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AS PRINCESAS DOUTRINÁRIAS
As princesas são sete mas as que hoje cumprem missão com os Doutrinadores
como suas Mentoras, são as Princesas Jurema, Janaína e Iracema. Os
Doutrinadores as conhecem logo no início do curso de desenvolvimento, mas
elas já escolheram muito do que imaginam. Elas estão sempre presentes, mas só
porque elas têm missão com os Doutrinadores não que dizer que elas nunca
estarão com os Aparás. No Brasil Colónia enquanto os conflitos sociais
agitavam a superfície dos males da alma e do corpo, o espírito prosseguia
tranquilo nas suas tarefas de reajustes. Nesse período surgiu o episódio das
Princesas de Mãe Yara, reunidas na Cachoeira do Jaguar. Haviam sete espíritos
de mulheres que haviam participado activamente de muitas encarnações dos
Jaguares. Numa dessas encarnações, elas haviam morado na cidade de Pompeia,
situada no império romano havia sido um balneário, cidade recreio dos ricos
romanos e, no período de decadência, se transformado numa cidade cheia de
vícios. Um dia, houve uma erupção do vulcão Vesúvio e Pompeia ficou coberta
de cinzas envenenadas, letais. As sete moças morreram nessa tragédia e seus
espíritos permaneceram no recolhimento e na revolta. Depois disso, elas
encarnaram várias vezes, até atingir a evolução, conservando, ainda, os
resíduos de seus compromissos, assumidos na vida leviana que haviam tido
anteriormente e seis (Jurema e Juremá, Iracema, Jandaia, Janara e Iramar)
encarnaram como filhas de escravos e uma (Janaína) numa família de
colonizadores portugueses. Mesmo sem se conhecer, pois viviam em fazendas
diferentes, elas tinham um traço em comum: não se adaptavam, não aceitavam a
sua condição de crioulas escravas. A sétima moça, aquela que havia nascido
como branca, também era inconformada com a vida daquele Brasil Colónia e,
sempre que podia, procurava a senzala, para conviver com as escravas. Então,
tudo começou vibrar quando os dois grandes missionários Pai Zé Pedro e Pai
João, resolveram agir no campo vibracional de nossa missão, com este imenso
amor ouvindo e sentindo o céu, nos poderes de Vô Agripino que emitia aos
mesmos toda luz do Santo Evangelho. Aos 14 anos Pai Zé Pedro e Pai João, que
regulavam em idade, vieram no mais triste quadro num navio negreiro para o
Brasil. Eram duas personalidades com ideias transcendentais traçadas do
céu... Então estes dois espíritos levaram em frente a sua obra: se prepararam
nos Planos Espirituais e vieram para a Terra cumprir a sua missão, que seria
em nossa última orientação a nova estrada do Jaguar na linha do Amanhecer.
Vendidos por navios negreiros no Brasil Colónia se encontraram, pela força do
seu compromisso, no Sul da Bahia. Então, juntos desenvolveram as suas
faculdades mediúnicas. O senhor de Pai Zé Pedro era um homem muito bondoso,
que ouvia o Grande Africano e amava as suas palavras. Chegando a se converter
comprou também Pai João, deixando-os fazer na senzala o que lhes aprouvesse.
Na época as fugas das senzalas eram a forma que os escravos encontravam de se
libertar dos senhores e não foi diferente com as "princesas". Uma a
uma, as crioulas foram fugindo de suas senzalas e, orientadas pelo plano
espiritual, foram se encontrando numa determinada região. Nesse lugar havia
uma cachoeira que escondia um ponto da floresta de difícil acesso, e lá elas
estabeleceram seu lar. Pai João e Pai Zé Pedro, com o conhecimento da missão
reservada para aqueles espíritos missionários, encobriam, com suas astúcias
de velhos escravos, a escalada das crioulas. A branca e loura sinhazinha,
estimulada pelos velhos laços espirituais, também buscou a companhia das
crioulas. Certo dia, ela apareceu num barco e trouxe consigo uma enorme
bagagem de objetos e alimentos. E, assim, a falange ficou completa. A região
da cachoeira das crioulas passou a ser um local de encontro de escravos e
escravas, que buscavam o lenitivo para sua vida de dores e sofrimentos. Os
pretos velhos montavam guarda e usavam todo seu conhecimento da Magia para
que os planos tivessem prosseguimento. Os atabaques percutiam nas noites de
lua cheia e os escravos dançavam e cantavam. Aos poucos, a energia extra
etérica foi se juntando com a força mediúnica e as bases da futura
religiosidade foram se firmando. A Magia dos Pretos Velhos produzia os
fenómenos de contacto entre os planos. Usando seus conhecimentos das ervas e
das resinas, os velhos escravos materializavam espíritos e faziam profecias
dos acontecimentos e a cachoeira das crioulas passou a ser um ponto de
irradiação de forças espirituais. Tanto os espíritos encarnados como os
desencarnados iam se impregnando da Doutrina e formando falanges de futuros
trabalhadores na seara do Cristo. Estavam, assim, em 1700 implantadas as
raízes do Adjunto de Jurema no Brasil Colónia por aquelas antigas princesas,
que se reuniram na Cachoeira do Jaguar a Pai João e a Pai Zé Pedro para
delinear todo o sistema do Africanismo que chegaria até nós, na Doutrina do
Amanhecer, para formação final do Adjunto de Jurema, na força do Jaguar. Em
suas encarnações como escravas, as Princesas realizaram grandes trabalhos.
Iramar, por exemplo, ficou famosa como Anastácia, personagem cercada de
grandes fenómenos, com sua boca tampada por uma máscara de ferro, que tem
muitos devotos em diversas linhas, embora haja muita controvérsia sobre suas
obras e até mesmo sobre sua existência, levantadas por correntes contra o
Espiritualismo. A manutenção da Unificação - trabalho dos Quadrantes - é
realizada diariamente, entre 16 e 16:30h, como consta no Livro de Leis, sendo
cada dia da semana dedicado a uma Princesa e a uma Falange do Mestrado.
"Pai João pregava a Doutrina, o amor, aliviando o chicote dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar seu povo nas outras fazendas, onde viviam Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando também com Janaína, pequena sinhazinha que muito amava os Nagôs. Eram jovens, com apenas 18 anos, que sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas e as perseguições e seduções dos seus sinhorzinhos. Era uma desdita o que, naquele tempo, sofriam aquelas escravas missionárias! Porém, na senzala de Pai Zé Pedro, tudo ia muito bem. Vinha gente de longe, e as curas se realizavam com tanto amor que se propagou o Africanismo com a sua presença..." (Tia Neiva, O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar, s/d) de escravos e escravas, que buscavam o lenitivo para sua vida de dores e sofrimentos. Os pretos velhos montavam guarda e usavam todo seu conhecimento da Magia para que os planos tivessem prosseguimento. Os atabaques percutiam nas noites de lua cheia e os escravos dançavam e cantavam. Aos poucos, a energia extra etérica foi se juntando com a força mediúnica e as bases da futura religiosidade foram se firmando. A Magia dos Pretos Velhos produzia os fenómenos de contacto entre os planos. Usando seus conhecimentos das ervas e das resinas, os velhos escravos materializavam espíritos e faziam profecias dos acontecimentos e a cachoeira das crioulas passou a ser um ponto de irradiação de forças espirituais. Tanto os espíritos encarnados como os desencarnados iam se impregnando da Doutrina e formando falanges de futuros trabalhadores na seara do Cristo. Estavam, assim, em 1700 implantadas as raízes do Adjunto de Jurema no Brasil Colónia por aquelas antigas princesas, que se reuniram na Cachoeira do Jaguar a Pai João e a Pai Zé Pedro para delinear todo o sistema do Africanismo que chegaria até nós, na Doutrina do Amanhecer, para formação final do Adjunto de Jurema, na força do Jaguar. Em suas encarnações como escravas, as Princesas realizaram grandes trabalhos. Iramar, por exemplo, ficou famosa como Anastácia, personagem cercada de grandes fenómenos, com sua boca tampada por uma máscara de ferro, que tem muitos devotos em diversas linhas, embora haja muita controvérsia sobre suas obras e até mesmo sobre sua existência, levantadas por correntes contra o Espiritualismo. A manutenção da Unificação - trabalho dos Quadrantes - é realizada diariamente, entre 16 e 16:30h, como consta no Livro de Leis, sendo cada dia da semana dedicado a uma Princesa e a uma Falange do Mestrado. "Pai João pregava a Doutrina, o amor, aliviando o chicote dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar seu povo nas outras fazendas, onde viviam Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando também com Janaína, pequena sinhazinha que muito amava os Nagôs. Eram jovens, com apenas 18 anos, que sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas e as perseguições e seduções dos seus sinhorzinhos. Era uma desdita o que, naquele tempo, sofriam aquelas escravas missionárias! Porém, na senzala de Pai Zé Pedro, tudo ia muito bem. Vinha gente de longe, e as curas se realizavam com tanto amor que se propagou o Africanismo com a sua presença..." (Tia Neiva, O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar, s/d) |
SALVE DEUS! FAÇAM O FAVOR DE SEREM FELIZES. COMAM E BEBAM; A MESA ESTÁ POSTA! SALVE DEUS
quarta-feira, 11 de março de 2015
As Princesas Doutrinárias
O Acordo
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O Acordo
Tia
Neiva, no início de sua jornada, foi conclamada por Pai Seta Branca, a fazer
as pazes com todos que “se diziam seus inimigos”, foi sua primeira grande
missão.
Visando
proteger seu povo, que ainda seria formado, procurou os “Sete Reis do
Submundo” para realizar um pacto de não agressão. Esta passagem nos é
relatada em nossa primeira aula de pré-Centúria, porém não é distribuída de
forma impressa aos futuros Centuriões. Ela encontra-se transcrita no livro
“Minha Vida, Meus Amores”, hoje de difícil acesso.
Para
recordar a todos os Centuriões os perigos de quando baixamos nosso padrão
vibratório, e o risco que se corre ao romper este “acordo”, transcrevo aqui a
passagem.
Kazagrande
Dois
anos depois, em princípios de 1960, recebi de Pai Seta Branca a minha
primeira missão. Eram seis horas da tarde e eu, mais do que nunca, sentia uma
grande saudade. Dessa vez, porém, era algo diferente, mais fino, alguma coisa
que eu não conhecia. Fui me sentar no alto do morro, e Pai Seta Branca
chegou, começando a me mostrar meu roteiro e por tudo que eu teria que passar
na missão, traçando, então, o meu sacerdócio, ao lado de Humarran. Senti
forte dor de cabeça e pesada sensação de mal-estar. Quando dei conta de mim,
estava diante de um velho oriental, de barba longa e trajando uma vestimenta
com capuz e mangas largas, que me disse:
-
Salve Deus! De hoje em diante você terá a força de uma raiz!...
A
partir de então, tudo ficou difícil. Às 4 horas da tarde eu me sentia como se
estivesse com uns 38 graus de febre, com a cabeça rodando, a ponto de não me
aguentar de pé. Mas, deitada, as tonteiras se acentuavam e, numa espécie de
sonho, sentia que me desprendia do corpo, com perfeita consciência. A cada
dia, eu melhorava o meu padrão vibratório, consciente do meu trabalho. Recebi
de Pai Seta Branca novas instruções: para entrar no plano iniciático eu teria
que fazer as pazes com todos aqueles que se diziam meus inimigos...
Então,
já no terceiro ano de conhecimentos ao lado de Humarran, segui até as
cavernas, com a missão de pedir paz e amor aos reis dos submundos.
Humildemente, me transportava até cada um deles, e lhes pedia que firmássemos
um acordo de paz, pois nossa lei não admitia demandas. Fui à presença de sete
reis, que me trataram com maior ou menor ferocidade, mas aos quais tratei com
amor e muita timidez, recebendo a concordância para o acordo proposto. No
caso de Sete Montanhas, recebi até uma grande proposta para ficar em sua
corte: ele me compraria de Pai Seta Branca, e eu lhe prometi que cuidaria do
assunto. Fiz as minhas negociações e prossegui demonstrando tranquilidade,
apesar do meu tremendo pavor...
Era
um período em que eu andava sobressaltada. Naquela tarde, o sol não aparecia,
tornando tristes os meus pensamentos. Havia muito o que fazer, mas resolvi,
por me sentir um pouco sem forças, ir me recostar no meu velho pequizeiro.
Adormeci e iniciei um transporte. Entrei em um sumptuoso castelo, onde tudo
era luxuoso, e logo fui presa por dois homens grandes, com pequenos chifres,
que me seguraram pelos braços e me conduziram à presença de seu poderoso rei:
Exu Sete Flechas.
Ele
me encarou, zombeteiro, e vociferou:
- Ela
é inofensiva! Tragam-na até aqui! Já tenho conhecimento de seus contactos.
Eu me
aproximei e ele me falou:
- Sua
pretensão é muito grande em querer fazer um acordo comigo, pois não tem
sequer um povo para defender!
- Vou
levantar um poder iniciático – respondi, temerosa – e só quero fazer isso
após firmarmos um acordo, para que seu povo não penetre em minha área.
- Já
sei muito sobre suas intenções! – disse ele – Eu me comprometo a não penetrar
em sua área, mas, antes, vou fazer um teste com você, para lhe fazer sentir a
minha força.
-
Salve Deus! – eu só murmurei.
-
Quero ver o tipo de protecção que você tem. – voltou ele – Quero ver se ela
vai livrá-la de mim! Amanhã, às três horas da tarde, vou arrancar todo o
telhado de sua casa. Quero testar a sua força...
Voltei
ao meu corpo, sentindo o sabor desagradável daquela viagem.
Entretanto,
a ameaça não se concretizou.
Tornei
a voltar onde ele estava, porém em outro local, em outro salão. Ele fez o
acordo, e jurou que, em verdade, jamais tocaria em meus filhos – os
Doutrinadores. Mas afirmou que só se realizaria quando dividisse sua força
comigo, e reforçou sua ameaça anterior.
Três
anos se passaram, e nada aconteceu. Até que um dia – eu já estava em
Taguatinga – tive a sensação de perigo e me decidi a ir falar com ele. Pela
terceira vez, ali estava eu, diante dele, que me recebeu com risos e
deboches, e me afirmou que, às três horas daquela tarde, arrancaria o telhado
de minha casa.
Desafiadora,
pensei:
-
Ora, não tenho o que temer! Se ele, até hoje, não arrancou o telhado de minha
casa, não arrancará mais.
Voltei,
confiante, ao meu corpo.
Por
volta de duas horas da tarde, uma velha me procurou, pessoa dessas que vivem
fazendo suas cobrancinhas, e começou sua obra:
- Oh,
irmã Neiva, como vai? Eu precisava tanto falar com você! Mas, dizem, e estou
vendo que é verdade, que você não fala com os pobres...
Eu
fiquei possessa com a velha, por sua ousadia em me falar daquela forma, e,
assim, baixei minha vibração! Foi o suficiente: ouvimos o estrondo do telhado
e foi tudo pelo ar!
Pensei:
-
Neiva, fracassastes depois de tantas instruções!...
Voltei
há três anos, e entendi que aquilo era mais uma experiência. Salve Deus!
Ficara decepcionada com o Exu Sete Flechas e estava sempre preparada para seu
ataque, mas falhara. Passei, então, a fazer uma preparação, quase um ritual,
para entrar em uma caverna. Tia
Neiva em “Minha Vida, Meus Amores”
Ainda
dentro deste tema podemos encontrar outras passagens:
A Lei
Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo
invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus
membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação.
Suas
falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nómadas e sem
protectores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por
seu livre arbítrio.
Sempre
que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a
oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda
a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua
chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba
por se tornar vítima da Lei Negra.
Existem
uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam
à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim
que os Mentores desistem, eles entram em acção. Aproximam-se do espírito,
seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos
a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se
tornarem exus.Tia Neiva em
“Manoel Truncado”
Como
você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos.
As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os
invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a
ver com a Umbanda!Mestre
Amanto, sem data
Não
há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a
entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não
aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do
Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores,
espíritos doutrinários!
Mesmo
fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus,
etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A
obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o
espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua
entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os
Mentores.
Outros
Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua
irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de
seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e
respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em
condições de dialogar com eles, excepto no âmbito da Doutrina.Tia Neiva,em 07 de maio de 1974
Ora,
um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai
de família que desencarnou normalmente. O que os torna diferentes no mundo
dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de
posição.
Desencarnam
irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do
Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão
pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na
manipulação de forças.
Não
existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que
são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as
controla.
Depende
do plano de trabalho, da camada onde eles operam. Geralmente, esses espíritos
não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície
terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a
Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral. A não ser
aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias –
às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o
magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade.Tia Neiva em “Sob os Olhos da Clarividente”
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domingo, 8 de março de 2015
A Cura Desobsessiva
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Mas afinal o quê é a Cura Desobsessiva
que tanto falamos deste o início de nosso Desenvolvimento?
Costuma-se dizer que todos os Trabalhos
do Vale do Amanhecer são voltados para a Cura Desobsessiva, mas por quê?
Vemos acontecer curas físicas em nossos
Templos. Houve uma época em que atrás do Randy, entre a mureta de entrada e a
que separava a área do trabalho, ficavam depositadas cadeiras de rodas e
muletas. Muitas deixadas por pacientes que já não necessitariam mais delas
(outras para uso dos que delas necessitassem, facilitando sua locomoção no
Templo). Dessa forma se pode acreditar que a Cura Física também seria
operada... Mas será isso mesmo?
Vamos então compreender o quê realmente
se passa nos Trabalhos, para que a resposta naturalmente nos alcance.
Ao chegar nos Tronos o paciente é
recebido pelo Doutrinador e pela Entidade de Luz. A Entidade avalia o quadro
espiritual do paciente. Não importa se ele vai contar sua vida e os seus
dramas pessoais. Sobre este aspecto a Entidade no máximo emite suas mensagens
de amor e acolhimento, sem jamais interferir no carma da pessoa. O trabalho
fundamental do Preto Velho é avaliar o quadro espiritual!
O Preto Velho verifica qual faixa
cármica que a pessoa atravessa, quais os cobradores que foram trazidos e
quais os que estão em condições de fazerem suas passagens, de acordo com a
sintonia do Doutrinador. Vejam também porque é importante que o Doutrinador
esteja em total sintonia com o trabalho: se ele não estiver bem e atento,
aquela oportunidade pode ser perdida, sem que possamos avaliar o quanto foi
investido para que aquele paciente e seus cobradores chegassem até ali.
Diante do quadro apresentando, a
Entidade vai limpando a aura do paciente. Tirando suas impregnações
provenientes de diversas origens (dos lugares por onde passa ou freqüenta,
dos obsessores, das vibrações emitidas por quem convive, etc.).
Em determinado momento, enquanto o
mentor do paciente negocia com os cobradores, a passagem é permitida, e de
acordo com a sintonia do par e o merecimento do paciente, o irmãozinho pode
ser encaminhado. Nem todos são, mas consideremos neste caso que sim, o
irmãozinho foi encaminhado.
A conversa entre a Entidade e o paciente
proporciona a troca de energias, que vai revigorando sua aura. Com o padrão
em alta, após o atendimento, e ainda por cima, após a passagem de algum
irmãozinho que o acompanhava, o paciente sai naturalmente melhor e pode ser
que a Entidade ainda considere propício que passe em outros trabalhos.
Sendo encaminhado para a Cura, poderá
receber o reequilíbrio energético de sua aura. Seus chakras são realinhados e
havendo algum elítrio, deslocado de sua posição original de cobrança, será
também recolocado em seu devido lugar, e, quem sabe, iniciado o processo de
libertação que poderá ser concluído na Junção.
Este deslocamento a que me referi, da
posição do elítrio, pode ocorrer em função da freqüência em outras correntes.
Uma pessoa que passa por diversos tipos de cultos e rituais, pode acabar
mudando a posição original de um elítrio.
Ainda em nosso paciente imaginário... O
paciente passou pela Cura, recebeu o reequilíbrio de seu perispírito e tendo
um elítrio, ele passou a ser trabalhado.
Supomos que ele foi ainda encaminhado
para a Junção. Neste trabalho é que efetivamente ele terá a oportunidade de
libertar aquele elítrio! Os mantras luminosos que ali se emitem, em conjunto
com a seqüência perfeita de passes do Doutrinador, permitem esta libertação,
de acordo com o merecimento do paciente.
O paciente sai da Junção “nas nuvens”...
Nem sente o cansaço! Está notadamente melhor. Se ele ainda foi recomendado a
passar na Indução, vai receber ali mais uma grandeza. Na Indução é possível
“romper as correntes”. Uma corrente é formada pela emissão contínua de
energia direcionada, consciente ou inconscientemente. As correntes atrapalham
principalmente a vida material da pessoa.
Assim, o paciente recomendado a “todos
os trabalhos”, ainda passa na Linha de Passes para retirar alguma impregnação
resistente ou mesmo alguma força esparsa que o possa ter atingido durante seu
trânsito pelo Templo.
Visualizamos este rápido roteiro para
compreender que ao passar pelas Entidades nos Tronos o paciente pode receber
uma libertação, na Cura é reequilibrado, na Junção uma libertação de maior
porte ainda pode ocorrer, na Indução é libertado das correntes e por fim na
Linha de Passes sai “zero kilômetro” para levar sua vida. Isso é, claro de
acordo com seu merecimento e principalmente seguindo rigorosamente a
orientação dos Pretos Velhos nos Tronos.
Caso o paciente tenha chegado com uma
doença física, provocada pela triste situação que seu quadro espiritual
apresentava, obviamente vai sair curado! Curado fisicamente também! Porém a
maioria das vezes, o quadro espiritual apenas mascara a condição física. E ao
passar pelos trabalhos, seguindo a recomendação de procurar novamente o
“Médico da Terra”, este, por sua vez, irá cumprir seu papel encontrando a
causa física da doença que tanto procurava antes e nada via.
A recomendação de outros trabalhos, como
o Randy, por exemplo é dada em caso específicos e mesmo sendo mais complexo o
seu funcionamento, a finalidade também é a mesma : a cura desobsessiva, a
libertação espiritual e o encaminhamento dos irmãozinhos.
Somente uma Entidade de Luz pode avaliar
o quadro do paciente, e somente nos Tronos é que se pode obter a recomendação
de passar nos outros trabalhos (exceto a passagem pela linha de passes que é
livre). Muitas vezes um paciente é recomendado a passar pela Cura, e
encontrando a fila muito extensa resolve deixar para passar em outro dia.
Salve Deus! Sua aura foi preparada para aquele dia, e a recomendação só vale
para aquele momento específico avaliado pelo Preto Velho. Outro dia, só com
outra passagem pelos Tronos e muitas vezes não receberá a mesma recomendação
por uma condição diversa de sua aura e padrão vibratório.
Creio que assim podemos enfim
compreender corretamente o quê é Cura Desobsessiva.
Kazagrande
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Escolhendo o Preto Velho
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Quando um paciente (seja médium – não
nos cabe julgar – está sem uniforme é paciente) ou não, ingressa em uma fila
de atendimento dos Tronos, todo um preparo espiritual para aquele atendimento
se inicia.
Uma verdadeira Contagem de forças é
realizada para que o paciente passe com a Entidade que esteja dentro da
seqüência de trabalhos que ele necessita para aquele dia. Já repararam como o
término de um atendimento é diferente? Como em algumas situações a Entidade
se estende com um assunto simples e outras rapidamente encaminha o paciente
para outro setor, mesmo parecendo casos “idênticos”? Pois é... Nós não vemos,
o Apará normalmente não sabe, mas está ocorrendo uma Contagem para que
determinado paciente passe com a Entidade que a ele foi designada naquele dia.
Quando o paciente “rompe” esta Contagem,
escolhendo a Entidade, ou melhor dizendo, o Apará com o qual deseja passar,
ele está saindo de todo um preparo que estava sendo realizado desde o momento
em que decidiu ir ao Templo.
Infelizmente situações como estas são
comuns, e se passam exclusivamente pela falta de esclarecimento. Todas as
Entidades que se manifestam nos Tronos, para o atendimento e comunicação, são
Entidades de Luz! Não é um supermercado onde se escolhe pela “marca do
produto”. A afinidade com o Apará não pode ser considerada como fator
confiabilidade, pois quem atende é a Entidade e esta pode estar no “mais
perfumado” ou no médium de uniforme mais surrado.
Um paciente “novato” pode querer
consultar com a Entidade seu conhecido, do médium que o trouxe até o Templo,
mas isso só deve ocorrer naturalmente, se ao chegar sua vez de ser atendido,
seja encaminhado justamente para este Trono... E creiam, isso se passa com
freqüência e naturalidade. Sem forçar, sem criar situações desagradáveis.
Por outro lado, o Comandante escalado
para o setor de Tronos deve ser um médium verdadeiramente preparado.
Entenda-se preparado como aquele que tem consciência que rege um trabalho de
Luz e a Humildade, Amor e Tolerância são os pré-requisitos fundamentais! Além
é claro da elegância e o fraterno sorriso acolhedor, característico de quem
verdadeiramente abandona a personalidade e trabalha na Individualidade dentro
do Templo.
Ao deparar-se com pacientes que desejem
“escolher” a Entidade, deve ser firme, esclarecer com educação e
tranqüilidade os motivos pelos quais se deve obedecer a Contagem Espiritual
que se faz presente nas filas de espera. Porém, face a insistência daqueles
que depositam sua fé nas aparências, não deve se desarmonizar e deixar que se
coloquem a mercê dos próprios desejos e não dos caminhos traçados pela
Espiritualidade... Salve Deus! O livre-arbítrio é soberano.
Mas
Mestre, eu não posso escolher o Preto Velho com quem tenho afinidade de
passar então?
Salve Deus! Você têm
fé? Se tiver fé, saberá que a Espiritualidade lhe encaminhará exatamente para
onde seu merecimento e sintonia permitirem!
Kazagrande
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Nossa Senhora da Conceção do Apará
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Nossa Senhora da Conceção do Apará
É a
madrinha e protetora dos médiuns Aparás do Amanhecer. Alma humana que não
provém de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda, com a
figura do majestoso “O Navio Negreiro”, que, entre mil versos, diz:
(...) Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... Estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Um, de raiva, delira, outro enlouquece... Outro, que de martírios embrutece, Cantando, geme e ri!
"Foi
então que neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora da
Conceição Apará; compadecida, chegava subtil e falava, naquela era sofrida,
àqueles que, por Deus, ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor.
Apará, Apará! Era como a chamavam. Ela se manifestava entre eles, dando-lhes
força, soprando suas feridas. Apará hoje és, na tradição deste exemplo, deste
amor. Apará, meu filho, Apará! Não te esqueças de que, outrora, na dor, Nossa
Senhora Apará, de poderes infinitos, nunca ensinou a ira, muito menos a
vingança ou a riqueza, mas, sim, a humildade, a tolerância e o amor! É tudo,
filho querido do meu coração, na tua graça singular. É a história que ficou.
Os teus poderes são tudo o que disse este pouco que pude dizer..."
Alma
Livre e Evoluída! É o Mestre Apará, que rompe o véu da ciência, dos
preconceitos, que transporta o transcendente, perscruta a alma, descreve com
clareza e precisão.
Quanto
mais simples, mais perfeito exemplo de amor do extra-sensorial; cientista se
expande com fenómenos inexplicáveis dos surdos e dos mudos.
É
também a dor para os que desejam prova. É mais verdadeiro do que pensamos,
pois o mundo é o seu cenário, onde desenrola os dramas da vida e da morte.
Quando
desejo explicar na minha Clarividência, surge um foco diferente; é fenómeno
especial.
(Tia
Neiva, 23-01-1979)
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