sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Comunicação no Angical (Rep. a pedido)


O Angical é um trabalho da mais alta importância para o corpo mediúnico. Seria bom que pudéssemos participar de todos os Angicais do ano. Particularmente, quando perdia um Angical, por motivo de total força maior, ficava muito chateado.

O Angical é uma oportunidade única de conversar abertamente com uma vítima do passado. Uma das maiores provas que um Doutrinador ou um Apará pode passar.

Inicialmente o Angical era restrito aos reajustes de nossa encarnação coletiva dentro da “Era dos 8”... Mas como o avinhamento do trabalho, e o crescente aumento de médiuns, muitos sem nenhuma ligação com esta passagem, espíritos de outras encarnações passaram a ter a oportunidade de encontrarem-se com seus devedores... conosco!

Passei dias procurando o quê escrever sobre este trabalho sem cair na mesmice das descrições de funcionamento, do ritual e da parte técnica, hoje, porém encontrei o que realmente nos falta.
Como comunicar-se com nossos cobradores!

Primeiramente o Preto Velho ou Preta Velha vai incorporar, dar sua mensagem e passar as primeiras informações sobre o espírito a ser recebido. Suas condições de revolta, de mágoa, sua atual situação... Nem sempre irá descrever a situação específica onde o desajuste ocorreu, pois demanda uma grande sintonia do Apará e uma segurança incontestável do Doutrinador, que normalmente está um pouco receoso sobre o quê vai acontecer.

Ao chegar nosso irmãozinho, damos as boas vindas, agradecemos a oportunidade, fazemos uma doutrina básica sobre o lugar, a missão desenvolvida e nossa atual condição, de espíritos encarnados em busca e a serviço da luz, que daquele momento em diante ele tem a oportunidade de falar. Não havendo uma comunicação imediata, deve-se voltar à doutrina, buscando sempre esclarecer que não somos mais as mesmas pessoas, que temos consciência que muito erramos no passado, e que hoje nossa missão é buscar reparar estes erros, mesmo sem saber exatamente quais são, devido a bênção do esquecimento pela reencarnação; estamos dispostos a encontrar uma forma de reajustar, de oferecer nosso trabalho como forma de auxiliar encontrar um mundo melhor do que aquele que por hora vive.

Normalmente esta segunda colocação, provoca o espírito a falar sobre suas atuais condições, e afirmar que você em parte, ou totalmente, é o culpado pela sua atual condição. Os relatos do irmãozinho têm duas finalidades: Primeiramente lhe fazer sentir culpado, arrojando sobre você a culpa de todas as desgraças pelas quais tenha passado; e segundo a bendita troca de energias. Ao permitir que o espírito fale, ele coloca para fora suas energias pesadas dando espaço a receber toda a emanação de luz e amor, presentes na grandeza do trabalho de Angical. Por isso, durante todo o tempo de conversação, a limpeza de aura não deve ser esquecida, pode ser feita com menos freqüência do que durante a doutrina propriamente dita, porem não pode ser deixada de lado.

Temos que ter a consciência de que nossa missão é encaminhar aquele espírito! Ele é o nosso paciente ali. Não importa o quanto de detalhes ele irá fornecer sobre nossa encarnação passada. Isso é o que menos conta, pois ele sempre dará a sua própria versão, e aproveitará a oportunidade para nos culpar de tudo, esquecendo suas próprias falhas, e o que ele possa ter feito para contribuir com sua atual situação.

O esclarecimento de que, ele pode sim, ir para um lugar melhor, é importante. Deixar claro que a oportunidade chegou, que pelas bênçãos de Deus este reencontro tem a finalidade de proporcionar-lhe uma passagem de reencontro com o perdão.

Não fique pedindo perdão, você não tem a consciência de seus atos passados, mas esclareça que todos temos os nossos erros, e nossos cobradores. Somente semeando o perdão é que podemos pedir perdão aos outros aos quais devemos. Assim, ele poderá compreender que, em algum momento, ele também se encontrará com seus próprios cobradores, e a atitude dele ao perdoar seus devedores também será levada em conta.

Não se trata de convencer o espírito a lhe perdoar. Isso seria uma atitude egoísta. Sua missão é encaminhá-lo é fazer ver que a atual condição dele não é boa, e o etérico não é seu lugar. Ele é um espírito que acima de qualquer coisa ainda tem em seu peito a centelha Crística que brilha, mesmo escondida pela capa de energia pesada que o envolve neste plano ao qual não pertence.
Aos poucos vá mostrando que você hoje é uma pessoa diferente. Que embora ainda assuma que tem muitas falhas, colocou-se a caminho de Deus. Que deseja sinceramente tornar-se uma pessoa melhor e sente que ele também merece esta oportunidade, de ir em busca de uma vida melhor.

Algumas vezes o espírito tem alguma hierarquia no plano em que vive. Esse é um ponto delicado. Pois seu temor de perder as conquistas que teve no etérico, adquiridas normalmente através de muita dor, pode fazer com que ele se recuse a seguir para a luz. Imagine que um general não ira aceitar tornar-se um mero soldado do “outro lado”.

Esta recusa, por parte do espírito, tem uma contra argumentação bastante efetiva: Fale de você! Mostre que sendo você a pessoa que o feriu, que o magoou, que era talvez bem pior do ele, conseguiu voltar-se para Deus. Obteve a oportunidade da reencarnação para esta bendita escola e hoje, ainda encarnado, sente que vale a pena ser um soldado da luz. Agora passo a passo vai conquistando sua hierarquia também na luz. E sem os dramas, dores, perseguições que se passam quando se está no etérico.

Fale que na Luz se pode confiar. Não existe o perigo eminente da traição. Daqueles que hoje ocupam um posto inferior e que esperam ansiosamente uma forma de derrubá-lo. Na Luz a fraternidade é real, a conquista é meritória e o amor é impulsiona a todos! Desperte neste irmão a vontade de viver de uma forma diferente. Sem a tensão do dia a dia que enfrenta.

Durante este tempo todo de conversação, permita ao irmãozinho ir falando, argumentando, nunca se revolte ou coloque qualquer sentimento negativo. Assuma os erros, independente de serem reais ou engrandecidos por ele. Sinceramente você não faria tudo de novo, porque acredita no caminho que agora trilha e lhe faz uma pessoa melhor. Continue limpando sua aura e tendo em mente seu objetivo principal de amar incondicionalmente aquele que lhe foi enviado!

Este amor, ao conversar, ao doutrinar, ao limpar a aura, ao falar com segurança é o ultimo a ser abordado. É a Chave de Ouro para encerrar o trabalho! Afinal, todos desejam ser amados. Encontrar seu grande amor perdido em alguma das estradas de nossas muitas vidas. Falar de deste amor, da necessidade de poder confiar, da paz!!! Sim, isto realmente comove o espírito. Pois são sentimentos que ele não desfruta e sente seu coração clamar por eles. Desperte nele a vontade de ir em busca deste tempo perdido! De voltar a amar! A confiar e redescobrir o sentimento de paz, de verdadeira paz que há tanto tempo não sente.

Explique que ele tem o livre arbítrio. Que não é obrigado a nada que não queira, desta forma ele deve dar a si mesmo a oportunidade, de ao menos ir conhecer o outro lado. Que se ele não gostar... Que volte para onde está! Mas que ao menos vá conhecer o quê deixou para trás.

Ao sentir a aceitação, ao sentir que despertou neste irmão sua vontade de reparar o tempo perdido, coloque toda sua emoção, todo seu amor e finalize a doutrina pedindo por ele! Deseje boa sorte, e que Deus Pai Todo Poderoso ainda permita um dia se abraçarem nos Planos Espirituais.

... Oh! Obatalá...

Muitas vezes, ainda no meio da conversação, nosso irmãozinho pode recusar-se a continuar ouvindo, e o Preto Velho voltar. O mentor responsável por este trabalho irá lhe auxiliar a como conduzir o restante da conversação, orientando e explicando o quê ainda falta ser dito, ou mesmo corrigindo algum relato feito na versão do irmãozinho. Isso para tranqüilizar e trazer a segurança na conclusão do trabalho.

Então trará de volta nosso irmão para a conclusão.

Também para o encerramento, a Entidade vem trazer sua bênção e recomendação final.

Meus irmãos. Queria descrever a parte técnica deste trabalho, mas achei que todos já devem ter lido e relido as Cartas de Tia Neiva sobre o Angical, já devem ter escutado muitas observações sobre como começar e encerrar, e também já decorado toda a ritualística. Logo me restava falar sobre a comunicação com nosso irmãozinho. Este é o verdadeiro objetivo! Vejam que nossas oportunidades para isso são poucas. Além do Angical, apenas excepcionalmente em alguns trabalhos de julgamento, e nos Tronos Milenares, é que podemos ter esta grandiosa oportunidade.

A restrição das comunicações com espíritos chamados sofredores, é justamente em virtude da necessidade de grande preparação para este evento. Somente 12 trabalhos por ano! Enquanto não se sentir devidamente preparado para doutrinar, ou receber um espírito, que poderá apresentar as mais diversas argumentações, e até mesmo desestruturá-lo com seus relatos, você pode continuar na Mesa do Angical. Lá passam os mesmos espíritos, só que já preparados pela espiritualidade, pelos seus mentores, para receber a doutrina daquela forma específica.

Para formar um par no Angical deve-se ter a consciência da responsabilidade que é esta comunicação. A oportunidade única de dialogar e colocar em prova toda sua experiência doutrinaria!

Um trabalho essencial para os que desejam evoluir dentro da doutrina, compreendendo as próprias falhas sem deixar baquear-se por elas.

Kazagrande

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Homossexual/Espírita?

O HOMOSSEXUALISMO E O ESPIRITISMO 

 


  Nós, espíritos, somos seres perfectíveis, dotados de inteligência e livre arbítrio, porém responsáveis diretos pelas consequências de nossas atitudes. Através da pluralidade das existências corpóreas, caminhamos rumo à meta imutável da lei divina: a perfeição. Quando nos afastamos do caminho, afastamo-nos dessa meta, gerando o que chamamos de mal. Todavia, quando retornamos ao caminho, pela mudança de conduta ou reparação das faltas cometidas, restabelece-se a harmonia e o mal deixa de existir. Onde haja o bem, o mal desaparece.

  Muitos estudiosos afirmam que a homossexualidade é uma opção do ser humano. Alguns discordam, alegando que nenhuma pessoa se sentiria feliz por ser perseguida ou discriminada. Uns, asseveram que ela é orgânica, ou seja, a pessoa não teria alternativa. Já outros, apelam para o emocional: o homossexualismo seria efeito de algum trauma. 

E o Espiritismo, que diz?

  O espírito não tem sexo. O mesmo espírito pode animar ora um corpo masculino, ora um corpo feminino. Cada sexo como cada posição social, lhe proporciona o ensejo de adquirir experiência. O corpo não lhe é mais do que um invólucro perecível de que se serve para se esclarecer e se purificar. Sempre de modo progressivo, jamais regressivo. Desde que cessa a vida do corpo, ele o abandona e retorna à pátria legítima, o mundo invisível, ou mundo espiritual. Em um desses estágios, como homem ou mulher, o abuso que faça do uso das funções sexuais, acarretará o seu reingresso na lide carnal, no sexo oposto.

  “Quando o homem, em muitas ocasiões, tiraniza a mulher, furtando-lhe os direitos e cometendo abusos, em nome de sua pretensa superioridade, desorganiza-se ele próprio a tal ponto que, inconsciente e desequilibrado, é conduzido pelos agentes da Lei Divina a renascimento doloroso, em corpo feminino, para que, no extremo desconforto íntimo, aprenda a venerar na mulher sua irmã e companheira, filha e mãe, diante de Deus. Ocorrendo idêntica situação à mulher criminosa que, depois de arrastar o homem à devassidão e à delinquência, cria para si mesma terrível alienação mental para além do sepulcro, requisitando, quase sempre, a internação em corpo masculino, a fim de que, nas teias do infortúnio de sua emotividade, saiba edificar no seu ser o respeito que deve ao homem, perante o Senhor.”

  Aparentemente, esse processo parece uma punição, mas não é. Deus não perdoa nem castiga. A iluminação dos sentimentos é que o exige, através da nossa consciência. “A Humanidade progride, por meio dos indivíduos que pouco a pouco se melhoram e instruem”.

  A prática da homossexualidade não transforma o ser em pessoa abominável. Conhecemos homossexuais que se distinguem pela inteligência apurada, pela cultura aprimorada, pela educação exemplar, pela fraternidade cristã e, principalmente, pelo caráter reto. Conhecemos, também, heterossexuais que mais parecem uma gruta vazia e sombria. Grande e florida por fora, por dentro, um deserto de qualidades.

  O que nos diz a Consoladora Doutrina? Por primeiro, examinemos a pergunta 202 de "O Livro dos Espíritos":

  
"Pergunta - Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?"

  
"Resposta - Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar."

  Percebe-se claramente que Kardec e os Espíritos da Codificação referem-se a provas no corpo masculino ou no corpo feminino a serem enfrentadas no mundo físico. Fica claro também que não se pode falar em preferência espiritual por um ou outro sexo, mas que, feita a escolha (ou imposta determinada forma), são provas o que enfrentaremos como Espíritos encarnados.

  Se um determinado Espírito em uma dada encarnação se revestir da "forma" masculina, ele deverá enfrentar as provas reservadas a tal opção. Se a encarnação desse Espírito se der no vaso feminino, suas provas serão daquelas reservadas às mulheres, como a maternidade, por exemplo. Por conseguinte, a nós outros cabe-nos suportar com resignação as provas inerentes a um e a outro sexo físico. Disso não poderemos nos afastar.

  Podemos exemplificar o raciocínio com a prova da pobreza, que quase sempre vem para o Espírito como mecanismo reparatório do egoísmo e da prodigalidade ou em razão do mau uso da riqueza que se haja feito em vida pretérita. Não e licito ao pobre desta vida furtar, corromper-se ou praticar fraudes para fugir a prova da miserabilidade transitória. O enfrentamento das carências materiais com serenidade levara a evolução moral do Espírito. Disso ninguém discorda.

  Por igual, ao ser espiritual que vivencia a experiência física masculina não e dado fugir a prova da masculinidade, cedendo aos arrastamentos de um suposto sexo psíquico, diverso daquele que se apresenta materialmente. A condição de sua evolução é justamente não ceder a tais condutas instintivas, para, então, reequilibrar-se e evoluir. O mesmo vale para os seres revestidos de envoltório corporal feminino, que não se podem deixar levar por costumes pretéritos, que eram lícitos ha milênios na Ilha de Lesbos, mas que não se coadunam, hoje, com o ideal de uma vida em equilíbrio e em harmonia.

  Dai não podermos encarar o grave problema da homossexualidade com despreocupação, cedendo apenas aos apelos de uma conduta que se supõe politicamente correta ou acertadamente crista.
Obviamente, nossos irmãos homossexuais merecem o respeito devido a todos os seres da criação; não podem ser discriminados, nem rejeitados, pois, como disse meigo Rabi da Galiléia, "aquele dentre vos que não tiver pecados, atire a primeira pedra".

  Possivelmente muitos entre nós já passaram pelos desvios homossexuais na fieira de existências anteriores, na Grécia, em Roma ou alhures.

  Mas evidentemente o homossexual (como também o heterossexual desregrado) não e um ser em equilíbrio espiritual. Ao contrario, tanto um quanto outro quase sempre estão sob cerrado ataque fluídico negativo ou em estrito conluio psíquico com entidades trevosas. Este e o discernimento que nos cabe alcançar.

  O homossexual, de ambos os sexos, tem sido condenado ao esquartejamento moral e violentado, psicológica e fisicamente, por gente maldosa, e ignorantes nas leis divinas sem qualquer fundamento sério.
Para nós, espíritas, serão sempre nossos irmãos amados, tanto quanto os demais, credores do nosso maior respeito e carinho. Dito isto, passamos a responder as indagações, de um irmão: 
“É pecado ser homossexual?”

  Não. Também não é uma escolha ideal, mas o amigo não deve sujeitar-se ao jugo dogmático das igrejas, dos julgamentos de pessoas que se colocam guardiãs morais ou de leis preconceituosas. 
“Por que sou assim?”

  Por livre e espontânea vontade. Você é senhor absoluto de sua vontade podendo aceitar ou não suas provas e expiações nesta reencarnação, na doutrina espirita chamamos de livre arbítrio, ou seja, você é livre para ser o que quiser ser, mas atente para as consequências de seus atos. 
“Que pecado cometi para sê-lo?”

  Pecado talvez não seja essa a palavra certa, mas se essa é a sua tendência, você deve estudar a doutrina espirita, ela irá te explicar o porquê de você passar por essa prova e como vencer esse sentimento de culpa, ou melhor, o sentimento de culpa só existe na consciência de quem se sente culpado. 
“Até quando serei assim?”

  Até quando quiser. Se se dispuser e puder controlar seus impulsos carnais, transferindo as energias sexuais para um trabalho de auto reeducação, melhor. Sua indômita força de vontade poderá vencer todos os obstáculos, superar todos os problemas, possibilitando-lhe uma vida saudável. A felicidade conquistada será o galardão de seus esforços. Deus instituiu leis que nos favorecem a todos, já dizia o nosso saudoso Chico Xavier. 
“Se olhar para um rapaz, com carinho, estarei pecando?”

  Não. Desde que esse olhar não seja de modo lascivo. Um olhar carinhoso, uma palavra fraterna, um sorriso sincero, uma ação solidária, são ingredientes que alimentam as verdadeiras amizades, tornando-as indesuníveis. 
“Se eu gostar de um rapaz, com amor verdadeiro, serei pecador?”.

  Já disséramos, anteriormente, que o pecado está condicionado à atitude mental de cada um, com base no sentimento de culpa. Quanto ao amor verdadeiro por outro alguém, requisitamos a palavra autorizada e benevolente do nosso irmão e Benfeitor Espiritual, cuja orientação bondosa serve para todos nós:

  Jorge Andrea, no seu "Forcas Sexuais da Alma", editado pela FEB, diz que "Para o homossexual existira necessidade intransferível de vivência na castidade construtiva, a fim de encontrar a harmonia para as futuras formações corpóreas que as reencarnações podem propiciar".
 
Veja o que diz Humberto de Campos.

  “Recomendar-lhe a castidade quando as pessoas se degradam em ligações clandestinas, nos braços de amantes, seria temeridade e hipocrisia”. Você faria, dentro em pouco, o que elas fazem. Sobre a ignomínia da culpa, a ignomínia da mentira. Daí, a audácia do meu conselho. Se puder resistir à sua carne, aos seus nervos rebeldes, aos seus sentidos alarmados, resista. Será heroico e sublime. A tranquilidade de sua velhice será o prêmio dessa renúncia na mocidade.

  Se, porém, não encontrar na própria alma energias para vencer o corpo, eleja um cônjuge. Faça-o, entretanto, publicamente. Nada de subterfúgios, de mistérios, de clandestinidade. Funde, com ele, um lar. A noção da responsabilidade assumida em público fá-los-á, a um e a outro, cautelosos na escolha, assegurando-lhes, assim, a honestidade e a duração da ventura. Amores escondidos são amores transitórios. Amante que foge, é amante substituído. E quando alguém adota esse regime, o amor perdeu o seu nome. Chama-se prostituição.

  

  Emmanuel, em "O Consolador" (FEB, pergunta 184) esclarece que "Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos, orientar as tendências, na evolução sublime de seus sentimentos".

  O nobre Espírito complementa dizendo que "observamos, muitas vezes, almas numerosas aprendendo, entre as angustias sexuais do mundo, a renuncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do amor divino. Depreende-se, pois, que, ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, e imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo".

  Emmanuel encerra o livro "Vida e Sexo" com a seguinte recomendação: "Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais intimas e, apos verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei".

  Compreender e respeitar são necessários. Instruir e evoluir são imprescindíveis. O Codificador deixou assentado nas paginas de "O Livro dos Médiuns" que os defeitos que afastam os bons Espíritos de nosso campo vibratório são "o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem a matéria" (capitulo XX, item 227).
 
Para libertamos temos que conhecer a verdade, somente ela nos libertará.

Palavras do meigo Rabi de Nazaré.




Salve Deus

O Presidente de Templo


Hoje minha homenagem vai aos bravos homens que assumem a missão de comandar um Templo.

Falo àqueles que verdadeiramente assumem “como missão”, despidos de qualquer vaidade, e seguem a jornada com naturalidade, construindo primeiro o Templo no seu coração, e deixando que o Templo de pedra seja construído com a emanação de todos que se agregam a sua jornada.

Falo dos verdadeiros Presidentes, que assumem esta jornada pelo Amor à Doutrina e ao Pai Seta Branca, semeando e difundindo os libertadores conhecimentos da cura desobsessiva.

Não é fácil! Suplantar os desejos do corpo e da personalidade, dedicando-se ao fiel cumprimento da missão que lhes é confiada. Alguns, pelo amor no coração, buscam suas cidades de origem, outros vão em busca de novos horizontes, para onde são encaminhados pela Espiritualidade Maior.

Muitas vezes ainda não compreendem o quanto lhes é confiado, e sequer tem noção do que seus destinos lhe reservam. Mas confiantes no objetivo maior, se desprendem das amarras da vida social, aceitam os novos caminhos materiais e seguem com o Cajado nas mãos ao encontro dos que lhes esperam.

Encontram fieis companheiros e terríveis cobradores, vítimas do passado e irmãos de outras passagens, todos reunidos em um mesmo povo. Submetem-se com heroísmo aos reajustes familiares e a natural aceleração de seu carma, para poderem estar em condições de receber e amar.

É difícil olhar tantas belas Ninfas que chegam lhes admirando, tendo muitas vezes que suportar o carma familiar, e ainda ser fiel ao compromisso de evoluir a companheira, transformando-a em seu sustentáculo de equilíbrio e amor. Os verdadeiros escolhidos resistem a todas as provas emocionais, e se tornam exemplos de fé e missionários incorruptíveis.

Sufocar a vaidade e o orgulho em prol de seu povo! Ver erguer-se fisicamente o quê construiu em seu coração, observando o reflexo de suas atitudes, atraindo ou repelindo os destinados à Doutrina.

Nossa Lei não admite proselitismo! Não temos programas de Rádio ou TV, ou qualquer outra divulgação que não seja direcionada aos médiuns. Nossos pacientes, e futuros missionários, chegam somente por atração magnética! Assim, o Presidente sabe se está a altura do que assumiu... Verifica a cada novo dia de trabalho, com os próprios olhos, como está a sua jornada, pela quantidade dos que atrai ao Pronto Socorro de sua responsabilidade.

Ser Presidente é estar presente o tempo todo no coração e nas vibrações do seu povo! O povo o evolui, ou o destrói... Ser pai, irmão, conselheiro acima de suas próprias emoções. Ter sempre a palavra amiga, o esclarecimento, a luz e a humildade, ouvindo a todos com o mesmo amor e respeito, independente de receber o feroz cobrador encarnado, ou o grande companheiro que lhe apóia e auxilia na jornada. Amando o anjo e o demônio com a mesma intensidade, porém sabendo distinguir as duas forças.

É muito difícil ser um santo! Todos têm suas falhas e suas fraquezas ainda em evolução, mas o Presidente tem que buscar a honestidade e a humildade em cada ato, em cada palavra, em cada pensamento... Assumindo quando erra sem decepcionar aos que nele depositam confiança, sabendo demonstrar a lição aprendida para o bem de todos!

Salve Deus! Meus respeitos a estes Adjuntos, com povo, das mais variadas densidades, aos Presidentes dos Templos que não envergonham nossa Mãe e seu materno exemplo a ser seguido. Que não mancham sua jornada e não sujam suas mãos... Que quando falham, pedem perdão, e sabem que sua coragem em manter-se de pé é sustentada pelo compromisso com a missão, jamais pelo orgulho!

Conheci muitos destes valorosos Mestres, e por eles teço esta singela homenagem. E também aos esquecidos em pequenos Templos, nas casas mais pobres, materialmente, deste Amanhecer. Onde, em sua simplicidade, emanam a mais pura luz de Pai Seta Branca, sem ostentar grandes e vazias construções. Ao pisar no Solo Sagrado de um Templo sabemos exatamente onde estamos!

É claro que existem os vaidosos... Destes falaremos depois.

Mas se o seu Presidente é um verdadeiro Adjunto, imprima e entregue a ele esta pequena homenagem! Ela é sua para ele! Como prova da compreensão de seus caminhos e renúncias para poder lhe servir.

Kazagrande

Alma




A ALMA - ou MICROPLEXO - é o microcosmo, ou seja, o princípio ativo, modelador, redutor, que modifica o estado de SER do espírito para a situação de ESTAR desse mesmo espírito na situação do Homem encarnado. É a barreira entre os vários planos vibratórios do Homem e o mantém na posição planejada e é ela que busca, pesquisa, informa e fornece elementos de decisão para o EU, ao mesmo tempo em que estabelece limites da movimentação do ser humano.
A alma não pode existir sem o corpo, seja ele de natureza densa - na superfície da Terra - ou de natureza etérica - nos planos sutis da Terra.
A função do microplexo é absorver, assimilar e emitir energias em dois planos - o do espírito e o do corpo -, comandando a percepção e a comunicação do Homem. Enquanto o corpo - o plexo físico - é limitado no tempo e no espaço, pelas leis da matéria física, a alma age dentro de limites mais amplos no tempo e no espaço.
É a alma que vai em busca dos desejos, das satisfações e dos anseios, que emite e recebe vibrações, que influencia e é influenciada por outras mentes, que alimenta e é alimentada pela inteligência.
A mais importante de suas funções é receber os eflúvios do Plano Espiritual e levar a personalidade a agir de acordo com as leis transcendentes, de forma tão ampla e ilimitada que a faz confundir-se com o espírito.
Uma importante Ciência, trazida pelos Equitumans, obtinha grandes curas e vem sendo de grande valia para muitas tribos por  toda a Terra, com a manipulação das forças da alma - o XAMANISMO (*).
Segundo o Mestre Tumuchy, “quando a alma entra em sintonia com a individualidade, significa que nós encontramos o nosso destino e entramos tranqüilos na aceitação do nosso carma e da nossa missão. A partir daí, a água do Céu passa a jorrar em nossa vida eternamente... Jamais teremos sede!”
Na Doutrina do Amanhecer, segundo nos disse Koatay 108 em reunião de 9.9.80, a alma e o perispírito formam o espírito e são considerados como coisas de naturezas diferentes: a alma é o mecanismo psicológico, com sua base física no sistema nervoso, sendo formada, em cada encarnação, de acordo com sua  respectiva programação. 
A força psíquica quando chega a ser espírito humano - a alma - tem  todas as qualidades bem distintas e caracterizadas, indispensáveis à manutenção da vida para cada um: mais timidez, mais audácia, tudo de conformidade com sua missão na Terra, porque a alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza.
Nossa alma sempre busca nossas necessidades, nossos anseios e nossos impulsos, agindo conjuntamente com o corpo físico na recepção e avaliação de fatos físicos - nossas sensações - e de fatos psicológicos - nossos sentimentos.
Quando não são satisfeitas as necessidades da alma, surge a depressão, ocasionando a infelicidade e a insatisfação em graus cada vez mais profundos.
Por isso, é preciso estar atento ao que a alma pede! Uma boa hora é quando se vai deitar, à noite, e se faz um balanço do dia que termina. Mentalizar o que fizemos, o que queríamos fazer, o que não fizemos... Ao terminar esse balanço, procure, com os olhos fechados e a mente calma, sentir do que precisa sua alma.
Pode acontecer uma desintegração da alma quando ela se desprende do magnético vital. Isso não acontece com a alma que recebeu suas consagrações, porque, consagrada, a alma não se desprende do magnético vital do corpo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Orixás


Os imortais Equitumans (*), depois de banidos da Terra, foram se transformando em lendas e deuses e o Homem foi construindo suas cidades e suas religiões. A partir daí, os grandes missionários começaram a vir à Terra e os Equitumans, recolhidos no Planeta Mãe, começaram a reencarnar nos descendentes de seus antigos corpos.
Aí então teve início outro tipo de luta: alguns desses espíritos, saudosos de seu antigo poder, começaram a se organizar no etérico da Terra e a formar falanges. Os antigos poderes psíquicos foram sendo sedimentados em manipulações mediúnicas e os dois planos - o físico e o etérico - intensificaram seu intercâmbio.
Um grande missionário - Oxalá, que hoje, para nós, se chama Seta Branca -, reuniu os remanescentes mais puros e os dividiu em sete tribos, que foram distribuídas nos antigos pontos focais dos Equitumans.
A eles coube recomeçar a tarefa interrompida. Cada tribo compunha-se de mil espíritos. Foram criadas as hierarquias dos Orixás, os grandes chefes que tinham a virtude de se comunicar com os Mestres.
Orixá é palavra afro-brasileira que significa “divindade intermediária entre os crentes e a suprema divindade”.
Cada Orixá tinha a seu serviço outros sete orixás de menor grau e estes, por sua vez, também os tinham, o que originou a organização septenária das falanges.
No Candomblé é ensinado que Deus criou o universo jogando seu mastro para cima e dividindo tudo de forma dualista – céu e terra, dia e noite, homem e mulher. Do oceano celeste nasceu Yemanjá, a mãe de todos os outros orixás, divindades que se relacionam mais diretamente com os homens. Porém, orixás, na Linha Africana da Corrente do Amanhecer, são regentes de determinadas forças. São os Cavaleiros de Deus, portando forças específicas para a realização de suas missões, e, na Doutrina do Amanhecer, assumindo separadamente ou em conjunto, a responsabilidade da projeção de forças em cada trabalho ou ritual.
Sua maior atuação se faz nos dias de Trabalho Oficial, por causa do grande número de pacientes e intensidade dos trabalhos. Cavaleiros Orixás são os Cavaleiros das Lanças de diversas cores, que se deslocam no conjunto de forças de Oxan-by.
Os Três Cavaleiros da Luz, invocados no Terceiro Sétimo, são Orixás que se dedicam à cura - os Cavaleiros das Lanças Verde, Azul e Vermelha - Espíritos Iluminados, cuja ação unida se transmite ao Jaguar trazendo-lhe grande bem-estar, com proteção suplementar à dada pelos seus Mentores.
Os dirigentes dos Retiros e dos Trabalhos Oficiais são denominados Orixás do Dia.
Existe na religiosidade brasileira um ramo da Raiz Africana – o Candomblé – ligado pelas forças trazidas pelos negros Iorubas, como escravos no Brasil Colônia, que até hoje tem como mentores os Orixás, que se ligam aos praticantes de acordo com suas heranças transcendentais e afinidades em diversas manipulações, realizadas nos terreiros, onde as incorporações trabalham com suas forças naturais específicas, só havendo comunicação do Orixá Exu. Cada Orixá representa uma força da Natureza, tais como a água, o ar, as matas, as rochas, as cachoeiras, o Sol, a Lua, tempestades e trovões, e são coordenados, nos terreiros, pelas Mães e Pais de Santo, e, nos planos espirituais, por Olorum, o Deus-Pai, único e soberano, distribuindo axé, a energia que é manipulada e impregnada nos participantes para ajudá-los na vida material e em seus carmas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Consagrações


Quando fazemos as consagrações estamos justamente buscando as nossas heranças!” Tia Neiva em 9 de Outubro de 1984

Merecimento! A Chave real de qualquer Consagração é o merecimento. Encarnados, ao longo desta nossa trajetória física, exclusivamente pelo Trabalho Espiritual, podemos receber nossas Consagrações.

Uma Consagração é um degrau a ser alçado, nos habilitando a manipular, com mais responsabilidade, mais forças.

Mais responsabilidade porque implica em estar consciente deste aumento de disposição de forças. Não é apenas um acréscimo em sua emissão ou uma hierarquia maior. Implica no aumento da captação de forças a serem manipuladas em favor da Cura Desobsessiva.

Uma Consagração é uma bênção concedida a aqueles que, por mérito individual, merecem a preparação do plexo para mais este passo. Por tanto, não somente nos Rituais Oficiais acontecem as Consagrações, dadas por meio indicações e verificações de trabalho junto a um Templo. Elas podem acontecer no momento em que efetivamente se obtém o encaminhamento de um espírito, que, por exemplo, por muito tempo esteve acrisolado em seu ódio, e ao receber a Doutrina com amor, teve o portal aberto na Elevação e resolveu seguir uma nova jornada.

Nos Rituais Oficiais, em que se visa manter a força decrescente do Mestrado, as Consagrações, normalmente ocorrem de maneira coletiva. Não perdendo por isso o seu brilho e a grandiosidade das forças manipuladas. Poderosos raios de Luz são canalizados, e uma movimentação indescritível de Amor, por parte de nossos mentores, permite beneficiar todo um povo e elevar o poder de atração de toda uma região.

Obviamente, apesar deste caráter coletivo, a consolidação da Consagração continua sob a égide individual, de acordo com a jornada e o merecimento de cada um. Além, é claro, de sua sintonia no momento do Ritual. Somente obtemos o quê verdadeiramente nos compete. Ser um Arcano no plano físico, não significa que já está nesta roupagem em um plano espiritual. Lembro bem, quando há muito tempo, quando recém havia recebido a classificação de Rama 2000, Pai João me alertava que, na verdade, ainda teria que trabalhar muito para chegar a Elevação de Espadas nos Planos Espirituais.

Uma Classificação, por tanto, significa além da responsabilidade, um comprometimento. A cada passo, algo mais prometemos cumprir. Ao fazermos a Iniciação assumimos o compromisso de um Retiro por mês, ao passo que um Rama 2000, por exemplo, já tem o compromisso de estar presente em TODOS os Trabalhos Oficiais, sim este é o compromisso de um Mestre que vai em busca de sua classificação. Não basta apenas emitir... Tem que ser! E para isso, cumprir seus compromissos.

Muitas vezes queremos “correr” em nossa jornada, na esperança de agregar mais forças e ter mais condições de fazer o bem, o quê é um nobre motivo. Porém, cabe lembrar, principalmente aos Presidentes, Instrutores e Devas, que esclareçam o que significa cada passo, e quanto de compromisso isso gera. Atesto que pessoalmente já senti o peso de querer “correr”, não importando o quão nobre possa ser a intenção, o que vale é a força que se dispõe, e que obrigatoriamente terá que manipular, para não transformá-la em uma força esparsa que irá “atravancar” sua vida.

O quê efetivamente recebemos em uma Consagração coletiva não temos condições de avaliar, cada um recebe de acordo com as condições de seu Sol Interior, de sua conduta, de seu merecimento, de sua concentração no Ritual. Cada um recebe o quê lhe compete espiritualmente, independente do que possa ser feito no plano físico. Pode receber tudo, ou até mesmo nada!

Não podemos avaliar nosso real merecimento. Como ter a pretensão de julgar coerentemente, se temos algo que desejamos muito? Resta-nos trabalhar espiritualmente, com Amor, Humildade e Tolerância, manter nosso equilíbrio, não nos envolver em nada que possa desviar nossa sintonia e esperar que a espiritualidade, e não os homens, nos julguem dignos de receber ao menos uma centelha da luz que ilumina as Consagrações.
Kazagrande