quarta-feira, 11 de março de 2015

As Princesas Doutrinárias


                                                     AS PRINCESAS DOUTRINÁRIAS
As princesas são sete mas as que hoje cumprem missão com os Doutrinadores como suas Mentoras, são as Princesas Jurema, Janaína e Iracema. Os Doutrinadores as conhecem logo no início do curso de desenvolvimento, mas elas já escolheram muito do que imaginam. Elas estão sempre presentes, mas só porque elas têm missão com os Doutrinadores não que dizer que elas nunca estarão com os Aparás. No Brasil Colónia enquanto os conflitos sociais agitavam a superfície dos males da alma e do corpo, o espírito prosseguia tranquilo nas suas tarefas de reajustes. Nesse período surgiu o episódio das Princesas de Mãe Yara, reunidas na Cachoeira do Jaguar. Haviam sete espíritos de mulheres que haviam participado activamente de muitas encarnações dos Jaguares. Numa dessas encarnações, elas haviam morado na cidade de Pompeia, situada no império romano havia sido um balneário, cidade recreio dos ricos romanos e, no período de decadência, se transformado numa cidade cheia de vícios. Um dia, houve uma erupção do vulcão Vesúvio e Pompeia ficou coberta de cinzas envenenadas, letais. As sete moças morreram nessa tragédia e seus espíritos permaneceram no recolhimento e na revolta. Depois disso, elas encarnaram várias vezes, até atingir a evolução, conservando, ainda, os resíduos de seus compromissos, assumidos na vida leviana que haviam tido anteriormente e seis (Jurema e Juremá, Iracema, Jandaia, Janara e Iramar) encarnaram como filhas de escravos e uma (Janaína) numa família de colonizadores portugueses. Mesmo sem se conhecer, pois viviam em fazendas diferentes, elas tinham um traço em comum: não se adaptavam, não aceitavam a sua condição de crioulas escravas. A sétima moça, aquela que havia nascido como branca, também era inconformada com a vida daquele Brasil Colónia e, sempre que podia, procurava a senzala, para conviver com as escravas. Então, tudo começou vibrar quando os dois grandes missionários Pai Zé Pedro e Pai João, resolveram agir no campo vibracional de nossa missão, com este imenso amor ouvindo e sentindo o céu, nos poderes de Vô Agripino que emitia aos mesmos toda luz do Santo Evangelho. Aos 14 anos Pai Zé Pedro e Pai João, que regulavam em idade, vieram no mais triste quadro num navio negreiro para o Brasil. Eram duas personalidades com ideias transcendentais traçadas do céu... Então estes dois espíritos levaram em frente a sua obra: se prepararam nos Planos Espirituais e vieram para a Terra cumprir a sua missão, que seria em nossa última orientação a nova estrada do Jaguar na linha do Amanhecer. Vendidos por navios negreiros no Brasil Colónia se encontraram, pela força do seu compromisso, no Sul da Bahia. Então, juntos desenvolveram as suas faculdades mediúnicas. O senhor de Pai Zé Pedro era um homem muito bondoso, que ouvia o Grande Africano e amava as suas palavras. Chegando a se converter comprou também Pai João, deixando-os fazer na senzala o que lhes aprouvesse. Na época as fugas das senzalas eram a forma que os escravos encontravam de se libertar dos senhores e não foi diferente com as "princesas". Uma a uma, as crioulas foram fugindo de suas senzalas e, orientadas pelo plano espiritual, foram se encontrando numa determinada região. Nesse lugar havia uma cachoeira que escondia um ponto da floresta de difícil acesso, e lá elas estabeleceram seu lar. Pai João e Pai Zé Pedro, com o conhecimento da missão reservada para aqueles espíritos missionários, encobriam, com suas astúcias de velhos escravos, a escalada das crioulas. A branca e loura sinhazinha, estimulada pelos velhos laços espirituais, também buscou a companhia das crioulas. Certo dia, ela apareceu num barco e trouxe consigo uma enorme bagagem de objetos e alimentos. E, assim, a falange ficou completa. A região da cachoeira das crioulas passou a ser um local de encontro de escravos e escravas, que buscavam o lenitivo para sua vida de dores e sofrimentos. Os pretos velhos montavam guarda e usavam todo seu conhecimento da Magia para que os planos tivessem prosseguimento. Os atabaques percutiam nas noites de lua cheia e os escravos dançavam e cantavam. Aos poucos, a energia extra etérica foi se juntando com a força mediúnica e as bases da futura religiosidade foram se firmando. A Magia dos Pretos Velhos produzia os fenómenos de contacto entre os planos. Usando seus conhecimentos das ervas e das resinas, os velhos escravos materializavam espíritos e faziam profecias dos acontecimentos e a cachoeira das crioulas passou a ser um ponto de irradiação de forças espirituais. Tanto os espíritos encarnados como os desencarnados iam se impregnando da Doutrina e formando falanges de futuros trabalhadores na seara do Cristo. Estavam, assim, em 1700 implantadas as raízes do Adjunto de Jurema no Brasil Colónia por aquelas antigas princesas, que se reuniram na Cachoeira do Jaguar a Pai João e a Pai Zé Pedro para delinear todo o sistema do Africanismo que chegaria até nós, na Doutrina do Amanhecer, para formação final do Adjunto de Jurema, na força do Jaguar. Em suas encarnações como escravas, as Princesas realizaram grandes trabalhos. Iramar, por exemplo, ficou famosa como Anastácia, personagem cercada de grandes fenómenos, com sua boca tampada por uma máscara de ferro, que tem muitos devotos em diversas linhas, embora haja muita controvérsia sobre suas obras e até mesmo sobre sua existência, levantadas por correntes contra o Espiritualismo. A manutenção da Unificação - trabalho dos Quadrantes - é realizada diariamente, entre 16 e 16:30h, como consta no Livro de Leis, sendo cada dia da semana dedicado a uma Princesa e a uma Falange do Mestrado.
"Pai João pregava a Doutrina, o amor, aliviando o chicote dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar seu povo nas outras fazendas, onde viviam Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando também com Janaína, pequena sinhazinha que muito amava os Nagôs. Eram jovens, com apenas 18 anos, que sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas e as perseguições e seduções dos seus sinhorzinhos. Era uma desdita o que, naquele tempo, sofriam aquelas escravas missionárias! Porém, na senzala de Pai Zé Pedro, tudo ia muito bem. Vinha gente de longe, e as curas se realizavam com tanto amor que se propagou o Africanismo com a sua presença..." (Tia Neiva, O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar, s/d) de escravos e escravas, que buscavam o lenitivo para sua vida de dores e sofrimentos. Os pretos velhos montavam guarda e usavam todo seu conhecimento da Magia para que os planos tivessem prosseguimento. Os atabaques percutiam nas noites de lua cheia e os escravos dançavam e cantavam. Aos poucos, a energia extra etérica foi se juntando com a força mediúnica e as bases da futura religiosidade foram se firmando. A Magia dos Pretos Velhos produzia os fenómenos de contacto entre os planos. Usando seus conhecimentos das ervas e das resinas, os velhos escravos materializavam espíritos e faziam profecias dos acontecimentos e a cachoeira das crioulas passou a ser um ponto de irradiação de forças espirituais. Tanto os espíritos encarnados como os desencarnados iam se impregnando da Doutrina e formando falanges de futuros trabalhadores na seara do Cristo. Estavam, assim, em 1700 implantadas as raízes do Adjunto de Jurema no Brasil Colónia por aquelas antigas princesas, que se reuniram na Cachoeira do Jaguar a Pai João e a Pai Zé Pedro para delinear todo o sistema do Africanismo que chegaria até nós, na Doutrina do Amanhecer, para formação final do Adjunto de Jurema, na força do Jaguar. Em suas encarnações como escravas, as Princesas realizaram grandes trabalhos. Iramar, por exemplo, ficou famosa como Anastácia, personagem cercada de grandes fenómenos, com sua boca tampada por uma máscara de ferro, que tem muitos devotos em diversas linhas, embora haja muita controvérsia sobre suas obras e até mesmo sobre sua existência, levantadas por correntes contra o Espiritualismo. A manutenção da Unificação - trabalho dos Quadrantes - é realizada diariamente, entre 16 e 16:30h, como consta no Livro de Leis, sendo cada dia da semana dedicado a uma Princesa e a uma Falange do Mestrado.
"Pai João pregava a Doutrina, o amor, aliviando o chicote dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar seu povo nas outras fazendas, onde viviam Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando também com Janaína, pequena sinhazinha que muito amava os Nagôs. Eram jovens, com apenas 18 anos, que sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas e as perseguições e seduções dos seus sinhorzinhos. Era uma desdita o que, naquele tempo, sofriam aquelas escravas missionárias! Porém, na senzala de Pai Zé Pedro, tudo ia muito bem. Vinha gente de longe, e as curas se realizavam com tanto amor que se propagou o Africanismo com a sua presença..." (Tia Neiva, O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar, s/d)

O Acordo



O Acordo

Tia Neiva, no início de sua jornada, foi conclamada por Pai Seta Branca, a fazer as pazes com todos que “se diziam seus inimigos”, foi sua primeira grande missão.

Visando proteger seu povo, que ainda seria formado, procurou os “Sete Reis do Submundo” para realizar um pacto de não agressão. Esta passagem nos é relatada em nossa primeira aula de pré-Centúria, porém não é distribuída de forma impressa aos futuros Centuriões. Ela encontra-se transcrita no livro “Minha Vida, Meus Amores”, hoje de difícil acesso.

Para recordar a todos os Centuriões os perigos de quando baixamos nosso padrão vibratório, e o risco que se corre ao romper este “acordo”, transcrevo aqui a passagem.

Kazagrande

Dois anos depois, em princípios de 1960, recebi de Pai Seta Branca a minha primeira missão. Eram seis horas da tarde e eu, mais do que nunca, sentia uma grande saudade. Dessa vez, porém, era algo diferente, mais fino, alguma coisa que eu não conhecia. Fui me sentar no alto do morro, e Pai Seta Branca chegou, começando a me mostrar meu roteiro e por tudo que eu teria que passar na missão, traçando, então, o meu sacerdócio, ao lado de Humarran. Senti forte dor de cabeça e pesada sensação de mal-estar. Quando dei conta de mim, estava diante de um velho oriental, de barba longa e trajando uma vestimenta com capuz e mangas largas, que me disse:

- Salve Deus! De hoje em diante você terá a força de uma raiz!...

A partir de então, tudo ficou difícil. Às 4 horas da tarde eu me sentia como se estivesse com uns 38 graus de febre, com a cabeça rodando, a ponto de não me aguentar de pé. Mas, deitada, as tonteiras se acentuavam e, numa espécie de sonho, sentia que me desprendia do corpo, com perfeita consciência. A cada dia, eu melhorava o meu padrão vibratório, consciente do meu trabalho. Recebi de Pai Seta Branca novas instruções: para entrar no plano iniciático eu teria que fazer as pazes com todos aqueles que se diziam meus inimigos...

Então, já no terceiro ano de conhecimentos ao lado de Humarran, segui até as cavernas, com a missão de pedir paz e amor aos reis dos submundos. Humildemente, me transportava até cada um deles, e lhes pedia que firmássemos um acordo de paz, pois nossa lei não admitia demandas. Fui à presença de sete reis, que me trataram com maior ou menor ferocidade, mas aos quais tratei com amor e muita timidez, recebendo a concordância para o acordo proposto. No caso de Sete Montanhas, recebi até uma grande proposta para ficar em sua corte: ele me compraria de Pai Seta Branca, e eu lhe prometi que cuidaria do assunto. Fiz as minhas negociações e prossegui demonstrando tranquilidade, apesar do meu tremendo pavor...

Era um período em que eu andava sobressaltada. Naquela tarde, o sol não aparecia, tornando tristes os meus pensamentos. Havia muito o que fazer, mas resolvi, por me sentir um pouco sem forças, ir me recostar no meu velho pequizeiro. Adormeci e iniciei um transporte. Entrei em um sumptuoso castelo, onde tudo era luxuoso, e logo fui presa por dois homens grandes, com pequenos chifres, que me seguraram pelos braços e me conduziram à presença de seu poderoso rei: Exu Sete Flechas.

Ele me encarou, zombeteiro, e vociferou:

- Ela é inofensiva! Tragam-na até aqui! Já tenho conhecimento de seus contactos.

Eu me aproximei e ele me falou:

- Sua pretensão é muito grande em querer fazer um acordo comigo, pois não tem sequer um povo para defender!

- Vou levantar um poder iniciático – respondi, temerosa – e só quero fazer isso após firmarmos um acordo, para que seu povo não penetre em minha área.

- Já sei muito sobre suas intenções! – disse ele – Eu me comprometo a não penetrar em sua área, mas, antes, vou fazer um teste com você, para lhe fazer sentir a minha força.

- Salve Deus! – eu só murmurei.

- Quero ver o tipo de protecção que você tem. – voltou ele – Quero ver se ela vai livrá-la de mim! Amanhã, às três horas da tarde, vou arrancar todo o telhado de sua casa. Quero testar a sua força...

Voltei ao meu corpo, sentindo o sabor desagradável daquela viagem.

Entretanto, a ameaça não se concretizou.

Tornei a voltar onde ele estava, porém em outro local, em outro salão. Ele fez o acordo, e jurou que, em verdade, jamais tocaria em meus filhos – os Doutrinadores. Mas afirmou que só se realizaria quando dividisse sua força comigo, e reforçou sua ameaça anterior.

Três anos se passaram, e nada aconteceu. Até que um dia – eu já estava em Taguatinga – tive a sensação de perigo e me decidi a ir falar com ele. Pela terceira vez, ali estava eu, diante dele, que me recebeu com risos e deboches, e me afirmou que, às três horas daquela tarde, arrancaria o telhado de minha casa.

Desafiadora, pensei:

- Ora, não tenho o que temer! Se ele, até hoje, não arrancou o telhado de minha casa, não arrancará mais.

Voltei, confiante, ao meu corpo.

Por volta de duas horas da tarde, uma velha me procurou, pessoa dessas que vivem fazendo suas cobrancinhas, e começou sua obra:

- Oh, irmã Neiva, como vai? Eu precisava tanto falar com você! Mas, dizem, e estou vendo que é verdade, que você não fala com os pobres...

Eu fiquei possessa com a velha, por sua ousadia em me falar daquela forma, e, assim, baixei minha vibração! Foi o suficiente: ouvimos o estrondo do telhado e foi tudo pelo ar!

Pensei:

- Neiva, fracassastes depois de tantas instruções!...

Voltei há três anos, e entendi que aquilo era mais uma experiência. Salve Deus! Ficara decepcionada com o Exu Sete Flechas e estava sempre preparada para seu ataque, mas falhara. Passei, então, a fazer uma preparação, quase um ritual, para entrar em uma caverna. Tia Neiva em “Minha Vida, Meus Amores”

Ainda dentro deste tema podemos encontrar outras passagens:

A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação.

Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nómadas e sem protectores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.

Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.

Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em acção. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus.Tia Neiva em “Manoel Truncado”

Como você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos. As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda!Mestre Amanto, sem data

Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!

Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores.

Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, excepto no âmbito da Doutrina.Tia Neiva,em 07 de maio de 1974

Ora, um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai de família que desencarnou normalmente. O que os torna diferentes no mundo dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de posição.

Desencarnam irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na manipulação de forças.

Não existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as controla.

Depende do plano de trabalho, da camada onde eles operam. Geralmente, esses espíritos não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral. A não ser aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias – às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade.Tia Neiva em “Sob os Olhos da Clarividente”

domingo, 8 de março de 2015

Aprende a ser el conductor consciente de tu vida

Vale do Amanhecer - Mantras Instrumentais Vol. 01

A Cura Desobsessiva



Mas afinal o quê é a Cura Desobsessiva que tanto falamos deste o início de nosso Desenvolvimento?

Costuma-se dizer que todos os Trabalhos do Vale do Amanhecer são voltados para a Cura Desobsessiva, mas por quê?

Vemos acontecer curas físicas em nossos Templos. Houve uma época em que atrás do Randy, entre a mureta de entrada e a que separava a área do trabalho, ficavam depositadas cadeiras de rodas e muletas. Muitas deixadas por pacientes que já não necessitariam mais delas (outras para uso dos que delas necessitassem, facilitando sua locomoção no Templo). Dessa forma se pode acreditar que a Cura Física também seria operada... Mas será isso mesmo?

Vamos então compreender o quê realmente se passa nos Trabalhos, para que a resposta naturalmente nos alcance.

Ao chegar nos Tronos o paciente é recebido pelo Doutrinador e pela Entidade de Luz. A Entidade avalia o quadro espiritual do paciente. Não importa se ele vai contar sua vida e os seus dramas pessoais. Sobre este aspecto a Entidade no máximo emite suas mensagens de amor e acolhimento, sem jamais interferir no carma da pessoa. O trabalho fundamental do Preto Velho é avaliar o quadro espiritual!

O Preto Velho verifica qual faixa cármica que a pessoa atravessa, quais os cobradores que foram trazidos e quais os que estão em condições de fazerem suas passagens, de acordo com a sintonia do Doutrinador. Vejam também porque é importante que o Doutrinador esteja em total sintonia com o trabalho: se ele não estiver bem e atento, aquela oportunidade pode ser perdida, sem que possamos avaliar o quanto foi investido para que aquele paciente e seus cobradores chegassem até ali.

Diante do quadro apresentando, a Entidade vai limpando a aura do paciente. Tirando suas impregnações provenientes de diversas origens (dos lugares por onde passa ou freqüenta, dos obsessores, das vibrações emitidas por quem convive, etc.).

Em determinado momento, enquanto o mentor do paciente negocia com os cobradores, a passagem é permitida, e de acordo com a sintonia do par e o merecimento do paciente, o irmãozinho pode ser encaminhado. Nem todos são, mas consideremos neste caso que sim, o irmãozinho foi encaminhado.

A conversa entre a Entidade e o paciente proporciona a troca de energias, que vai revigorando sua aura. Com o padrão em alta, após o atendimento, e ainda por cima, após a passagem de algum irmãozinho que o acompanhava, o paciente sai naturalmente melhor e pode ser que a Entidade ainda considere propício que passe em outros trabalhos.

Sendo encaminhado para a Cura, poderá receber o reequilíbrio energético de sua aura. Seus chakras são realinhados e havendo algum elítrio, deslocado de sua posição original de cobrança, será também recolocado em seu devido lugar, e, quem sabe, iniciado o processo de libertação que poderá ser concluído na Junção.

Este deslocamento a que me referi, da posição do elítrio, pode ocorrer em função da freqüência em outras correntes. Uma pessoa que passa por diversos tipos de cultos e rituais, pode acabar mudando a posição original de um elítrio.
Ainda em nosso paciente imaginário... O paciente passou pela Cura, recebeu o reequilíbrio de seu perispírito e tendo um elítrio, ele passou a ser trabalhado.

Supomos que ele foi ainda encaminhado para a Junção. Neste trabalho é que efetivamente ele terá a oportunidade de libertar aquele elítrio! Os mantras luminosos que ali se emitem, em conjunto com a seqüência perfeita de passes do Doutrinador, permitem esta libertação, de acordo com o merecimento do paciente.

O paciente sai da Junção “nas nuvens”... Nem sente o cansaço! Está notadamente melhor. Se ele ainda foi recomendado a passar na Indução, vai receber ali mais uma grandeza. Na Indução é possível “romper as correntes”. Uma corrente é formada pela emissão contínua de energia direcionada, consciente ou inconscientemente. As correntes atrapalham principalmente a vida material da pessoa.

Assim, o paciente recomendado a “todos os trabalhos”, ainda passa na Linha de Passes para retirar alguma impregnação resistente ou mesmo alguma força esparsa que o possa ter atingido durante seu trânsito pelo Templo.

Visualizamos este rápido roteiro para compreender que ao passar pelas Entidades nos Tronos o paciente pode receber uma libertação, na Cura é reequilibrado, na Junção uma libertação de maior porte ainda pode ocorrer, na Indução é libertado das correntes e por fim na Linha de Passes sai “zero kilômetro” para levar sua vida. Isso é, claro de acordo com seu merecimento e principalmente seguindo rigorosamente a orientação dos Pretos Velhos nos Tronos.

Caso o paciente tenha chegado com uma doença física, provocada pela triste situação que seu quadro espiritual apresentava, obviamente vai sair curado! Curado fisicamente também! Porém a maioria das vezes, o quadro espiritual apenas mascara a condição física. E ao passar pelos trabalhos, seguindo a recomendação de procurar novamente o “Médico da Terra”, este, por sua vez, irá cumprir seu papel encontrando a causa física da doença que tanto procurava antes e nada via.

A recomendação de outros trabalhos, como o Randy, por exemplo é dada em caso específicos e mesmo sendo mais complexo o seu funcionamento, a finalidade também é a mesma : a cura desobsessiva, a libertação espiritual e o encaminhamento dos irmãozinhos.

Somente uma Entidade de Luz pode avaliar o quadro do paciente, e somente nos Tronos é que se pode obter a recomendação de passar nos outros trabalhos (exceto a passagem pela linha de passes que é livre). Muitas vezes um paciente é recomendado a passar pela Cura, e encontrando a fila muito extensa resolve deixar para passar em outro dia. Salve Deus! Sua aura foi preparada para aquele dia, e a recomendação só vale para aquele momento específico avaliado pelo Preto Velho. Outro dia, só com outra passagem pelos Tronos e muitas vezes não receberá a mesma recomendação por uma condição diversa de sua aura e padrão vibratório.

Creio que assim podemos enfim compreender corretamente o quê é Cura Desobsessiva.

Kazagrande

Escolhendo o Preto Velho


Quando um paciente (seja médium – não nos cabe julgar – está sem uniforme é paciente) ou não, ingressa em uma fila de atendimento dos Tronos, todo um preparo espiritual para aquele atendimento se inicia.

Uma verdadeira Contagem de forças é realizada para que o paciente passe com a Entidade que esteja dentro da seqüência de trabalhos que ele necessita para aquele dia. Já repararam como o término de um atendimento é diferente? Como em algumas situações a Entidade se estende com um assunto simples e outras rapidamente encaminha o paciente para outro setor, mesmo parecendo casos “idênticos”? Pois é... Nós não vemos, o Apará normalmente não sabe, mas está ocorrendo uma Contagem para que determinado paciente passe com a Entidade que a ele foi designada naquele dia.

Quando o paciente “rompe” esta Contagem, escolhendo a Entidade, ou melhor dizendo, o Apará com o qual deseja passar, ele está saindo de todo um preparo que estava sendo realizado desde o momento em que decidiu ir ao Templo.

Infelizmente situações como estas são comuns, e se passam exclusivamente pela falta de esclarecimento. Todas as Entidades que se manifestam nos Tronos, para o atendimento e comunicação, são Entidades de Luz! Não é um supermercado onde se escolhe pela “marca do produto”. A afinidade com o Apará não pode ser considerada como fator confiabilidade, pois quem atende é a Entidade e esta pode estar no “mais perfumado” ou no médium de uniforme mais surrado.

Um paciente “novato” pode querer consultar com a Entidade seu conhecido, do médium que o trouxe até o Templo, mas isso só deve ocorrer naturalmente, se ao chegar sua vez de ser atendido, seja encaminhado justamente para este Trono... E creiam, isso se passa com freqüência e naturalidade. Sem forçar, sem criar situações desagradáveis.

Por outro lado, o Comandante escalado para o setor de Tronos deve ser um médium verdadeiramente preparado. Entenda-se preparado como aquele que tem consciência que rege um trabalho de Luz e a Humildade, Amor e Tolerância são os pré-requisitos fundamentais! Além é claro da elegância e o fraterno sorriso acolhedor, característico de quem verdadeiramente abandona a personalidade e trabalha na Individualidade dentro do Templo.

Ao deparar-se com pacientes que desejem “escolher” a Entidade, deve ser firme, esclarecer com educação e tranqüilidade os motivos pelos quais se deve obedecer a Contagem Espiritual que se faz presente nas filas de espera. Porém, face a insistência daqueles que depositam sua fé nas aparências, não deve se desarmonizar e deixar que se coloquem a mercê dos próprios desejos e não dos caminhos traçados pela Espiritualidade... Salve Deus! O livre-arbítrio é soberano.

Mas Mestre, eu não posso escolher o Preto Velho com quem tenho afinidade de passar então?

Salve Deus! Você têm fé? Se tiver fé, saberá que a Espiritualidade lhe encaminhará exatamente para onde seu merecimento e sintonia permitirem!

Kazagrande

Nossa Senhora da Conceção do Apará


Nossa Senhora da Conceção do Apará

É a madrinha e protetora dos médiuns Aparás do Amanhecer. Alma humana que não provém de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda, com a figura do majestoso “O Navio Negreiro”, que, entre mil versos, diz:

(...) Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... Estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Um, de raiva, delira, outro enlouquece...
Outro, que de martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

"Foi então que neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora da Conceição Apará; compadecida, chegava subtil e falava, naquela era sofrida, àqueles que, por Deus, ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor. Apará, Apará! Era como a chamavam. Ela se manifestava entre eles, dando-lhes força, soprando suas feridas. Apará hoje és, na tradição deste exemplo, deste amor. Apará, meu filho, Apará! Não te esqueças de que, outrora, na dor, Nossa Senhora Apará, de poderes infinitos, nunca ensinou a ira, muito menos a vingança ou a riqueza, mas, sim, a humildade, a tolerância e o amor! É tudo, filho querido do meu coração, na tua graça singular. É a história que ficou. Os teus poderes são tudo o que disse este pouco que pude dizer..."

Alma Livre e Evoluída! É o Mestre Apará, que rompe o véu da ciência, dos preconceitos, que transporta o transcendente, perscruta a alma, descreve com clareza e precisão.
Quanto mais simples, mais perfeito exemplo de amor do extra-sensorial; cientista se expande com fenómenos inexplicáveis dos surdos e dos mudos.
É também a dor para os que desejam prova. É mais verdadeiro do que pensamos, pois o mundo é o seu cenário, onde desenrola os dramas da vida e da morte.
Quando desejo explicar na minha Clarividência, surge um foco diferente; é fenómeno especial.

(Tia Neiva, 23-01-1979)