quarta-feira, 17 de junho de 2015

LINDA HISTÓRIA DE AMOR PARA REFLETIR ...


é grande porém vale a pena ler.
Um casal de jovens recém-casados era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia, o marido fez a seguinte proposta à esposa:
— Querida, vou sair de casa e viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até que tenha condições de voltar e dar-lhe uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo ficarei distante de casa. Só lhe peço uma coisa: Espere-me! Enquanto estiver fora, seja-me fiel, que o serei a você.
Assim sendo, o jovem partiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. Ofereceu-se para trabalhar e foi aceito, mas não sem antes propor o seguinte pacto ao seu empregador:
— Patrão, peço-lhe só uma coisa: Deixe-me trabalhar pelo tempo que quiser e, quando achar que devo ir embora, dispensa-me das minhas obrigações. Não quero receber meu salário. Só lhe peço que o coloque na poupança até o dia em que for embora. Quando sair, recebo meu dinheiro e sigo meu caminho.
Tudo combinado, o jovem trabalhou por vinte anos, sem férias nem descanso. Após esse tempo, chegou para o patrão e cobrou-lhe o contrato feito há vinte anos:
— Quero meu dinheiro, pois estou voltando para minha casa.
O patrão, então, disse-lhe:
— Tudo bem, fizemos um acordo e vou cumpri-lo, só que, antes, quero fazer-lhe uma proposta: pode escolher entre receber todo o seu dinheiro ou aceitar três conselhos meus e ir embora. Vá para seu quarto, pense durante a noite e depois me responda.
O rapaz pensou durante dois dias. Procurou o patrão e disse-lhe:
— Quero os três conselhos.
O patrão, então, falou-lhe:
— Primeiro: Nunca tome atalhos em sua vida. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar sua vida.
— Segundo: Não seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade poderá ser-lhe mortal.
— Terceiro: Jamais tome decisões em momentos de ódio e de dor. Poderá arrepender-se e ser tarde demais.
Após dar-lhe os três conselhos, o patrão disse-lhe:
— Rapaz, aqui tem três pães, dois para comer durante a viagem e o terceiro para comer com sua esposa, quando chegar a casa.
Assim, o rapaz partiu, deixando a fazenda, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que tanto amava. Andou durante o primeiro dia e encontrou um viajante, que lhe perguntou:
— Para onde vai?
Respondeu-lhe:
— Para um lugar muito distante, que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.
O viajante aconselhou-o:
— Este caminho é muito longo, conheço um atalho que vai encurtar bastante sua viagem.
O rapaz ficou contente e começou a seguir pelo atalho, quando se lembrou do primeiro conselho do seu patrão. Então, voltou e seguiu seu caminho. Dias depois, soube que aquilo era uma emboscada.
Após alguns dias de viagem, achou uma pensão na beira da estrada, onde se hospedou. De madrugada, acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se, rapidamente, sem saber de onde vinham os gritos e do que se tratava. Recordou-se do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer, o dono da hospedagem perguntou-lhe se não havia ouvido um grito e ele disse-lhe que sim.
O hospedeiro questionou-lhe:
— Não ficou curioso?
— Não!
O hospedeiro falou-lhe:
— É o único que vai sair vivo daqui, pois sou louco e grito durante a noite. Quando o hóspede sai, eu o mato.
E mostrou-lhe vários cadáveres.
O rapaz seguiu sua longa caminhada, ansioso por chegar a sua casa.
Depois de muitos dias e muitas noites de caminhada, já ao entardecer, viu, entre as árvores, a fumaça saindo da chaminé de sua casinha. Andou um pouco mais e logo notou, entre os arbustos, a silhueta da sua esposa. O dia estava escurecendo, mas viu que sua mulher não estava só. Andou mais um pouco e percebeu que havia um homem entre suas pernas, a quem estava acariciando os cabelos.
Ao presenciar aquela cena, seu coração derreteu-se de ódio e amargura e decidiu ir ao encontro dos dois para matá-los sem piedade. Respirou fundo e apressou os passos. Lembrou-se, então, do terceiro conselho. Parou, refletiu e resolveu dormir aquela noite ali mesmo.
No dia seguinte, tomaria uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, pensou:
— Não vou matar minha esposa e nem seu amante. Voltarei para meu patrão e lhe pedirei que me aceite de volta. Antes, quero dizer à minha mulher que fui fiel a ela.
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando sua esposa apareceu, reconheceu o marido, atirou-se no seu pescoço e abraçou-o afetuosamente. Tentou afastá-la, mas não conseguiu. Com lágrimas nos olhos, disse-lhe:
— Fui-lhe fiel e você me traiu!
Ela, espantada, respondeu-lhe:
— Como?! Não o traí, muito pelo contrário. Esperei-o durante esses vinte anos!
Ele perguntou-lhe:
— E aquele homem a quem estava acariciando?
Ela disse-lhe:
— É nosso filho! Quando foi embora, descobri que estava grávida e, hoje, ele está com vinte anos de idade.
Então ele entrou, conheceu seu filho, abraçou-o e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava-lhes o café. Sentaram-se para tomá-lo e comeram o último pão. Após a oração de agradecimento e lágrimas de emoção, ele abriu o pão. Ao parti-lo, ali estava todo o seu dinheiro...

O Princípio Inteligente

A alma pareceria assim ter sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação? Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende a unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer totalmente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de alguma sorte, um trabalho preparatório, como a germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se toma Espírito. (O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - pergunta 607)



No plano da criação divina, podemos admitir o fluido universal como elemento formador da matéria condensada e semi-condensada, tal como os mundos, os corpos dos seres vivos, a parte perispiritual dos seres, o duplo etérico, o fluido vital. Mas cada um desses elementos oriundos do fluido universal, caracterizado como material ou semi-material, sofre as modificações inerentes à matéria, que vão desde as transformações físicas e químicas até a desagregação com conseqüente retorno à fonte que lhes deu origem.


O Espírito, dotado de instinto, inteligência, pensamento, abstração, sentimentos, emoções não poderia possuir as características materiais, sob pena de voltar ao todo universal sem a manutenção de sua individualidade, o que seria inglório para ele, e medíocre como plano traçado por quem detém a sabedoria suprema. Tal pensamento leva-nos a crer, que o princípio inteligente deve ter sido criado distintamente do princípio material, como se ambos fossem de essências diferentes, que deveriam unir-se para aperfeiçoamento conjunto.


Se Deus fez em primeiro lugar o princípio espiritual que veio a gerar o Espírito, ou o fluido cósmico modelador dos mundos, isso não sabemos. O fato é que o princípio inteligente deveria juntar-se ao princípio material, para que não houvesse mundos materiais e seres espirituais como realidades distintas e separadas. Mundos materiais para quê então?

Criados os mundos e existindo os princípios inteligentes estes passam a habitar a matéria, iniciando um longo trabalho de elaboração de sua vestimenta perispiritual, podendo assim manifestar-se em plano mais denso através desse intermediário, o perispírito. Quis Deus que a aprendizagem do Espírito se fizesse em sucessivas romarias nos orbes materiais, partindo este sob sua tutela, para as conquistas da autoafirmação, sobre um universo criado para a sua glória.

Matriculado como aprendiz na escola do trabalho árduo e da santificação permanente, caminho que, se preterido aciona um mecanismo de homologação onde o retorno e a recapitulação do citado curso são obrigatórios, parte da escuridão da simplória ignorância para a luz da sabedoria. Não há como furtar-se a esse destino: nascer, viver, aprender, renascer, aprender sempre, de vez que não existe retrocesso na lei divina.

O princípio inteligente não pode agir diretamente sobre a matéria, a não ser revestindo-se de outro tipo de matéria semi-condensada que possibilite o intercâmbio de informações e sensações de um para o outro. O início de nosso estudo sobre perispírito começa neste ponto, onde o princípio inteligente aliando-se aos cristais demora-se por séculos, forçando a matéria a obedecer a uma geometria definida, tornando seu esboço perispiritual maleável, gravando no mesmo formas e linhas precisas.

Quanto aos corpos brutos, tais como os minerais (rochas, ferro, ouro, zinco) abstenho-me de comentários, mesmo porque encontro pouca lógica na união do princípio inteligente na matéria bruta, onde ele ficaria adormecido sem nenhuma aprendizagem. Na condição de prisioneiro em matéria bruta ele permaneceria adormecido, estático, sem registros. Talvez esteja desenvolvendo a sua afinidade de ordem química?

A matéria bruta é destinada ao consumo e a transformações irreversíveis. O ferro é trabalhado pelo fogo e serve às necessidades humanas. De outra feita sofre oxidação e é consumido pela ferrugem. A rocha é desgastada pelas intempéries e vira pó. Outro tanto vai para as construções de estradas e residências, açudes.

O ouro é transformado em jóias para adornar a vaidade e fomentar a cobiça, ou fica preso em cofres fortes. O zinco cobre os barracos dos favelados. Poder-se-ia dizer que nesses materiais o princípio inteligente estaria hibernando. Pode alguém afirmar que o princípio inteligente se encontra adormecido na matéria. Mas em quais tipos de materiais? E o que ocorre com ele quando esses materiais sofrem transformações irreversíveis, tais como a queima da madeira, a transformação do ferro em ferrugem? Uma lei não pode ser estabelecida em cima de incertezas.

Ou o princípio inteligente encontra-se adormecido nos minerais ou não. Apelando para o senso prático, perguntamos: por que estaria, para nada aprender ou em nada contribuir? Onde a matéria bruta inicia um princípio de organização formal (não falo de átomos e moléculas) obedecendo a formas geométricas em sua divisão, é que iniciaremos o nosso estudo, colocando aí a união dos dois princípios, material e inteligente, gênese da mais admirável de todas as sagas do universo, a busca da autonomia espiritual.