quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um Aramê...


Por mais que sintamos o passar dos anos nesta encarnação, ainda teremos tempo para reconsiderar o caminho trilhado, revigorando-nos de fé através do amor que semeamos nas pessoas que passaram por nossa vida.

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, e juntos partilharemos este momento.

Deixem crescer o joio e trigo juntos até a hora da colheita. Entretanto, estas palavras não nos devem inspirar a indiferença! E sim para lembrarmos, no momento preciso, a separação do joio da fantasia, do trigo da realidade.

Também não é apenas a fé que irá abrir as portas da felicidade eterna, mas sim o conhecimento e a sabedoria, através da caridade e do trabalho espiritual que assumimos como missão.

Antigamente os monges buscavam a paz no silêncio da clausura, acreditando que isolar-se dos “pecados do mundo” seria suficiente para vencerem a si mesmos. Realizamos as Cruzadas para “recuperar a Terra Santa”, derramando sangue dos “infiéis”, como se estes não fossem dignos de estar na terra em que Jesus pisou.

Como Jaguares de Pai Seta Branca, temos em nossas mãos toda a Luz para mudar energeticamente o quê um dia fizemos.

Hoje os séculos de dor, sombra e falta de amor misturam-se ao pó do tempo... Preparemos este mesmo pó, na forma de nossa missão, para nos reencontramos com aqueles com que um dia fizemos sofrer por não saber amar... Com quem tanto necessitamos reajustar.

É hora de compreender os sacrifícios, de renunciar para possuir, de perder para ganhar e de morrer para viver.

Claro que ainda sofremos na escravidão de nossos erros e culpas, mas aceitamos nossa Iniciação, fizemos um compromisso... Estamos a caminho de casa!

Salve Deus!

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS


O atendimento ao espírito de um escravocrata que se viu perdido após a mudança na legislação sobre o tema nos traz reflexões profundas.

Quão diversas são as barreiras de moral a serem derrubadas?
O fato que, ao longo da história, existiram, e ainda existem, valores distorcidos e tradições arraigadas que se desviam dos ensinamentos básicos do Mestre Jesus.
Como trabalhamos isso? Como recebemos as mudanças?
Reflexões, reflexões....


Após o atendimento descrito nas ultimas semanas e um breve período do refazimento energético necessário, aproximou-se um outro espírito do campo da médium. Este senhor demonstrava raiva e certa perplexidade.
Exclamava: “que absurdo, me tiraram da minha casa, levaram os meus escravos! Quero tudo de volta, como era antes. Vocês vão ver.... ”.
As frases semelhantes que repetia quase initerruptamente eram entrecortadas por breves momentos de sonolência. Pedi-lhe que respirasse mais devagar, o que foi feito com dificuldade, pois ele dizia que o “ar daqui é diferente”.
Perturbado e indignado, foi envolto em vibrações pacificadoras. Sentia que uma grande mudança ocorrera e estava apegado a uma paisagem mental que relutava deixar. Após dirigir impropérios e as ameaças convencionais, tais como “vocês não sabem com quem estão tratando”, entrou numa crise. Com uma aparência de espanto, e desejando retornar ao local onde estava, visualizava uma paisagem nova, não via mais nenhuma construção lá.
Disse: “Tudo desapareceu, não pode, não pode. Deve ser uma espécie de mágica. Já sei, é um pesadelo”.
Entrou como que num breve transe onde tentava reconstruir mentalmente todas as suas “posses”, incluindo os escravos, rememorando.
Partilhei na minha tela mental de algumas das imagens relembradas. Cenas que contavam partes da sua vida de encarnado e conto minha percepção das mesmas. Visualizava um jovem, filho de família abastada e com muitos escravos numa fazenda de cana de açúcar. A família foi perdendo as posses, os pais morreram e os irmãos foram para a cidade. Mas ele não queria deixar a fazenda, que ao longo dos anos foi reduzida de tamanho com a venda de lotes.
O movimento abolicionista estava em curso e ele mantinha os escravos escondidos. Não queria pagar por trabalhadores e nem libertar os escravos. Já não tinha mais o dinheiro nem o poder que desfrutou por pouco tempo. Sentia-se arruinado pelo movimento, pois não podia mais negociar “seus escravos”. Foi “educado” assim e sentia-se um herdeiro dessa tradição. 
Achava que os negros não eram homens como ele, e não demonstrava nenhum remorso, apenas certo temor de ser descoberto pelos representantes da lei, a despeito de considerar as próprias novas leis tremendamente injustas. Por isso mantinha-os acorrentados.
Mesmo observando que não tinha nenhum respeito aos semelhantes pela cor da pele diferente, num egoísmo e psicopatia atrozes, este espírito estava sofrendo muito.
Talvez fosse o início de uma maior conscientização a vir após esse processo de “loucura”. Percebi que aquele não era o momento para maiores argumentações acerca da escravidão. Uma transformação de tal monta levaria muito tempo e dependeria da disposição dele mesmo.
Intuída pelos Mentores do trabalho, sugeri que fosse à uma Casa de Saúde. Ele disse então que sentia dores terríveis pelo corpo e que estava com muita dificuldade de andar. Nesse momento conseguiu visualizar um trabalhador da Equipe Espiritual da Casa, aquiescendo a prosseguir com ele.
Despedi-me e fiquei a refletir acerca da humanidade.
Quão diversas são as barreiras de moral “involutiva” a serem derrubadas. Valores distorcidos e tradições arraigadas que se desviam dos ensinamentos básicos do Mestre Jesus.
O processo educativo iniciado por Ele e lentamente em curso, é inexorável. Até este Espírito, alienado e cruel, é um irmão desgarrado e nem por isso esquecido pela Misericórdia Divina.
Que as palavras edificadoras do Dr. Bezerra de Menezes nos inspirem.

Conselhos Sublimes
“Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor. Eis a lei, que impera igualmente, no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de vida eterna.
Espíritos algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxílio mútuo.
Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira.
A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento.
Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.”

segunda-feira, 15 de abril de 2013

TATUAGENS



“Dizem por aí” que tatuar o corpo “danificaria” o perisipírito, mas será que é isso mesmo? Vamos analisar...

Entendo que o corpo espiritual, ou perispírito, como é denominado, é atingido pelo mal que fazemos, a nós mesmos (suicídio, vício, rancor, pessimismo…), ou aos outros (maledicência, agressividade, violência, traição, mentira…). Adereços numerosos, portanto, não afetam o corpo espiritual, mas, em algumas situações, são atentados ao bom gosto. O corpo físico é transitório e será descartado após o desencarne. Ocorre que nossos sentimentos de apego é que podem, pelo magnetismo do pensamento, transferir para o plano espiritual as nossas características físicas. Da mesma maneira que o vício de fumar é levado para o lado espiritual e por vezes leva o espírito a uma imensa luta para sua libertação, as tatuagens, podem ou não, serem transferidas para seu corpo espiritual. Mas tudo é uma questão de apego, de pensamento preso ao físico já descartado.

Não podem haver sequelas espirituais para o uso da tatuagem, no máximo a vergonha de não conseguir se libertar delas ao deixar o físico. O espírito demonstraria seu apego e vaidade em um plano onde sua existência tranquila condiciona-se ao seu total desprendimento da vida que  se encerrou. Após o desencarne, o espírito, pelo magnetismo de seus pensamentos, molda fluidicamente sua aparência da última encarnação, por isso é triste que desencarnado, o médium continue envolvido com as futilidades da Terra.

Podemos tatuar nossos Mentores no corpo?

Temos nosso livre-arbítrio, que nos permite fazer nossas escolhas. Eu não teria coragem de tatuar um Mentor no corpo, pois me considero ainda muito longe de estar ao lado de meus Mentores o tempo todo. Além do mais, seria constrangedor olhar para um Mentor no momento de fazer amor com a esposa ou mesmo para ela, neste momento tão íntimo, ter a recordação das Entidades em pleno ato. EU não faria, mas não critico, em absoluto, que possa ter feito. Cada um tem seu livre-arbítrio, sua consciência e sua capacidade de desprendimento para estas coisas.

Resumindo: Tatuagem pode ser lindo, pode trazer uma originalidade sem igual e não existe nenhum fator que possa definir que seja prejudicial para nossa jornada. Porém temos que considerar todas as consequências, se estamos preparados, se não há possibilidade de arrependimento, ou mesmo se não irá gerar um constrangimento futuro, nesta ou em outra vida. Tudo dependerá de nosso apego e vaidade.

Kazagrande

sexta-feira, 12 de abril de 2013

POR QUE SOMOS TÃO VAMPIRIZADOS

Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados. É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal.
Também vem a falta de paciência e o desânimo.
O motivo: estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados. Qual é a causa para tantas perdas de energia? Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?
São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos, mas alguns são mais marcantes, logo significativos.

Antes de tudo, é importante dizer que o corpo físico humano só existe e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, outros de prana ou simplesmente Ki. São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade, mas o fato principal é que somos energia.

A força vital que nos alimenta recebe influência direta dos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia, e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.
Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano. Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos promovem a manutenção desta bioenergia...O problema é que somos seres muito emocionais, o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa, e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem, expandem-se e movimentam-se freneticamente. Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, há um consumo excessivo de energia vital e a bioenergia humana se desequilibra. Então, junte todos esses acontecimentos do dia, enumere-os um a um, e perceba que esses eventos são muito comuns na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.

Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... Você se desgasta.

Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... Você se desgasta.

Você sente raiva no trânsito... Você se desgasta.

Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... Você se desgasta.

Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... Você se desgasta.

Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... Você se desgasta.

Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... Você se desgasta.

Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética que normalmente nos encontramos ao entardecer. Este fator contribui muito para o aumento da intolerância, do estresse, da raiva, da falta de amor e das doenças físicas e emocionais no mundo.

Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento... Esquecer quem somos, de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra. Ter emoções é humano! Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma, com a sua essência ou Eu interior.

Não podemos mais viver no "piloto automático", sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma. Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem, avião ou metrô, na fila de um banco e até mesmo em pequenos intervalos de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.

Não devemos fechar os olhos apenas para dormir, mas para olhar para dentro. Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala. E ela fala!

Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis para reverter esse processo de exaustão energética, ou como dizemos na comunidade espiritualista, vampirismo energético. Mas a principal dica, ou melhor, a causa raiz do problema é que deve ser observada: o esquecimento de quem somos e da nossa essência.

Volte-se para você durante o seu dia, ouça a voz da sua consciência, respire fundo alguns minutos, eleve-se a Deus, faça uma oração do seu jeito e desenvolva a gratidão.

Se você tomar essas práticas como uma rotina, em uma semana você já será uma nova pessoa. Pode fazer o teste!
fonte-Revista Cristã de Espiritismo
texto de Bruno Gimenes

SALVE DEUS

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vou deixar a Doutrina


A Doutrina do Amanhecer não é para os homens... É para os espíritos! Ao adentrarmos as portas do Templo, temos que deixar de lado nossa personalidade e mergulharmos na Individualidade, despertando os valores espirituais e isolar por completo tudo que se refere a materialidade.

Somente assim é que podemos viver harmonicamente, mesmo quando as tempestades assolam todos ao redor.

As personalidades é que se imiscuem nas fofocas, intrigas, vaidades, orgulhos e, creia: Permeiam em todas as religiões, filosofias e doutrinas. Mesmo nos austeros ambientes Kardecistas, mais voltados para o estudo e aculturação obrigatória dos médiuns, com o tempo se descobre que também ali existem os vaidosos e fuxiqueiros. Estes não são exclusividade nossa.

Somente compreendendo que quem vai para o Templo não é mais você e sim seu verdadeiro eu, seu eu espiritual, é que poderá continuar e progredir.

Nossa Doutrina oferece a prática, permite que tenhamos em nossas mãos todas as ferramentas, não só para cumprir nosso carma, mas também para evoluirmos muito, tendo condição inclusive de transformar esta, em nossa última encarnação na Terra.

Sim, é verdade que a maioria não se dá conta de tudo que tem nas mãos... Mas não importa, mais cedo ou mais tarde todos despertam, passam a um novo estágio de consciência e começam a entender o quê antes parecia apenas material.

O grande segredo é não permitir se macular com as vibrações presentes. Estar junto a pessoas que desmerecem, ou simplesmente não compreendem, o verdadeiro sentido da Doutrina, isso já é um grande teste, pois nos Planos Espirituais não será diferente! Nosso trabalho como missionários será justamente ir a busca do resgate de espíritos que podem nos envolver e fazer duvidar...

Veja se ainda é possível despertar em você o verdadeiro Jaguar, capaz de anular a personalidade no Templo, e cumprir seus trabalhos sem se envolver com as energias materiais... Se não for, siga seu caminho! Nada lhe acontecerá! Procure onde realmente se sinta bem e persevere com fé, acreditando no que se propor a fazer, sempre acima dos sentimentos humanos! Poderá ser feliz cumprindo sua missão em qualquer corrente que escolher, seja em uma vibrante Igreja Evangélica ou em uma luminosa tenda de Umbanda... Não importa o local ou as pessoas, o que importa é o que vai em seu coração. A doutrina e a fé residem no templo do seu íntimo.

Kazagrande

* Na foto o Ministro Relatã, do Mestre Cícero José, que sempre está presente auxiliando com diversas questões nesta pequena jornada.

Por que “Preto Velho”?




Uma das mais difíceis provas enfrentadas por nossos irmãos Jaguares, em busca de sua evolução, foi a passagem pela escravidão.

Considerada uma mancha na história da humanidade, e principalmente na História do Brasil, nós espiritualistas devemos ter uma ótica particular sobre este assunto. Nossa compreensão vai além dos olhos físicos e considera que, neste período triste, milenares espíritos de outrora tiveram condições de assumir, com muita coragem e desprendimento, seus débitos passados e, muitos, evoluírem a uma condição espiritual superior.

Despojados de tudo, de todos os pertences materiais, de todas as ligações emocionais, da família e estando em absoluta falta de perspectiva futura, muitos atenderam ao clamor do espírito e no ressoar de suas cantigas encontraram-se com seu verdadeiro “eu”... Com o espírito!

Somente assim, estes bravos Jaguares, endurecidos pelas intempéries dos tempos e das encarnações de liderança e poder, se desprenderam de toda a matéria e todas as emoções, encontrando, ainda encarnados, a Luz Divina.

O relato verídico da Cachoeira do Jaguar, romanceado por Tia Neiva, mas repleto de belíssimas lições de vida e moral, traduz claramente como Pai João e Pai Zé Pedro, chegaram às posições espirituais que hoje ocupam em nossa Doutrina. Antigos nobres romanos, como muitos outros contemporâneos em posições de destaque, estavam presentes e dispostos a assumir as duras penas da encarnação que os conduziria ao encontro com a Individualidade.

Muitos de nossos Mentores estiveram ali presentes e hoje se apresentam na mesma singela roupagem, que permite atender a todos nos Tronos, sem distinção social, econômica ou material.

Já pararam para observar a sabedoria contida na singela apresentação escolhida por nossos Mentores? Quando chega o mais humilde, não se sentirá melindrado. Quando chega o mais culto, a sabedoria contida nas palavras simples resplandece de Luz e a mensagem chega ao coração, não à mente intelectualizada!

Ao ingressar em nossa Doutrina, o intelectual sente a necessidade de ir em busca dos mistérios e conhecimentos disponíveis nas mensagens e em uma riquíssima ritualística. Já o mais humilde, ou aquele que é mesmo analfabeto, se encanta pela possibilidade de poder trabalhar de imediato. Não será discriminado pela pouca cultura e não será exigido que estude durante anos para poder praticar a caridade!

Nossos Pretos Velhos são o reflexo da sabedoria e simplicidade contida nos Planos Espirituais. Negá-los, preferir “outras origens”, “outras linhas”, é expor o estrago que o vírus da vaidade fez em seu coração!

O exemplo vem de cima! A humildade, fator preponderante nas mensagens do Divino Mestre Jesus, repetidas com sabedoria e emanação por nossos abnegados Mensageiros, vem receber a todos nos Tronos. A demonstração maior do Espírito do Jaguar não foi pelas glórias de Esparta, mas na singeleza da Cachoeira do Jaguar.

Kazagrande

Não existe Jaguar covarde



Dentre os muitos médiuns que assumem sua missão, existem aqueles que verdadeiramente são Jaguares, que não temem as mudanças e desmandos, seguindo em frente independente do ambiente ou pessoas que os cercam.

Já falamos de nossa herança espartana e o quê ela definitivamente deve traduzir: disciplina aliada a espiritualização! Sim, somos soldados, soldados da Luz, mas ainda assim soldados.

Não preferimos o caminho mais fácil, sabemos que muitas vezes temos que arriscar. Somos conscientes de nossas qualidades, mas travamos batalha diária contra nossos defeitos.

Não viramos as costas quando precisam de nós e não cultuamos opiniões repetidas. Lidamos com as diferenças todos os dias, preferindo sempre entender sem julgar.

Sonhamos muito com coisas que para os outros é utopia, porque acreditamos e sabemos que nada é impossível.

Respeitamos a hierarquia, assumimos as responsabilidades, mas nos recusamos a ser mandados pela insensatez ou pela visão deturpada do poder que pode alterar o que nos foi trazido diretamente dos Planos Espirituais.

Buscamos ser humildes, mas não aceitamos ser humilhados. Afinal combatemos a injustiça semeando o perdão e a Luz não é apenas Amor, é Amor e Razão.

Afastamo-nos dos prepotentes, dos corruptos, dos sedentos de poder e glória, pois estes nada mais são que verdadeiros covardes.

A covardia é palavra fora do vocabulário do Jaguar, pois neste único verbete se une a hipocrisia, o egoísmo e o medo disfarçado de força.

Um Jaguar deve ser a tradução perfeita do equilíbrio das três forças: Material, Psíquico e Espiritual!

Kazagrande