quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Perseguidores invisíveis


No dia imediato, pela manhã, em companhia de entidades ignorantes e transviadas, dirigimo-nos para confortável residência onde espetáculo inesperado nos surpreenderia. O edifício de enormes dimensões denunciava a condição aristocrática dos moradores, não só pela grandeza das linhas, mas também pelos admiráveis jardins que o rodeavam.


Paramos junto à ala esquerda, notando-a ocupada por muitas personalidades espirituais de aspecto deprimente. Rostos patibulares, carantonhas sinistras. Sem dúvidas, aquela construção residencial permanecia vigiada por carcereiros frios e impassíveis, a julgar pelas sombras que os cercavam. Transpus o limiar, de alma opressa.





O ar jazia saturado de elementos intoxicantes. Dissimulei, a custo, o mal-estar, recolhendo impressões aflitivas e dolorosas. Entidades inferiores, em grande cópia, afluíram à sala de entrada, sondando-nos as intenções. De posse, porém, das instruções do nosso orientador, tudo fazíamos para nos assemelharmos a delinquentes vulgares.




Reparei que o próprio Gúbio se fizera tão escuro, tão opaco na organização perispirítica, que de modo algum se faria reconhecível, à exceção de nós que o seguíamos, atentos, desde a primeira hora. Instado por Sérgio, um gaiato rapaz que nos introduziu com maneiras menos dignas, Saldanha, o diretor da falange operante, veio receber-nos.


Pôs-se a fazer gestos hostis, mas, ante a senha com que Gregório nos favorecera, admitiu-nos na condição de companheiros importantes. O chefe deliberou apertar o cerco? Perguntou ao nosso instrutor, confidencialmente. Sim, informou Gúbio, de modo vago, desejaríamos examinar as condições gerais do assunto e auscultar a doente.


A jovem senhora vai cedendo, devagarinho, esclareceu a singular personagem, indicando-nos vasto corredor atulhado de substâncias fluídicas detestáveis. Acompanhou-nos, um tanto solícito, mas desconfiado, e, em seguida a breve pausa, deixou-nos livre a entrada da grande câmara de casal.


A manhã resplandecia, lá fora, e o sol visitava o quarto, através da vidraça cristalina. Mulher ainda moça, mostrando extrema palidez nas linhas nobres do semblante digno, entregava-se a tormentosa meditação. Compreendi que atingíramos a intimidade de Margarida, a obsidiada que o nosso orientador se propunha socorrer.


Dois desencarnados, de horrível aspecto fisionômico, inclinavam-se, confiantes e dominadores, sobre o busto da enferma, submetendo-a a complicada operação magnética. Essa particularidade do quadro ambiente dava para espantar. No entanto, meu assombro foi muito mais longe, quando concentrei todo o meu potencial de atenção na cabeça da jovem singularmente abatida.


Interpenetrando a matéria espessa da cabeceira em que descansava, surgiam algumas dezenas de corpos ovóides, de vários tamanhos e de cor plúmbea, assemelhando-se a grandes sementes vivas, atadas ao cérebro da paciente através de fios sutilíssimos, cuidadosamente dispostos na medula alongada.


A obra dos perseguidores desencarnados era meticulosa, cruel. Margarida, pelo corpo perispirítico, jazia absolutamente, presa não só aos truculentos perturbadores que a assediavam, mas também à vasta falange de entidades inconscientes, que se caracterizavam pelo veículo mental, a se lhe apropriarem das forças, vampirizando-a em processo intensivo.


Em verdade, já observara, por mim, grande quantidade de casos violentos de obsessão, mas sempre dirigidos por paixões fulminatórias. Entretanto, ali verificava o cerco tecnicamente organizado. Evidentemente, as formas ovóides haviam sido trazidas pelos hipnotizadores que senhoreavam o quadro.


Com a devida permissão, analisei a zona física hostilizada. Reparei que todos os centros metabólicos da doente apareciam controlados. A própria pressão sanguínea demorava-se sob o comando dos perseguidores. A região torácica apresentava apreciáveis feridas na pele e, examinando-as, cuidadoso, vi que a enferma inalava substâncias escuras que não somente lhe pesavam nos pulmões, mas se refletiam, sobremodo, nas células e fibras conjuntivas, formando ulcerações na epiderme.


A vampirização era incessante. As energias usuais do corpo pareciam transportadas às formas ovóides, que se alimentavam delas, automaticamente, num movimento indefinível de sucção. Lastimei a impossibilidade de consulta imediata ao Instrutor, porquanto Gúbio, naturalmente, se estivesse livre, nos forneceria esclarecimentos amplos, mas concluí que a infortunada senhora devia ter sido colhida através do sistema nervoso central, de vez que os propósitos sinistros dos perseguidores se faziam patentes quanto à vagarosa destruição das fibras e células nervosas. Margarida demonstrava-se exausta e amargurada.


Dominadas as vias do equilíbrio no cerebelo e envolvidos os nervos óticos pela influência dos hipnotizadores, seus olhos espantados davam idéia dos fenômenos alucinatórios que lhe acometiam a mente, deixando perceber o baixo teor das visões e audições interiores a que se via submetida. Interrompi, no entanto, as observações acuradas, a fim de verificar a atitude psicológica do nosso orientador, que se arriscara à aventura para socorrer aquela senhora doente a quem amava por filha muito querida ao coração.


Esforçava-se Gúbio por não trair a imensa piedade que o senhoreava, diante da enferma conduzida para a morte. Dentro de minha condição de humanidade, reconheci que, se a doente me fosse assim tão cara, não teria vacilado um momento. Movimentaria passes de libertação, ao longo do bulbo, retirar-lhe-ia aquela carga pesada e inútil de mentes enfermiças e, em seguida, lutaria contra os perseguidores, um a um.


Nosso Instrutor, porém, assim não procedeu. Fixou a paisagem aflitiva com inequívoca tristeza, mas, logo após, demorou o olhar bondoso em Saldanha, como a pedir-lhe impressões mais profundas. Secretamente tocado pelo impulso positivo do nosso dirigente, o chefe da tortura se sentiu na obrigação de prestar-lhe informações espontâneas.


Estamos em serviço mais ativo, há dez dias precisamente, elucidou, resoluto. A presa foi colhida em cheio e, felizmente, não contamos com qualquer resistência. Se vieram colaborar conosco, saibam que, segundo acredito, não temos maior trabalho a fazer. Mais alguns dias e a solução não se fará esperar.


A meu ver, Gúbio conhecia todas as particularidades do assunto, mas, no propósito evidente de captar simpatia, Interrogou: E o marido? Ora, esclareceu Saldanha com escarninho sorriso, o infeliz não tem a menor noção de vida moral. Não é mau homem; todavia, no casamento foi apenas transferido de gozador da vida a homem sério.


A paternidade constituir lhe ia um trambolho e filhinhos, se os recebesse, não passariam para ele de curiosos brinquedos. Hoje, conduzirá a esposa à igreja. E, reforçando a inflexão sarcástica, acentuou: Vão à missa, na esperança de melhoras.


Mal acabara a informação, tristonho e simpático cavalheiro, em cuja expressão carinhosa identifiquei, de pronto, o esposo da vítima, entrou no aposento, com ela permutando palavras amorosas e confortantes. Amparou-a, prestimoso, e ajudou-a a vestir-se com esmero.


Decorridos alguns minutos, notei, apalermado, que os cônjuges, acompanhados por extensa súcia de perseguidores, tomavam um táxi na direção dum templo católico. Seguimo-nos sem detença. O veículo, a meu ver, transformara-se como que num carro de festa carnavalesca. Entidades diversas aboletavam-se dentro e em torno dele, desde os pára-lamas até o teto luzente. Minha curiosidade era enorme.


Descendo à porta de elegante santuário, observei estranho espetáculo. A turba de desencarnados, em posição de desequilíbrio, era talvez cinco vezes maior que a assembleia de crentes em carne e osso. Compreendi, logo, que em maior parte ali se achavam com o propósito deliberado de perturbar e iludir.


Saldanha encontrava-se excessivamente preocupado com as vítimas, para dispensar-nos maior atenção e, intencionalmente, Gúbio afastou-se um tanto, em nossa companhia, a fim de confiar-nos alguns esclarecimentos. Penetramos o templo onde se comprimiam nada menos de sete a oito centenas de pessoas.


A algazarra dos desencarnados ignorantes e perturbadores era de ensurdecer. A atmosfera pesava. A respiração fizera-se me difícil pela condensação dos fluidos semi-carnais ali reinantes; todavia, ao fixar os altares, confortante surpresa aliviou-me o coração.


Dos adornos e objetos do culto emanava doce luz que se espraiava pelos cimos da nave visitada de sol; fazia-se perceptível a nítida linha divisória entre as energias da parte inferior do recinto e as do plano superior. Dividiam-se os fluidos, à maneira de água cristalina e azeite impuro, num grande recipiente.


Contemplando a formosa claridade dos nichos, perguntei ao nosso Instrutor: Que vemos? não reza o segundo mandamento, trazido por Moisés, que o homem não deve fazer imagens de escultura para representar a Paternidade Celeste? Sim, concordou o orientador, e determina o Testamento que ninguém se deve curvar diante delas.


Efetivamente, pois, André, é um erro criar ídolos de barro ou de pedra para simbolizar a grandeza do Senhor, quando nossa obrigação primordial é a de render-lhe culto na própria consciência; entretanto, a Bondade Divina é infinita e aqui nós achamos perante apreciável quantidade de mentes infantis. E sorrindo, acrescentou:


Quantas vezes, meu amigo, a criança acalenta bibelôs, a fim de preparar-se convenientemente para as responsabilidades da vida madura. Ainda existem na Terra tribos primitivas que adoram o Pai na voz do trovão e coletividades vizinhas da taba que fazem de vários animais objeto de idolatria. Nem por isso o Senhor as abandona.


A aquisição de fé, por isto mesmo, demanda trabalho individual dos mais persistentes. A confiança no bem e o entusiasmo de viver que a luz religiosa nos infunde modificam-nos a tonalidade vibratória. Lucramos infinitamente com a imersão das forças interiores no sublimado idealismo da crença santificante, a que nos afeiçoamos; todavia, o serviço real que nos cabe não se resume só a palavras.


A profissão de fé não é tudo. A experiência da alma no corpo denso destina-se, de maneira fundamental, ao aprimoramento do indivíduo. É nos atritos da marcha que o ser se desenvolve, se apura e ilumina. Não obstante, a tendência dos crentes, em geral, é a de fugir aos conflitos da senda.

Compilado por Harmonia Espiritual
Do Livro: Libertação
André Luiz (espírito) e Francisco Cândido Xavier

Deus

Esta frase, de um filósofo muito suspeito, por ser esotérico – Joseph de Maistre – tem muito de verdade.
Com efeito, o devedor insolvente gostaria que seu credor não existisse. O pecador que não quer deixar o pecado, passa a negar a existência de Deus.
Por isso, quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos dos ateus, e sim o desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer aceitar sua conclusão. Em todo caso, as provas de Aristóteles e de São Tomás a respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que convencem a qualquer um que tenha um mínimo de boa vontade e de retidão intelectual.
É para essas pessoas que fazemos este pequeno resumo dos argumentos de São Tomás sobre a existência de Deus, tendo por base o que ele diz na Suma Teológica I, q.2, a.a 1, 2, 3 e 4.
Inicialmente, pergunta São Tomás se a existência de Deus é verdade de evidência imediata. Ele explica que uma proposição pode ser evidente de dois modos:
1) em si mesma, mas não em relação a nós;
2) em si mesma e para nós.
Uma proposição é evidente quando o predicado está incluído no sujeito. Por exemplo, a proposição o homem é animal é evidente, já que o predicado animal está incluso no conceito de homem.
Quando alguns não conhecem a natureza do sujeito e do predicado, a proposição – embora evidente em si mesma – não será evidente para eles. Ela será evidente apenas para os que conhecem o que significam o sujeito e o predicado. Por exemplo, a frase: “O que é incorpóreo não ocupa lugar no espaço”, é evidente em si mesma e é evidente somente aqueles que sabem o que é incorpóreo.
Tendo em vista tudo isso, São Tomás diz que:
a) A proposição “Deus existe” é evidente em si mesma porque nela o predicado se identifica com o sujeito, já que Deus é o próprio ente.
b) Mas, com relação a nós, que desconhecemos a natureza divina, ela não é evidente, mas precisa ser demonstrada. E o que se demonstra não é evidente. O que é evidente para nós não cabe ser demonstrado.
Portanto, a existência de Deus pode ser demonstrada. Contra isso, São Tomás dá uma objeção, dizendo que a existência de Deus é um artigo de fé. Ora, o que é de fé não pode ser demonstrado. Logo, concluir-se-ia que não se pode demonstrar que Deus existe. São Tomás ensina que há dois tipos de demonstração:
1) Demonstração propter quid (devido a que)
É a que se baseia na causa. Ela parte do que é anterior (a causa) discorrendo para o que é posterior (o efeito).
2) Demonstração quia (porque)
É a que parte do efeito para conhecer a causa.
Quando vemos um efeito mais claramente que sua causa, pelo efeito acabamos por conhecer a causa. Pois o efeito depende da causa, e é, de algum modo, sempre semelhante a ela. Então, embora a existência de
Deus não seja evidente apenas para nós, ela é demonstrável pelos efeitos que dela conhecemos.
A existência de Deus e outras verdades semelhantes a respeito dele que podem ser conhecidos pela razão, como diz São Paulo Rom. I, 19), não são artigos de fé. Deste modo, a fé pressupõe o conhecimento natural, assim como a graça pressupõe a natureza e a perfeição pressupõe o que é perfectível.
Entretanto, alguém que não conheça ou não entenda a demonstração filosófica da existência de Deus, por aceitar a existência dele por fé.
É no artigo 3 dessa questão 2 da 1ª parte da Suma Teológica que São Tomás expõe as provas da existência de Deus. São as famosas 5 vias tomistas.
Iª Via – Prova do movimento
É a prova mais clara.
É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.
Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas. Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex: Pedro vai ao Rio
Nas coisas que mudam, podemos distinguir:
a) As qualidades ou perfeições já existentes nelas.
b) as qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por um sujeito.
As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.
As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha em Potência.
Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.
M = PX —->> AX
Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.
Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se, ela precisa receber o calor de outro ser – o fogo – que tenha calor em Ato.
Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser – a tinta – que seja vermelho em Ato.
Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela (quente em potência) para quente em ato.
Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato para a mesma qualidade.
Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida.
É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.
Tudo o que muda é mudado por outro.
Tudo o que se move é movido por outro. Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato.
Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a capacidade – a potência de ter a perfeição x.
Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente, anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.
Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.
PX —> AX PX (5) —> AX PX (4) —> AX PX (3) —> AX PX (2) —> AX (1)
Esta sequência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a sequência fosse indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças.
Noutras palavras, em qualquer sequência de movimentos, em cada ser, a potência precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que haja outro com qualidade em ato.
Se a sequência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato, e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta de um ser em ato.
Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.
Portanto, a sequência não pode ser infinita.
Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no universo.
Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.
A sequência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.
E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria mensurável, o universo tem que ser finito.
Que o universo é finito no tempo se comprova pela teoria do Big Bang e pela lei da entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo.
Logo, a sequência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.
Ao estudarmos as cinco provas de S. Tomás sobre a existência de Deus, devemos ter sempre em mente que ele examina o que se dá nas “coisas criadas”, para, através delas, compreender que existe um Deus que as criou e que lhes deu as qualidades visíveis, reflexos de suas qualidades invisíveis e em grau infinito.
Este primeiro motor não pode ser movido, porque não há nada antes do primeiro. Portanto, esse 1º ente não podia ter potência passiva nenhuma, porque se tivesse alguma ele seria movido por um anterior. Logo, o 1º motor só tem ATO. Ele é apenas ATO, isto é, tem todas as perfeições.
Este ser é Deus.
Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode dizer “eu serei bondoso”, porque isto implicaria que não seria atualmente bom, que Ele teria potência de vir a ser bondoso.
Deus também não pode dizer “eu fui”, porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente. Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe respondeu “Eu sou aquele que é” (aquele que não muda, que é ato puro).
Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: “Antes que Abraão fosse, eu sou” (Jo. VIII, 58).
E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque dizendo eu sou Ele se dizia Deus.
Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: “a quem buscais ?”, e, ao dizerem “a Jesus de Nazaré”, ele lhes respondeu:
“Eu sou”. E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se definindo.
Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de Deus, Ele lhe respondeu:
“Eu sou”. E Caifás entendeu bem que Ele se disse Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara afirmando-se Deus.
Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é. Por isso, a verdade não muda. O dogma não muda. A moral não evolui. O bem é sempre o mesmo.A beleza não muda.
Quando os modernistas afirmam que a verdade, o dogma, a moral, a beleza evoluem, eles estão dizendo que Deus evolui, que Ele não é ATO puro. Eles afirmam que Deus é fluxo, é ação, é processo e não um ente substancial e imutável.
É o que afirma hereticamente a Teologia da Libertação. Diz Frei Boff:
“Assim, o Deus cristão é um processo de efusão, de encontro, de comunhão entre distintos enlaçados pela vida, pelo amor.” (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, p. 169)
Ou então:
“Assim, Mary Daly sugere compreendermos Deus menos como substância e mais como processo, Deus como verbo ativo (ação) e menos como um substantivo. Deus significaria o viver, o eterno tornar-se, incluindo o viver da criação inteira, criação que, ao invés de estar submetida ao ser supremo, participaria do viver divino.” (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, pp. 154-155)
É natural pois que Boff tenha declarado em uma conferência em Teófilo Otono:
Como teólogo digo: sou dez vezes mais ateu que você desse deus velho, barbudo lá em cima. Até que seria bom a gente se livrar dele.” (Frei Boff, Pelos pobres, contra a pobreza, p. 54)
IIª Via – Prova da causalidade eficiente
Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma.
Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes.
Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às outras, formando uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira, causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa uma causa, fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as intermediárias e tampouco haverá então a última.
Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.
Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo:
“Causa das causas, tem pena de mim”. A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.
O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra “Breve História do Tempo” reconheceu que a teoria do
Big-Bang (grande explosão que deu origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.
O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não causada.
IIIª Via – Prova da contingência
Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua existência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido.
Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.
Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.
Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário – que tem a existência necessariamente – tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este ser necessário é Deus.
IVª Via – Dos graus de perfeição dos entes
Vemos que nos entes, uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais belos que outros.
Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba. Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.
Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto, a Nobreza absoluta, etc.
Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.
Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é causa de tudo o que existe nesse gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor, é causa de toda quentura, conforme diz Aristóteles. Há, portanto, algo que é para todas as coisas a causa de seu ser, de sua bondade, de sua verdade e de todas as suas perfeições. E a isto chamamos Deus.
Por esta prova se vê bem que a ordem hierárquica do universo é reveladora de Deus, permitindo conhecer sua existência, assim como conhecer suas perfeições. É o que diz São Paulo na Epístola aos Romanos (I,19). E também é por isso que Deus, ao criar cada coisa dizia que ela era boa, como se lê no Gêneses ( I ).
Mas quando a Escritura termina o relato da criação, diz que Deus, ao contemplar tudo quanto havia feito, viu que o conjunto da criação era “valde bona”, isto é, ótimo.
Pois bem, se cada parcela foi dita apenas boa por Deus como se pode dizer que o total é ótimo? O total deve ter a mesma natureza das parcelas, e portanto o total de parcelas boas devia ser dito simplesmente bom e não ótimo. São Tomás explica essa questão na Suma contra Gentiles. Diz ele que o total foi declarado ótimo porque, além da bondade das partes havia a sua ordenação hierárquica. É essa ordem do universo que o torna ótimo, pois a ordem revela a Sabedoria do Ordenador. Por aí se vê que o comunismo, ao defender a igualdade como um bem em si, odeia a ordem, imagem da Sabedoria de Deus. Odiando a imagem de Deus, o comunismo odeia o próprio Deus, porque quem odeia a imagem odeia o ser por ela representado. Nesse ódio está a raiz do ateísmo marxista e de sua tendência gnóstico.
Vª Via – Prova da existência de Deus pelo governo do mundo
Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.
Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus.
Uma variante dessa prova tomista aparece na obra “A Gnose de Princeton”. Apesar de gnóstico esta obra apresenta um argumento válido da existência de Deus.
Filmando-se em câmara lenta um jogador de bilhar dando uma tacada numa bola, para que ela bata noutra a fim de que esta corra e bata na borda, em certo ângulo, para ser encaçapada, e se depois o filme for projetado de trás para diante, ver-se-á a bola sair da caçapa e fazer o caminho inverso até bater no taco e lançar para trás o braço do jogador. Qualquer um compreende, mesmo que não conheça bilhar, que a segunda sequência não é a verdadeira, que é absurda. Isto porque à segunda sequência faltou a intenção, que transparece e explica a primeira sequência de movimentos. Daí concluir com razão, a obra citada, que o mundo cego caminha – como a flecha ou como a bola de bilhar – em direção a um alvo, a um fim. Isto supõe então que há uma inteligência que o dirige para o seu fim. Há pois uma inteligência que governa o mundo.
Este ser sapientíssimo é Deus.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Mãe Yemanjá

Dia da Mãe Yemanjá (2 de Fevereiro)





MÃE YEMANJÁ
Salve Deus!
Como não poderia deixar de ser, dia 02 de fevereiro todas as homenagens são para ela!
Mãe Yemanjá está presente na maioria das doutrinas espiritas, sempre muito respeitada e requisitada por médiuns, pacientes e simpatizantes.
Mãe carinhosa, de um amor fugaz!
Nos abraça com a sua energia sem igual, confortando, emanado e curando. Que o diga quem tem o privilégio de participar de um trabalho de cruz do caminho, estrela candente e contagem.
Essa mentora maravilhosa teve sua chegada em nossa doutrina, após ter apostado com pai Seta Branca que: Devido a rebeldia de Tia Neiva, ele não conseguiria formar o mestrado...
Após ter perdido a aposta, se propôs a vir trabalhar no amanhecer com pai Seta Branca, e também nos concedeu a nossa maravilhosa Mãe Yara.
Salve Deus.
Mãe Yemanjá é a soberana das águas, e, juntamente com seu povo - Sereias de Yemanjá e Povo das Cacheiras - realiza vários trabalhos grandiosos, envolvendo fenômenos curadores e desobsessivos, com manipulação das forças das águas.
Sua presença pode ser sentida, com muita precisão, nas cachoeiras e nas ondas do mar. Nos trabalhos de Estrela Candente e Estrela Sublimação temos essa divina presença, junto com seu povo, fazendo a desintegração das cargas negativas, tal como acontece nas Contagens.
Seu trabalho é mais concentrado na Cruz do Caminho, com a sua incorporação na ninfa e a passagem da energia pelos participantes, impregnado tanto pacientes como médiuns com a força do Povo das Águas, que restabelece o equilíbrio celular e fortifica a energia vital. A Cruz do Caminho propicia ao médium restabelecer suas forças, armazenando uma grande quantidade da energia das águas, o que lhe dará condições de trabalho desobsessivo por muito tempo.
A história de como foi construído o Lago de Yemanjá é contada no livro Os Símbolos da Doutrina: Pai Seta Branca pediu a Mãe Yemanjá as forças necessárias para construir o Lago. Porém, ela disse “não”, alegando que Tia Neiva era física e não sustentaria a manutenção do trabalho. Diante disso, Pai Seta Branca afirmou que se responsabilizaria por Tia Neiva. Assim, nossa Mãe pôde buscar no mar as forças de Yemanjá. Em janeiro de 1978, Tia Neiva, acompanhada de vários mestres e ninfas, levando consigo ainda, a pedido de Mãe Tildes, as 220 crianças do Orfanato, em 4 ônibus e 36 carros, dirigiu-se à cidade de Prado, na Bahia, de modo a buscar as forças necessárias para a implementação de mais um trabalho a ser manipulado pelo corpo mediúnico. Em Prado, foi realizado o ritual da Estrela Candente em plena praia. Nessa ocasião, lembram com saudades os veteranos, a Clarividente incorporou o espírito de Mãe Yemanjá. Tia Neiva pretendia ficar em Prado por 15 dias. Porém, com o desencarne de sua mãe, ela antecipou seu retorno, juntamente com Seu Mário Sassi, Gilberto e Raul, deixando as crianças sob os cuidados de Albuquerque, Jairo, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Gertrudes.
Mas o Lago só começou a ser construído depois que todos voltaram de Prado e, com pouco tempo, ficou pronto. O Lago de Yemanjá foi inaugurado no dia 1º de maio de 1978, ano da Consagração dos Adjuntos Rama e Raja, quando estes, de joelhos, pronunciaram seus juramentos. Em 1981, Tia Neiva voltou a Prado com as crianças e mestres para agradecer as conquistas alcançadas, realizando uma vez mais o ritual.
Com muito poder e muita ternura, esses grandiosos espíritos que formam um Raio de Olorum - o Povo das Águas - fazem a limpeza das auras e o fortalecimento dos plexos, equilibrando-os, além do trabalho desobsessivo.
Dividem-se em três categorias: o Povo de Cachoeira, que habita nas cachoeiras e corredeiras das águas; as Sereias, que habitam os rios e lagos de água doce; e o Povo das Águas, que vive nos mares e oceanos.
Todos estão sob o comando de Mãe Yemanjá e fazem poderosas manipulações na força das contagens e nos trabalhos da Estrela Candente. Somente após a sua Elevação de Espadas tem o médium condições para manipular a energia projetada por este Povo.
Contagem
A Contagem é um poder cabalístico magnético, um trabalho preciso onde é gerada, pelo pensamento, uma poderosa energia desobsessiva e curadora, que pode alcançar pontos ou pessoas distantes, abrindo um canal de emissão directamente com o Reino Central. Por isso é necessário que se tenha a máxima concentração para que possa fluir a força dos Cavaleiros de Oxan-by e da Legião do Divino Mestre Lázaro e se possam ter os efeitos curadores do trabalho.
Pela Contagem fazemos a limpeza do Templo e levamos nossa força magnética animal para os depósitos de energia no espaço, de onde é levada, pela Espiritualidade, até onde se faz necessária, como no Canal Vermelho.
Em uma Contagem actuam forças de diversas raízes, mas as principais são as do Povo das Águas e as dos Raios de Simiromba, que, cruzadas, favorecem a todos os que são vibrados, realizando grandes fenómenos.
Também, em uma Contagem, temos que lidar com duas forças imensas - o Jeovah Branco e o Jeovah Negro - e do nosso equilíbrio dependerá seu resultado, pois a Magia Negra também usa a Contagem. Com o Jeovah Branco sendo a força maior, realizamos uma Contagem na Magia Luz, uma estrela luminosa, capaz de grandes fenómenos.
A Contagem reflecte todos os poderes da Cabala.
A Estrela Candente, que também tem aquelas duas forças, está dentro de uma Contagem.
Na realidade, todos os nossos trabalhos doutrinários dependem de um tipo de Contagem, pois a Magia Negra é necessária para gerar o equilíbrio com a Magia Luz. A força mediúnica é a força do equilíbrio, e, por isso, a Contagem, dentro de uma hierarquia, se faz sempre necessária.
Uma atenção deve ser dada pelo comandante, depois que pede para os Aparás ficarem de pé, para não demorar muito a invocar as forças de Arakém e pedir a iluminação do trabalho pela incorporação do Povo de Cachoeira e das Sereias de Yemanjá. Quando fica em pé, o médium começa a receber a irradiação das Entidades, e muitos, se demora a invocação do comandante, dão passagem à incorporação antes de ser feita a chamada, prejudicando a harmonia do trabalho.
Outra preocupação importante é quando terminam as incorporações do Povo de Cachoeira e das Sereias de Yemanjá, momento em que o Comandante pede que os Doutrinadores se levantem para emitir a prece de Simiromba. A posição para a prece de Simiromba é em pé, com os braços dobrados em 90 graus, com as mãos abertas e os dedos separados. Assim, após a desincorporação, os Aparás devem permanecer de pé, emitir o mantra e só se sentarem antes de serem feitas as três elevações pelos Doutrinadores.
As Sete Lágrimas de Iemanjá
(Poesia de Geni Souza Duarte, Primeira Agulha Ismênia)


"Dos olhos meigos e mansos de nossa Mãe Iemanjá,
Sete Lágrimas rolaram para as dores aliviar,
sete rosas desabrocharam na Terra de Santa Cruz,
prelúdio de muitas curas, em nome de Cristo Jesus”.


As filhas da cachoeira de Pai Zé Pedro e Pai João
na Era dos Oito sofrida, do tempo da Escravidão,
eram servos de Jesus para na Terra formar,
com muita dor e tristeza a raiz do Mestre Jaguar.


Janaína, Sinhazinha, bela flor que perfumava,
dava assistência aos negrinhos que na senzala choravam;
o luxo, a riqueza não a fizeram feliz e abandonou tudo,
tudo pra os pretos velhos seguir.


Jurema e Juremá viviam grande aflição
pois sentiam todo o peso dos grilhões da escravidão.
Jandaia, Janara, Iracema, Iramar da terra sofreram
as dores pra sua origem voltar.
Jamais se desanimaram, pois tinham fé no Senhor,
que não deixa ao desamparo o filho que tem amor.
Nas noites enluaradas se reuniam a cantar,
pedindo a Deus proteção pras forças não lhes faltar.


Hoje nos chegam do céu envoltas em lindo fulgor
e conduzem com carinho ao Mestre Doutrinador;
são as princesas das águas que hoje vêm nos guiar;
são as sete gotas caídas dos olhos de Iemanjá


Sigamos pois, meus irmãos, o exemplo vivo e feliz

destes que nos precederam para formar esta raiz"

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Trino Arakém | Nestor | O parto difícil - A aposta de Pai Seta Branca e ...

O Arcano





O Arcano
Salve Deus!
Graças a Deus, muitos dos nossos mestres receberam a consagração de Arcanos, no ano passado em 2012.
(SALVE DEUS! OH JESUS! SEGUINDO O ROTEIRO DESTE MEU SACERDÓCIO, VENHO RECEBER A MINHA CONSAGRAÇÃO. CONSAGRA-ME SENHOR..).
Foi quando o Templo Evalumo recebeu também a Corrente Mestra. Houve muita realização, mas também o assumir de muita responsabilidade.
(NESTE INSTANTE ME SINTO CONSAGRADO, PELA FORÇA DOS ENCANTOS DO AMANHECER, E DE OMBROS ERGUIDOS, SEGUIREI MINHA JORNADA…).
Nesse ano de consagrações de Arcanos, me lembro de um mestre recém consagrado com a classificação de Arcano, perguntar numa reunião para Arcanos, o que significava ser “Um Arcano”. A resposta que obteve foi…. Muita responsabilidade, estar presente nos dias de trabalho e ter muita conduta.
(SALVE DEUS! MINHA MÃE CLARIVIDENTE! JURO SEGUIR O TEU ROTEIRO NESTA CAMINHADA PARA UM RICO III MILÊNIO, DOUTRINANDO, EMANANDO E CURANDO, TRANSFORMANDO A DOR NO CAMINHO DE NOSSA EVOLUÇÃO...).
O saudoso Adjunto Yumatã mestre Caldeira, dizia que um Adjunto Arcano, deveria ser um mestre sem vaidade, sem prepotência e com muita responsabilidade.
O Trino Tumuchy dizia que “Muitos são chamados a uma consagração, mas nem todos são consagrados”.
(ACABO DE RECEBER DE MINHA MÃE CLARIVIDENTE, ESTE SACERDÓCIO, QUE ME CONFIRMARÁ O TÍTULO DE SÉTIMO RAIO ADJURAÇÃO ARCANOS RAMA 2.000, E FORÇA SE FARÁ DENTRO DE MIM, PARA QUE POSSA CUMPRIR OS ENCANTOS DO AMANHECER).
Segundo o Mestre Sol Trino Tumuchy, os Ministros dos Arcanos nunca estiveram encarnados, e os Arcanos tem o compromisso com o universo. Ainda desconhecemos os poderes e ou a força de um Mestre Arcano, e como uma espada voltada contra o próprio peito, como Arcano deverás estar acima do bem e do mal.
(CUIDAREI COM RESPEITO, DESTA SETA IMACULADA QUE CULTIVASTE EM TEU SEIO, HÁ 20 ANOS, PARA ME FAZER ADJUNTO KOATAY 108. EU, MESTRE JAGUAR DESTA CONGREGAÇÃO, A TUA BENÇÃO MINHA MÃE! COM TERNURA PROMETO! NINGUÉM JAMAIS PODERÁ CONTAMINAR-SE POR MIM).
Ser um Mestre, que não divide, não mata ilusões de outros, embora como disse Tia Neiva, que o Arcano fica onde quer, sua classificação não lhe delega poderes para ser melhor que outros, mas pelo contrário, ser humilde manso de coração. Quando seus tutelados saem de sua conduta doutrinária ou de seu compromisso doutrinário eles se afastam!
Há relatos que Tia Neiva comentou de mestres Adjuntos que saíram de sua missão ou conduta e seus Ministros se afastaram de seus Mestres! Ela não sabia informar se o mesmo Ministro voltaria com o mesmo Mestre!
(JESUS, QUE O MEU SOL INTERIOR NÃO SE AFASTE DO TEU. RESPLANDEÇA SEMPRE A LUZ DA CARIDADE E DO AMOR. QUE A TOLERÂNCIA E A HUMILDADE ENCONTRE ACESSO EM TODO MEU SER. CONFIANTE NOS PODERES DOS GRANDES INICIADOS, NÃO ME FALTARÁ O RAIO RESPLANDECENTE DOS RAMISÉS E AMON-RÃ. RAIO DE ARAKÉN! PODER DE ATON! ORÁCULO DE SIMIROMBA! AQUI DE JOELHOS ME PROSTRO A TEUS PÉS, SEGURO PELOS LAÇOS DA ALTA MAGIA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, NA ESPERANÇA DE UMA NOVA ERA).
Em uma trajetória inversa perdeu este Mestre o direito de errar. Suas palavras e suas consagrações tem um peso que somente pode ser avaliada por suas ações.
Também há relatos de que quando Tia Neiva classificou o primeiro grupo de Arcanos, havia um pedido para que sempre houvesse um deles no interior do Templo Mãe. E também que evitasse trabalhar nos Tronos.
Quando o Mestre Janatã, fazia as escalas da Estrela candente e do quadrante, orientava que no ritual do quadrante, não se dava missão a esses Mestres, baseado num trecho: “O Arcano fica onde quer”.
Não há como analisar o especto das classificações e as faixa cármica, as classificações caminham paralelos ao resgate cármicos e dividas transcendentais e, nisso está implicito as cobranças espirituais.
(OH JESUS! NESTA BENDITA HORA, QUE AS FORÇAS SE MOVIMENTAM PARA A CONSAGRAÇÃO DESTE MEU SACERDÓCIO. EU, O MENOR DOS TEUS SERVOS, PONHO EM TUAS MÃOS, OS MEUS PENSAMENTOS E TODO O MEU AMOR, PARA QUE A FORÇA SUPREMA DO MESTRE JAGUAR, POSSA DOMINAR TODO MEU SER. JESUS! REMONTANDO SÉCULOS, CHEGO ATÉ AQUI, PARA CUMPRIR AS LEIS DO AMANHECER).
O juramento. Ninguém é obrigado a Jurar, mas se Jurou...

Adj. Nelon, Koatay 108 Mestre Jorge Luis, Filho de Devas


Como escolher a minha "Falange Missionária". (1)



Salve Deus!
Ninfas deste amanhecer, resolvi fazer este acervo, com o meu pensamento em vós.
Sei a dificuldade que existe em escolher uma Falange Missionária, quando não temos muita informação. A maioria das vezes por falta de uma informação mais pormenorizada, mais detalhada, que sirva para a ajudar a “descobrir”, aquela que será a “Sua Falange Missionária”.
As Falanges Missionárias, elas são vinte na sua totalidade para as Ninfas deste amanhecer, poderem escolher e aderir. E duas (Mago e príncipe Maia) para os Mestres. Mas só uma é que vos vai chamar atenção, “tocar no coração” como se costuma dizer.
Conforme vão lendo, as Histórias e os Cantos de cada uma das Falanges, vão notar que vai haver uma, que vos vai chamar mais à atenção, do que as outras… Aí, penso que seja essa “a sua Falange Missionária”, porque tudo isto é transcendental, tudo tem haver com as nossas vidas passadas…
Sendo assim é importante que tenham acesso à história e canto de cada uma das Falanges Missionárias, para que possam ler, quantas vezes forem necessário e escolherem em consciência, e sem dúvidas, qual a Falange Missionária que querem representar, que querem servir.
A escolha de uma Falange Missionária, é um passo muito importante, na jornada de cada uma de vós e também fica registada nos planos Espirituais. É importante identificar-se com o canto da falange, assistir às reuniões, participar das cortes, e de todos os trabalhos que exigem a presença da Falange. Se faz necessário também compreender as suas obrigações de missionária de Falange dentro do templo.
É muito natural que receba um convite para ingressar em uma Falange, mas a decisão é só sua. É de sua responsabilidade, e não deve haver pressa. Pode estar o tempo que quiser sem aderir a uma Falange, todavia quando for fazer o seu terceiro passo Iniciático, o Ritual de Centúria seria bom ir já com a sua indumentária de Falange Missionária, para que as energias deste Ritual fiquem empreguenadas na Indumentária. O importante é que quando aderir seja em consciência, e não se deixar levar pela boniteza de uma indumentária, porque esta sua escolha deve ser para toda a vida.
Pode mudar de Falange, mas só o deve fazer em casos excecionais, e com uma grande razão de ser.
Não se deve escolher uma Falange Missionária pela sua Indumentária, porque pode acontecer que essa “Não seja a sua Falange Missionária”. Até porque todas elas são bonitas, projetadas desde o Reino de Zana (Zana é o Reino das grandes Falanges Missionárias do Espaço. A força de uma Ninfa, com sua indumentária de Missionária, que se soma a todas que já possui, procede diretamente de Zana), trazidas por Mãe Yara através de nossa Mãe Clarividente.
No conteúdo de este livro, vai reparar que tem Falanges Missionárias com mais informação do que outras, mas isso só foi possível, devido às informações “atuais” que eu possuo.
Todo o conteúdo, é baseado em vários acervos da nossa Doutrina, como Manuais de falanges, Acervo do Trino Triada Tumarã e Livro de Leis.
Resta-me desejar uma boa leitura, na busca e descoberta da “sua Falange Missionária”.
Salve Deus!
Adjunto Nelon, Mestre Jorge Luis, Filho de Devas.


Tia Neiva conseguia chegar através do seu espírito a este local onde percebia diversas falanges. Ao acordar no plano físico descrevia o que via. Mãe Yara, como entidade, servia como instrumento para prestar maiores orientações à Tia Neiva, que ia desenhando os detalhes daquilo que ia absorvendo do mundo espiritual.
O Reino de Zana é o local de onde se originam o estilo das vestes. Por isso, na doutrina, o vestuário remete a três aspetos importantes, que são: as civilizações antigas, o evangelho e as funções. Os grupos de trabalho se definem em razão destas três características mencionadas.
As Nytiamas são ciganas por excelência na Índia. A fogueira é a autêntica fogueira cigana. São as virgens dos templos, que eram oferecidas ou prestavam serviços aos Deuses. Por isso usam o véu, que representa a pureza. Quando se casam mudam de roupagem. Na saia tem três cores básicas da magia original, onde três é sagrado, com cores definidas. As meninas santas veneradas na Índia, ligadas ao hinduísmo, tendo o vínculo com os Devas, que eram deuses hindus. No seu canto elas explicam que chegaram até os Devas.
As Samaritanas remontam as Samaritanas que serviram a água para Jesus no poço. Mas também aquela que desrespeitou os soldados Romanos, quando Jesus estava carregando a cruz no seu calvário. A ânfora simboliza a água e o vinho, um símbolo da época de Jesus, do azeite. No templo Vale do Amanhecer, têm as funções de servir.
As Gregas são o mundo grego. Eram a guarda da Helena de Tróia, elas trazem no seu ombro nu, um estilo grego da época. Elas são a Grécia por excelência. Cultuavam o Deus Apolo. No canto das Gregas fala do Deus Apolo unificado em Cristo Jesus. As mulheres tomaram as armas dos homens na doutrina do Vale do Amanhecer, porque os homens cometeram muitos desatinos com armas. Então as lanças servem como um condutor de energia serve para abrir caminho afastando os obsessores. E a corte vai abrindo caminho, espalhando aquela energia positiva que vai abrindo caminho, conduzindo os mestres.
As Maias falanges remontam a civilização Maia, no norte do México onde adquiriram muito das tecnologias do Capelinos, seres espirituais que queriam auxiliar com o desenvolvimento evolutivo da terra. Então, no canto da Maia elas falam: conheceram a ciência cósmica, promoveram o culto a virgem do sol, que era um tipo de Deus cultuado. E, hoje representam a virgem do sol, tendo a mesma como mentora. As grandes pirâmides do México foram da civilização Maia. Na veste, o cálice com a seta simboliza a ciência cósmica do que ela falava.
As Yuricys remontam a época do Rei Leônidas, que auxiliavam a Pitoniza, que era Pitya, uma das reencarnações de Tia Neiva. Pitya ficava no Oráculo de Delfos, este oráculo ficava no interior da Grécia. Então, várias falanges missionárias remontam o Oráculo de Delfos. As ninfas sol presidiam o ritual, cuidando pessoalmente da pitonisa, dialogavam com os reis antes da pitonisa se manifestar no oráculo, que serviam para muitos irem se consultar antes de partirem para as guerras. As luas representam, na doutrina Mãe Koatay 108. A cor preta da roupa traduz a magia de representar o oculto, o espiritual, que não se enxerga. Esta cor está presente em quase todas as vestes do Vale do Amanhecer. A ninfa Yuricy lua traz todo o canto pagão da Lua, tudo que é relacionado ao sagrado feminino. A lua polariza o feminino e o sol masculino.
O ministro Yuricy é o mentor da falange, então elas tinham funções de comando. Tanto que a primeira representante da Yuricy era chamada de mestre. As Yuricys eram guardiões de oráculos, já que os homens estavam nas guerras.
As Jaçanãs são as responsáveis a proteger o oráculo de Delfos. Nas indumentárias elas possuem um escudo estilo grego, com intercalação de cores. São as guardiãs de Pitya, com seu escudo, que trazem na sua indumentária. No seu canto, elas falam: ―Jesus, te peço a perseverança do homem da minha tribo, ou seja, possuem um perfil de militares.
As Muruaicys faziam a limpeza do templo energética, remontam Yemanjá, que era Ísis, a Deusa mulher, que guarda os segredos do mundo espiritual que está associado à lua. Trazem a força de Yemanjá para o ritual. Elas têm a chave da magia, do ritual mágico, com a cruz de Ançanta na sua capa da indumentária, elas abrem os portais. Se a Muruaicy faz a invocação para abrir o ritual, ela tem as chaves dos portais espirituais, tendo o poder de plasmar o espiritual na terra, unir o céu e a terra. A cabala, que é a chama da vida, está na frente da sua veste e representa a junção da terra e o céu, o confronto destas forças forma a chama da vida. O branco do vestido é a ausência de cor, é uma tela a ser pintada, ela não sabe o que vai trazer do céu para terra, aquilo que busca do céu, o fogo sai disso. A junção do corpo com o espírito forma a vida.
Toda Dharman-Oxinto traz uma parte da estrela, sua gola representa parte de uma estrela. Dharman-Oxinto é um nome Oriental, representa a magia Tibetano. Remontam a iniciação Egípcia e a iniciação Tibetana. É a magia pura Egípcia, é considerada a energia mais pura. A indumentária simboliza a luz do sol do Egito, e a luz da lua, de Ísis, a Deusa da lua. A Dharman-Oxinto é a senhora da iniciação, representa você morrer e nascer para uma nova vida.
As Arianas foram criadas para trazer o Leito Magnético. Elas surgiram quando surgiu o Leito Magnético. Na indumentária traz a simbologia do Leito. Um receptáculo onde as energias são armazenadas. Os raios coloridos representam os cavaleiros do trabalho de Leito Magnético.
As servas de Madalenas, foi a primeira apóstola a ver Jesus em corpo etéreo, a viúva sagrada. Por isso a indumentária ser preta, e usar no trabalho o véu negro. Elas trazem o símbolo do sagrado feminino que é o cálice na indumentária. É a falange que conduz a noiva no Vale. Sua indumentária é preta, rosa e branco. Preta é a viuvez, rosa, pelo amor de Jesus e branco do manto do Cristo. Madalena de Cássia, Cássia era o lugar da Itália onde se refugiou, pois foi perseguida por alguns apóstolos que não admitiam que uma mulher os liderasse.
As Franciscanas remontam Francisco de Assis e Santa Clara em sua passagem na Itália. Trazem na sua indumentária toda a simplicidade como o marrom, a corda que amarra sua indumentária. O canto da primeira franciscana Nilza fala da clausura nos Conventos das Clarissas.
As Narayamas representam a civilização da velha índia, da sabedoria, da cultura, da religião. A cruz e o triângulo na Indumentária representa o esoterismo indiano, tibetano. É a velha índia por excelência.
As Rochanas são as falanges que simbolizam as mulheres do deserto. São as mulheres que viviam pelo Oriente Médio, que viviam Saara, Grécia. Isoladas em cavernas, que viviam da sua solidão. O radiação ultravioleta é a luz predominante no deserto, então o raio violeta está presente na indumentária das Rochanas.
As Cayçaras são as falanges da Estrela Candente, que tem a função de trazer os espíritos para o ritual de Estrela Candente. Na indumentária tem o roxo, que é a cor da cura e o símbolo da estrela com a elipse, demonstrando esta ligação com a função que elas têm com o trabalho de Estrela Candente na doutrina.
As Tupinambás são a falange de Pai Seta Branca. É a falange da Casa Grande. Que exerciam trabalhos sociais de assistência aos desamparados, dando também assistências aos viciados em drogas e pessoas com necessidades espirituais, considerados loucos pela ciência. As missionárias trazem a imagem de Pai Seta Branca para ter uma maior proteção no auxílio destes espíritos.
As falanges ciganas trabalham pela libertação dos espíritos e remontam as tribos ciganas na Andaluzia no sul da Espanha e na Rússia. As ciganas se diferenciam pelos aspectos da mulher cigana. A cigana Tagana é a cigana nova, dançarina, que chama a atenção pela beleza, pela sedução, pela vitalidade e pela alegria. As ciganas Aganaras são as ciganas matronas, mais experientes, casadas, avós, líderes, as que profetizam da tribo. Resumindo a cigana Tagana é a vida, o físico, a paixão, e a Aganara é a sabedoria, a prudência e o espiritual.

As Agulhas Ismênias e Niatras trazem na indumentária todos os simbolismos de todas as civilizações. Elas representam a trajetória do jaguar na terra, em todas as civilizações. Os hieroglíficos na indumentária representam todo este mistério. As Niatras usam preto porque representam a noite no seu transcedental, já as Agulhas Ismênias representam o dia.