e outros não. A cura mediúnica é possível quando se trata de obsessão, quer dizer, doença causada por uma dívida espiritual e o paciente apresente condições que permitam arranjos na contabilidade sideral.


O indivíduo pode ter um ou mais elítrios, e certos elítrios podem causar efeitos em mais de uma pessoa de intimidade, como o caso de marido e mulher, mãe e filho, etc.

A presença de um elítrio já é suficiente para gerar uma obsessão. Porém nem todos estão ativos. E o comportamento do indivído pode inclusive evitar sua “ativação”.

O indivíduo pode ter um ou mais elítrios, e certos elítrios podem causar efeitos em mais de uma pessoa de intimidade, como o caso de marido e mulher, mãe e filho, etc.



Espíritos Desencarnados

A obsessão por espíritos desencarnados é a mais comum. O espírito encarna, e traz programada uma série de reajustes com outros espíritos desencarnados. A maioria desses reajustes se faz na vida quotidiana do indivíduo, nas mil e uma maneiras que a vida diária proporciona. Os espíritos cobradores se aproximam da área invisível da pessoa, e provocam situações embaraçosas.

Com isso, provocam a dor, e esta libera as energias de que eles se acham credores. Satisfeitos e vingados, eles se afastam. Assim são nossos aborrecimentos e nossos desastres quotidianos. Sempre tem alguém se aproveitando de nossas amarguras e se libertando de nosso espírito.

Essa energia sutil, da qual os espíritos são ávidos, é produzida de duas maneiras básicas: pela dor ou pelo trabalho espiritual, considerando trabalho espiritual toda atitude humana condizente com os princípios Crísticos. A forma mais lucrativa do trabalho espiritual é a mediúnica.

A obsessão começa a existir quando as condições de cobrança são desequilibradas. Ou o espírito cobrado não tem dor suficiente intensa para satisfazer o cobrador vingativo, ou não consegue outra forma da produção da energia necessária para satisfazê-lo.

Nesse caso, o obsessor toma conta da personalidade, na proporção em que consegue romper suas resistências, e a pessoa entra em desequilíbrio. Esse fenômeno pode durar de apenas alguns minutos até uma existência. Até certo ponto de sua duração, a intervenção é possível, no mecanismo da Lei do Perdão e do Amor Crístico. Ultrapassado esse ponto, o indivíduo se torna um esquizofrênico ou um louco total, e acaba por desencarnar nessas condições. O que se passa depois está fora do domínio humano. Salve Deus!

Observem que a obsessão ocorre sempre quando o espírito obsessor consegue nivelar o padrão do obsediado ao que ele mantém! Consciente ou inconscientemente, na maioria das vezes, somos nós que permitimos a obsessão! Baixamos nosso padrão vibracional, nos entregamos a pensamentos negativos insuflados pelo obsessor e formamos uma “corrente”, uma linha direta que permite até mesmo que atuemos como marionetes nas mãos de um manipulador.

Determinadas atitudes, impulsionadas pela obsessão de um espírito desencarnado, podem nos levar a tragédia moral, social, financeira e até mesmo física.

Obsessões sexuais podem fazer perder até mesmo bons missionários.

Obsessões pelo poder destroem os líderes natos e os transformam em tiranos, seja em pequenas e grandes empresas, na política ou mesmo em congregações religiosas.

Obsessões materiais fazem com que o dinheiro seja visto até hoje como algo “sujo”.

A obsessão é sempre negativa e traz prejuízo a todos os envolvidos. Não importa se é uma obsessão romântica ou cheia de ideais, e nem mesmo se está ligada a nossa religiosidade... Assim nascem crimes passionais e também os fanáticos.

Após “permitida” a obsessão, somente com auxílio espiritual ela poderá ser curada! Esta cura deverá processar-se para todos os envolvidos, para o ser encarnado, e para o ser, ou seres, desencarnados, que estejam atuantes.

É importante saber que o ajuste de uma situação obsessiva não consiste, apenas, em afastar o obsessor. A intervenção indevida só transfere o problema para situações futuras, provavelmente piores. É necessário dar, ao obsidiado, condições de pagamento de suas dívidas e proporcionar, com isso, a libertação de ambos – obsidiado e obsessor.



Diz-se que uma pessoa é obsidiada quando tem uma idéia fixa, ama ou odeia descontroladamente alguém ou algo, e é assediada por essa idéia, pessoa ou coisa. Isso, na linguagem comum, é uma obsessão, um defeito da personalidade, uma anormalidade de comportamento. Caracterizadas, no indivíduo, sob a forma de vícios, hábitos estranhos, marginalização social, revoltas, etc., são resultantes do conflito natural da gama vibratória psicofísica, e, até certo ponto, faz parte da vida normal.

Sob o olhar espiritual a obsessão adquire outra dimensão... Entendemos que nas obsessões existem sempre influências espirituais e só assim consideramos quando a pessoa perde sua liberdade, total ou parcialmente, por meio destas influências.

O espírito, ao encarnar, ocupa um corpo físico, submisso à matéria deste plano denso. Este corpo é comandado por sua personalidade (alma, mente), influenciada diretamente pelo meio em que convive e que auxiliou na formação desta mesma personalidade transitória.

O espírito, sua Individualidade, que agrega todas as suas personalidades (almas) de encarnações passadas, é regido por leis de outra dimensão, de aspecto transcendental. Ao encarnar, igualmente está regido pelas leis físicas da matéria, e pelo meio social em que está inserido.

Analisando assim encontramos um “cabo-de-guerra” entre as obrigações transcendentais do espírito encarnado e seus desejos “da alma” (provenientes da personalidade construída nesta encarnação específica).

A luta entre os dois – personalidade e espírito – cada qual procurando atender às demandas de seu ambiente, forma a eterna dualidade que se reproduz em todos os homens. À personalidade repugna qualquer interferência e, para isso, dispõe do seu mecanismo de defesa. O espírito, a fim de atender aos compromissos anteriores, liga-se e permite que outros espíritos interfiram na vida da pessoa. Para o espírito, o corpo tem, apenas, uma utilidade transitória: o período necessário para atingir os fins a que ele se propõe. É apenas um meio, um veículo. O corpo pode se desagregar, e acabará por desaparecer. O espírito permanece, neste ou em outros planos.

Nessa perspectiva ampla, a obsessão é um fenômeno próprio da vida neste planeta, onde o espírito encontra condições de equacionar seus problemas, criados por ele, em tempos diferentes, em encarnações diversas.

A personalidade, regida por leis relativamente estáveis, procura a tranqüilidade, a satisfação de suas necessidades básicas e o melhor aproveitamento do ambiente. O espírito, regido por leis mais dinâmicas, com outro conceito de tempo, procura o conflito, o ajuste de contas e a cobrança ou o pagamento de seus débitos.

A ligação de um espírito com outro, qualquer que seja a sua natureza, produz alterações no meio psicofísico, na forma de ação da personalidade. Quando essas ligações são de caráter negativo, produzem-se as obsessões.

Existem mais obsessões do que se considera habitualmente como tal, por se notar esse fenômeno apenas quando se manifesta em termos de convulsões, manifestações de loucura ou ações criminosas.

Sob esta ótica espiritual passaremos a estudar cada caso obsessivo separadamente, nos complementos desta série.