sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Vivências Medíunicas


A Vivência Mediúnica de hoje fala da transição pela qual estamos passando no nosso planeta, principalmente no nosso planeta íntimo.

Propomos reflexões sobre esta expectativa global crescente de mudança, uma expectativa que anseia pelo fim dos tempos antigos, surgindo um tempo de amor.
Uma mudança que nos avisa que está na hora de agir de acordo com esse novo ser, de ancorar a ascensão nas ações, no dia-a-dia. Está na hora de pisarmos firmes no chão e cumprirmos nossas tarefas, sem abrir mão das nossas aspirações espirituais.
Marchemos em direção ao que verdadeiramente somos.
Muita paz.

 


VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (108)

  
Tenho pensado mais amiúde acerca das transformações, que, em ritmo galopante, tem ocorrido em todo o globo terrestre, e partilho com vocês, hoje, as minhas reflexões pessoais, seguidas de fragmentos escolhidos do Evangelho.
Há certa inquietação no ar, que para mim ressoa como uma expectativa global crescente de mudança. Uma boa parte da humanidade aguarda um desfecho, e muitos se colocam como espectadores de um apocalipse global.
O significado deste ápice de eventos sucessivos varia desde a bem-vinda Nova Era até um oposto catastrófico de “fim dos tempos”, sobre o qual comentamos anteriormente neste blog.
Tenho tido alguns momentos assim, como se estivesse numa praia enquanto o mar fica cada vez mais longe, naquele momento que antecede ao tsunami. Mas, pessoalmente, sinto que essa mudança é muito mais interna que externa, e já está em pleno desenvolvimento.
Não são as forças das águas ou as demais forças da natureza que mais incomodam, e sim a revolução no mar interno dos pensamentos, crenças e posicionamentos.
O impacto das mudanças geofísicas não tem sido proporcional às transformações políticas e sociais que sacodem o globo.
É o homem novo, o evolvido como diria Pietro Ubaldi, que chegou para ficar e afirmar-se no orbe terrestre. Traz uma ética humanista baseada em valores universais.
Não dá mais para ficar “em cima do muro”, com pensamentos e frases feitas destituídas de uma lógica cristã, do tipo que “o bem de alguns é o mal de outros”. Tratando-se de bens imateriais, dos tesouros do Espírito, o que é realmente bom e bem para mim, o é para todos, sem exclusivismos ou falácias, dentro da mais límpida lógica Cristã.
Os antigos códigos de conduta esbarram na nova ética, em verdade, uma ética atemporal a cristalizar-se, a Ética Cristã.
A moral ensinada pelo Cristo e por muitos outros Mestres, está a sedimentar-se nas consciências dos homens. Esse é o processo pessoal, do apocalipse interno e intransferível de cada um. Estejamos encarnados ou não, todos nós estamos em processo de mudanças profundas, é o inexorável processo evolutivo em curso.

As filosofias, sistemas sócio-políticos e religiões dogmáticas, baseadas na exclusão e preconceito, comportam-se como pedras duras que teimam em não mover-se à chegada do turbilhão das águas. Aguas que aparam suas arestas e arrastam-nas, até que, como seixos rolados, descansem em outras paragens. Tenho pensado e aparado algumas arestas na tarefa, não muito fácil, da auto lapidação.
Como reflexo externo da demanda interna, pipocam as guerras, guerrilhas e disputas entre o status-quo desvirtuado e normótico, e um novo paradigma global baseado em valores mais equânimes. Os conflitos menores, em termos populacionais, estão no cotidiano, na convivência familiar, nos relacionamentos e no trabalho.

As mudanças assustam aos que teimam em manter velhas posturas. Devemos respeitá-los, porém a nossa livre-escolha passa necessariamente pelo auto respeito e auto amor, pela fidelidade a quem realmente somos.
Não fará bem a ninguém abandonar seu projeto evolutivo porque o outro não quer prosseguir. Liberar-se e seguir servindo de modo consciente ao Senhor real, a quem elegemos como modelo evolutivo, faz parte do projeto.
Muitos sofrem devido a esses confrontos, mas lembro sempre do consolador e do sábio Sermão da Montanha, e do tempo de Paz que já está a vir.
Observo que, junto às trágicas notícias, são inúmeros os textos e postagens na mídia, principalmente na internet, que falam da missão individual e coletiva desse novo homem que emerge, ainda com alguma dificuldade.
É animador que se pense e se fale mais sobre Amor, Fé, Solidariedade, Responsabilidade, Espiritualidade e Religiosidade.  Isso está ocorrendo em todo o planeta, povos e nações de culturas tão diversas convergem e partilham! Todos aspiram à Paz.
Mas, está na hora de agir de acordo com esse novo ser, de ancorar a ascensão nas ações, no dia-a-dia. O evolvido pisa no chão e cumpre suas tarefas, sem abrir mão das suas aspirações.

Sinto que margeamos o “reino do Senhor na Terra”.
Do Livro dos Espíritos, capítulo II, “Meu Reino não é deste mundo”, Pilatos tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe:
- És o rei dos judeus?
– Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.
Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei?
– Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence à verdade escuta a minha voz.
                                                                                 (S. JOÃO, 18:33, 36 e 37.)

Há muitos comentários sobre esse trecho, mas uma parte dessa fala me intriga particularmente: “Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui”.
O “reino ainda” não estava realizado, o que está a ocorrer nesse grande processo de transição.  E a “minha gente”, somos todos nós, que ao abraçarmos seus desígnios, passamos a defendê-lo, apropriando-se da Sua Moral e compartilhando do Seu Amor.
Sem sectarismos, vejo como “judeus” não o povo especificamente, e sim a antigos dogmas e crenças baseadas em poder e deidade humanizada vingadora. Poderiam ser romanos, chineses, brasileiros ou etc...
Esse é o bom combate, e todos fomos convidados para pertencermos ao seu reino, defendendo-o. Toda a humanidade.
Milhares de Espíritos de Luz estão na Terra a nos auxiliar, inspirar, proteger e incentivar. Formam um exercito de Luz, o “povo” do Senhor que está aqui, agora, trabalhando conosco e em nós próprios para consolidar seu reino.
Os Bem-Vindos e os Bem-Aventurados, pois todos nós podemos ser Bem-aventurados, construiremos esse Reino, a princípio dentro de nós mesmos, e depois no externo e no coletivo. O mundo de Paz e Prosperidade já se delineia, à despeito de rasgos de escuridão.

Transição Planetária


Ontem, postamos uma Vivência Mediúnica que tratava do tema transição planetária e a expectativa  que estamos passando na evolução moral do ser humano.

Muito anos atrás, mais precisamente em outubro de 1956, Chico Xavier deu uma entreviste à revista boa vontade, em que já tratava o tema de forma cirúrgica.
Sem qualquer sentimento de alarde, Chico nos lembrou que toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. 
Acompanhem este trecho delicioso da entrevista em que fica claro que os fenômenos renovadores da existência que nos cercam e que têm qualquer coisa sensacional, de surpreendente, tem a mera utilidade de inclinar nossos corações para a humilde, diante da Majestade do Senhor.
Sejamos humildes para o aprendizado.
Uma evolução maravilhosa e inevitável para todos.


CHICO XAVIER FALA SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA


A conversa abaixo foi feita no dia 5 de janeiro de 1954

Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?

Chico Xavier: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.

O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. 

Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.

Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.

Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?

Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. 

Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.

Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.

Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.

Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.

Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.

Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.

Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.

Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.

Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.

Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS.

Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.

*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a “Conexão de Profecias”, de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.

Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. 

Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.

Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.

O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência.

Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho.

Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.

Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.

Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.

E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.

Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.

Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?

Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.

Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?

Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor… 

E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.


domingo, 9 de setembro de 2012

Desejo a você


Existem poemas que demonstram grandiosa beleza e a profunda sensibilidade de seus autores. Dentre eles existe um que temos o prazer de trazer como um Momento de Luz.

Será que somos capazes de saber o que desejarmos para os outros? E para nós mesmos?

Perguntas que começam a ser respondidas no belíssimo vídeo, realizado com base em poema do jornalista Sérgio Jockymann.

Desejamos que todos tenham uma ótima reflexão.

Paz.

DESEJO A VOCÊ




Segue o texto na íntegra:
Existem poemas que demonstram grandiosa beleza e a profunda sensibilidade de seus autores. Dentre eles existe um que diz o seguinte:

Desejo, primeiro, que você ame, e que, amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que, esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo também que tenha amigos, ainda que maus e inconseqüentes. Que sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha adversários. Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se entregue ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor, e é preciso deixar que aconteçam no tempo certo.

Desejo, por sinal, que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. E que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, ainda, que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal porque, assim, você se sentirá bem por pouca coisa.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga Isso é meu, só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que, se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo, por fim, que você, sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

* * *

Muitas vezes, desejamos que a vida seja feita apenas de coisas que nos parecem agradáveis, esquecidos de que são os obstáculos que nos fortalecem e nos fazem evoluir.

São as responsabilidades que nos pesam aos ombros que nos mantêm com os pés no chão, e as forças contrárias servem de testes para nossa resistência.

Assim sendo, só podemos avaliar o valor das circunstâncias pelas lições que nos deixam depois que passam.

Pensemos nisso!
SALVE DEUS