sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Uma lição de Jesus


O Senhor estava em Jerusalém com Pedro, Tiago e João; era sábado. Enquanto caminhavam viram um homem que não via. Era cego de nascença. Pedro perguntou: Se as doenças e as deficiências são causadas pelo pecado, quem foi neste caso o pecador, os pais ou o cego?
Jesus respondeu: Todas as dores, sofrimentos, misérias e aflições são pagamentos parciais de uma ou mais dívidas contraídas. Há uma Lei de retribuição, compensação, reparação e recompensa que nunca falha, e que está sintetizada nesta regra de vida: Dente por dente; vida por vida.
Aquele que prejudicar alguém por pensamento, palavra e por acção é considerado devedor perante a Lei e, da mesma forma, se alguém o prejudicar por pensamento, palavra ou acção. Se alguém derramar o sangue de um homem, tempo virá em que um outro derramará o seu. O sofrimento e a miséria é uma cela de prisão em que o homem deve permanecer até pagar as suas dívidas, a menos que um Mestre o liberte para que tenha melhores condições de liquidá-las.
Vede este homem! Certa vez, numa outra vida, foi uma pessoa cruel e, de modo bárbaro, cegou um semelhante. Por sua vez, os pais dele viraram as costas a um cego desvalido e expulsaram-no da sua porta.
Perguntou então Pedro: Pagamos nós as dívidas de outros homens quando pela palavra os curamos, expulsamos os espíritos impuros ou, os livramos de qualquer forma de sofrimento?
Respondeu Jesus: Não podemos liquidar as dívidas de outros mas, através da palavra, podemos aliviar um homem das suas misérias e sofrimentos, de modo que possa pagar as dívidas que contraiu, entregando de boa vontade a sua vida e sacrificando-se pelos outros homens e outros seres vivos.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ORAÇÃO DO PAI NOSSO VALE DO AMANHECER.wmv


Meu filho






A Doutrina do Amanhecer, ou Doutrina do jaguar, explica que o homem que tem conhecimento de si mesmo, aumenta sua intensidade vibratória, e isso é o que acontece nesta tribo de Jaguares. Porque só poderá receber tais iniciações, aquele que tiver todas as suas células despertadas, isto é, a célula mental e a célula etérica, livres de superstições.

 “Mas, interrompeu Nestor, e a humanidade? A senhora falou do Jaguar e do Doutrinador; e como fica o homem comum?”

O Jaguar espera pela humanidade para o próprio adiantamento dela.

Sim, filho, a humanidade e o planeta com seus outros seres estão na luta universal. Seu único objetivo é infundir no homem a necessidade dos últimos preparativos para que essa passagem seja uma conquista harmoniosa. Sim filho, se o homem se mantiver numa doutrina unificante, na passagem das grandes Estrelas, Sívas, Harpásios, Taumantes, Tenários, Tizanos, Cautânenses, Vancários, Sumayas e Sárdios, se ele conseguir a grande fusão e assim souber, espontaneamente, emitir na grande transmutação, ele será protegido e terá a bela condição que é a salvação de uma vida para outra. Porque essas estrelas foram dispostas como um verdadeiro arsenal de forças para a transição de uma vida para a outra.

Meu filho, o mundo está bem perto do inevitável, da transformação que afetará todos os seres de corpo humano. Então filho, sabemos que não podemos ficar a mercê dessa transformação olhando para o céu, se sofremos os desatinos de nossos destinos cármicos.

Mas, nada temos a temer, pois é sabido que a dor faz o homem humilde e o amadurece para Deus. Assim será a situação do homem brevemente, diante do imenso painel da realidade universal.

“E como a senhora vê esse painel?”

Vejo que as coisas que hoje desperdiçamos nos faltarão amanhã. Sem saber que já amanheceu, o homem chorará a falta do céu azul, do sol, da lua e das campinas verdejantes. Sem saber onde pisar ele estará correndo o grande perigo da desintegração. Enquanto isso, filho, o homem que já adquiriu as suas asas, esse estará provido da candeia viva e resplandecente, na sua jornada missionária para alimentar e reintegrar os que perderam a sua rota.

“Será então, a escuridão de que falam as profecias?”

Sim filho, a escuridão é a falta de visão, do conhecimento das coisas do céu, do homem que é conduzido pela sua mente sem Deus, e que por isso poderá perder a sua rota e entrar no processo de desintegração.

 Eis o perigo dos que levam a vida na inconsciência, sem saber o que está acontecendo acima ou abaixo de sua cabeça. É triste, muito triste. Filho, como era triste a vida sem o Doutrinador.

Pense na falta de luz, tendo os pés na beira dos pântanos.

Entretanto, Deus, o Grande Deus, o imenso farol deste universo, que nos deu Jesus seu filho, que tanto sofreu por nós, e cujo grandioso exemplo de amor continua a emitir do céu luzes para quem precisa, ou para quem já passou o tempo de brincar, e está consciência de sua jornada evangélica.

A esse homem nada lhe falta, pois ele sabe que a hora é chegada pela presença do Verbo que segue a luz evangélica de Nosso Senhor Jesus Cristo, servindo de uma vida para outra, desintegrando e reintegrando na força absoluta de Deus Pai todo poderoso.

E isso é que representam as Divinas Estrelas do Sétimo Verbo, da origem do Santo Verbo Encarnado, Deus, Pai e Filho. São elas, Acelos do 2º Verbo, Ceanes do 2º Verbo, Geiras do 3º Verbo, Gestas do 3º Verbo, Gertais do 2º Verbo, Xênios do 2º Verbo. Vanulos do 3º Verbo, Mântios do 2º Verbo, Taíses do 3º Verbo. São as estrelas que trazem a faixa evangélica e iniciática da vida e da morte.

Nesse ponto a noite já se alongava silenciosa e o Solar dos Mestres, como era também chamada a Estrela Candente, se fazia silencioso, ouvindo-se apenas o chiar do Nêutron, a chamada voz do Silêncio. Nestor ajudou-a se erguer e a foi conduzindo lentamente para o carro. O Jaguar Executivo procurava memorizar o mundo de coisas que acabara de ouvir. Neiva lendo seu pensamento parou ofegante e sorriu. Não se preocupe Nestor que vou lhe dar tudo isso escrito.

Do livro “Minha vida meus amores”

A Doutrina como eu a conheço


Meus irmãos e irmãs,
Salve Deus!

A Doutrina do Amanhecer é uma Doutrina Crística, ou seja, fundamentada nos valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sabiamente foi sintetizado em Amor, Humildade e Tolerância.

Tia Neiva agregou os conceitos de família e união entre nosso povo e nosso Mestre Tumuchy, os conceitos científicos. Assim, embora com todos os aspectos religiosos e ritualísticos, estes sempre devem sem esclarecidos sob a Luz da Razão e com explicações plausíveis para cada gesto, movimento ou palavra. Nada em nossa Doutrina é sem explicação, tudo tem um “porquê” e a Luz da Razão não pode permitir esclarecimentos que “agridam a inteligência”. Devemos ter RESPOSTAS!

Como espiritualistas por definição, entendemos que nossas famílias biológicas são, na maioria absoluta das vezes, reagrupamentos kármicos, cuja dificuldade de convivência faz parte de nossa evolução.

Não é diferente no Templo, onde reencontramos desafetos de vidas passadas, porém ali estamos unidos por um ideal comum: curar e encaminhar espíritos! Este nosso ideal missionário, que, se compreendido, pode nos levar a formação de uma grande família espiritual.

Nossos Mentores se apresentam como “pai, mãe, vovô, vovó”. Pai Seta Branca é nosso Pai, não se apresentava como o espírito do Grande Simiromba de Deus que é. Em suas mensagens sempre trazia a comoção do “menor dos pais”, “quero ser pequeno para caber no coração de cada um”. Tia Neiva não pedia para ser chamada de Koatay 108, era apenas “Tia Neiva”, ou nossa “Mãe Clarividente”.

Entendem a sutilizada das mensagens nestas apresentações?

A Espiritualidade deseja que o Jaguar forme uma grande família! Que os Adjuntos e suas respectivas Ninfas sejam aqueles que unificam um povo para servir na Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um dia, quando este grupo espiritual denominado “Jaguares”, assumiu sua primeira missão neste planeta, chegaram como uma grande família, mas sujeitos aos enredos kármicos da vida física, endividaram-se mutuamente, e Pai Seta Branca assumiu o difícil compromisso de nos resgatar pelas missões que poderíamos ainda realizar.

Hoje estamos em nossa última missão na Terra! Sim! Temos nas mãos todas as ferramentas para evoluir e fazer desta, a nossa última encarnação neste planeta. E tudo que precisamos é trabalhar espiritualmente e agregar os valores do Evangelho: Amor, Humildade e Tolerância! E somar os conceitos de união familiar e conhecimento.

Não nos pedem a santidade... Não nos pedem nada que interfira em nossas personalidades, exceto a abstinência ao uso de álcool e drogas (apenas por questões técnicas). Porém, nos dão tudo no fiel cumprimento da jornada! Nos explicam que pelo nosso padrão vibratório podemos ser senhores de nossos destinos e ter tudo que é necessário para vivermos bem e felizes ainda neste plano. Qualquer mudança deverá vir de dentro para fora e por sua própria vontade e decisão.

Estes textos são apenas uma lembrança para o “despertar”! Não demorem tanto tempo para começarem a ser felizes! Libertem-se dos apegos, sorriam para seus irmãos e eleve sempre, sempre, sempre, seu padrão vibratório!

Como eu gostaria de ter entendido tudo isso há muito mais tempo!


Kazagrande

O Julgamento



                                                JULGAMENTO
                                      O PRINCIPIO DO JULGAMENTO
Salve Deus!
“Com o mesmo peso que julgar, serás julgado”. Esta frase do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo é bastante profunda. Faz-nos reflectir sobre essa difícil acção de nos vigiar e não julgar nossos irmãos e não só eles, como também, qualquer pessoa.
Julgar alguém é atribuir a ela um valor. Porém este valor é arbitrado por nós, nós julgamos segundo nossos conhecimentos, nossa consciência e nossos valores.
Em nossa doutrina, principalmente quando o número de médiuns é menor, a convivência mais estreita, dá oportunidade para que o “julgar” seja uma prática comum.
Nesta acção o Presidente Adjunto,sua Ninfa e seus colaboradores mais próximos são os alvos escolhidos e mais atingidos nesta acção maldosa de julgar.
O Adjunto ao formar seu povo, entre eles estão muitos daqueles que querem seu lugar.
Em nossa doutrina o poder do Adjunto é circunscrito ao ambiente mediúnico, fora do mesmo; é um individuo como tantos outros. Mas o interessante é o quanto esse “poder” exerce um desejo de tê-lo, principalmente naqueles que não tem condição espiritual, moral, social ou financeira para detê-lo. Se pensarmos bem a condição de um Presidente Adjunto, seu vice, enfim...Seus colaboradores que privilégios tem a não ser arcar com as responsabilidades da condução total de um templo do Amanhecer. Que logro, ou vantagens tem um Adjunto? Com certeza a não ser o cumprimento de sua missão e ser alvo de comentários tristes
Quantas vidas já foram marcadas para sempre ante a força dos Gregorinhos (como dizia Tia Neiva) em nossa doutrina. Quantas famílias dilaceradas, que são levadas a viver a dor da separação, motivada apenas pela acção fulminante do julgamento... Mas fica uma pergunta cuja resposta é óbvia... A responsabilidade e o ónus de tal acção, fica por conta daquele que julgou.
No anfiteatro ,quando o véu da vida for cerrado, quando a verdade universal prevalecer, encontrar-se-há aquele que foi caluniado e o caluniador. Nesta hora de nada valerá esconder, pois é impossível esconder de si mesmo. Diante de Ministros, Cavaleiros e seu guia a verdade haverá de ser mostrada em todos os seus detalhes.
Na história de Ditinho há um episódio em que uma Mãe acusa seu filho de ter roubado jóias para lhe presentear. Depois no momento da verdade ela se arrepende amargamente ao encontra seu filho no plano espiritual e tem que lhe pedir perdão.
O pressuposto é que quando se entra para uma doutrina como a nossa, o desejo é de melhorar-se, burilar-se, morrer em nossa personalidade profana,transitória e renascer como um missionário,um iniciado. E este é o sentido e razão de nossas iniciações. Deixar a individualidade moldar a personalidade difícil que carregamos connosco. Sem considerar os juramentos que fazemos e não percebemos.. “Oh jesus este é teu sangue.....”
Pense,se avalie,modifique-se...E encontrarás o segredo da Magia de Nosso Senhor Jesus Cristo...
Gilmar
Ad Adelano

domingo, 24 de novembro de 2013

O Médium Doutrinador


                                         O MÉDIUM DOUTRINADOR
Pelo Trino Presidente Triada Tumuchy!
É o médium cujo ectoplasma se acumula na parte superior do corpo, do peito para cima, predominando na cabeça. Quando ele se mediuniza, isto é, estabelece sintonia entre seu sistema psicológico e seus chakras, seus sentidos se activam acima do normal. Como consequência imediata, sua percepção fica mais apurada, mais alerta. Com a tónica circulatória predominando na cabeça, os órgãos inferiores diminuem a actividade, principalmente na área do sistema neuro-vegetativo.
A partir daí, ele começa a emitir uma onda fluídica com a parte superior do corpo, principalmente pela boca e pelas narinas.
Essa onda estabelece um canal fluídico entre os plexos superiores e os chakras correspondentes. Seu sistema psicológico passa a receber as influências dos chakras que, por sua vez, são activados pelo plano vibratório do mundo espiritual. O Doutrinador se torna, então, receptivo aos espíritos de sua sintonia.
Essas emanações são filtradas pelo sistema cerebral, e o Doutrinador emite sua doutrina, isto é, fala, pensa, escreve, cura, consola e executa sua tarefa Mediúnica.
Esse é o sentido amplo da doutrina. Ela não é, apenas, um conjunto de palavras bem articuladas e com boa construção literária. Também, não é simples pensamento bem elaborado, representando ideias precisas. É, essencialmente, emissão de energia positiva, que tanto pode se manifestar por palavras como pela aplicação das mãos, pelo olhar e até pelo simples pensamento dirigido.
Essa realidade do Doutrinador tem algumas implicações que não podem passar desapercebidas: 1º) O fenómeno existe e funciona, mesmo que o Doutrinador nato não saiba disso; 2º) a emissão fluídica tanto pode ser positiva como negativa, na dependência do campo de sintonia do Doutrinador. Nos estados de ira, de cólera, de angústia, de medo ou de ansiedade, a polarização das forças é, essencialmente, dos plexos nervosos. Nesse caso, os chakras se fecham, e a pessoa entra em curto-circuito, que pode produzir resultados funestos. O sangue que aflui ao cérebro se carrega de partículas tóxicas e produz descargas em todo o organismo. O médium Doutrinador não desenvolvido é um candidato natural à apoplexia, aos enfartes e derrames.
Pelas razões expostas acima, o Doutrinador é o médium por excelência, o intermediário entre os planos e o responsável pelo fenómeno mediúnico. Sem a presença de seu ectoplasma, é difícil a realização do processo, no qual ele actua como catalisador.
A manifestação de sua mediunidade é feita través da sua psique normal e esse fato inspira confiança, em virtude da plena responsabilidade em quaisquer circunstâncias. O Doutrinador não sente arrepios, perdas de consciência, nem tem descontroles emocionais, comuns em outros médiuns.
O desconhecimento desse tipo de mediunidade leva a considerar o Doutrinador como um ser humano que não tivesse mediunidade, atitude essa que tem tirado a oportunidade de realização a muitos.
Por outro lado, a tentativa de desenvolvimento da mediunidade de um Doutrinador nato pelos plexos inferiores, leva a complicações de consequências imprevisíveis.
A memória transcendental estabelece, para o ser humano, o momento para cada etapa fundamental de sua trajectória. O exercício da mediunidade tem um tempo certo para começar. Quando essa cronologia não é observada a Natureza põe em funcionamento os sinais de alarme. Estes aumentam de intensidade na proporção em que não são atendidos.
Nesse ponto, torna-se necessário lembrar ao leitor que o exercício da mediunidade não é feito apenas no Espiritismo. Se assim fosse, o mundo seria habitado somente por desequilibrados. Mas, por outro lado, apenas a vida comum, o mundo da personalidade transitória, não satisfaz às demandas mediúnicas. Isso explica, em parte, a busca eterna da realização religiosa, política ou idealista. O ser humano sempre precisa de algo além da sua simples sobrevivência. O Mediunismo se apresenta, actualmente, como a solução mais objectiva.
O Doutrinador potencial, quando se apresenta ao grupo mediúnico, demonstra, em geral, ter a vida desequilibrada e ser dominado pela angústia, pela descrença, agressividade ou passividade excessiva.
Fisicamente, queixa-se de dores de cabeça, distúrbios digestivos e incómodos cardíacos. De modo geral, esses incómodos cardíacos já foram objecto de cuidados médicos e desanimaram o clínico pela falta de causas definidas.
Submete-se, então, o paciente a um trabalho mediúnico, em que haja absorção do ectoplasma excedente no organismo. A melhora quase instantânea é a melhor prova de que estamos na presença de um Doutrinador.
Depois dessa experiência, se ele aceitar a ideia de trabalhar espiritualmente, deve ser submetido ao exercício de sua mediunidade, a começar pelos processos físicos. Durante um período mínimo de três meses, ele deve trabalhar uma ou duas vezes por semana, doutrinando espíritos incorporados, ministrando passes magnéticos e conversando com pacientes que procuram o tratamento espiritual.
Por tendência natural, o Doutrinador tem interesse na cultura intelectual. Tenha escolaridade ou não, ele sempre absorve o aspecto intelectivo do meio em que vive.
Sua apresentação, pois, é cheia de justificativas, explicações e demonstrações de conhecimentos. No seu arrazoado, predomina a análise com tendências ao cerebralismo. Nisso ele revela certo bloqueio à recepção espiritual. O racionalismo excessivo impede o contacto com o transcendente.
A alimentação do intelecto, nesse caso, é somente horizontal, isto é, nutrida, apenas, pelas ideias elaboradas por outros, remodeladas num transformismo contínuo, que nada cria. É uma psique saturada.
Paralelamente à desassimilação ectoplasmática, o médium deve ser submetido a uma confortável desassimilação intelectual. Durante algum tempo, ele deve se abster de leituras, experiências e pesquisas mais sérias; isso irá aguçar sua curiosidade, mas descansará sua mente. Esta, sem o bombardeio das informações formais, começará a sintonizar as antenas com o mundo chákrico e, mais além, com o mundo espiritual.
Nesse período, ele deve receber, apenas, as informações essenciais à técnica da mediunização, um subtil fenómeno da Natureza, mas de fácil alcance. Na vida comum, ele pode ser verificado nos momentos dramáticos, quando os acontecimentos superam o senso comum e o ser humano apela, automaticamente, para o transcendente.
O Mediunismo provê a mediunização por meio de chaves, mantras e o ritual em geral. Em última análise, é um problema de disponibilidade de ectoplasma e de focalização da consciência.
Sem dúvida, o sucesso de um Doutrinador depende de sua capacidade de mediunizar-se. Pela sua própria natureza, ele é um impaciente, e tudo que lhe acontece em torno o incomoda. Tem tendência para dar ordens e organizar as coisas. Gosta de falar, mas não de ouvir, provocando, com isso, reacções desfavoráveis à sua actividade.
No estado normal, sob o domínio da personalidade, ele manifesta seu temperamento, sua cultura e seus preconceitos, nem sempre agradando.
Ao mediunizar-se, porém, ele entra em sintonia com seu espírito, portador da experiência milenar, e com o plano em que se acha. Seus Guias encontram acesso à sua psique e, através dela, trazem suas vibrações benéficas ao ambiente, no verdadeiro exercício da mediunidade.
Como vimos até aqui, a mediunidade de doutrina revela as maiores possibilidades do ser humano, podendo, sem medo, se atribuir a ela as grandes conquistas da Humanidade.
Se pensarmos em termos da iluminação intelectual, mediante o processo mediúnico, chegaremos à conclusão de que a revelação mística não é antagónica ao processo científico, e tem sido a base da evolução humana. Com essa reflexão simples, colocaremos as religiões no lugar que lhes compete e partiremos mais tranquilos ao encontro do nosso futuro.
Qualquer ser humano, por modesto que seja em seu mecanismo intelectual, pode ser o portador da experiência transcendente. Basta, para isso, que se disponha a servir o seu próximo nas normas evangélicas e conheça as técnicas do Mediunismo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mediunidade Psiquica e Mediunidade Espiritual



O Espírito é algo que se destacou do Todo e, como consequência, se individualizou, se tornou uma “Individualidade”. O Indivíduo-Espírito pela própria natureza, apresenta características, tendências, preferências e objectivos que são somente seus, que o destacam de outros Indivíduos-Espíritos.
Para encarnar, isto é, para percorrer por certo tempo este Planeta, seguir a estrada que o levará, num futuro talvez remoto, à desindividualização, isto é, à sua reintegração no Todo, ele é obrigado a se adaptar ao corpo físico, cujas manifestações se fazem pelo processo sensorial de estímulo-resposta, chamado Alma.
 Esse conjunto Corpo-Alma forma a Personalidade. Personalidade significa a aparência física, a constituição do corpo, as tendências, a educação recebida, ou seja, “aquilo” que foi feito ou se fez no mundo físico, no Planeta, para a manifestação do Indivíduo-Espírito.
Essa é a lei da Terra, a Lei crística, em seu aspecto peculiar da encarnação.
Ao se submeter a esse processo, o Espírito aceita completamente o facto de que terá que se manifestar, exercer a sua programação, caminhar para seus objectivos, dentro dessas condições difíceis. A formação da Personalidade já é meio caminho andado na realização cármica.
Por mais que faça, o HOMEM, dificilmente pode modificar sua personalidade, a não ser em termos de mudança de comportamento. Essa mudança entretanto, a não ser que seja feita em consonância com os objectivos do seu Espírito, será angustiosa, transitória ou auto aniquilante.
O conhecimento e a utilização da Força Mediúnica devem ser paralelos ao reconhecimento da existência do Espírito Transcendental, do próprio Espírito, sob pena dela ser apenas a exteriorização da Personalidade. Em resumo, o desenvolvimento da Mediunidade apenas fenoménico, sem um objectivo Crístico, ressalta as qualidades ou defeitos do Médium e o torna apenas intermediário entre ele e o mundo que o cerca.
Pode ainda acontecer dele, na sua cegueira personalística, ser intermediário de Forças Horizontais, não criativas e às vezes até destrutivas. Nesse caso ele se torna um Médium apenas psíquico, isto é, ele dá vazão a conceitos, ideias e conselhos de sua própria lavra ou de Espíritos do Plano Terreno, ou seja, formas e valores não criativos, apenas transformistas.
Esse fato simples e objectivo é que separa o joio do trigo, o que é Crístico e o que apenas não é. É fácil de se saber quando isso acontece, bastando seguir-se a regra evangélica de que a “árvore se conhece pelos frutos”… A Mediunidade desenvolvida paralelamente ao esclarecimento doutrinário, apresenta um quadro totalmente diferente.
O Médium começa por apreender as emanações e os anseios transcendentais de seu próprio Espírito e, graças a isso, ele se harmoniza com sua linha cármica. Ele muda as perspectivas, a visão da vida e muda seu comportamento por um processo íntimo de plena convicção. Ele passa a ver o Mundo com maior descortino, se torna mais abrangente e com isso sua vida se equilibra. Ele passa a ser uma pessoa que irradia simpatia e interesse pelo seu próximo. A partir daí se torna possível seguir a Lei do Perdão, do Amor, da Tolerância e da Humildade.
Nessas condições isso é feito sem constrangimento, sem que a pessoa tenha que se violentar, sem provocar tensões internas, geralmente causadoras de revolta. Nessa linha de sintonia com seu Espírito transcendente ele atrai para si as emanações dos Espíritos Superiores, de seus Guias, seus Mentores, e passa a ser porta-voz desses Espíritos. Esse é o Médium Espiritualizado, o Médium através do qual vem a cura, o alívio e a esperança dos que são atendidos por ele. Temos assim uma ideia clara do que seja a Mediunidade puramente Psíquica e a Mediunidade Espiritual. Entretanto é preciso saber que o Ser Humano não é estático, sempre o mesmo. Ele varia a cada momento e seus estados se alternam conforme as influências a que é submetido.
Como consequência, sua Mediunidade pode variar e se apresentar ora de uma forma, ora de outra. Por
isso é que a prática da Mediunidade deve ser feita no âmbito de um conjunto doutrinário, com regras ritualísticas e a vigilância dos Mentores. Em nossa Corrente, para melhor garantir a autenticidade, todo trabalho mediúnico é feito pela unidade dupla Apará – Doutrinador.
Só o Doutrinador tem as condições necessárias para discernir as manifestações e saber quando as coisas vêm do Médium ou dos Guias, qual a dosagem de Psiquismo existente no trabalho e até que ponto esse Psiquismo não prejudica o trabalho. Afinal ninguém é perfeito e qualquer um pode cometer erros.
O importante é tirar o melhor partido de cada situação e fazer com que o Médium ajude a si mesmo, enquanto ele está ajudando o seu próximo. Só uma atitude de Amor e paciência pode conduzir o fenómeno mediúnico para resultados positivos a todos que dele participam. Para isso é preciso haver uma atitude desassombrada e de compreensão, de que somos todos Espíritos a caminho e que o Ser Humano dificilmente mistifica deliberadamente.


Trino Tumuchy, Mestre Mário Sassi – IPM 04