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Salve Deus!
Para quem desconhece este principio de compactuar com exus vou esclarecer que é um atraso na sua evolução. Por mais que um Exu seja dono de seu mundo, ele é um espírito atrasado em sua evolução, ele é um sofredor que nem chega aos nossos pés, pois perdeu tudo que tinha por não aceitar a benção de Jesus. Quem compactua com ele, mesmo sendo desta doutrina, terá que pagar pelos seus atos, pois ele virá cobrar a sua divida. Nossos mentores não poderão interferir nesta decisão, pois você teve o esclarecimento necessário para não se envolver com eles, mas já que o fez, assuma seu compromisso.
Como diz na carta de nossa mãe, quem faz pactos com eles se endivida muito e tem sua vida cerceada pelas cobranças que eles promovem nos caminhos daquela pessoa. Eles não têm luz, não tem energia, não tem amor incondicional. Para eles o que importa é eles e mais ninguém. Se eles ajudam naquele momento em alguma coisa, depois eles tiram em dobro e largam a pessoa sem o mínimo de assistência.
Meus Filhos. Saibam, pois, que quando somos acessíveis, a todos emitimos raios de luz e amor. Filho, o seu progresso está no seu coração; agora o tempo esta curto; veja a inquietação que está crescendo em todo universo. Filho, antes de semear temos que provar se somos humildes, mesmo sendo abnegados como somos. Aprende a distinguir sempre o BEM e o MAL. Quando o homem retorna aos planos espirituais, é interrogado para prestar suas contas do tempo prestado na terra e suas possibilidades. A Fé é a determinação permanente de pensamentos construtivos; tudo que fazemos com fé e amor atingem o objectivo. Quando estamos confiantes temos aguçados os nossos ouvidos, sensíveis aos fenómenos deste mundo, sinal evidente de que não estamos voltados somente para nós. É a melhor maneira de conhecer nossa evolução, quando não passamos despercebidos das dores alheias, emitir o amor onde olhamos e sentimos graças por tudo ou pouco que temos. Filho, aqui esta uma explicação das actividades transcendentais onde você filho, terá que me ouvir para se consciencializar de sua missão, e de como se faz um sacerdote, como eu fui preparada, Salve Deus. A minha vida seguia o curso normal de uma mulher viúva aos trinta e dois anos, quando começaram os primeiros fenómenos de minha clarividência e começaram, também, as indecisões e tudo que havia planeado em toda a minha vida, que se transformava sem que eu percebesse. Sentia apenas como tudo mudava. Em 1959, tive que aceitar e morar na Serra do Ouro, onde ingressei na União Espiritualista Seta Branca.
Foi o mais terrível martírio pela brusca transformação de toda a minha vida. Meus filhos Gilberto, Raul Óscar, Carmem Lúcia e Vera Lúcia, estavam na crítica idade de estudos e desenvolvimento. Renunciei a tudo, porque somente uma lei passou a existir, o DOUTRINADOR. No dia 9 de Novembro de 1959, recebi o primeiro mantra Mayante. Minha cabeça se encheu de som, quando apareceu um lindo general do tempo da queda da Bastilha, dizendo chamar-se Claudionor de Place Ferrate, o qual após contar a sua história, ditou a letra do som que eu estava ouvindo, formando então Mayante, o mantra de abertura dos nossos trabalhos. Naquele mesmo dia, eu teria que concluir um grande compromisso sentimental e, qual não foi a minha decepção, comecei a ouvir Mayante e a sentir desprezo por tudo que sentia, inclusive um compromisso de nove anos. Eu bem sabia o quanto iria pagar por aquela renúncia. Porém não vacilei, me desliguei do compromisso e voltei para minha missão, e de joelhos em frente a Pai Seta Branca, entreguei os meus olhos a Jesus pela terceira vez. Comecei a reduzir as palavras sem conseguir vencê-las, procurando sempre harmonizar em mim meus pensamentos em acções de graças ao meu Reino. Não havia mais ninguém no mundo, fiquei sozinha esperando alguém que me conhecesse, caminhando solitariamente na noite, em caminhos invisíveis e sobre os campos vazios. Chorei filhos, chorei amargamente, porém, ao defrontar-me com alguém tinha sempre um sorriso nos lábios. Dos requintes dos salões, de uma vida de luxo, conheci a pobreza inconfundível, mil conselhos e seduções, nada, porém me afastando do bem na convicção das minhas visões. Aquela mulher moça, cheia de arrogância, perdia aos poucos o seu orgulho. Filhos, Deus não criou o homem inteiramente livre e eu precisava me encontrar com alguém do meu nível, que me compreendesse. Abordada por um grupo Kardecista, pensei em sair dali, daquela serra, pois tive mais uma decepção, quando disse que estava na missão do Doutrinador e fiquei confusa. Nesse mesmo dia, um colega de minha confiança, que muito se afinava comigo, chegou naquele exacto momento e qual não foi a minha surpresa, escandalizou-se, insistiu comigo para que fosse com ele argumentando, “você está fanática, você vai deixar seus filhos sem estudo”.
Meus filhos. Saibam, pois, que quando somos acessíveis, a todos emitimos raios de luz e amor.
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SALVE DEUS! FAÇAM O FAVOR DE SEREM FELIZES. COMAM E BEBAM; A MESA ESTÁ POSTA! SALVE DEUS
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Exus
26 Anos - Tia Neiva - 15 de novembro
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26 Anos de Passagem aos Planos Espirituais!
Seus segredos ainda não foram todos desvelados, e seu Canto Universal é a cada dia mais presente neste plano.
Ela deu um Farol ao Mundo: O Doutrinador! O Terceiro Verbo em sua linha Iniciática que ilumina os planos com sua ciência e fé.
Ela trouxe a consciência ao Médium de Incorporação e o fez o Apará! A Voz Direta a nos encaminhar.
Ela deu sua vida, sua família, sua paixão e seu Amor à Missão que lhe foi confiada.
Deixou o exemplo, suas palavras escritas e toda a estrutura pronta para caminharmos. Para cumprirmos a Nossa Missão! Para deixamos de nos debater em nossos destinos cármicos e avançar pelo Amor Incondicional que semeou.
Salve Deus!
Que mais poderia fazer? Deixou tudo em nossas mãos e tudo o quê temos que fazer é trabalhar, trabalhar e trabalhar!
Trabalhar por nós mesmos. Reajustar o que um dia desequilibramos por não saber amar. Semear o Amor, o Perdão!
Trabalhar, porque pelo trabalho podemos ir além de nossos reajustes... Podemos evoluir! Ganhar de novo o direito de voltar para casa.
Trabalhar pelos que não conhecemos, por aqueles que também não fazem parte de nossos destinos cármicos e assim semear uma amizade inesquecível!
Quantos espíritos encaminhados... Quantos que poderão estar a nossa espera para nos receber ao realizarmos a nossa passagem... Rostos que nunca conhecemos, mas que nunca nos esqueceram, que nunca esquecerão o Apará, que um dia os recebeu, e o Doutrinador que um dia os encaminhou, permitindo mudar toda a sua vida, recomeçar de novo em mundo melhor.
Realmente ela cumpriu sua missão! Muitos perdem-se em suas vaidades e orgulhos... Horizontalizam uma Doutrina que nos chegou verticalmente. Mas não importa! Para estes um dia a consciência também chegará, pois depois de Tia Neiva, sempre haverá, em algum lugar, em algum tempo, um Doutrinador e um Apará, seus filhos, prontos para recebê-los incondicionalmente.
Salve Deus, Nossa Mãe! Seu tesouro não está nas mãos dos gritam pela sua posse. Seu tesouro está no coração daqueles que seguem sua jornada ouvindo a doce melodia de seu Canto Universal que ecoará eternamente pelos filhos de amor que consagraste.
Kazagrande
... É somente pela força do Jaguar, nesta Doutrina do Amanhecer, e na dedicação constante de nossas vidas, por amor, que podemos manipular as energias e transformar o ódio, a calúnia e a inveja em amor e humildade, nos corações que, doentes de espírito, permanecem no erro.
Quantos de perdem por falta de conhecimento e por não terem a sua lei. Nós temos a nossa Lei, que é o amor e o espírito da verdade!
Vamos amar, e na simplicidade de nosso coração, distribuir tudo o que recebermos, na Lei do Auxílio, aos nossos semelhantes...
Tia Neiva em 9 de abril de 1978
Oh, meu Pai Seta Branca!
Fizeste-me eterna em dois planos, tal foi o teu prazer meu Pai!
Esta vida frágil que se esvazia a todo momento, no entanto, manténs com amor e paz.
Soprando-me fizeste espalhar melodias eternamente novas.
As tuas mãos no meu pequeno coração, sem esquecer os limites da alegria, ensinando-me esta melodia universal.
Sei que o meu canto te dá prazer, meu Pai, e que só poderei aqui permanecer, pelo teu amor, até que, um dia, termine nesta missão e teus dons infinitos manifestar através de minhas pequenas mãos.
Quando me ordenas, meu coração parece que vai arrebentar de orgulho.
Olho para o teu rosto e os meus olhos se enchem de lágrimas.
Tudo o que é bom espero em minha vida, pedindo a Deus por tudo que vem desta missão.
Abençoado seja, meu Pai, este sacerdócio que me deste!”
Tia Neiva em 19 de maio de 1978
Tia Neiva - O Meu Canto
Ó, Jesus! eu olhei para o sol,
e senti que os meus irmãos lá do alto
me olhavam com ternura e reparação...
Olhei para o céu: senti que todo o universo etérico
se preocupava comigo...
Senti também, Jesus, que tudo o que eu pedia,
não dependia de lá,
e somente daqui toda a grandeza partiria...
Vi então, Jesus, que buscamos o que já temos aqui,
e que o mundo ilumina aos que sabem conquistar
e não aos que vivem das conquistas descobertas!...
E sentindo, Jesus, todo o amor desta revelação,
peço forças para que eu não venha a fraquejar
na conquista universal desta missão!
Para sempre... Sem fim... Salve Deus!
Tia Neiva em 23 de abril de 1984
Jesus!
Eu mergulho fundo no abismo do oceano em forma de espaço para obter pérolas perfeitas para enfeitar aqueles que passaram o tempo de brincar.
Então, sabendo que um olhar lá do Céu azul me internara em silêncio, quando eu abandonar o leme sei que é chegada a hora e alguém me substituirá em meu posto, e o que resta fazer destas pérolas será feito instantaneamente.
Como é perfeita esta luta!
Então, não sairei mais, de porto em porto, neste barco estragado pelos temporais.
E agora anseio por morrer dentro do que não morre! Eu modularei, a meu ver, as minhas notas no eterno... nas pracinhas... nos albergues... onde for meu! Soluçarei ao revelar o meu último segredo.
Mais uma vez depositarei meu som silencioso aos pés dos que me levam de porta em porta, fazendo eu me encontrar comigo. Todas as lições que aprendi!
Eles me mostraram os caminhos secretos e puseram diante de meus olhos infinitas estrelas...
Eles me guiam durante o dia inteiro pelos mistérios dos carmas nos prazeres e na dor.
E, por fim, me envolveram nos caminhos da Doutrina e me fizeram Mãe, em Cristo Jesus, do Doutrinador e me ensinaram o canto imortal e me fizeram amor!...
Como a nuvem chuvosa do inverno, que se arqueia toda sob seu aguaceiro, deixe, Jesus, que todo o meu espírito se incline de porta em porta, numa única saudação: o Doutrinador!”
Tia Neiva em “Infusão” – 18 de maio de 1978
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domingo, 13 de novembro de 2011
Vale do Amanhecer: Chapanã
Vale do Amanhecer: Chapanã: Chapanã é o Cavaleiro da Lança Negra, da Legião dos Cavaleiros da Luz (veja OXAN-BY), é quem representa a JUSTIÇA DIVINA ou FATAL, o ponto...
sábado, 12 de novembro de 2011
Minha Vida Meus Amores - cont.
-Calma, calma, Neiva. Não se esqueça que na vida, quando você está esperando o céu, a terra está esperando por você.
A situação ia ficar fora de controle novamente quando apareceu um casal de Pretos Velhos, Pai João e Mãe Tildes. Com um ar tranqüilo e seguro eles disseram: “Está tudo bem, minha filha, tudo bem, a sua filha Carmem Lúcia é a Marcinha, filha de Márcia, um bom espírito que está em grandes alturas. Mas ela está preocupada com o que está acontecendo aqui, principalmente com sua filha. A intenção dela é levar a menina consigo para os planos espirituais”. Ao ouvir isso fui novamente tomada e me lancei contra Carmem Lúcia num gesto de obsediada. Estava muito incorporada, muito mesmo. Acordei, como se viesse de uma longa viagem. Custei a tomar pé da realidade e a primeira coisa que vi foi uma seringa de injeção na mão do Dr. Calado. Esse médico, desmentindo o seu nome, falava demais. Tornei a incorporar. Não sei quanto tempo fiquei apagada. Quando voltei novamente a Carmem Lúcia estava sentada no meu colo com ar de tranqüilidade e dizia: “Mãezinha, o espírito disse que veio me buscar. Depois veio outro espírito e me deu um passe e a dor foi passando”. Ele não veio matá-la?, perguntei irritada. Pai João não deixou que eu continuasse. “Basta, disse ele, você abusou demais. Puxe pela sua individualidade. Não é a primeira vez na terra que você está sendo clarividente. A Mãe Yara, a senhora do Espaço não virá mais aqui devido ao seu desrespeito aos espíritos. Mas eu vim para lhe ensinar, eu e a Matildes. De hoje em diante seremos seus instrutores. Mas exijo muito respeito para com os espíritos, sejam de luz ou sofredores”. Sofredores? Esses demônios que a igreja denuncia e condena? Dei uma gargalhada debochada. No mesmo instante recebi um impacto tão grande no rosto que comecei a chorar. É para sua felicidade, disse ele, se você continuar a cair no padrão dos espíritos sofredores, você poderá enlouquecer. Meu rosto estava pegando fogo. Senti tremenda raiva e fui dizendo, tenho ódio de espiritismo, como querem me obrigar a ser espírita? “Filha, ninguém a está obrigando a ser espírita. Espiritismo é mediunidade e você tem todas as mediunidades, com exceção da olfativa; além disso você vem com a missão de desenvolver o Doutrinador, uma nova forma de mediunidade que vem com força cabalística, iniciática”. Pai João parou de falar. Meu coração foi se acalmando. O calor do corpinho da Carmem Lúcia aconchegada no meu colo, me enchia de ternura. Beto, com a pequenina Vera Lúcia, a caçula, no colo foi chegando e me abraçou. Raulzinho sentou perto e Gertrudes perguntou se eu queria um copo de leite. Minha família, meus amores, minha vida! Olhei para o Pai João e Mãe Tildes e senti todo o amor que emanava dessas preciosas criaturas de Deus. Sim, agora eu sabia, eu sabia do meu rumo, do meu roteiro e da minha missão com o Doutrinador!
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Despertar de nossa consciência II
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No Rio de Janeiro ele conheceu uma moça, da alta sociedade, e se apaixonaram.
Ao terminar o curso eles se casaram e voltaram para Alfenas. Quando chegaram ao Centro, a moça ficou muito chocada, pois o rapaz nunca lhe contara sobre o seu pai e nem sobre o trabalho mediúnico que eles faziam, sabedor do pavor que ela tinha de Espiritismo. Então ela, muito magoada, falou que ele tinha que escolher: ou ela ou o Centro!
O rapaz ficou desesperado, pois gostava muito da sua esposa. E decidiu! Foi falar com seu pai que não iria mais ficar no Centro, que já tinha dedicado toda sua vida aos trabalhos mediúnicos e que agora iria cuidar da sua vida, da sua família e da sua profissão.
O velho, que tinha sua vidência, já o havia alertado sobre uma grande dívida espiritual, um cobrador que ele tinha e que um dia, com o seu trabalho, libertaria este obsessor e saldaria sua dívida transcendental. Mais uma vez, tentou conscientizá-lo do seu compromisso, mas foi em vão. O rapaz estava decidido!
Com algumas economias e com uma parte do dote da esposa ele comprou um terreno, no alto de um morro, e construíram um bonito bangalô. Este morro era cortado por uma linha de trem e o lugar era muito bonito. A casa era simples, mas bem arrumada. Tinha uma bela varanda e na sala havia uma lareira, onde o professor gostava de ficar lendo. Lecionava na escola de Alfenas e todos gostavam muito dele.
Mas, o momento do reajuste se aproximava...
Nos arredores de Alfenas, havia uma moça muito simples, com seus 16 anos e que, de repente, enlouqueceu! Sua mãe, uma senhora viúva, já não sabia mais o que fazer. Tinha levado-a a médicos, benzedeiras, à Igreja, e nada, ninguém conseguia resolver o problema da jovem. A loucura continuava e piorava a cada dia. Já estavam amarrando a moça, para que não se machucasse e não machucasse ninguém. Então, alguém falou para levar a menina num Centro Espírita, que ficava na periferia da cidade, onde tinha um moço que curava “essas coisas”. E a mãe, no desespero, levou a menina até lá. Quando chegaram ao Centro e o velho viu o “quadro espiritual”, falou que nada podia fazer. Que quem poderia resolver aquela situação era o seu filho, mas ele não trabalhava mais ali. A mãe implorou para que o velho atendesse sua filha, mas ele realmente não podia fazer nada.
Aquela menina era a mocinha, que tinha sido raptada pelo filho do fazendeiro, a viúva era a velhinha, mais uma vez como mãe da menina, e o velho pai era o obsessor, o espírito que fora trazido para aquele reajuste, para saldar a dívida, o compromisso espiritual do rapaz.
Então, por consciência e compaixão, o velho espírita deu o endereço do filho, para aquela mãe desesperada. Ela pegou a filha e começou a subir o morro. À medida que se aproximavam da casa, a menina ficava mais agitada e mais violenta. Estava anoitecendo e o professor lia, junto à lareira, quando num barulho ensurdecedor, a porta foi derrubada pela menina, que havia se soltado das amarras e entrou urrando de ódio.
Os espíritos reconhecem seus “inimigos” por um “cheiro”, uma energia específica, uma emanação que é individual a cada ser, como as impressões digitais, um “DNA Espiritual”.
Foi um impacto de frio e de medo. Mas, bastaram alguns instantes, para que o professor tomasse consciência do que estava acontecendo. Lembrou-se do que seu velho pai lhe falava e sentiu que havia chegado a hora de resgatar as suas vítimas do passado. Como se pudesse ler seus pensamentos, a menina deu meia volta e saiu correndo da casa, em direção ao precipício.
Ele saiu correndo atrás, tentando falar com ela. A mãe, também, correu para lá. A menina parou na borda do precipício.
Lá embaixo, um lanterneiro, da estação de trem, observava tudo. O professor foi se aproximando, devagar, tentando “doutrinar” aquele espírito. Quando estava quase tocando o braço da moça, o obsessor a jogou no vazio, na escuridão. Neste momento, o professor chegou a “escutar a risada” do velho cobrador.
A mãe, ao ver sua filha cair para a morte, começou a gritar:
- Assassino! Assassino! Você matou minha filha!
Então, o funcionário da estrada de ferro correu até a cidade e chamou a polícia. De onde estava, parecia que o professor tinha empurrado a menina. Quando a polícia chegou e encontrou a mãe, que não parava de acusar o professor, teve que prendê-lo.
Foi julgado e, pelas declarações da mãe e do lanterneiro, foi condenado. Saiu do Tribunal direto para a prisão. Estava feita a “justiça”, o reajuste cármico, o resgate de uma família que havia sido destruída em outra vida, por um gesto impensado, por um impulso, um desatino. Lei de Causa e Efeito!
Sua jovem esposa o abandonou e voltou para o Rio de Janeiro, para casa de seus pais.
Ele definhava, dia após dia, e apenas seu velho pai e aquela jovem do Centro, que muito o amava, o visitavam na prisão. O tempo foi passando e a jovem moça precisava também seguir o seu caminho. As visitas foram se tornando raras e suas esperanças também. Ele pensava muito na sua incompreensão e pedia a Deus a oportunidade de sair dali, para continuar com a sua missão, no Centro, junto com seu velho pai.
Sua saúde estava abalada: o impacto da rajada de vento frio, do “reencontro”, à beira da lareira (aliada a pesada energia espiritual do cobrador), afetou a sua visão e estava ficando quase cego. As condições de higiene daquela masmorra e a falta de sol estavam causando feridas, por todo seu corpo. Como não tinha um corpo físico forte, parecia que não teria muito tempo de vida.
Alguns anos depois, a mãe da moça, no leito de morte, pediu para chamar o padre e confessou que o rapaz era inocente e que ela o tinha acusado por não ter suportado a morte da filha, que tanto amava.
Pediu que o padre jurasse que o tiraria da prisão, pois só assim ela morreria em paz.
Então, como se Deus tivesse escutado sua preces, o professor foi inocentado e saiu da prisão. Foi direto para o Centro e ao chegar lá, falou para seu velho pai que estava de volta para trabalhar e ajudar as pessoas.
O velhinho, que estava terminando seu tempo na Terra, olhou para o filho querido e falou:
- Meu filho, agora é tarde! Quem vai querer se tratar com você? Mesmo que tenha sido inocentado, sempre haverá uma certa desconfiança sobre você. E seu corpo, quem vai querer se tratar com alguém cheio de feridas? Como pode um cego guiar outro cego? Não, meu filho, agora é tarde!
Apesar da dor que sentia, o professor sabia que seu pai tinha razão.
Pouco tempo depois, o velho partiu!
Como não tinha mais condições de continuar no Centro, o professor terminou seus dias de vida, andando pelas ruas de Alfenas, CEGO, CHEIO DE FERIDAS e MENDIGANDO.
Quando desencarnou e tomou consciência desta encarnação, este espírito foi tomado por uma grande frustração. Tinha, mais uma vez, desperdiçado uma oportunidade de evolução. Recebeu toda preparação e proteção para cumprir sua missão e se reajustar com seu cobrador.
Até uma benção especial ele recebeu. Lembram daquela mocinha do Centro, que ele não dava muita bola? Era a sua Alma-Gêmea que estava na Terra, para ajudá-lo.
Salve Deus!
Naquela época, em que Tia Neiva contava esta história, este espírito já estava no espaço há mais ou menos uns 50 anos.
Ela pedia para que quando fossemos participar de algum Trabalho e lembrássemos dele, fizéssemos uma vibração de amor, para que ele conseguisse se libertar de sua própria prisão.
Não sei qual é a situação deste espírito nos dias atuais. Que ele tenha se libertado e esteja nos ajudando no final deste Ciclo Iniciático, que já se iniciou.
Que esta história ajude aos meus irmãos Jaguares, e a todos os meus irmãos em Cristo Jesus, que ainda não compreenderam a grandeza e o significado de sua existência, aqui na Terra.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ciencia e Fé
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A Doutrina do Amanhecer veio com a missão de unificar dois poderes: A Fé e a Ciência!
Nossa fita “roxa e amarela” simboliza justamente esta unificação. Colocada no corpo do médium, formando uma elipse, é um verdadeiro portal que abrange as duas forças.
O Roxo simbolizando a Cura, a Fé; e o Amarelo simbolizando o Conhecimento, a Ciência. Da união destas cores, destas forças, nasce o Médium do Amanhecer. Doutrinador e Apará, ambos dispondo dos poderes das duas vertentes. Sim, pois o Jaguar é um cientista dos planos espirituais. Jaguar não á apenas o Doutrinador, é o Apará também, o médium iniciado que incorpora com consciência e conduta doutrinária. Vivenciando o fenômeno da Voz Direta, compreendendo e conduzindo a incorporação, enquanto o Doutrinador, dotado do Terceiro Verbo, explica traduzindo aos olhos físicos.
A Fé que nega a Ciência é tão inútil quanto a Ciência que nega a fé!
Nesta máxima, Tia Neiva expôs claramente que nossa Doutrina não é uma religião a ser seguida de olhos fechados, sem poder se questionar os “porquês” e entender os fenômenos. Também nos disse que: Aquele que passa pela Doutrina do Amanhecer sem conhecer as suas Leis, não se cura e tão pouco cura a ninguém.
Por isso temos o curso de Pré-Centúria! Para esclarecer, trazer a luz do conhecimento sobre os fenômenos vivenciados nos primeiros passos do desenvolvimento mediúnico, quando o mais importante é ter condições e aprender as técnicas para desempenhar os Trabalhos Espirituais.
Na simplicidade da Fita que atravessa nosso plexo, encontramos a equação perfeita para nos conduzirmos e vivenciarmos a Doutrina. Aquele que não busca sua evolução, que não vai em busca de compreender o quê se passa nos trabalhos, que simplesmente aceita tudo sem questionar; não está equilibrando os dois valores. Precisa ir em busca da Individualidade e compreender a grandeza que está ao seu redor! Somente assim poderá valorizar a oportunidade que recebeu ao ingressar, e assumir esta jornada.
Da mesma maneira, aquele que se envolve fixação das Leis e Chaves, zelando para que tudo seja perfeito, mas esquecendo-se de observar os fenômenos, apenas prendendo-se a parte técnica da Doutrina, também perde a essência do equilíbrio pregado em sua primeira arma: A Fita!
Salve Deus!
Bom senso é a palavra de ordem em todos os pontos de nossa Doutrina! Temos que vivenciar os fenômenos e ir em busca de sua compreensão. Primeiramente em nossa Individualidade, na consciência adormecida de nosso espírito, e depois, nas Cartas e Leis, na Centúria, onde devemos exigir o máximo de nossos instrutores para esclarecer, iluminar e eliminar todas as nossas dúvidas.
O Doutrinador ao atravessar a Fita no seu peito, não pode trabalhar em dúvidas! O Apará, usando esta Fita, entrega-se nas mãos do Doutrinador, porém sua consciência absorve todo o ensinamento diretamente dos Mentores incorporados.
O homem moderno ainda busca exaustivamente uma bandeira de equilíbrio. Alguns mergulham nas religiões, explicando tudo pela fé, pela Bíblia, pelos Dogmas e seus “mistérios”; e se fanatizam! Outros, imersos nos conhecimentos da Ciência, se tornam cépticos!
A Doutrina do Amanhecer vem trazer a unificação! Esclarecer os fenômenos mediúnicos sob a Luz da Ciência Espiritual. Por isso somos “Cientistas da Fé”!
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sábado, 5 de novembro de 2011
Sessão Branca
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O Trabalho de Xingu - Xingu é um rio afluente direito do baixo Amazonas. Nasce no Estado de Mato Grosso e sua extensão é de aproximadamente 1.980 quilômetros dos quais somente 180 são navegáveis devido às corredeiras. Seu leito se faz presente além do Estado de Mato Grosso, no Pará e, em sua maior extensão, no Estado do Amazonas. Em algumas regiões compreendidas pelo curso do Xingu, até pouco tempo atrás, havia tribos de indígenas que ainda não tinham mantido contato direto com a civilização e, mesmo nos dias atuais, o relacionamento é cuidadosamente mantido sob o manto da prudência.
Destas tribos, particularmente Tia Neiva nos esclareceu sobre duas que sabemos tratar-se de velhos contemporâneos Jaguares, reencarnados nesta primitiva condição por suas necessidades kármicas na Lei de Causa e Efeito.
Há anos atrás, objetivando uma preparação, a Clarividente começou a promover “visitas” em meio a estas tribos, iniciando um Trabalho doutrinário que culminaria em nosso tempo nos alicerces para a realização do Trabalho de Sessão Branca.
Quando nossa Mãe Clarividente iniciou os primeiros contatos, comentou que estas tribos viviam no sopé de uma montanha, com um detalhe extremamente singular: o de possuir em seu meio, no cimo, um “Espelho D’água” de considerável dimensão. No transcorrer de outros contatos, verificou, também, que as tribos mudavam constantemente de localização embrenhando-se mata adentro, motivadas pelos rumores da aproximação do “Homem Branco”. Outro fato importante a ser registrado, é que as duas tribos aqui mencionadas viviam em guerra entre si e, a partir das “manifestações” da Clarividente a paz entre as mesmas foi conseguida.
Finalizando este breve histórico, esclarecemos que a Sessão Branca é uma grande bênção de Deus, que permite a manipulação de forças importantíssimas, tanto para os Médiuns da Corrente, como para estes nossos irmãos que vêm portadores de Energia Transcendental, força das matas, recebendo em troca os valores de forças doutrinárias-desobsessivas.
O trabalho de Sessão Branca, ou Xingu, é um trabalho muito importante para o Mestrado, porque tem ele a capacidade de reabastecer o mestre, de renovar suas energias.
É um trabalho onde incorporam índios encarnados, que ainda não tiveram contato com o mundo civilizado. A incorporação dura em média 15 minutos e o Aparás incorporam com as mãos fechadas.
No trabalho de Sessão Branca os índios recebem o nosso ectoplasma iniciático e nós recebemos deles as energias puras das matas frondosas.
Tem a finalidade de trocar ectoplasma e energias. Por isso a necessidade de habilidade do Doutrinador em tentar entabular um diálogo. A energia se desprende pela conversação e pelos “gritos de saudação e despedida” que emitem.
Nesse trabalho o médium se reabastece da força vital, da força do Xingu.
(O Centurião – Pág. 143)
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