terça-feira, 19 de dezembro de 2017

DO LIVRO DOS JUÍZES... FOI NATAL... É NATA... SP SERÁ NATAL...

Naqueles dias, vivia em Soreá um homem da tribo de Dã, chamado Manoé, cuja mulher, sendo estéril, não tinha filhos.
O Anjo do Senhor apareceu a essa mulher e disse-lhe: «És estéril e sem filhos, mas conceberás e darás à luz um filho.
Agora tem cuidado: não bebas vinho nem outra bebida alcoólica, nem comas nada impuro, porque vais conceber e dar à luz um filho.
A navalha não tocará na sua cabeça, porque o menino será consagrado a Deus desde o seio materno e começará a libertar Israel das mãos dos filisteus».
A mulher foi dizer ao marido: «Veio ter comigo um homem de Deus. Tinha o aspeto de um Anjo do Senhor, cheio de majestade. Não lhe perguntei donde vinha, nem ele me revelou o seu nome.
Mas disse-me: «Conceberás e darás à luz um filho. Agora não bebas vinho nem outra bebida alcoólica e não comas nada impuro, porque o menino será consagrado a Deus desde o seio materno até ao dia da sua morte».
A mulher deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e o Senhor abençoou-o.
Foi em Maané-Dan, entre Sorá e Estaol, que o espírito do SENHOR começou a agitar Sansão.

sábado, 16 de dezembro de 2017

CORTAR A CABEÇA DE JOÃO BATISTA

Porque mataram João Baptista?

porque_mataram_joao_baptistaAmorte de João Baptista, durante uma trágica festa de aniversário, é uma das mais conhecidas da história. Mas, o relato feito pelos Evangelhos, será histórico? Podemos aceitá-lo, com todos os pormenores? Não será melhor a de um historiador judaico da época? Vale a pena ler este artigo, para entender.

Duas versões de um crime

Só os evangelhos de Mateus e Marcos a narram. Lucas e João omitem-na. Por sua vez, dos dois evangelhos que a contam, MARCOS traz o relato mais completo e original, pois MATEUS apresenta apenas uma versão abreviada, tomada de Marcos.
Portanto, dos livros bíblicos, Marcos é quem proporciona a informação melhor e mais pormenorizada sobre esse facto. Mas, será histórico o seu relato da morte de João o Baptista? Podemos aceitá-lo assim como está, com todos os seus detalhes?
O problema coloca-se porque existe uma versão diferente, contada por um historiador judeu chamado FLÁVIO JOSEFO, do séc. I. Este escritor compôs, por volta do ano 93 d.C, uma obra intitulada “Antiguidades Judaicas”, na qual apresenta este episódio de um modo diferente.

O juramento imprudente

Vejamos primeiramente, o relato de MARCOS, que diz assim:
«6,16Herodes, ouvindo isto, dizia: “É João, a quem eu degolei, que ressuscitou.” 17Na verdade, tinha sido Herodes quem mandara prender João e pô-lo a ferros na prisão, por causa de Herodíade, mulher de Filipe, seu irmão, que ele desposara. 18Porque João dizia a Herodes: “Não te é lícito ter contigo a mulher do teu irmão.” 19Herodíade tinha-lhe rancor e queria dar-lhe a morte, mas não podia, 20porque Herodes temia João e, sabendo que era homem justo e santo, protegia-o;quando o ouvia, ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado.21Mas chegou o dia oportuno, quando Herodes, pelo seu aniversário, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e aos principais da Galileia. 22Tendo entrado e dançado, a filha de Herodíade agradou a Herodes e aos convidados.O rei disse à jovem: “Pede-me o que quiseres e eu to darei.” 23E acrescentou, jurando: «Dar-te-ei tudo o que me pedires, nem que seja metade do meu reino.”24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que hei-de pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Baptista.”25Voltando a entrar apressadamente, fez o seu pedido ao rei, dizendo: “Quero que me dês i-mediatamente, num prato, a cabeça de JoãoBaptista.” 26O rei ficou desolado; mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar.
27Sem demora, mandou um guarda com a ordem de trazer a cabeça de João.
guarda foi e decapitou-o na prisão; 28depois, trouxe a cabeça num prato e entregou-a à jovem, que adeu à mãe.29Tendo conhecimento disto, os discípulos de João foram buscar o seu corpo e depositaram-no num sepulcro» (Mc 6,16-29).

Uma família complicada

Logo no início do relato, encontramos um erroMARCOS afirma que Herodíade, a esposa de Herodes, tinha estado casada antes com um irmão deste, chamado «Filipe» (6,17). É certo que Herodíade tinha estado casada antes com um meio-irmão do seu marido, mas chamava-se Herodes, como o seu actual marido, e não Filipe.
Pode parecer estranho que dois meios-irmãos tenham o mesmo nome. Mas sabemos que a família de Herodes era sumamente complicada. O rei Herodes (seu tronco central) esteve casado com dez esposas, algumas com o mesmo nome; e delas teve numerosos filhos, vários dos quais se chamaram Herodes (daí os historiadores lhe acrescentarem um sobrenome, para os distinguir). Por isso não é estranho que Marcos, que não era um minucioso historiador, se tenha confundido e dito que o primeiro marido de Herodíade se chamava Filipe, quando Filipe era outro irmão de seu marido.
Alguns comentadores da Bíblia, para salvar o erro de Marcos, dizem que o primeiro marido de Herodíade se teria chamado Herodes Filipe (unindo os dois nomes: o correcto, Herodes, e o erróneo Filipe dado por Marcos). Mas, nunca existiu um personagem com o nome de “Herodes Filipe”, a não ser na mente desses comentadores.

Os dois Herodes

Um segundo deslize cometido por Marcos, é chamar a Herodes «rei» (6,14). De facto, houve dois Herodes na vida histórica de Jesus. O primeiro é o famoso “rei Herodes”, que governava o país quando Jesus nasceu. É o cruel monarca que, segundo Mateus, após receber em Jerusalém os Magos vindos do Oriente, mandou matar todos os meninos de Belém e seus arredores, procurando eliminar o Menino Deus.
Mas, durante a vida adulta de Jesus, quem governava o país era um filho desse rei Herodes, também chamado Herodes, e com o sobrenome de Antipas. O qual não era “rei”, mas apenas “tetrarca” (um título inferior ao de rei, derivado de tetras = quatro e arqué = governante; isto é, “o que governa a quarta parte de um território”). Foi este “tetrarca Herodes” que mandou matar João Baptista, e que mais tarde também participou no julgamento de Jesus (Lc 23,8-12).
Mateus e Lucas, a este segundo Herodes chamam correctamente «tetrarca» (Mt 14,1; Lc 3,1). Como vimos, Marcos chama-lhe erradamente «rei», confundindo muitos leitores, que pensavam ser este Herodes da vida adulta de Jesus o mesmo “rei Herodes” da sua infância.

Pela mulher de seu irmão

Um terceiro elemento duvidoso do relato de Marcos é o motivo da prisão de João. Segundo o evangelista, Herodes Antipas prendeu-o porque o Baptista o tinha criticado pelo seu casamento irregular com Herodíade (6,17).
De facto, numa viagem que fez a Roma por volta do ano 27 d.C, Herodes Antipas hospedou-se em casa de seu meio-irmão Herodes, que levava uma vida privada tranquila na capital do Império, como cidadão comum. Estava casado com Herodíade, mulher ambiciosa e de carácter, que não se resignava àquela obscura existência.
Quando Herodíade e o poderoso Antipas se conheceram, ateou-se a vaidade dela e a paixão dele; e ambos concordaram em ela abandonar o seu marido em Roma e partir com o seu cunhado; e que este, mal chegasse à Galileia, despediria a sua mulher.
Este segundo casamento do tetrarca deve ter produzido grande escândalo e indignação na Galileia, por violar abertamente a Lei de Moisés (de Lv 20,21) que proibia o casamento com dois irmãos. Segundo Marcos, João Baptista atreveu-se a denunciar publicamente semelhante imoralidade, e por isso foi parar com os ossos à cadeia.

Por motivos políticos 

Mas, para FLÁVIO JOSEFO, o motivo daquela prisão foi outro. O historiador judeu escreve: «Grandes multidões acorriam para ouvir João (o Baptista), devido à enorme força de atracção que as suas palavras exerciam. Então, Herodes teve medo de que João aproveitasse esta extraordinária influência para incitar os seus seguidores a uma rebelião, pois parecia que toda a gente fazia caso das suas palavras. E entendeu que era melhor eliminá-lo a tempo, antes de ter que lamentar mais tarde as revoltas que este homem perigoso pudesse ocasionar. E desse modo João, por causa desta suspeita, foi preso e conduzido para a fortaleza de Maqueronte, onde foi executado» (in Antiguidades Judaicas, 18,5).
Assim, segundo MARCOS, o motivo da prisão do Baptista foram as suas críticas ao segundo casamento do governante; segundo FLÁVIO JOSEFO, foi o receio de Antipas de que houvesse uma rebelião.
A versão de JOSEFO parece mais exacta. Porque, embora João pudesse ter criticado Herodes pela sua situação matrimonial ilícita, como afirma Marcos, o tetrarca deve ter tido motivos muito mais graves para mandar prender alguém tão popular e estimado pelo povo, dado o risco implicado nesse acto. Além disso, o próprio Marcos diz que Herodes visitava o prisioneiro para o ouvir, e que o escutava com agrado (Mc 6,20). Co-mo podia Herodes escutar com agrado, alguém que o tratava por imoral e perverso? E como condescendia João em falar afavelmente com ele?

Dupla personalidade?

Um quarto elemento duvidoso do relato evangélico é o estranho procedimento de Herodes. De facto, no v.17 lemos que o tetrarca mandou prender o Baptista sem qualquer consideração; e que não só o encarcerou, como também o tinha posto «a ferros na prisão».
Mas, a partir do v.19, o quadro muda. Agora diz que era Herodíade quem perseguia João e o queria matar, ao passo que Herodes o “admirava”, o considerava “justo y santo”, o “respeitava”, e até o “protegia” y defendia dos ataques da sua mulher (o verbo synetêrei significa, literalmente, “defender alguém de ofensas e morte”). O próprio encarceramento, no relato de Marcos, parece mais uma custódia protectora para João do que um suplício.
Como podia Herodes ter um comportamento tão ambíguo? É evidente que Marcos, com o seu relato, não está a fazer uma crónica rigorosamente histórica.

Os convidados para o aniversário

Um quinto pormenor problemático do evangelho é o lugar da morte de João.
MARCOS não indica onde ocorreu; só diz que foi durante a festa de aniversário de Herodes Antipas. Mas, pelo contexto do seu relato, podemos deduzir que foi na Galileia. De facto, o evangelho diz que Antipas ofereceu o banquete da sua festa de anos «aos nobres, aos oficiais e aos principais da Galileia» (6,21). O qual resulta lógico, pois a cidade de Tiberíades, na Galileia, era a capital onde Antipas vivia, onde tinha o seu palácio, e portanto o lugar mais adequado para imaginar o festejo do seu aniversário.
Contudo, FLÁVIO JOSEFO conta que João o Baptista não morreu na província da Galileia, mas na província de Pereia, numa fortaleza chamada Maqueronte. É que Herodes Antipas governava sobre duas províncias: a Galileia, ao norte do país (onde estava a capital, Tiberíades), e Pereia, a sudeste (onde estava a fortaleza de Maqueronte). A sua jurisdição era, pois, bastante incómoda, pois governava duas províncias separadas entre si.

Uma prenda para as classificadas

Ora bem, como João Baptista pregava e baptizava na província de Pereia, é lógico pensar que os soldados de Antipas, quando o prenderam, conduziram-no para a fortaleza de Maqueronte, que ficava na província de Pereia. O qual, uma vez mais, vem dar razão a FLÁVIO JOSEFO.
Mas, não é possível que a festa se tenha celebrado na Galileia (como diz Marcos), e que dali Antipas tenha ordenado que matassem o Baptista em Maqueronte (como diz Josefo)? Segundo o evangelho, tal não é possível, uma vez que a prisão e a festa parecem encontrar-se no mesmo lugar. Pois vemos que a jovem, mal acabou de bailar, pede ao tetrarca que lhe tragam “agora mesmo” a cabeça de João Baptista; e ela espera que o verdugo vá, execute a ordem, e volte. Ora Maqueronte está a 175 quilómetros de Tiberíades! Quantos dias não teria que esperar a filha de Herodíade, até que lhe trouxessem a sua prenda macabra?
Também aqui, pois, Marcos deu uma informação histórica inexacta. Mas, não é que o evangelista se engane. Não; ele não pro-curou a precisão histórica no seu relato, mas a mensagem teológica. E por isso, situa de propósito a morte de João na Galileia, a região onde Jesus vivia e pregava: para mostrar que o martírio do Baptista já ia pressagiando o trágico fim de Jesus da Galileia.

Outra rainha, outros tempos

João, pois, não foi preso por ofensas morais, mas por questões políticas; e não morreu na Galileia, mas em Pereia. Resta ainda uma perguntamorreu durante um banquete?
O historiador FLÁVIO JOSEFO, a quem seguimos até agora, nem o afirma, nem o nega. Só diz que «foi levado para a fortaleza de Maqueronte, e ali foi executado», sem especificar as circunstâncias. Pôde, pois, ter sido durante um banquete celebrado na fortaleza de Maqueronte. Contudo, muitos biblistas opinam que os pormenores da festa, relatada por MARCOS, não são históricos mas inspirados numa obra do Antigo Testamento: o livro de Ester.
De facto, este escrito conta que um rei organiza um opulento banquete para os nobres, os oficiais e a gente importante do seu reino (Est 1,1-3). E que, ao alegrar-se por causa do vinho, o rei faz vir a rainha à sua presença, para que todos a admirem (Est 1, 9-11). E que, durante o banquete, o rei pergunta à rainha: «Qual é o teu pedido, rainha Ester? Pois ele te será concedido. Que é o que desejas? Mesmo que fosse metade do meu reino, seria satisfeito» (Est 7,2). Tudo como na versão de Marcos. Com uma diferença: enquanto Herodíade pede a morte (de João), a rainha Ester pede a vida (dos judeus do país, que estavam em perigo: Est 7,3-4).
É possível, portanto, que João tenha morrido durante um banquete, como relata MARCOS. Mas os pormenores desse banquete parecem ter uma origem popular e lendária, donde teriam sido recolhidos pelo evangelista. Trata-se de um relato surgido dentre as pessoas, que estavam doridas pela morte do seu querido pregador, e que por meio desse relato tentavam mostrar a diferença entre a rainha Ester (exemplo de mulher judia), e a “rainha” Herodíade (exemplo de mulher perversa e fatal).
Notemos, por exemplo, que Antipas dificilmente teria podido pronunciar a frase «dar-te-ei ainda que seja a metade do meu reino», tal como está no Evangelho, porque não tinha “reino”, mas “tetrarquia”.

Ter medo do povo

Dez anos depois de Marcos, MATEUS escreveu o seu evangelho. Para isso, baseou-se no seu antecessor. Mas, ao relatar a morte de João Baptista, preferiu introduzir-lhe certas alterações. Vejamos o seu relato:
«141Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes,o tetrarca, 2e ele dis-se aos seus cortesãos: “Esse homem é João Baptista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos.” 3De facto, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão,por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe. 4Porque João dizia-lhe:“Não te é lícito possuí-la.” 5Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta.
6Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes, 7pelo que ele se comprometeu,sob juramento, a dar-lhe o que ela lhe pedisse. 8Induzida pela mãe, respondeu: “Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista.” 9O rei ficou triste, mas, devido ao juramen-to e aos convidados, ordenou quelha trouxessem 10e mandou decapitar João Baptista na prisão. 11 Trouxeram,num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe.12Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois,foram dar a notícia a Jesus» (Mt 14,1-12).
Quais as alterações de MATEUS, ao texto de Marcos?
» Antes de mais, não lhe pareceu lógico uma pessoa tão imoral como Antipas poder sentir respeito por João, nem ter qualquer tipo de conversa com ele. Por isso, em vez de dizer, como Marcos, que Antipas não o matava porque o admirava, diz que «teve medo do povo, que o considerava um profeta» (v. 5).
» Também elimina a consulta que a bailarina vai fazer à sua mãe. Segundo este evangelista, quando o tetrarca pergunta à jovem o que queria, ela, «induzida pela mãe, respondeu…». Como se mãe e filha já tivessem acordado, previamente, pedir o tétrico presente.
» Enfim, acrescentou no fim do seu relato que os discípulos de João, após terem enterrado o cadáver, «foram dar a notícia a Jesus». Deste modo, quis sublinhar o entendimento e as boas relações existentes entre João e Jesus, e entre os seus discípulos e Jesus.

Saber perder a cabeça

Conta uma lenda que, quando a perversa Herodíade teve nas suas mãos a cabeça de João, não pôde conter a satisfação, e, com um alfinete de ouro, atravessou a língua daquele que se tinha atrevido a denunciar publicamente a sua imoralidade. A lenda mostra até que ponto a tradição posterior continuou assanhada com Herodíade.
Fosse qual fosse o motivo da morte do Baptista, MARCOS incluiu-a no seu evangelho com uma clara intenção: mostrar que João não somente preparou os caminhos de Jesus, mas também preparou o seu desenlace; que a morte de João, aparentemente sem sentido, teve um significado importante: preparar a morte de Jesus. Por isso Marcos a conta antes de Jesus anunciar pela primeira vez a sua futura paixão.
O austero profeta precursor, mais que «uma voz que grita», como ele próprio se definiu (Jo 1,23), tinha sido um trovão que retumbou, com estridência, perante a corrupção do tetrarca que manejava o poder arbitrariamente, sem se importar com o sofrimento das pessoas nem as dores do povo humilde. Por isso perdeu a cabeça: por denunciar as injustiças.
Hoje, quando tantas pessoas “perdem a cabeça” por tontarias, o exemplo do Baptista ensina-nos que é possível perdê-la por coisas mais importantes.
Tradução: Lopes Morgado

Aledá





Salve Deus!
Meus irmãos e minhas irmãs.
Mais um texto doutrinário, hoje sobre o Aledá. O Aledá no templo (onde fica?), o Aledá em nossa casa (Como fazer e para que serve?), o Aledá no nosso coração (Como o realizar?). Neste texto todas as vossas duvidas serão dissipadas se é que existem.


ALEDÁ NO TEMPLO
        O Aledá, no Templo, é a parte posterior da Pira, onde mestres e ninfas fazem entrega das forças por eles trazidas da Estrela Candente e do Quadrante, e é onde Pai Seta Branca incorpora para dar sua bênção. Ali fica o comando do trabalho do Leito Magnético. Também é no Aledá que se fazem outras consagrações, tais como Elevação de Espadas e de Centúria e os Casamentos. O cortejo da Cruz do Caminho por ali passa, e a Divina é coberta com o véu e recebe as atacas, passando a receber a projeção de Mãe Yemanjá.
        É, também, Aledá um ponto de concentração e cruzamento de forças, onde o Jaguar manipula as energias de que dispõe, e corresponde a um altar. No Aledá o Jaguar recebe as  forças de seu Povo, de seu Ministro, de sua Princesa, de seu Cavaleiro e, se for  uma ninfa, de sua Guia Missionária e de sua falange missionária.
        No Aledá foram feitos os velórios de Tia Neiva (14 e 15 de novembro de 1985) e do Trino Arakém, Mestre Nestor (2 e 3 de outubro de 2004).
        O Aledá é o ponto de encontro com a Espiritualidade, como se transmitisse, para si e para o seu lar, o poder de uma cassandra. Pela sintonia e harmonia, o Jaguar forma o seu Aledá emitindo, nos horários precisos - 12, 15 e 18 horas:
        “O SENHOR TEM O SEU TEMPLO EM MEU ÍNTIMO! NENHUM PODER É DEMASIADO AO PODER DINÂMICO DO MEU ESPÍRITO! O AMOR E A CHAMA BRANCA DA VIDA RESIDEM EM MIM!”
        Aplicando esta chave, recebe toda a energia que merece, projetada pela Amacê da Estrela Candente, mantendo-o como um Sétimo do Reino Central.
        Para o Aledá em seu lar, deve escolher local tranquilo, fora de um dormitório, onde o mestre ou a ninfa possa se concentrar e trabalhar quando necessário.
        Pela grande concentração de forças que pode alcançar em seu Aledá, o Jaguar pode fazer manipulações de energia em seu próprio benefício ou de irmãos encarnados ou desencarnados, inclusive fluidificar a água, o 3º Sétimo.
        Todavia, o primeiro e principal Aledá deve ser erguido no coração do Jaguar, com amor, humildade e conduta doutrinária, para que possa ter condições de manipular eficazmente todo o poderoso feixe de energias que a Espiritualidade coloca a seu dispor, para atender na Lei do Auxílio.
        No Aledá pode-se fazer o ponto de força conforme explicação de Koatay 108 “Ponha uma toalha branca em uma mesa, acenda uma vela, ponha um copo de água, seu talismã, sua cruz e um pequeno defumador. Faça a Prece de Simiromba, sentindo com amor a presença dos Mentores e, em Jesus, processe a sua cura, a cura desobsessiva.(...) Se coloque neste pequeno ritual e faça sua cura. Se um Preto Velho quiser baixar, poderá fazer o seu Aledá. Agradeça a Deus, com amor!” (Tia Neiva, 13.10.83)
        “Se eu tiver - EU - 7 Raios na Linha de Koatay 108, em minha linha decrescente autorizada, crio, aos poucos, a minha estação, o QUE É MEU, o que cabe, por Deus, aos meus esforços, ao meu amor, ao meu plexo em harmonia. Isto é o meu pequeno ALEDÁ, que servirá aos meus dependentes num mesmo conjunto de forças.
        Um só Aledá, de pequenas estações, na proporção do meu amor e na harmonia dos três reinos de minha natureza, que é o meu SOL INTERIOR. Na conjunção de um Adjunto, vou também emitindo e edificando a minha estação, o meu Aledá.
        Porque - podem perguntar - somente um Adjunto consagrado em seu povo decrescente? Porque somente um povo decrescente consagrado em uma força  poderá emitir a sua energia no que É SEU! Digo, no posto, na legião originalizada, na amplidão do que é seu, o seu Aledá, o seu Terceiro Sétimo.” (Tia Neiva, 9.10.79)

MENSAGENS PARA MÉDIUNS





        Salve Deus!
        Meu irmão minha irmã.
        Um texto sobre a Cassandra, sua lei e o seu poder.

        CASSANDRA ou Estufa é um ponto de captação de energia, dentro do Templo, onde se localiza um ponto de força dos Trinos, dos Adjuntos ou das Falanges Missionárias. Mestres e ninfas podem se sentar e se concentrar na cassandra de seus respectivos Adjuntos.
        Segundo Tia Neiva, os Ministros pediram que ela providenciasse um local para que cada um deles pudesse emitir sua força, uma vez que elas estavam sendo dispersas pela Corrente Mestra. Assim, foram feitas para cada um dos Adjuntos Arcanos, no Templo-Mãe.
        Na cassandra se projeta poderosa energia daquele Ministro de Deus (é o RADAR do Ministro) ou da Princesa da falange missionária, conjugada com Simiromba e Obatalá, que pode ser manipulada, ali sendo mentalizados locais ou pessoas, problemas físicos ou espirituais, para receberem os benefícios daquela energia grandiosa.
        Na cassandra dos Ministros, o mestre e a ninfa, com qualquer indumentária, não só se beneficiam com sua revitalização energética como reforçam a energia que está sendo manipulada no Templo, ficando à mercê das forças do Ministro, de honra e guarda, recebendo a força direta e outros tipos de forças que são distribuídas no Templo e alcançando lugares e pessoas que sejam mentalizados.
        Por isso, não deve haver comunicação, conversas, com quem está na Cassandra. Pode, sim, um Arcano convidar a presença do seu Ministro na sua Cassandra.  Um mestre deve sentar com uma ninfa, mas ao Adjunto Arcano é permitido sentar-se sozinho ou com um convidado, que pode até ser alguém sem uniforme, para receber a emissão da força do Ministro.
        Para as cassandras das missionárias não existe uma lei específica, como para as dos Adjuntos. Para ocupar a cassandra da Falange Missionária a ninfa deve estar exclusivamente com sua indumentária da falange missionária, não sendo permitida sua entrada na cassandra com qualquer outro uniforme, nem mesmo de Prisioneira. Tanto ao entrar como ao sair, a ninfa, de pé, abre seu plexo e emite:
        MEU SENHOR E MEU DEUS!
        A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO!
        Enquanto estiver na cassandra, potente emissor de forças, a ninfa deve se manter em harmonia, tranqüila, não podendo falar nem gesticular. A incorporação é facultativa, quando se tratar de uma Contagem, mas não pode haver incorporação na Cassandra. O Mestre Lua ou a Ninfa Lua, se quiser incorporar, deverá sair da Cassandra, podendo ficar em frente. Ao entrar na cassandra deve pedir ao Recepcionista que evite que pessoas fiquem encostadas na cassandra.   Deve aproveitar para levar aquela força a quem precisar, mentalizando calmamente a quem pretende beneficiar.
        Você já viu o Sol refletindo num espelho e viu que podemos levar seu reflexo onde quer que queiramos pela movimentação do espelho. Na cassandra, sua mente age como espelho, refletindo toda aquela energia poderosa onde quer que a leve pelo poder da sua concentração. Inclusive para você mesma, que pode mentalizar seu corpo ou seus órgãos.
        Embora seja permanente a projeção de forças da cassandra, só se deve ocupá-la quando estiver sendo realizado algum trabalho no Templo. Um momento em que há maior concentração de forças – e que deve ser aproveitado – é quando estão sendo entregues as energias da Estrela Candente, na entrada da Escalada.
        Não se deve encostar e nem se apoiar nas Cassandras, uma vez que existe uma poderosa força sendo emitida, mesmo que ninguém esteja nela, o que pode causar perturbações em que fizer um contato físico com a estrutura da Cassandra.
        CASSANDRA é uma nave espacial etérica que, todos os dias, ao por do Sol, conduz os espíritos que se libertaram da Terra.
        "As cassandras ou estufas são ocupadas pelos Adjuntos. O Adjunto é senhor de sua cassandra e poderá colocar junto a ele quem lhe aprouver. Somente o 7º Raio autorizado poderá sentar-se na sua estufa. O Adjunto poderá sentar com sua escrava, como digo acima, porém um 7º, mesmo autorizado, não poderá sentar com a sua escrava, porque, falando de um 7º, falamos de um comando como o sentimos e as ninfas não são autorizadas, pelo nosso Pai Seta Branca, para comandarem.
        As ninfas do Vale do Amanhecer carregam sua função na linha de "Amor Ternura", que traduzimos a invocação para o complemento de forças nas aberturas.
        As cassandras só serão ocupadas pelos Adjuntos se o seu Mestre estiver no Templo ou em missão direta nos Templos do Amanhecer. O seu 7º, no caso, poderá autorizar o seu 6º Raio para substituí-lo. Outrossim, neste caso, chamamos HONRA E GUARDA. Naturalmente, este turno é demorado, o Mestre viajou, por conseguinte, ele deve mudar, porém, na mesma seqüência do seu 7º, obedecendo à força do seu 7º Raio, que é uma força decrescente.
        Como força decrescente, o 6º Raio poderá sentar-se ao lado de sua escrava. O 6º Raio não se trata de uma força de comando e, sim, Força Giratória. O 7º Raio é força decrescente de comando. Giratória chamamos força em movimento decrescente. (Tia Neiva, 18.2.79)
        “O Quinto Yurê Vancares ou Cautanenses, após receber a instrução de sua Estrela, terá a força necessária e precisa para certos comandos.
        No entanto, um Quinto Yurê ou Mestre Lua não pode sentar sozinho numa Cassandra, porque ele entra nas Sete Linhas de Olorum e vai formando a sua vibração fluídica, podendo, assim, atrapalhar todo o comando de um Trabalho Oficial.” (Tia Neiva, 21.8.83)




        Salve Deus!
        Meus irmãos e minhas irmãs.
        Continuamos divulgando as aulas do Mestre Caldeira. Hoje é a continuação do trabalho de “Mesa Evangélica”.


        Veja bem! Nós, aqui no Amanhecer, temos os três poderes, a integração, a desintegração e a reintegração, nós possuímos dois deles: a integração e a desintegração. A integração está no domínio dos Cavaleiros, dos Ministros, das Entidades de Luz, que os recebem lá na Casas Transitórias, no Canal Vermelho, nos albergues... Aí sim, ele saiu desse plano, porque quando aqui ele está, ele não tem condições de ajudar ninguém, ele não tem condições de sair daqui se não for nessa condição.
        Então, veja bem! Nós temos aqui a Corrente Master do Templo (linha divisória do templo), que passa aqui, ó, isso aqui é a Corrente Mestra, né? Ela divide o Templo em dois, duas forças regem o Templo: Anoday e Anodai. Vocês podem perceber que existe, cada vez que você passa dessa parte do Templo para essa você abre o plexo, você faz uma reverência. Pra quê? Pra que você possa harmonizar o seu plexo, as suas forças com as energias existentes no Templo. Então, veja bem: você é um condutor de energias, você está, você é um, vamos dizer assim, um mini Templo, um Templo em miniatura, um ser humano, num Templo tem energias que se movimentam em grandes proporções, nós somos uma, tanto que na prece do meio-dia você fala: “O Senhor tem o seu Templo em meu íntimo...” Nós somos também um Templo. Agora, as forças que você vai receber no seu interior, nesse Templo que é o seu, o seu corpo, seu espírito, depende da sua sintonia, né? Por isso que as Entidades ficam o tempo todo falando com a gente: “Meu filho, eleve seu padrão vibratório, vamos pensar positivo, eleve seu pensamento a Deus.” Pra quê? Pra que a sua mente possa buscar um plano superior, onde existem as energias positivas, as energias curadoras e as desobsessivas.
        E esses espíritos que aqui passam, eles vivem no plano da Terra, no etérico da Terra, nas faixas que, então, estão com a força da Terra até a primeira, a força da primeira faixa do Canal Vermelho. Esse espaço aqui. Aqui tem sete planos, né? Pois bem.
        Na formação da Mesa nós vamos colocar da seguinte maneira: aqui está o Farol Mestre e o Comandante tá aqui, ele vai formar a Mesa encabeçando Ninfa Lua com Ajanã, um Ajanã... Veja bem: eu tenho aqui um Ajanã e uma Ninfa Lua, são dois poderes do Oráculo de Orolum, veja bem, um representa a força suprema e o outro a força absoluta, direta, isso, por isso que nós temos que colocar sempre, ter a preocupação, os Comandantes, de encabeçar a Mesa com uma Ninfa Lua, um Ajanã, uma Ninfa Lua, um Ajanã. E se não tiver Ajanã para realizar a Mesa? Tudo bem, coloca Ninfas Luas, não tem problema, mas se tiver vamos fazer dessa forma. Pois bem. Aqui na base da mesma forma.
        Existe uma, um costume que já tem, já virou lei praticamente, aqui na base eles colocam cinco, na contagem das vezes colocam cinco médiuns de incorporação, tem quatro Ninfas Luas e um Ajanã, a maioria dos Mestres coloca o Ajanã aqui no meio das Ninfas, quer dizer, das quatro Ninfas, aqui, bem no centro. O correto é colocar a Ninfa aqui e o Ajanã aqui, ó, ao Farol aqui, ó, Doutrinador, se tiver mais uma cê coloca aqui, ó, a Ninfa Lua aqui e o Ajanã aqui. Perfeito? Pois bem.
        O Comandante abre a Mesa, se harmoniza, nós entramos em sintonia com ele, a partir de então, que ele dá por aberto o trabalho, os nossos irmãozinhos começam a se manifestar aqui. Tia dizia que não é necessário uma doutrina muito longa, porque a movimentação do nosso magnético, era, embora por pouco tempo, era muito poderosa, muito densa, dava pra fazer uma doutrina breve, sem muita extensão e a entrega, ele recebe tudo que ele precisa e é encaminhado desse plano para o outro, aí sim, ele vai sair dessa faixa de sofrimento.
        Vejam bem os senhores que o espírito desencarnado, não vê a luz do sol, ele sente frio, ele sente fome, ele sente saudade, ele sente saudade da família e é aquela situação que ele não realiza porque ele não consegue encontrar, as pessoas, nós não conseguimos vê-los.
        O Comandante abre a Mesa e começa a passarem os espíritos aqui, nós, Doutrinadores, vamos circular no sentido dos ponteiros do relógio na Mesa, no sentido da Corrente Mestra, no sentido horário, limpando os Faróis aqui a cada vez que passa, certo? Até um tempo atrás se colocava Ninfa Sol no Farol, mas, isso quando o número de Doutrinadores era pequeno, mas hoje isso não é mais necessário, a Ninfa é amor e ternura, este trabalho mais pesado é pra nós, Doutrinadores, tá certo?
        Então, os Doutrinadores vão circular nesse sentido aqui, ó, no sentido horário, fazendo a limpeza dos Faróis, não há necessidade de fazer fila pra limpar ao Farol, o objetivo é limpar o Farol Mestre, o Farol que está aqui, o Mestre Doutrinador que está aqui sentado, se já tiver alguém aqui fazendo a limpeza e mais um esperando, você pode passar, agora se você está passando aqui e não tem ninguém, é obrigação sua parar e fazer a limpeza, porque este Doutrinador aqui, ele é uma espécie de catalisador.
        Veja bem: aqui nós estamos manipulando correntes negativas, porque que tem que ter um Doutrinador aqui, outro aqui, outro aqui? Para interromper o ciclo da corrente que chega até aqui, ó. Se tirar os Doutrinadores daqui aí vira terreiro, é o que se faz lá na, Salve Deus, né? Em vez de importar corrente e manipular nós vamos multiplicá-la e nosso objetivo aqui não é esse, é trazer a força necessária para elevar esses que aqui passam.
        Todos os dias, todos os dias, tem alguém, um Jaguar ou alguém que conhece o Amanhecer, passando por uma dificuldade em algum lugar, ele vibra, pede a Deus, fica vibrando em Pai Seta Branca, em Jesus e essa classe extensa de mentores vão lá, pegam aquele espírito e traz pra cá, aqui ele passa.
        Veja bem: toda vez que a Mesa Evangélica é aberta os planos espirituais formam uma outra Mesa etérica acima dessa aqui, eu vou pontilhar aqui pra detalhar, aqui também tem um Farol, uma Entidade de luz que fica aqui, ó, é uma cópia dessa, física, dessa Mesa física. Os Regentes dessa Mesa aqui, na Corrente Indiana do Espaço, é Pai João, Pai Zambô e Zambuzinho, não quer dizer com isso que eles estão lá, os três, na, toda vez eles estão lá, não, tem alguém que o representa, né?
        Interlocutora não identificada: É Pai João, Pai o quê?
        Pai João, Pai Zambô e Zambuzinho, é uma Entidade, Tia dizia que era uma Entidade desse tamanzinho assim, ó, é quem cuida dessa Mesa aqui, ó. Alguém me perguntou um dia se botar o nome naquele caixote ali, o que acontece? Cada vez que você escreve o nome de alguém e coloca naquele caixotinho na Mesa, essas Entidades aqui são responsáveis por dar uma verificada nessa pessoa aqui, eles vão lá realmente, cada vez que você botar o nome lá, eles vão lá, vão olhar e se tiver alguma necessidade eles trazem o espírito e passam aqui.
        Muito bem. O Comandante abre o trabalho, essa Mesa etérica é formada, começa, então, o trabalho de passarem os espíritos, vocês já observaram que fez ali um triângulo de seis pontas, né? O triângulo da evolução e da involução. Na verdade, é só uma representação, o trabalho, ele se faz com que a passagem dos espíritos desse plano para outro os eleva pra Deus, isso é o que? Evolução. Certa feita alguém me perguntou também se é possível alguém, num trabalho como esse, já que ele manipula corrente negativa, alguém pode prejudicar uma outra pessoa vibrando aqui. Isso não é possível. Porquê que não é possível? Eu vou contar uma historinha pra vocês, em uma das nossas encarnações em Katshimoshi, nós tínhamos o poder de, da magia, da magia quando ela vem pura do Céu, como Tia manipulava. Certa feita um grupo, em disputa com o outro, foram medir forças e um ficava vibrando e cortando a força e vibrando no outro. Não precisa dizer que foi um desastre, né? Pois bem.
        Com base nessa nossa história e conhecendo a nossa, a nossa transcendência, Pai Seta Branca tomou todas as providências para que isso não ocorresse novamente. Vocês já ouviram falar que existem duas forças básicas: a força centrífuga e a força centrípeta, não é assim? Pois bem. A Mesa, por ser um trabalho de manipulação de correntes, ela tem força centrípeta, ela puxa da periferia para cá, ela puxa as correntes de fora para dentro para serem manipuladas, ela não faz metáfora, correto? Deu pra entender? Pois bem.
        Os trabalhos iniciáticos têm força positiva, tem força centrífuga e centrípeta, se você tá num trabalho de, iniciático e vai alguém pedir a Deus, aquela força positiva, ela tá saindo lá, o que que tá acontecendo? A força tá saindo daqui pra lá, é força centrífuga. Deu pra entender ou tá muito confuso? Pois bem.
(Continua)
Adjunto Nelon Filho de Devas mestre Jorge Luis