terça-feira, 5 de maio de 2015

QUEM VERDADEIRAMENTE SOMOS?

Esta semana, no Momentos de Luz, Luanda convida-nos a refletir sobre quem somos. Um reflexo profundo, provocando-nos ao autoconhecimento.

Para tanto, orienta-nos a acolhermo-nos com carinho, compreendendo nossas dificuldades, perdoando-nos quando reconhecermos nossas faltas e estimulando-nos a mudar, crescer, evoluir, respeitando nosso tempo e nosso ritmo. Não esquecendo de agradecer e confiar no Criador por quem somos.
Boa reflexão!
Andréa


Quem verdadeiramente somos? O que sentimos ou o que pensamos? O que sonhamos ou o que realizamos? Matéria ou espírito? Somos feitos de tudo isso e muito mais. Pontuar apenas um de nossos lados é injusto com quem realmente somos. Reduz a nossa complexidade, a nossa maestria como indivíduos.

Somos filhos e pais, mesmo não tendo filhos biológicos. Agimos como pais de irmãos e de amigos. Somos amigos, mas às vezes inimigos, quando defendemos quem amamos, tomamos partido, esquecendo que somos todos irmãos. Assim somos nós: fragilidade e força, medo e coragem, amor e ódio.
Somos belos e feios. Assim nos sentimos muitas vezes entre um lado e outro da moeda. Desprezamo-nos facilmente ou amamo-nos em demasia, reduzindo quem está ao nosso lado, vivenciando o egoísmo ou reduzindo a nós mesmos, não vivenciando o amor próprio. Desacreditamos facilmente em quem somos. Exaltamos erros, enaltecemos dificuldades, esquecemo-nos de nossas qualidades e, por fim, nos abandonamos.
Por que somos tão cruéis conosco e com o outro? Por que queremos ser quem não somos? Por que não olhamos para quem somos? Medo? Impaciência? O desconhecimento de nós mesmos torna-nos frágeis e imaturos. Ignorantes de nós mesmos. Estranhos.
Saber quem somos, respeitando-nos, amando-nos, acolhendo nossas dificuldades, torna-nos o ser que realmente somos. Sei que causa um estranhamento. É confuso. Saímos do início ao fim e retornamos tal qual uma linha reta sem reentrâncias, sem interferências. Enganam-se.
Ser complexo não quer dizer confuso. Ser complexo quer dizer rico em detalhes. Constituído de vários pontos, uns já perfeitos, outros precisando se perfeiçoar. Assim somos nós seres humanos. Um ser em construção que se burila diariamente com o objetivo de conquistar a perfeição.
Não para sermos simplesmente perfeitos, melhores, um mais que os outros. Mas para sermos evoluídos. O melhor que podemos ser. Perfeitos como o Pai. Enganamos a nós mesmos, correndo atrás da perfeição da beleza da matéria, do crescimento intelectual e financeiro, comparando-nos uns aos outros, na tentativa de ultrapassarmos a quem estiver no topo, local que desejamos alcançar.
Não é para isso que nascemos inúmeras vezes, pelo contrário. Temos a chance de renascer para superarmos estes pequenos percalços que teimamos em instalar em nosso caminho. Por isso, experimentamos diversas formas de materialmente ser. Já fomos loiros, morenos, negros. Já tivemos olhos e cabelos de cores e texturas diferentes. Já experimentamos ser pobres ou ricos, intelectuais ou ignorantes, já fomos o que hoje queríamos ser ou desprezamos ser.
O Pai, justo e amoroso, ensina-nos com sabedoria e delicadeza. Fornece-nos o que é necessário ao nosso crescimento. Não nos lança ao aprendizado sem olhar para as nossas necessidades, equipa-nos com os instrumentos necessários para que alcancemos nossos objetivos em cada jornada.
Tenhamos fé. Acreditemos em Seu amor e em Sua maestria de Pai e Educador. Caminhemos seguros e confiantes. Sem medo, olhemo-nos com amor para que possamos enxergar além das nossas faltas. Percebamos nossas virtudes e o caminho para o nosso aperfeiçoamento. Não foqueis nas inabilidades ou nas ausências, paralisando-se. Almejai o crescimento, utilizando o que tem e construindo o que não tem, não se prendendo a falsas necessidades. Muitas vezes uma falta é o passaporte para grandes voos na evolução.
Ficai atentos. Orai e vigiai. Acolhei-os carinhosamente. Respeitai quem sois. Agradecei por quem sois. O Pai caprichou na criação de seus filhos para que um dia todos eles estejam ao seu lado. Confiem em Seus desígnios.
Abraço carinhoso

Horizontal e Vertical


De uma forma bem simplista podemos definir a ocorrência de nosso trabalho mediúnico em duas “posições”: horizontal e vertical.

Quando entramos em contato com nossa Individualidade, com o nosso espírito, estando mediunizados e em condições de operar em contato com a Luz e seus mensageiros, operamos na “vertical, ou seja, estamos emitindo “para cima” e recebendo da mesma fonte as mensagens e energias.

Ao mesmo passo, quando não estamos bem sintonizados, devidamente mediunizados, ou mesmo nosso comportamento dentro dos trabalhos se torna incompatível com nossos Mentores, operamos na “horizontal” na faixa “etérico-terrestre”.

Na vertical recebemos diretamente as forças dos planos espirituais superiores. As mensagens nos chegam com clareza e as dúvidas se dissipam pela nossa intuição. Nos sentimos mais seguros, pois estamos ligados a nossa verdadeira missão, permitindo que nossos Mentores estejam em um contato direto e puro.
Já na horizontal, o contato se dá através de nossa personalidade. Não estando devidamente mediunizado, em contato com seu espírito, e por conseguinte, com sua missão, a emissão e recepção de forças passa a ser horizontal, dentro dos planos terrestres, possibilitando as interferências, tanto de irmãozinhos quanto do próprio médium.

Nossa capacidade de mediunização e nossa conduta doutrinária é que definem se vamos trabalhar, emitir e receber na “horizontal” ou “vertical”.

A função dos nossos mantras (considere mantras não somente os hinos, mas sim o conjunto completo de sons, gestos e atitudes) é justamente facilitar este trabalho na vertical.

O verdadeiro motivo da existência de tantos rituais, Leis, Chaves, etc, é fazer com que nossa atenção fique voltada para o quê temos que cumprir. Deixando nossa mente “ocupada” com a realização de eventos, que fazem parte de uma seqüência, que visa também trazer um comportamento compatível para ligação espiritual-vertical, além de agregar a precisão Iniciática.

Vejamos o quê nosso trabalho mais básico exige, os Tronos, por exemplo!

Sem contarmos todo o Ritual de Preparação na Pira, que já tem toda uma ritualística a ser cumprida, recordemos passo a passo nossa ida a um trabalho de Tronos.

Primeiro passamos pelo Castelo do Silêncio, tomamos sal e perfume, e durante alguns instantes nos harmonizamos para depois irmos em conjunto (doutrinador e apará), já em uma “pré-sintonia” para o setor de trabalho. Ao chegarmos, registramos nossa presença junto ao Comandante, pedindo sua permissão, e desta forma também às Entidades responsáveis pelo setor, que o acompanham.

Ao entrar na área, realizamos uma reverência e um cruzamento entre Doutrinador e Apará antes de nos sentarmos (percebam a ritualística só para poder sentar em um Trono). Aí vem uma nova harmonização e uma intensificação da mediunização, os dois se concentram por instantes, o apará realiza sua prece, o doutrinador “visualiza” sua Princesa, seu Cavaleiro, e só então estarão prontos para a “Ionização”, para unirem suas auras em um conjunto único de recepção vertical.

E mais... Antes de iniciar o atendimento aos pacientes, a Entidade incorpora, é oficialmente identificada em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e o doutrinador recebe então uma “conferência” se sua aura também está em condições de iniciar o trabalho.

Só então é que iremos iniciar um atendimento.

Já haviam atentado para tantos detalhes? Fazemos tão automaticamente que nem nos damos conta do quanto de preparação existe basicamente para efetivar esta ligação vertical, que irá evitar as interferências horizontais (de irmãozinhos e do próprio médium).

Um par devidamente preparado, seguindo toda a ritualística com atenção, dificilmente estará correndo riscos de uma interferência! O comportamento, aliado a sintonia e mediunização, seguindo todos os passos com tranqüilidade e atenção, dão toda a segurança necessária para o fiel cumprimento da missão.

Ao mesmo passo, os que estão pelo Templo, e resolvem “vamos para os Tronos” e simplesmente vão, sem nada de preparação, mesmo que suas intenções sejam as melhores possíveis, estarão se expondo aos riscos de ficarem “meia fase”. Tendo que esforçar-se para manterem-se na vertical e ainda se expondo desnecessariamente aos riscos de uma horizontalização de forças e das interferências que pode trazer.

O maior alerta é para nós Doutrinadores apressados, que querem iniciar logo o trabalho! Respeitemos a intuição dos Aparás, que normalmente querem paciência e calma. Precisam deste tempo de harmonização, sentem esta necessidade. Nós Doutrinadores, devemos aproveitar para também intensificarmos nossa capacidade de concentração e “nos ligar” com toda a atenção e energia nesta verticalização.

Kazagrande

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Quando o Doutrinador Sente e Vê


A principal característica de um Doutrinador desenvolvido não é “não incorporar”! Salve Deus!  

O que determina a mediunidade de um Doutrinador é sua capacidade de expandir a consciência, observar e interpretar os fenômenos de maneira intuitiva e clara!

O Doutrinador mediunizado é aquele que compreende e explica baseado no despertar de sua consciência transcendental. Recebe as intuições dos Mentores sem a necessidade de incorporar para “ouvir” as mensagens, ele verdadeiramente “sente” o fenômeno e torna-se capaz de traduzi-lo.

Certa vez me perguntaram sobre este tema e considerei conveniente desmistificar a condição do “doutrinador robô”, que apenas repete frases feitas, doutrinas pré-concebidas e não “sente e nem vê nada”.

Na verdade o Doutrinador tem uma mediunidade tão clara quanto a do Apará! Pressente as energias e atua com rapidez nas mudanças que se apresentem.

Em um atendimento nos Tronos, enquanto o Apará tem seus sentidos entorpecidos pela projeção da Entidade, o Doutrinador tem os mesmos sentidos aguçados. Passa a ouvir com mais clareza e por isso, muitas vezes, sente uma certa dificuldade de concentração em função dos ruídos. Ocorre que sua aura se expande e é como se dominasse todo o ambiente.

Direcionando corretamente sua atenção ao atendimento, por vezes, pode visualizar mentalmente o quadro do paciente encarnado ou desencarnado. Não que “veja com os olhos físicos”, mas forma-se em sua mente a projeção, através das energias que capta do paciente, ou do irmãozinho, ali presente.

Baseado nesta “visualização”, pode direcionar sua doutrina e de forma intuitiva atingir com maior precisão a necessidade espiritual vigente. Quando mais tarimbado pelos anos de trabalho espiritual, agirá com mais destreza e os fenômenos se descortinarão cada vez mais claramente aos seus olhos.

Sim, o Doutrinador “vê” mentalmente e “sente” toda movimentação energética, e, como tudo que provêm da Luz, tem objetivo produtivo e útil.

A sensibilidade mediúnica independe da característica mediúnica (Doutrinador ou Apará), depende da capacidade de mediunização!

Trabalho e Conhecimento

Em meios a tantos Trabalhos Espirituais, Rituais, Leis, Falanges Missionárias com coloridas Indumentárias, Radares, Complexos Iniciáticos, terminologias próprias, etc., já perceberam na real simplicidade de nossa Doutrina?

Tia Neiva conseguiu o quê inicialmente seria impensável em termos praticidade para a Doutrina Espírita: permitir o acesso simplificado à Cura Desobsessiva!

Qualquer um com sintomas de mediunidade, com problemas originados por desequilíbrios espirituais que incitam o desenvolvimento mediúnico, pode ter acesso e rapidamente colocar em prática o reequilíbrio de sua aura e o desenvolvimento de sua mediunidade. Sem importar realmente sua condição social, econômica ou cultural.

Ao passar pelos Tronos, tendo identificada sua condição mediúnica e recebendo o convite, o paciente pode buscar o Desenvolvimento.

As maiores críticas que recebemos externamente são justamente o maior fator positivo ao nosso favor: Não exigimos nada do médium! Nem estudos, nem aculturamento, conhecimento, condição econômica ou social, nada! Apresenta-se para a Triagem, determina sua mediunidade (como Doutrinador ou Apará) e depois de normalmente sete aulas, está apto a trabalhar.

Em meio a tantas informações citadas no primeiro parágrafo, isso pode parecer surreal e fantasioso, mas não é! É justamente o contrário. Tia Neiva apresentou a solução para os que sofriam com fenômenos mediúnicos de uma maneira prática, até então inimaginável: primeiro se aprender a trabalhar, e depois, com o tempo, o médium descobre se tem necessidade de partir em busca do conhecimento. Ou seja: primeiro ele se cura! Equilibra sua aura, desenvolve seu plexo, harmoniza seu Sol Interior e recebe os conhecimentos básicos para poder colocar em prática suas primeiras realizações mediúnicas. Depois, de acordo com sua necessidade, curiosidade ou mesmo capacidade intelectual, pode ir, ou não, em busca da informação e conhecimento para sua alma.

Falo “para sua alma”, porque seu espírito já é dotado de toda a informação necessária. Somos preparados ainda no período de planificação encarnatória, para sermos médiuns (acepção prática da palavra, pois todo ser encarnado é um médium).

O Desenvolvimento visa despertar a Individualidade e o conhecimento “adormecido”, para que a prática prevaleça sobre a instrução.

Alguns chegam à Doutrina cheios de perguntas, desejam conhecer tudo, saber tudo, e sofrem muito pela dificuldade inicial, sem compreender a máxima “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Colecionam acervos, leem todos os livros em menos de um mês...

Outros passam meses, anos e às vezes a vida toda, sem questionar. Apenas cumprem seu trabalho, doutrinam, emanam e encaminham espíritos.

Os dois estão corretos! E nenhuma atitude é garantia de que a Doutrina será absorvida em sua mais bela essência: amor, humildade e tolerância!

Para a Doutrina do Amanhecer o mais importante é trabalhar, é praticar a caridade! O conhecimento está “ali”, está à disposição! Temos inúmeras cartas, alguns livros e muita cultura que só chega pela própria prática de participação em todos os trabalhos.

Desde meus primeiros passos na Doutrina, como “perguntador nato” que sou (um verdadeiro chato, lembraram meus instrutores), sempre afirmei que o dia que não encontrasse uma resposta coerente no Vale, eu abandonaria meu colete e procuraria em outro lugar! É... Eu continuo aqui!!!

Não precisa correr! Cada um tem seu tempo! O conhecimento, embora aparentemente seja adquirido externamente, na verdade já existe dentro de cada um e o agente externo é apenas o catalisador que ativa a memória transcendental. Já repararam que por vezes buscamos uma determinada resposta, e quando finalmente a encontramos “parece que já sabíamos”, ou “não era nada diferente do que pensava”?

Trabalhe e comprovará que “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”.

SALVE DEUS

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O MELHOR VÍDEO DE SALVAÇÃO QUE JÁ VI

O SUSTENTO DO CORPO E DO ESPÍRITO

Meimei, no Momento de Luz de hoje nos alerta para o foco que damos para a saúde do nosso corpo.

Em que pese esse foco ser muito importante, não podemos esquecer no foco no espírito, que precisa, a todo instante aprender.
Se educar.
Boa leitura para todos.


Certo aprendiz, em conversa com o professor, queixou-se de grande incapacidade para reter as lições.

Sentia-se sonolento, desmemoriado...
Ao cabo de alguns instantes de leitura, esquecia de todo os textos mais importantes, ainda mesmo os que se referissem às suas mais prementes necessidades.
Que fazer para evitar a perturbação?
Travou-se então entre os dois o seguinte diálogo:
– Meu filho, quando tens sede, foges do copo d’água?
– Impossível. Morreria torturado.
– Quando nu, abandonas a veste?
– De modo algum. Não dispenso o agasalho.
– Esqueces de levar o alimento à boca, ao te apresentarem a refeição?
– Nunca. Como poderia andar sem comer?
– Pois também não podes viver sem educação - concluiu o orientador. – Lembra-te dessa verdade e estarás acordado para os ensinamentos de nossos mestres.
O mentor do grupo esboçou silencioso gesto de bom humor e salientou:
– Nossa alma precisa estudar e conhecer, tanto quanto nosso corpo necessita de respirar e nutrir-se...