terça-feira, 14 de maio de 2013

Lei Áurea



A promulgação da Lei Áurea
foi da mais alta importância, por tratar-se
de um planejamento feito pelo plano espiritual




Jesus determina que  a Terra do Cruzeiro se povoasse de raças humildes do planeta, buscando a colaboração dos povos sofredores das regiões africanas; aproximou Portugal daquelas raças sofredoras, sem violências de qualquer natureza.

O homem branco da Europa, prejudicado por uma educação espiritual condenável e deficiente, procura eximir-se aos trabalhos pesados da agricultura, alegando o pretexto dos climas considerados perniciosos. Humilham os seus irmãos em face ao comércio escravo.

Mas, os que praticaram o nefando comércio sofrerão, igualmente, o mesmo martírio, nos dias do futuro, quando forem também vendidos e flagelados em identidade de circunstâncias. Não podemos esquecer que existe o instituto imortal da justiça divina, onde cada qual receberá de conformidade com os seus atos.

Humberto de Campos (Espírito) descreve as sucessivas provações que se abateram sobre Portugal e sua gente, que desse modo expiavam a dor imposta aos africanos escravizados, e por fim observa:

“Os filhos da África foram humilhados e abatidos, no solo onde floresciam as suas bênçãos renovadoras e santificantes; o Senhor, porém, lhes sustentou o coração oprimido, iluminando o calvário dos seus indizíveis padecimentos com  seu inesgotável amor.

Através das linhas tortuosas dos homens, realizou Jesus os seus grandes e benditos objetivos, porque os negros das costas africanas foram uma das pedras angulares do monumento evangélico do Coração do Mundo.

Sobre os seus ombros flagelados, carrearam-se quase todos os elementos materiais para a organização física do Brasil e, do manancial de humildade de seus corações resignados e tristes, nasceram lições comovedoras, imunizando todos os espíritos contra os excessos do imperialismo e do orgulho injustificáveis das outras nações do planeta, dotando-se a alma brasileira dos mais belos sentimentos de fraternidade, de ternura e de perdão.”

Princesa Isabel na decretação da chamada Lei Áurea,  revoga em 13 de maio de 1888 a legislação que permitia até então a existência da escravidão em nosso país.

Em abril de 1988, um mês antes da comemoração do primeiro centenário da Abolição da escravatura no Brasil, o Jornal “O Imortal” publicou a entrevista com Mãe Izabel (espírito) que acompanhada de Bezerra de Menezes apresenta-se através da médium Irene Carvalho, de Brasília, DF.

“Diletos irmãos, Abençoe-nos Jesus em Sua Luz.
O momento é de profunda reflexão. Neste instante, ainda ouço o clamor do negro escravo, que mesmo depois de liberto chorava suas dores, sem ter para onde ir. Reporto-me a esses dias com muita emoção.

Ao assinar a Lei Áurea, a minha mão foi conduzida por outra mão mais forte. Uma enorme força brotou dentro de mim e mesmo que eu quisesse não poderia retroceder. Foi um momento de enorme emoção e eu chorei.

O Brasil é sem dúvida um país de grandes dimensões e haverá lugares para todos, se houver, realmente, uma compreensão maior por parte daqueles que o governam. Dirijo-me a eles, em especial, afirmando que a palavra empenhada recebe na Espiritualidade o selo dos grandes compromissos, severamente inadiáveis. Que ninguém se iluda, pois a cobrança dos débitos será sempre feita.

Que a semeadura do Evangelho chegue também aos corações dos políticos e atinja as crianças que percorrem as ruas dos grandes centros em busca do pão e da verdade, escravas da fome e do vício. Para elas a única verdade é fugir do abandono. Alimentá-las não é o suficiente, mas sim possibilitar-lhes um mundo melhor. Uma vida equilibrada para os escravos dos novos tempos só será possível numa sociedade voltada para o bem e a fraternidade.

Quem não recebe amor não o pode dar a outrem. Os que fecham os olhos a essa dura realidade, de adultos e crianças subjugados a condições subumanas, e especialmente os que se comprazem na existência de tal condição, por fazer dela sua base de lucro e promoção pessoal, estes, sem dúvida, podem ser considerados os novos feitores, como os de outrora...

Mãos à obra, brasileiros. Que o anjo Ismael continue a proteger essa terra gigantesca, que dia a dia se destaca das demais, convergindo tantas atenções e atraindo múltiplas famílias estrangeiras que jamais a deixam.

Que o 13 de maio seja lembrado como uma data simbólica, que nos desperte para as mais nobres realizações de libertação do ser humano e não como um grito de angústia. Dia há de chegar em que todos na Terra se abraçarão como irmãos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Responsabilidade do Doutrinador nos Tronos

Salve Deus!

Recebi um comentário considerando a “responsabilidade do Doutrinador nos Tronos” e não posso deixar de reafirmar:

A responsabilidade em um Trabalho de Tronos é do Doutrinador!

Assim nos ensinou o Trino Tumuchy e o Trino Araken, que sempre fez questão de reafirmar nos Cursos de Sétimo Raio que ministrou.

Um Doutrinador é um médium preparado, que devido a sua mediunidade tem a consciência expandida no momento em que está mediunizado. Desta forma, pelos chackras, recebe as energias da Entidade incorporada, pois através da Ionização está intimamente ligado ao Apará e ao trabalho ali desenvolvido! Assim, é capaz de sentir nitidamente a troca de energias de uma incorporação. Somente não identificará a troca se não estiver atendo e bem mediunizado! Em tempo: Um Doutrinador tem a obrigação de ouvir claramente toda a comunicação da Entidade, não pode trabalhar em dúvidas.

Mas vejamos o que diz Tia Neiva:

“... O Doutrinador é responsável pelo que faz o Apará. A interferência de um espírito cobrador em um Trono, como inúmeros casos que eu conheço, por displicência do Doutrinador, pode arrasar a vida de um Homem. Sim, o Doutrinador é a única testemunha defesa.

... O Doutrinador está se preparando para não ter dúvidas - essa a minha insistência! Nos enfermos, pela atuação de uma projeção negativa, obsessiva, a tendência é confundir o ambiente para que não se obtenha um diagnóstico preciso para levar a vítima ao seu objetivo.

... O Doutrinador não é simplesmente um Doutrinador, porque o coração do Homem é um santuário de Deus vivo. O certo é que todas as vidas individuais são centros de consciência na vida única. A sensibilidade afetiva se encontra em todas as formas de vida, pois em tudo existe a essência divina e, por conseguinte, aí proliferam o amor e a sabedoria. Meu filho, nossa obra chegou, agora, a um plano superior de desenvolvimento espiritual, superior aos ensinamentos elementares e às simples manifestações. É chegada a hora dos Grandes Iniciados. Veremos, num futuro próximo, grandes acontecimentos que se desencadearão aos nossos pés, fenômenos que vão nos ligar deste mundo a outro.” (mensagens extraídas da Carta de Tia Neiva datada de 13 de setembro de 1984)

“Uma faixa magnética não passa pelo médium de incorporação sem a puxada do Doutrinador ou sem o devido consentimento do mesmo. O Doutrinador iniciado é mais útil ao trabalho do que mesmo os próprios guias, que, para terem um trabalho eficiente, o fazem com as ordens dos Doutrinadores, aos quais respeitam e acatam. O médium de incorporação é um simples instrumento. Ele não tem, absolutamente, condições de fazer um trabalho perfeito ou dar uma comunicação perfeita sem a presença e cuidados de um Doutrinador. Nos meus olhos de clarividente, não vejo condições curadoras sem esta perfeita manipulação de forças e de ectoplasmas.

Existem muitas comunicações perfeitas entre nós, graças a Deus! Temos médiuns perfeitos! Quando o médium se mostra com toda euforia para a incorporação, começam a se esgotar suas energias, e sua comunicação fica perigosa porque seu ectoplasma entra em decadência, não mantendo uma conjunção com o Doutrinador. A função dos espíritos que labutam no nosso trabalho profissional é conjugar os ectoplasmas para a realização de curas. O médium que recebe espíritos sem qualquer disciplina própria poderá acertar uma profecia, porém aqui tratamos com profissionais e, como tal, exigimos essa disciplina. O Espiritismo ainda não se difundiu, conforme meus olhos de clarividente registram, justamente por causa desta falta de disciplina. Os meios de manipulação de forças nos trabalhos são propícios à perfeição, dependendo unicamente da humildade e disciplina de cada médium. Se um médium incorporar sem disciplina, seu Doutrinador poderá ser chamado à atenção, severamente, por mim!” (Extraído da Carta de Tia Neiva datada de 7 de maio de 1974)

“Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!

Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores. Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, exceto no âmbito da Doutrina.” (Extraído da Carta de Tia Neiva datada de 7 de maio de 1974)

“Os Doutrinadores devem ter mais amor e não se esquecerem de que existem muitas correntes acima de suas cabeças. Você é corrente positiva ou é corrente negativa! Jaguar quer dizer “Força da Terra”. Jaguar positivo é força positiva da Terra. Mas é força da Terra! Se você não tiver convicção, se não tiver uma conduta perfeita, como pode ser um Jaguar positivo? Como poderá ser um Doutrinador se não tiver os sentimentos de ajudar? Não é só ser livre de preconceitos, não é mostrar ao povo que você é bom, não é querer parecer ao mundo que você é um santo, não! O Jaguar é o Homem que não pediu a Deus a paz e sim, duas espadas. É o Homem que pediu a luta crística, que pediu a Deus a luta pelo Cristianismo! Recebeu a espada do Bem e a espada do Mal. A espada do ectoplasma animal é a espada do Bem. Por conseguinte, meu filho, você pode fazer o que bem quiser, mas deixará de ter uma espada! Se você não souber manejar estas forças, se não procurar, em seu coração, o bom caminho, o sentimento de ajudar os outros, se não tiver força ou não puder aniquilar o Mal, também não terá forças para manejar a espada do Bem.

Vamos, meus filhos! Vamos nos preparar para termos uma conduta à altura de nossos sentimentos. Não é procurar ser como eu sou... Não é procurar os meus sentimentos... É me seguir? Não! É seguir nas minhas palavras procurando seguir os seus sentimentos. E eu seguirei vocês, para nunca decepcioná-los. Se você não tem um sentimento religioso, como vai desenvolver suas forças mediúnicas? Só para ficar contando o que você fez? Só para contar as graças que recebeu, recebendo elogios? Salve Deus! Estou seguindo vocês! Eu sigo o sentimento... Nós seguimos o sentimento, o sentimento Crístico, mas tudo dentro da sua capacidade de aceitar e de sentir...” (Extraído da Carta de Tia Neiva datada de 27 de junho de 1976)

“O Doutrinador é um poderoso foco de Luz, cujos raios atingem a fronteira intelectual que ilumina todo o ciclo da vida. Ele esclarece e justifica as chamadas Ciências Ocultas, explicando racionalmente suas deduções, os porquês das vidas astral e física. É o canto universal, é a vida de povos com caráter e sua natureza. Estão sempre a receber a mais viva Luz! Ser um Doutrinador é ser um profundo conhecedor, até ser um cientista. Sim, cientista é ter conhecimento das coisas, dos fatos e dos fenômenos em si mesmo, em sua natureza e em suas origens. Analisa e expõe a origem da evolução humana; a criação das matérias; o significado de átomos e células; a formação dos seres; e a força psíquica, proporcionadamente. O Doutrinador se utiliza de seus conhecimentos fundamentais, cuja linguagem é sempre clara. É ciência da Luz e do fenômeno simples, dirigindo somente o seu raciocínio, sem esquecer a independência de seu caráter. A sinceridade e suas convicções provam o fato de ser um Doutrinador. Para nunca se enganar, persuasivo autor; sempre de olhos abertos, sempre no alerta dos fatos, dos fenômenos da vida; sempre o sentido no fenômeno e na vida fora da matéria. O Doutrinador deve sentir-se o “extraordinário”, sublime, palpitante de sua silenciosa manifestação doutrinária nos extrasensoriais e no Homem, até sentir estar penetrando em suas três emissões, sempre exposto à Justiça Universal. Expressivo e atento, é o Doutrinador confiante. Assim é o Doutrinador!” (Extraído da Carta de Tia Neiva datada de 24 de junho de 1978)

“Quando o doutrinador faz uma entrega e o espírito ainda não está pronto para Mayante, este vem diretamente para um dos departamentos do Canal. Na primeira oportunidade, que pode ser na mesma noite ou algum tempo depois, o doutrinador vem completar sua doutrina. Ele, como encarnado, tem a capacidade de trazer consigo seu ectoplasma. Devido à semelhança do ambiente, o espírito ainda se sente na Terra e fica mais susceptível de receber a doutrina. É por isso que dizemos que o Templo do Amanhecer trabalha vinte e quatro horas por dia!” (Extraído da Carta: Meus Primeiros Passos no Canal Vermelho, Tia Neiva/ Amanto Sem data)

Os Medos do Doutrinador


Ao incorporar o “irmãozinho” a ninfa deu um berro gerando um alvoroço completo. O Doutrinador, um recém emplacado, quase caiu por cima do Preto Velho que atendia no Trono atrás dele. O paciente, pela primeira vez no Templo, não sabia se escondia-se debaixo do Trono ou corria. Até o Comandante, meio distraído, deu um pulo gritando: Salve Deus!

Quem já presenciou uma cena destas? Eu mesmo e tenho certeza, que infelizmente, muitos outros Mestres e Ninfas.

Vamos deixar de lado hoje todos os demais efeitos da falta de sintonia da Ninfa, afinal, em sintonia, nunca recebemos qualquer energia a qual não tenhamos total e absoluta segurança para manipular, dentro das leis do amanhecer, que prevêem, elegância e total respeito na incorporação.

Pensamos exclusivamente no terror do jovem Doutrinador! Dando seus primeiros passos na Doutrina, cheio de energia, mas com a insegurança natural de quem compreende a responsabilidade de um atendimento nos Tronos. Disposto a trabalhar, lutando para vencer a timidez em realizar um convite para uma Centuriã, e quando chega na hora do trabalho passa por uma situação vexatória destas.

Insisto no termo vexatória porque ele vira o centro de atenção de todos, que acompanham sua doutrina para ver se o espírito “sobe” e a ninfa deixa de querer aparecer. A doutrina mal sai da boca, as palavras se desordenam na mente, a boca seca e parece que não termina nunca! E sabe que nem pode tentar terminar rápido, pois com certeza o “espírito” não vai querer subir com pouca conversa. Todos olhando... E ele só pensando: se um dia voltar para os Tronos nunca mais volto com esta ninfa!

Outros medos também assombram o Doutrinador iniciante, mas nos Tronos, a maioria é decorrente da própria má formação dos Aparás.

Vejamos:

A Entidade começa a falar com o paciente, e com o barulho do Templo ele não consegue ouvir. Bem, ele pensa: Sei que aí está uma Entidade de Luz, este apará é conhecido, então está tudo bem! Me proteja meu Pai! Certo? ERRADO!!! Um Doutrinador não pode atender um paciente sem ouvir claramente a comunicação! Vou repetir: Não pode atender nenhum paciente sem saber exatamente o quê está sendo dito ali! É sua responsabilidade, tem que ouvir! Falo de minha experiência pessoal, quando não escuto, pode ser minha Ninfa, em quem tenho total confiança e pelos anos de trabalho sinto claramente qualquer alteração energética, se não escuto, abaixo a cabeça perto do ouvido do apará e digo bem baixinho: “Salve Deus Vovó! Hoje o Templo está um pouco barulhento, a senhora poderia falar um pouquinho mais alto?” Qual Entidade de Luz vai ficar “chateada” com isso? A Entidade jamais!

Outro ponto, às vezes sentimos claramente que a energia mudou, é possível que outra entidade tenha se aproximado para atender um paciente especificamente. Então o correto é não ter dúvidas! Com muito carinho e respeito, baixinho e com elegância para não chamar a atenção: “Salve Deus! Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, quem está presente neste aparelho?” Muitas vezes o próprio apará tinha sentido uma mudança de energia, e esta simples pergunta vai dar a ele a certeza que precisa. Se conseguir se identificar sem problemas, graças a Deus! E também pode acontecer de neste instante, o apará não tendo a segurança, mas reconhecendo a mudança, simplesmente dá passagem.

As vezes incorpora um Caboclo nos Tronos e se age como se nada de anormal tivesse passado. Salve Deus! Qualquer entidade, para trabalhar no Vale, tem que ser identificada, e apresentada ao paciente, antes de receber qualquer passe. Sim, houve a mudança, necessária por vezes, mas antes da Entidade poder atender o Doutrinador tem a obrigação de identificá-la.

O Doutrinador só pode trabalhar em segurança total e sem dúvidas, senão não é Doutrinador. É um robozinho, como dizia Tia Neiva.

Não havendo sintonia, segurança ou tendo qualquer tipo de dívidas, senta-se após o paciente sair e com toda delicadeza diz: “Salve Deus Vovó, que trabalho maravilhoso! Gostaria de ter outras oportunidades de trabalhar com a senhora, mas agora preciso sair um pouco dos Tronos”. Não é uma mentira, ou subterfúgio! É a mais clara realidade. Todos nós almejamos a honra de trabalhar com uma Entidade de Luz. Se naquele momento a sintonia não está bem, não é por culpa da Entidade, é uma falha nossa ou do apará. Falando desta forma é simples! Sem mágoas, sem comentários posteriores, nada. Somente o bom senso e educação! É melhor deixar um paciente esperando mais tempo para ser atendido do que ser atendido em um Trono onde algum médium possa estar em dúvidas.

Lembremos sempre que a vida de uma pessoa nos é confiada naquele momento. Existem os que chegam aos Tronos como última esperança, a beira do suicídio mesmo!

Mestre, tem uma fila de pacientes gigante e me deu dor de cabeça, dor de barriga, ou simplesmente a bexiga quer estourar, o quê eu faço?

“Salve Deus! Minha querida vovozinha, gostaria muito de poder continuar esta grande oportunidade, mas tenho uma necessidade física neste momento, podemos encerrar nosso trabalho?”

Mestre, e naquela primeira situação? Uma incorporação escandalosa dando socos, gritos e mensagens pessoais... Que quê eu faço se acontecer comigo?

Assim que terminar o atendimento, encerre o trabalho! Sentindo que o paciente ficou assustado e não está saindo melhor do que chegou, faça sinal ao Comandante e discretamente peça para que ele encaminhe o paciente a outro Trono. Em seguida, sente-se e encerre seu trabalho.

Trabalhar nos Tronos é muito sério para os dois, mas a responsabilidade é do Doutrinador!

Para os Aparás... É compreensível que chegue um irmãozinho querendo gritar, socar o Trono, dizer impropérios. Isso acontece com freqüência, mas o controle da incorporação é do médium. Para isso é que está consciente! Demonstração de força não é ceder aos impulsos e se harmonizar com a entidade sofredora. E sim saber controlar-se e buscar a sintonia do seu Mentor.

Para um Apará trabalhar nos Tronos tem que se ter Equilíbrio! Para um Doutrinador trabalhar tem que ter segurança. Não pode trabalhar em dúvidas, repito novamente.

Salve Deus! Enquanto o médium ainda não é Centurião, podemos orientar, ou pedir aos Instrutores que o procure e oriente. Depois de Centurião, todo seu comportamento é de sua total responsabilidade.

Tia Neiva foi clara nos dois pontos a esse respeito: A responsabilidade dos Tronos é do Doutrinador e o comportamento do Apará é de sua própria responsabilidade. Ele tem que estar em sintonia com sua Entidade, e não com o irmãozinho que chega aos Tronos.